Porque Something

Something é uma das melhores dos Beatles. E é uma das melhores músicas do melhor dos Beatles, o George. E Something está presente num dos ...

sexta-feira, 18 de maio de 2018

Protestante

Um amigo indagou sobre minha 'preferência' em protestos.

Acho engraçado isso. A demagogia é tanta, a gourmetização é tanta que a gente já pode falar em 'preferências em protesto' tipo calda de morango no sundae! rs
Enfim, eu não tenho preferências em protestos e nem sou a favor de protesto x ou y.

O que eu entendo e sempre vou repetir é que, protesto é movido por muita paixão e fúria.
O que entendo é que quanto mais organismos maior a entropia.

Estamos falando de multidão, de calor, de explosão e pitadas (depois do Barroso vou usar bastante esse termo) de preconceito.

Então, juntando todas essas minhas informações, entendo que, numa explosão de gente, de sentimentos, de lutas, de indignações é lógico que é possível que haja confusão, violência, dor e sofrimento. É MUITA INFORMAÇÃO! É muita coisa junta sem estar organizada, é muita gente junta sem estar organizada. É o encontro de extremos, é o oprimido enfrentando o opressor. É o enfrentamento na sua mais significativa forma!

Se você entende que aquele parente, amigo, conhecido, colega de trabalho é barraqueiro, grosso, bruto, agressivo, esquentadinho, explosivo, de pavio curto, etc - vc sabe q ele não é o único no mundo e sabe que numa multidão, é bem provável que tenham outras pessoas como ele lá.

Enfim, vamos tentar ser menos né? Preferência em protesto é o cúmulo pra mim!
Falar que eu defendo protesto violento também é muita distorção do que eu digo!
Eu compreendo quando surge violência num protesto. Não vou dizer que acho ótimo - lógico que não! Mas não vou ser leite com pêra que vá dizer méodéos como isso é erradão!

pronto!

sábado, 7 de abril de 2018

Os asuntos proibidos e a alta cultura

lembro quando criança, minha família era dividida entre cultos e ignorantes - claro que de um jeito velado mas tinha a galera que assistia Faustão, F1, JN, Casseta e Planeta e lia Veja e estes sempre que sentavam a mesa se apropriavam das discussões políticas e do nível mais alto na hierarquia dos conteúdos. A outra parte, que assistia Silvio Santos, lia Notícias Populares, via Ratinho não tinha nem argumento pra tratar nestes campos de política e conhecimentos gerais. Fazia aquela linha do povão mesmo.

Na minha família eu fui uma das primeiras a adentrar a faculdade e hoje eu percebo que isso foi meio que uma quebra de paradigmas, uma afronta pois foi o momento em que o Notícias Populares pôde acessar o mundo do JN e botar o seu dedo nas conversas. Aí né, deu ruim!
Porque, os cultos estavam na real moldados a um tipo de conhecimento que se fazia de acordo com o que os jornais, a mídia tradicional informava e isso explica um pouco da perpetuação do PSDB em SP - agora vejo.

Quando a senzala começa a ir de encontro com a casa grande, as notícias começam a ter que se adaptar a outros pontos de vistas e começam a surgir questionamentos e negações. Ultraje! A senzala mal chega na roda das grandes conversas e já quer ter voz? E já quer falar que aquilo que a casa grande assiste, acessa, recebe não é o correto? Quer dizer que a senzala acha que a casa grande precisa se informar e ter pensamento crítico? A senzala chegou pra realmente tirar a mídia, a política e a elite da zona de conforto. Chegou pra apontar a câmera pro outro lado, outro ângulo que era invisível, silenciado pois mexeria com algumas almas mais sensíveis pertencentes a casa grande, aquelas almas inquietas que, após serem apresentadas ao problema, passam a pensar soluções e aceitar medidas que corrijam os erros sim.

Agora uma coisa particular da senzala, neste caso, são as paixões. A vida na senzala é de luta então é muito fácil inflamarmos de um jeito que a casa grande nunca se inflamou - lembra que a casa grande vivia na zona de conforto? Pois é. Enquanto a casa grande era de F1 e seus Rolex, a senzala era do futebol. Da organizada. Quando a senzala adentra os campos da 'alta cultura', claro que carrega consigo suas características e não é difícil transformar política em paixão. Daí que quando um governo da senzala sobe, aí começa a incomodar a galera que tava na zona de conforto e aí começa a ferver aquela indignação que a senzala já sentia quando existia a zona de conforto na casa grande...
Aí a casa grande vai descobrindo o que e se inflamar... e vai fermentando esse negócio... e é bile... e vai e vai... pronto! A casa grande 'desceu' ao nível da senzala e precisa lutar pelo seu direito a zona de conforto, claro! E assim surge o Fla-flu da politica. Depois eu continuo rsrsrs

quarta-feira, 4 de abril de 2018

The Other Face

Estava olhando o outro blog. Desde 11/2013 foram pouquíssimos os intervalos de meses que tive entre as postagens. Tinha mês que tinha mais posts, mês que tinha menos... mas desde 2013 foram poucos os meses que ficaram sem posts. Que coisa! Nem me achava tão regrada assim rsrsrs

Bom, faz um tempo que quero escrever sobre a Bahia mas é tanta coisa... e infelizmente não é assim algo tipo, guia turístico das melhores férias da minha vida.

Penso em como escrever. Pois são coisas completamente diferentes, parece que fiz duas viagens ao mesmo tempo! Quero escrever sobre pessoas. Quero escrever sobre lugares. Quero escrever minhas impressões e minha formação como ser humano depois destes ares...

terça-feira, 20 de março de 2018

Fakebook

hoje, por volta das 9h e pouco da manhã me cansei do facebook.
Vi ali um pântano, um lamaçal. De onde se tira lótus mas onde se suja e muito também! Onde tudo é sujo, mancha, talvez tenha cheiro ruim... quase um esgotão.

E me vi esgotada.

Ali já foi um bom lugar para se frequentar, encontrar quem pensa igual, refletir sobre o que pensam os diferentes, debater, rir, indignar, sofrer... muitas sensações, muito sentimentos, muitas informações ali. Mas ultimamente - e já tem uns meses apesar de hoje ser a gota d'água - tem ficado cada vez mais difícil encontrar informação. Sem ter que limpar de todo ódio, ressentimento vazio...
Ali não é mais espaço para compartilhar nada, absolutamente nada.
Ali virou um verdadeiro depósito de opiniões, uma exposição exacerbada do ego de cada um.
Ali as pessoas não querem se informar nem conversar, elas querem expor e expor e expor! E acima de tudo, ter razão!

Me vi acomodada a receber informação e de repente, me vi sem as informações que recebia - o espaço foi logo preenchido pelos partidarismos, militâncias, fake news... uma lástima!
Agora, acho que vou usar mais o google pra garimpar informação. Saudades do orkut!

Talvez os espaços devam ser respeitados... lugar de informação e lugar de afeto, separados.
Assim você não tem uma bagunça e nem tem que aturar correntes e santos e dizeres bíblicos e sofrimentos e indiretas e alegrias de amigos no mesmo lugar que você retira notícias de jornais, conhece o mundo, recebe entretenimento e curiosidades... Pessoas comuns são muito suscetíveis a fake news, então nas rodas de amigos, pode sempre rolar. Se vc cria uma teia de notícias particular, vc pode se ver livre desses fake news absurdos porém pode ser sim manipulado por correntes de pensamento único, sei lá... Mas não viraria uma bagunça. Vou tentar assim.
Vou tentar usar o google e o twitter para me informar. E vou tentar usar o whats e o insta para conversar com as pessoas. Vamos ver o que rola. Mas confesso que estou um pouco com medo de entrar no insta ou no twitter pois posso me deparar com a atmosfera suja do facebook também. Acho que as redes sociais não andaram conforme a sociedade andou. Ou talvez as redes sociais estejam se moldando a nojeira em que a sociedade tem se convertido.

Merlí e Malhação

Olha,

difícil encontrar críticas pra essa Malhação do Cao Hamburger, viu!
E eu sou saudosista né? Eu também acho que foram de grande valor as temporadas de Malhação da minha adolescência que trataram de Aids, Herpes, Gravidez na Adolescência, Alcool, conflitos de famílias e por aí vai.

Daí que hoje vi um post no Facebook falando que Merlí é uma série adolescente tipo Malhação só que com cérebro. 😠😠😠

Como eu o-dei-o essas comparações!
E sério, eu gosto de Merlí. E gosto de Malhação. Vejo Malhação mais próxima da realidade da juventude hoje, de cidade grande. Merlí me remete a adolescentes mais brandos, realidades mais controladas, um pouco da minha juventude que eu sei que é totalmente diferente do que vejo agora.

Não sou dessas que gosta de falar 'no meu tempo...' e nem que 'jovem é tudo igual' ou que 'todo mundo já foi adolescente um dia'. As experiências são diferentes, os amadurecimentos, tendências vão mudando e é natural.

Outra coisa que eu acho que a Netflix trabalha muito bem é o contrário do que o Moska diz, é um 'Escutar dentro com o ouvido de fora' - explico - lembra de 13 Razões? Uma série interessante que fala de suicídio mas para suicidas podem ser gatilhos muito fortes e não contribuem exatamente para a pessoa doente. Contribui, talvez, para que a pessoa de fora, entenda. É o perigo do lugar de fala...
A série assume o lugar de fala do suicida mas não fala com o suicida. Fala com quem está do lado de fora. Assim vejo Merlí. A série fala por jovens mas não comunica exatamente com jovens, penso.

quinta-feira, 1 de março de 2018

Semânticas, Ponderações e Gênero

"Quem estudou latim se lembra que a palavra "feliz" é felix, que significa também "fértil". Felicidade é sinônimo de fertilidade. Fertilidade não é apenas gerar outras pessoas. Fertilidade é impedir que a vida cesse na sua múltipla condição. Fertilidade é dificultar a desertificação dos nossos sonhos. Fertilidade é fazer com que não haja a esterilização do nosso futuro. Ser feliz é sentir-se fértil."
(Mario Sergio Cortella)

Ontem fiquei triste de ver que uma amiga 'demonstrou interesse' num evento no FB. Uma palestra sobre Ideologia de Gênero. Dentro de uma igreja.
Estou estudando a beça isso. Saí do campo da total negação (que se eu nego a existência da Ideologia de Gênero, nego também o diálogo para entender de onde vem o pensamento sobre esse combate ao que eu julgo inexistir, pois dialogar sobre o que não existe parece inútil) para a investigação.
Já que não se pode contra eles... investigue-os! Pois juntar-se a eles sem nenhum pensamento crítico ou esclarecimento não faria sentido também.

Então, seguindo pela minha cruzada, do pouco que encontrei sobre a origem do termo, a maioria remete a IV Conferência da ONU sobre mulheres, que ocorreu em 1995, em Beijing.
De um jeito muito simplista, abordam da seguinte forma: feministas radicais tomaram o debate sobre empoderamento feminino e botaram a questão do gênero no meio. Da diferenciação de tratamento de acordo com o gênero e não mais se tinha um dilema entre homem e mulher. Se tratava da definição de 'gênero'.
Algo errado em falar sobre gênero? Na nossa mente não. Mas na mente de outras pessoas, esta questão de gênero se trata de uma anulação de homem e mulher. Falar de respeito e gênero ao invés de respeito entre homem e mulher soa de um jeito ameaçador para algumas pessoas. Essa parte, o porquê disso, eu realmente ainda não entendi.
Mas tudo se dá a partir do argumento de uma jornalista que estava lá e que depois disso escreveu vários livros sobre a mudança no feminismo e sobre ideologia de gênero.

Mas uma coisa me chamou atenção e pode ser apenas um fato curioso mas achei relevante. Esta conferência de 1995 foi a primeira que Hillary Clinton participou e, antes da candidatura de Trump eu não me lembro de ouvir falar tanto em fake news, pós verdade e ideologia de gênero.
Atacar Hillary gerando escândalo em suas primeiras aparições, criar um monstro Hillary, sorrateiro que come pelas beiradas e que a gente nem viu mas que chegou chegando parece e é bem coisa do Trump. Não encontrei em vídeos, em discursos, em notícias absolutamente NADA que retratasse essa situação de golpe, domínio da mesa, tomada do discurso, invasão de feministas radicais, feminazis... nadinha!

Me parece que a relação gênero e ideologia de gênero nessa questão foi de uma puta má interpretação ou má conduta mesmo. 


terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Identitelité, Orienté, Sexualité

Eu fico realmente pasma com o pânico que se criou acerca da sexualidade!
Pasma com a fragilidade da identidade sexual de algumas pessoas!

Acredito que toda essa 'pasmaceira' vem porque eu nunca tive que provar minha identidade, nunca me senti perturbada, errada, confusa quanto a isso. Ainda mais na infância!
Nunca isso foi problema.

Eu sempre fui menina. Menina que gostava mais de brincadeiras com bola e de correr do que menina que brinca de boneca e só. Sempre fui menina que compartilhei meus brinquedos de menina com meus primos e sempre brinquei com os brinquedos deles também.
Mas nunca, por brincar mais com meninos, me senti menino. Influenciada a ser menino. A sentir atração por meninas, como meninos sentem e por isso, pra mim, é muito tranquilo que isso passe numa boa.

Não entendo isso de:
1) querem transformar nossos filhos em gays
2) querem destruir a família
3) querem impor que não existe menino e menina
4) querem confundir nossas crianças

Eu não entendo, partindo da minha experiência - hoje adulta, lá pra trás, criança - porque eu acho que isso não é algo 'transformável'. Nem que minha mãe quisesse que eu fosse menino, eu seria menino.
Lembra da Bernardete - Chocolate com Pimenta? Ela é um exemplo clássico pra gente pensar.
Se você nasce menino mas tua mãe sempre te trata como menina e tudo que te apresentam é 'de menina' - por não ter conhecimento de ooooutro tipo de repertório, no caso masculino, você vai achar que você é menina mesmo sendo menino. Maaas, lá na frente, quando seus hormônios começarem a aflorar, quando aquele desejo, atração pela outra pessoa apontar você vai se encontrar.
Falei Bernardete mas pode ser Mogli, pode ser Tarzan... se na nossa essência somos diferentes daquilo que acreditamos ser uma vida inteira, vai chegar uma hora que a nossa essência vai nos confrontar.

E é bem aí que eu não entendo... como a sexualidade dessas pessoas é tão frágil? Depois de vividos, crescidos, realmente ao olhar pra trás eles conseguem se sentir 'ameaçados' pelo diferente? Pra mim é complicado entender. Complicado mesmo! Nunca me senti persuadida, ameaçada, estimulada a assumir/ter uma identidade da que tenho. E acho isso impossível de acontecer mesmo que forcem a barra... como vc se identifica é como vc vai naturalmente se identificar e não há quem mude isso. Isso já nasceu grudadinho em você.

Andei estudando. Lendo um pouco pra tentar entender o argumento de quem realmente haja que falar e aceitar a homossexualidade, a bissexualidade seja errado e não consegui. Chegou num momento em que as coisas ficaram muito equivocadas.

Uma prova de que não existe cura gay, de que não existe como mudar a conduta de alguém está nos primeiros estudos sobre identidade de gênero. Estudos que se provaram completamente errados! Procure saber sobre o caso do Dr. Money e do garoto David Reimer! Resumidamente, Money acreditava ser possível mudar a identidade sexual de alguém - como esses caras acham que é possível mudar a identidade sexual de uma criança ao falar sobre homo, bi, transexualidade.
O caso David Reimer ficou conhecido pois o garoto sofreu uma mutilação numa cirurgia mal feita de fimose e perdeu a genitália masculina. Para o Dr. Money, seria menos dolorido para ele e para a família que o garoto se tornasse garota e para ele isso era possível. Era só trocar as roupas dele de menino por roupas de menina, brinquedos de menina, coisas de menina, educá-lo como menina e nunca falar a respeito do seu passado de menino. O resultado? Reimer suicidou-se pois nunca aceitou a identidade feminina mesmo quando criança. Nunca aceitou ser estimulado como menina, educado como menina, vestido como menina, forçado a ser menina. É o que defendemos: não se cura o que não é doença, não se muda sexualidade de ninguém.

O que eu acho engraçado é que os caras que falam sobre ideologia de gênero, equivocadamente, para negar o diálogo sobre identidade de gênero, usam este caso para desacreditar os estudos de gênero - não sei se consigo entender - parece que, pelo estudo de gênero do Dr. Money ter dado muito ruim os caras acham que não se pode desenvolver nenhum tipo de estudo sobre gênero. Mas desenvolver cura gay e 'reversão' pode... sei lá né??? vai entender...

E é muito doido! Se eles conhecem o Caso Reimer eles sabem que não tem justificativa NENHUMA para se evitar falar sobre sexualidade que pode influenciar a criança... ¬¬" O Caso Reimer prova que não tem problema algum mas nesse caso, eles fingem que não vêem.
Mas na hora de condenar estudos de gênero, os caras usam o Caso Reimer como se identidade de gênero fosse muito errado. Não faz nenhum sentido.