Um querido postou isso hoje (anteontem pq eu ainda n terminei o texto rsrs) no Facebook:
"Só, na verdade, quem pensa certo, mesmo que, às vezes, pensa errado, é quem pode ensinar a pensar certo. E uma das condições necessárias a pensar certo é não estarmos demasiado certos de nossas certezas. Por isso é que o pensar certo, ao lado sempre da pureza e necessariamente distante do puritanismo, rigorosamente ético e gerador de boniteza, que me parece inconciliável com a desvergonha da arrogância de quem se acha cheia ou cheio de si mesmo." (Paulo Freire in Pedagogia da Autonomia)
Desses dias que entrei em atrito com uma pessoa que, por muito tempo, considerei miga assim tipo ermã mas de uns tempos pra cá estava percebendo que os objetivos, os interesses, as buscas e discursos estavam se destoando um pouco muito encontrei uma reflexão pra vida!
Eu mudei. Mudei pra caraaaleo. Mas nem tanto assim. Essa veia pulsante, sedenta por informação, curiosa pelas palavras que formam essas arquiteturas - diálogos - discursos - textos e textões - haikais - monólogos - reflexões - levantes! Isso tudo sempre esteve em mim.
Com os estudos e as descobertas começo a tentar entender meus caminhos. Não gosto de planos cartesianos. Os evito. Mas isso de evitar pode me levar a resultados não tão legítimos assim. A gente não deve evitar nada. A gente pode evitar mas não deve.
Então tenho estabelecido em mim meus maiores interesses:
COMUNICAÇÃO ~ EDUCAÇÃO ~ CULTURA
e um cadim de tecnologia... Bom, esses 3 campos me possibilitam contatos diversos, entre política, meio ambiente, cibernética... Então fica assim. Não vamos estabelecer uma meta. Vamos deixar a meta aberta. E quando atingirmos a meta, a gente dobra a meta! =D
Ouceje, encontrei na verdade, eixos. Eixos que se ligam a diferentes temas, a diferentes militâncias, a defesas e isso me permite caminhar livre para aprender, para compartilhar aprendizado, para reconhecer erros, voltar atrás e fazer do jeito certo depois. =)
Dessa parte, dos eixos, já se estabelece a complexidade com êxito na minha vidinha hehehehe
A ooooutra parte, Freiriana...
Eu tenho bastante receio de me afirmar. Sou insegura e como vejo muitas pessoas perderem o senso quando se afirmam... Aí já viu né? Não quero ser dessas, obrigada mas eu tô passando a vez! rsrs
Mas depois que entrei nesse bendito atrito com uma miga, comecei a pensar até onde eu não devo admitir o que sei, até quando eu devo ficar nesse 'nada sei' e vem o peso das coisas de sempre:
O quão x ou y colaboram por um mundo melhor?? Sim, eu juro que quero ajudar a salvar o mundo!
E aí que o atrito começou exatamente porque eu ousei ultrapassar limitinhos rsrsrs
Lembro do namoro anterior, aquele da bad, do abuso e tal... quando um ser iluminado me mostrou que eu poderia ser bem mais do que sombra de alguém e eu comecei a me levantar. Quando ganhei a usp e comecei a me sentir realmente parte de algo maior. Estava indo bem na vida: bem enturmada nas baladas e rolês - quando os fazia. Bem enturmada e envolvida nos lances de facul: pôxa, eu conversava deboas com meus colegas, tinha livre acesso aos professores que me davam aula e até aos que viriam a me dar aula no futuro, na secretaria, comecei a fazer uma iniciação científica antes de todo mundo, ía com todo gás nas imersões que fiz, tava dando sangue e adorando tudo ali... Aí o cara falava que vc tava se achando demais, q vc tava ficando muito convencida, q vc tava destratando as pessoas, q vc estava mudando demais e pra pior, te medindo pra caraleo com a régua dele e vc voltava aos poucos a sombra dele. E isso ainda pesa um pouco sobre o que eu sei de mim, sobre o quão alto eu tô voando e o quão arrogante posso estar sendo. Muitas vezes eu me contenho achando q eu estou sendo arrogantona e evito me afirmar mesmo.
Enfim, encontrei nessa passagem Freiriana uma luz! rs
Cara, nem sei se já escrevi sobre o ocorrido mas resumindo, eu peso sim no compartilhamento de mentiras pelas redes sociais. Fato! E todo mundo sabe disso!
E estamos enfrentando um período sombrio em que se espalham mentiras a torto e direito alimentando jogos de poder. Isso é preocupante pra mim! Um presidente da maior potência e seus assessores ficarem inventando ataques terroristas por aí faz com que um bando de idiotas que vivem de teorias da conspiração acreditem piamente que estão escondendo os ataques terroristas do restante do mundo - como se a gente vivesse no tempo do onça e algo assim não virasse notícia instantaneamente! Mas se atentem: esse cara é o presidente. E ele se fez assim. A campanha dele se fez assim.
Temos cá um prefeito que maquia pro bem tudo aquilo que ele faz, como se fossem coisas grandiosas e lindas para esconder coisas horríveis e não tão dignas de aplausos.
Temos sites supostamente de notícias feitos para ganhar dinheiro em cima de likes, alimentando o ódio de quem tem.
Períodos de pós-verdade -> Fato!
Aí a minha parte midialógica (inventei isso? gostei!) - midialógica porque vem do estudo e não do se sentir midiática pop pop rs - me força a tentar mostrar para as pessoas que não é simplesmente uma mentirinha quando lançada na rede...
Enfim, até hoje não entendi o porquê de se compartilhar uma mentira e pesar sobre 'o direito de compartilhar uma mentira'. Daí me vieram vááários pensamentos a este respeito e no final, depois de trocentas indiretas identificadas e aceitas eu vi que cansei de ser cumadi, n tô na fase de lição de moral mais.
E ponderei muito sobre minha posição. Se estava certa, Se estava errada. Se estava egóica. Se estava militante cabeçuda... - que poderia ser sim. Ando bem ligada e estudando e lendo da maneira que posso - focada nesse lance de melhorar o mundo e tentando encontrar 'meu fechamento'. rs Daí que posso me empolgar mesmo nazideia e NAZIdeia acabar sendo injusta, impaciente e afins.
Maaas pensei, repensei e até fiquei com raiva!
Não havia justificativa plausível para postar uma mentira, antiética, sensacionalista! Eu fiz o favor de explicar meu ponto de vista e ela?? Ela nem! Talvez pra piorar, só faltou fazer uma a la Marisa Letícia: enfia tua opinião no cú e reclama no site - tipo isso.
No máximo, depois que eu escrevi um lance lá, ela veio ainda tomar satisfação e aí eu fiquei mais encafifada ainda!
Tipo, falei no meu texto que se eu chamo atenção e pa é porque eu tenho afeto pela pessoa. No mais, deixaria estar e n encanaria de jeito nenhum.
E ela veio cagar regra - cagar regra sim! Pq depois eu fui analisar e foi um tanto quanto hipócrita!
Aí penso sobre essa posição das pessoas que distorcem empatia: no seu lugar eu faria... - cara, isso n é empatia.
Eu aprendi com a Flávia Melissa que, eu jamais estaria no seu lugar e vc jamais estaria no meu lugar e, a partir da menor possibilidade de vc estar fisicamente, emocionalmente, politicamente no meu lugar, o lugar já deixaria de ser o meu e a experiência com certeza haveria de ser diferente - diferente inclusive do modo como seria na tua cabecinha, quando vc pensa q se coloca no meu lugar. N é assim nem nunca será. Eu demorei muito pra parar com essa neura de me colocar no lugar dos outros e de não aceitar o que os outros fariam em meu lugar então, quanto a isso, deboas dela não seguir essa linha. Agora esse de falar q do meu jeito seria assim, sendo q pra falar q do jeito dela ela n faria do meu jeito ela tinha total liberdade de falar do jeito que, supostamente, seria o jeito dela mas daí, mesmo o jeito dela sendo diferente e o meliór, ela resolveu fazer do meu jeito! Ou será q o jeito dela era na real o jeito q ela queria ser? E é assim?? Do meu jeito, no meu padrãozinho deveria ser assim e vc fez do jeito errado então tá erradão! - daí o ponto hipócrita do rolê.
Se no meu lugar, vc n faria... Pq cargas d'água está a fazer exatamente igual a mim?? Entende q é muito moralismo, muita palhaçada mesmo, muito faz de conta?
Enfim... segue o baile q esse post já faz uns 5 dias ou mais q tá pra sair e n sai! rs