Laiá, laiá, laiá...
Sabe, eu trafego por dois mundos bem distintos: a perifa e a classe mé(r)d(i)a. E é muito louco ver as diferenças...
Hoje Facebook me trouxe Milton Santos e eu preciso parar de olhar as diferenças... E sim o que nos aproxima... prometo que vou tentar. Prometo que vou tentar ser ponte! =)
Do lado perifa, fico bem feliz quando vejo iniciativas que visam integrar a sociedade. Isso é bem bacana. O que a perifa precisa, ao meu ver - e de simplismo puro porque quero ser sintética e não problematizar, entrando por vieses mais complexos - é de união e emancipação. E isso é difícil pra caraaaaleo! Como emancipar uma massa que nasce, cresce, vive e morre dependente de outra classe? Depende dessa outra classe para ter acesso a itens fundamentais a essa emancipação, como cultura, educação, saúde, saneamento, emprego, transporte, lazer, segurança... Tudo isso, ou parte da iniciativa privada ou das governanças ~ se atentem, por gentileza que o texto é corrido assim como as ideias e a construção pode perder a linha as vezes, afinal, é construção imediata de pensamento: pode conter situações que se contradizem ~ e daí entramos num paradoxo muito louco de criar emancipação/desvínculo/independência das classes altas a partir da entrega desses equipamentos pelas classes altas! rs
Mas isso se faz muito pela imitação também. Pela repetição de comportamentos aprendidos lá, em momentos que essas classes se aproximam: em espaços comuns de convivência. Empregos. Mercados, etc.
O problema é que, a imitação é tão prejudicial quanto a decoreba pois é rasa e mecânica. Logo, as imitações se tornam clichês como repetições de frases do tipo 'bandido bom é bandido morto', 'se estivesse trabalhando/estudando/em casa não teria acontecido', se repetem opiniões políticas rasas, se repetem gostos e modismos estimulados pelo consumismo como maneira de se impor como celulares de última geração, carros potentes, rebaixados, com som ultra-mega-potatos, Nikes, Apples e Samsungs, Starbucks, McDonald's, Playstations... e pouco se evolui dessa ação mecânica e superficial. Mantém-se a submissão e até a omissão. Em casos piores se transforma em negação. Daí a pessoa nega a periferia em que vive, se omite dos problemas, se omite dos problemas que ela mesma enfrenta por não se identificar mais com essa realidade. E também não consegue se manter no mundo artificial que ela cria... Louco né? Identidade é tudo!
Nem precisa dizer que grande parte dessa falta de recursos e desse consumismo estimulado são algumas das chaves para se criar e perpetuar a violência na perifa, né?
Depois eu volto com a parte da Classe Mé(r)d(i)a... Porque precisa organizar um cadim azideia né? rs
Devaneios... Reflexões mais divertidas (ou não) sobre episódios de uma vida normal. Um pouco de verdade, um pouco de mentira, um misto de desejo e sonho. E problematizações! E crises existenciais! Enfim, pensamentos soltos, o lado Odara e o lado Malévola no mesmo lugar porque aqui não precisa explicação! E eu posso ser tudo! ☆Starring: Aline Neves Nakayama☆
Porque Something
Something é uma das melhores dos Beatles. E é uma das melhores músicas do melhor dos Beatles, o George. E Something está presente num dos ...
quarta-feira, 26 de julho de 2017
Up and Down
Um dos maiores momentos da minha vida foi quando entrei na USP!
Serviu pra eu dar um tapa na cara da sociedade e na minha cara também. Mostrou que sim, eu ainda era capaz de algo! Sim, eu estava traçando o caminho das pedras que eu, muito depois, descobriria que era mesmo o que eu queria pra vida...
Foi o momento de dar aquela levantada na auto-estima e foi lindo... conheci pessoas lindas, sonhos lindos, "gente fina, elegante e sincera com habilidade pra dizer mais sim do que não", sonhadora e com bondade no coração! Tanta coisa inspirava... a faculdade fazia a gente sonhar alto, dava impulso e mostrava que muitas coisas seriam possíveis sim! Momento de acolhida ali!
Mas foi ali também que vivi alguns dos piores momentos na vida sim.
Acho e acredito que seja o equilíbrio da coisa - quanto mais alto o degrau, maior é a queda né?
Enfim... eu tava com tudo ali na mão: futuro, passado, presente se unindo pra ficar tudo lindo e grandioso!
Daí veio a queda. E foi foda. E doeu. Sabe aquela expressão: se cair, do chão não passa? Pois é. Meu chão se abriu e foi além...
E a partir daí muita coisa foi aprendizado... Acho que quero ser professora. E da USP uma coisa que eu pretendo levar pra sala de aula um dia é: vc n faz a menor ideia do que se passa na vida da outra pessoa e vc como professora não pode julgar, hostilizar ou maltratar algum aluno. Independente de idade, tamanho, experiência, o professor se sobrepõe aos alunos em sala de aula e, quando um professor, da tua autoridade, hostiliza um aluno... Olha, isso marca tá!
Fora da USP eu não sabia bem o que eu tinha mas sabia que não estava no meu 'estado normal'.
Eu sentia dores e sentia minhas articulações enrijecerem - era horrível e entrava em pânico com isso.
Como eu sempre, desde que me entendo por gente, tive dores horríveis nos joelhos, sem causa nenhuma aparente - os médicos diziam que era 'dor do crescimento' e isso deve ser verdade porque eu sou hoje uma girafa de um metro e cinquenta e seis centímetros de altura - sem nenhum tratamento, só o de choque mesmo porque até a adolescência, eu só corria, pulava, nadava, praticava esportes... enfim, desgastei o pouco de joelho que eu tinha/tenho/tive.
Como eu resumi esse texto num post de Facebook, nem vou terminar aqui, afinal, minha Penseira já tem essa memória depositada cá.
E a cabeça aliviou desse conflito. Segue o baile! =D
Serviu pra eu dar um tapa na cara da sociedade e na minha cara também. Mostrou que sim, eu ainda era capaz de algo! Sim, eu estava traçando o caminho das pedras que eu, muito depois, descobriria que era mesmo o que eu queria pra vida...
Foi o momento de dar aquela levantada na auto-estima e foi lindo... conheci pessoas lindas, sonhos lindos, "gente fina, elegante e sincera com habilidade pra dizer mais sim do que não", sonhadora e com bondade no coração! Tanta coisa inspirava... a faculdade fazia a gente sonhar alto, dava impulso e mostrava que muitas coisas seriam possíveis sim! Momento de acolhida ali!
Mas foi ali também que vivi alguns dos piores momentos na vida sim.
Acho e acredito que seja o equilíbrio da coisa - quanto mais alto o degrau, maior é a queda né?
Enfim... eu tava com tudo ali na mão: futuro, passado, presente se unindo pra ficar tudo lindo e grandioso!
Daí veio a queda. E foi foda. E doeu. Sabe aquela expressão: se cair, do chão não passa? Pois é. Meu chão se abriu e foi além...
E a partir daí muita coisa foi aprendizado... Acho que quero ser professora. E da USP uma coisa que eu pretendo levar pra sala de aula um dia é: vc n faz a menor ideia do que se passa na vida da outra pessoa e vc como professora não pode julgar, hostilizar ou maltratar algum aluno. Independente de idade, tamanho, experiência, o professor se sobrepõe aos alunos em sala de aula e, quando um professor, da tua autoridade, hostiliza um aluno... Olha, isso marca tá!
Fora da USP eu não sabia bem o que eu tinha mas sabia que não estava no meu 'estado normal'.
Eu sentia dores e sentia minhas articulações enrijecerem - era horrível e entrava em pânico com isso.
Como eu sempre, desde que me entendo por gente, tive dores horríveis nos joelhos, sem causa nenhuma aparente - os médicos diziam que era 'dor do crescimento' e isso deve ser verdade porque eu sou hoje uma girafa de um metro e cinquenta e seis centímetros de altura - sem nenhum tratamento, só o de choque mesmo porque até a adolescência, eu só corria, pulava, nadava, praticava esportes... enfim, desgastei o pouco de joelho que eu tinha/tenho/tive.
Como eu resumi esse texto num post de Facebook, nem vou terminar aqui, afinal, minha Penseira já tem essa memória depositada cá.
E a cabeça aliviou desse conflito. Segue o baile! =D
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