Porque Something

Something é uma das melhores dos Beatles. E é uma das melhores músicas do melhor dos Beatles, o George. E Something está presente num dos ...

quarta-feira, 26 de julho de 2017

Ói eu aqui traveiz!

Laiá, laiá, laiá...

Sabe, eu trafego por dois mundos bem distintos: a perifa e a classe mé(r)d(i)a. E é muito louco ver as diferenças...
Hoje Facebook me trouxe Milton Santos e eu preciso parar de olhar as diferenças... E sim o que nos aproxima... prometo que vou tentar. Prometo que vou tentar ser ponte! =)

Do lado perifa, fico bem feliz quando vejo iniciativas que visam integrar a sociedade. Isso é bem bacana. O que a perifa precisa, ao meu ver - e de simplismo puro porque quero ser sintética e não problematizar, entrando por vieses mais complexos - é de união e emancipação. E isso é difícil pra caraaaaleo! Como emancipar uma massa que nasce, cresce, vive e morre dependente de outra classe? Depende dessa outra classe para ter acesso a itens fundamentais a essa emancipação, como cultura, educação, saúde, saneamento, emprego, transporte, lazer, segurança... Tudo isso, ou parte da iniciativa privada ou das governanças ~ se atentem, por gentileza que o texto é corrido assim como as ideias e a construção pode perder a linha as vezes, afinal, é construção imediata de pensamento: pode conter situações que se contradizem ~ e daí entramos num paradoxo muito louco de criar emancipação/desvínculo/independência das classes altas a partir da entrega desses equipamentos pelas classes altas! rs
Mas isso se faz muito pela imitação também. Pela repetição de comportamentos aprendidos lá, em momentos que essas classes se aproximam: em espaços comuns de convivência. Empregos. Mercados, etc.
O problema é que, a imitação é tão prejudicial quanto a decoreba pois é rasa e mecânica. Logo, as imitações se tornam clichês como repetições de frases do tipo 'bandido bom é bandido morto', 'se estivesse trabalhando/estudando/em casa não teria acontecido', se repetem opiniões políticas rasas, se repetem gostos e modismos estimulados pelo consumismo como maneira de se impor como celulares de última geração, carros potentes, rebaixados, com som ultra-mega-potatos, Nikes, Apples e Samsungs, Starbucks, McDonald's, Playstations... e pouco se evolui dessa ação mecânica e superficial. Mantém-se a submissão e até a omissão. Em casos piores se transforma em negação. Daí a pessoa nega a periferia em que vive, se omite dos problemas, se omite dos problemas que ela mesma enfrenta por não se identificar mais com essa realidade. E também não consegue se manter no mundo artificial que ela cria... Louco né? Identidade é tudo!

Nem precisa dizer que grande parte dessa falta de recursos e desse consumismo estimulado são algumas das chaves para se criar e perpetuar a violência na perifa, né?

Depois eu volto com a parte da Classe Mé(r)d(i)a... Porque precisa organizar um cadim azideia né? rs



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