Há alguns dias estou fazendo voto de silêncio rsrs
No serviço, as colegas de trabalho estão de férias. Em casa, os guris estão de férias também.
Todo mundo viajando... No serviço não abro a boca, em casa falo com os gatos, as paredes, canto... Pra não ficar louca, sabe? Ou já ficando...
Mas esse mês começou legal. Fiquei feliz pelas viagens de todos. Fiquei feliz porque a família passou o Natal aqui comigo em casa. Fiquei feliz por ter reencontrado pessoas queridas.
Semana passada marcamos aquele encontro da galera da Unisa.
Cara, como eu mudei dos tempos de Unisa! E como eu saí otária da Unisa, nossa! Eu me odiaria, serio!
Eu era muito trouxinha na Unisa - entrei lá com os valores da mina de Frutal, aquela coisa meio Gossip Girl High School Musical bem adolescente de glórias e humilhações e modas e baphos e popularidade, curtição... queria ter sido melhor na Unisa. Se voltasse atrás teria sido melhor pessoa na unisa.
Quando saí da Unisa, saí pisando em todo mundo, me achando pelos perrengues que eu, unicamente, tinha enfrentado lá e por olhar ao redor com os olhos rancorosos do meu ex.
Fazendo análises disso tudo eu consigo entender essa parada da energia que vibra, energia que volta.
Eu achava que eu era baphônica, super querida pelos que eu queria bem, enturmada, popular e tal, realmente achava que eu tinha mais maturidade que muita gente da minha idade e que muita gente na unisa, mais velho do que eu. Eu vibrava isso. E atraí meu ex. Que eu achava que seria tipo prêmio do Universo por eu ser assim, ter alguém a altura.
A real é que na verdade ele era um tio perdido entre a galera que precisava encontrar um caminho pra se impor e uma guria que se submetesse. Ele não era o tipo de cara que eu achava que era e que eu merecia. Ele era justamente a minha vibração em retorno.
Graças ao advento da internet e graças a minha entrega e busca por entender as coisas loucas, depois deste relacionamento doido eu fui me reconstruindo. Eu estava arrasada, despida de tudo. Precisei reencontrar o que valesse a pena em mim e depositar coisas novas que valessem a pena mas q ainda não estavam por aqui. Me sinto numa versão melhorada. Menos encanada com o que eu quero parecer ser, menos encanada com o que vão pensar e mais aberta para as pessoas independente de validação de alguém.
Lembro que chegaram a fazer um encontro com a galera da unisa e na época meu ex falou que ia ser tipo uma contabilidade de fracassos para que quem se saiu melhor amaciasse seu ego. Eu validei esse argumento e não fomos. Embora umas amigas minhas tenham insistido para eu ir.
Teve gente lá com quem eu quebrei o pau e eu não queria ver e eu validei esse argumento dele. Me sinto tão fantoche sem personalidade!
Sei que meu irmão voltou da Europa, tinha que conhecer a namorada dele e tentamos marcar com as pessoas firmeza. Como calhou de eu ter que organizar o rolê acabou que eu chamei uma galera mais querida minha, claro!
Foi um encontrinho gostoso. Foi bom ter os guris aqui em casa. Foi bom saber que tá todo mundo bem sem contabilizar fracassos ou vitórias, coisa nenhuma.
A gente cresceu, sabe? A gente consegue ser mais que isso naturalmente, olha que sensacional? E talvez os guris até já tivessem essa transcendência que na época eu não tinha. Foi muito bom.
E vamos precisar marcar mais outro. Vai ser ótimo.
Devaneios... Reflexões mais divertidas (ou não) sobre episódios de uma vida normal. Um pouco de verdade, um pouco de mentira, um misto de desejo e sonho. E problematizações! E crises existenciais! Enfim, pensamentos soltos, o lado Odara e o lado Malévola no mesmo lugar porque aqui não precisa explicação! E eu posso ser tudo! ☆Starring: Aline Neves Nakayama☆
Porque Something
Something é uma das melhores dos Beatles. E é uma das melhores músicas do melhor dos Beatles, o George. E Something está presente num dos ...
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segunda-feira, 8 de janeiro de 2018
A Sombra
Viver dia após dia com medo da própria sombra...
Não significa que todos os dias ela nos atormenta, não.
Mas todos os dias importantes, a gente tem medo dessa nossa sombra tomar conta da gente.
Quem já teve pânico, depressão, ansiedade sabe bem do que estou falando.
Eu sempre falo: não a cura pra isso.
E de saber que não há cura, de reconhecer meus sentimentos, minhas confusões para lidar com tudo isso, eu sei bem que vai me assombrar até o fim da vida.
É como se você tivesse liberado plutônio na atmosfera - n sei se plutônio é radioativo e nem se ele se libera na atmosfera mas achei bonito falar assim - que depois de ter liberado, já eras... serão anos e anos contaminados, alguns em menor grau, outros devastadores! Welcome to my life!
E eu só sei é que não raro, em certos momentos de decisões importantes, necessários de mente focada e tal... eu simplesmente tenho tido prejuízos.
Não sei se descrevi aqui a noite em que tive um revival de pânico. Foi horrível. Estávamos num restaurante bacana japa, sendo super bem atendidos, o local não estava cheio, bem localizado, climatizado, sabe, tudo bacana e do nada veio aquela sensação de mal agouro, quase morte, fim do mundo. Gente, que coisa horrivel.
E sabe o que é pior? O pânico vem do nada em situações que não indicam que vai ter pânico. Tipo a carga de susto fica mil vezes maior né?
E a crise de ansiedade vem naquelas horas que você precisa ter foco e precisa do oposto da ansiedade.
E o medo maior é que, de uma crise de pânico eu fique ansiosa ou que de uma crise de ansiedade eu entre em pânico. Tem noção do tamanho dessa loucura?
E, se acontecer de me frustar o caminho mais previsível é a depressão. Acham pouco?
Como eu diferencio a crise de pânico da crise de ansiedade, além das condições que favorecem uma ou outra?
Bom, o pânico realmente vem do nada. Imagino que seja algo como aqueles calorões de menopausa, saca? E a sensação primeira é de medo, como se algo muito ruim estivesse pra acontecer e fosse impossível de driblar. Essa sensação de medo dá vontade de chorar, os olhos aregalam, a mão fica fria, você fica zonza, tudo parece tomar outra forma (normalmente fica maior, distorcido, distante, difícil) - você perde um pouco a noção de espaço, a cabeça esquenta porque parece que a irrigação sanguínea acelera, você se sente desprotegida. O estômago embrulha e vc n sabe se vc consegue ou quer comer mais.
A ansiedade é diferente, ela vai se anunciando porque aparece em situações muito específicas, na maioria das vezes. Aí vem a inquietação, vem a hiperventilação (no pânico também tem crise de hiperventilação), vem a tremedeira, a sensação de desmaio, a vontade de vomitar, você fica meio acelerada e acaba fazendo as coisas de um jeito meio atrapalhado, deixa as coisas caírem, tropeça, sente vergonha, parece q está sendo julgada, observada o tempo todo e se sente muito mal com isso, se sente vazia e as vezes parece ser fome isso. A tontura parece vir de uma fraqueza, diferente do ficar zonza quando a crise é de pânico.
Bom, estamos enfrentando a segunda fase da fuvest porque eu sou foda e sempre vou pelo menos para as segundas fases da fuvest ou da transferência da usp e aí fica complicado também saber lidar com o ir até a segunda fase... e daí? Daí nada. É a mesma coisa q nada ir até a segunda fase.
E eu não quero mais esse peso. Eu não tenho mais tempo pra perder tentando.
Não significa que todos os dias ela nos atormenta, não.
Mas todos os dias importantes, a gente tem medo dessa nossa sombra tomar conta da gente.
Quem já teve pânico, depressão, ansiedade sabe bem do que estou falando.
Eu sempre falo: não a cura pra isso.
E de saber que não há cura, de reconhecer meus sentimentos, minhas confusões para lidar com tudo isso, eu sei bem que vai me assombrar até o fim da vida.
É como se você tivesse liberado plutônio na atmosfera - n sei se plutônio é radioativo e nem se ele se libera na atmosfera mas achei bonito falar assim - que depois de ter liberado, já eras... serão anos e anos contaminados, alguns em menor grau, outros devastadores! Welcome to my life!
E eu só sei é que não raro, em certos momentos de decisões importantes, necessários de mente focada e tal... eu simplesmente tenho tido prejuízos.
Não sei se descrevi aqui a noite em que tive um revival de pânico. Foi horrível. Estávamos num restaurante bacana japa, sendo super bem atendidos, o local não estava cheio, bem localizado, climatizado, sabe, tudo bacana e do nada veio aquela sensação de mal agouro, quase morte, fim do mundo. Gente, que coisa horrivel.
E sabe o que é pior? O pânico vem do nada em situações que não indicam que vai ter pânico. Tipo a carga de susto fica mil vezes maior né?
E a crise de ansiedade vem naquelas horas que você precisa ter foco e precisa do oposto da ansiedade.
E o medo maior é que, de uma crise de pânico eu fique ansiosa ou que de uma crise de ansiedade eu entre em pânico. Tem noção do tamanho dessa loucura?
E, se acontecer de me frustar o caminho mais previsível é a depressão. Acham pouco?
Como eu diferencio a crise de pânico da crise de ansiedade, além das condições que favorecem uma ou outra?
Bom, o pânico realmente vem do nada. Imagino que seja algo como aqueles calorões de menopausa, saca? E a sensação primeira é de medo, como se algo muito ruim estivesse pra acontecer e fosse impossível de driblar. Essa sensação de medo dá vontade de chorar, os olhos aregalam, a mão fica fria, você fica zonza, tudo parece tomar outra forma (normalmente fica maior, distorcido, distante, difícil) - você perde um pouco a noção de espaço, a cabeça esquenta porque parece que a irrigação sanguínea acelera, você se sente desprotegida. O estômago embrulha e vc n sabe se vc consegue ou quer comer mais.
A ansiedade é diferente, ela vai se anunciando porque aparece em situações muito específicas, na maioria das vezes. Aí vem a inquietação, vem a hiperventilação (no pânico também tem crise de hiperventilação), vem a tremedeira, a sensação de desmaio, a vontade de vomitar, você fica meio acelerada e acaba fazendo as coisas de um jeito meio atrapalhado, deixa as coisas caírem, tropeça, sente vergonha, parece q está sendo julgada, observada o tempo todo e se sente muito mal com isso, se sente vazia e as vezes parece ser fome isso. A tontura parece vir de uma fraqueza, diferente do ficar zonza quando a crise é de pânico.
Bom, estamos enfrentando a segunda fase da fuvest porque eu sou foda e sempre vou pelo menos para as segundas fases da fuvest ou da transferência da usp e aí fica complicado também saber lidar com o ir até a segunda fase... e daí? Daí nada. É a mesma coisa q nada ir até a segunda fase.
E eu não quero mais esse peso. Eu não tenho mais tempo pra perder tentando.
sexta-feira, 15 de dezembro de 2017
Coisas
E o que separa os discursos:
"ela pode ser o que ela quiser e usar o que ela quiser"
"não sexualize as crianças"
"não a adultização das crianças"
Li o texto do Marcelo Rubens Paiva que fala sobre a bebê barrada no Sesc 24 de Maio por estar com traje impróprio - a bebê estava vestida de Ariel.
E no texto foi levantada a questão do feminismo existir para que aquela bebê-menina pudesse existir, ser o que ela quiser, ter o direito de usar o que ela quiser pois o problema não está na roupa, está na visão perturbada de quem sexualiza uma criança.
E me veio minha luta por essa ideia de não adultizar nossas crianças. Não sou a favor da divisão de coisas de menino e coisas de menina mas sou a favor sim do coisas de criança e coisas de adulto. São outros repertórios, outras percepções, outras alegorias que tornam bem distante o infantil do adulto. E para mim é necessário viver inteiramente cada período precioso da nossa vida.
Acho que foi completamente inapropriado podar a criança de sua liberdade por conta de um traje, da sexualização que um adulto fez sobre a roupa da criança.
Mas acho bem complicado lidar com estes três discursos aí. E na real, nem é essa situação que faz minha cabeça bugar. Sinceramente, o Sesc estava errado e ponto.
Agora, quanto a crianças que são altamente sexualizadas por maquiagens e roupas... aí que vem minha preocupação.
Crianças que são adultizadas pelo uso de química, produtos tóxicos, em concursos de miss... isso pra mim é bem complicado!
A mulher deve ter o direito de ser o que quiser, onde quiser e como quiser sim. E a criança?
A criança também. O problema é a deturpação do que é o desejo da criança, naturalmente dela e o desejo embutido na criança, de acordo com o que ofereceram para ela viver.
Uma menina miss já está completamente condicionada a padrões de beleza e ela vai querer estar deslumbrante, talvez num salto, talvez com uma maquiagem super carregada que a faça parecer uma mini-adulta sim. Mas esse será que é o desejo natural dela? Uma criança adultizada deseja adultização. Uma criança adultizada é uma criança saudável? É uma criança vivendo todo o seu universo infantil?
Bom, precisei escrever sobre pra conseguir delimitar meu discurso rs
Então é isso.
Todo mundo deve ter o direito de ser e estar onde e como quiser. Todo mundo.
Mas devemos voltar nossos olhos para nossa essência e nos livrar de tudo que é imposto sobre nós para nos contectarmos de fato, com nossa identidade.
Não sexualize crianças. Não adultize crianças. Apesar de acreditar que toda pessoa deve, pode ir e vir, estar e ser, onde e como quiser, acredito que a sexualização ou adultização de uma criança é algo bem errado. E não devemos permitir que façam isso com nossas crianças. E isso nada tem a ver com arte nua ou nudez. A nudez não adultiza nem sexualiza - que fique claro.
"ela pode ser o que ela quiser e usar o que ela quiser"
"não sexualize as crianças"
"não a adultização das crianças"
Li o texto do Marcelo Rubens Paiva que fala sobre a bebê barrada no Sesc 24 de Maio por estar com traje impróprio - a bebê estava vestida de Ariel.
E no texto foi levantada a questão do feminismo existir para que aquela bebê-menina pudesse existir, ser o que ela quiser, ter o direito de usar o que ela quiser pois o problema não está na roupa, está na visão perturbada de quem sexualiza uma criança.
E me veio minha luta por essa ideia de não adultizar nossas crianças. Não sou a favor da divisão de coisas de menino e coisas de menina mas sou a favor sim do coisas de criança e coisas de adulto. São outros repertórios, outras percepções, outras alegorias que tornam bem distante o infantil do adulto. E para mim é necessário viver inteiramente cada período precioso da nossa vida.
Acho que foi completamente inapropriado podar a criança de sua liberdade por conta de um traje, da sexualização que um adulto fez sobre a roupa da criança.
Mas acho bem complicado lidar com estes três discursos aí. E na real, nem é essa situação que faz minha cabeça bugar. Sinceramente, o Sesc estava errado e ponto.
Agora, quanto a crianças que são altamente sexualizadas por maquiagens e roupas... aí que vem minha preocupação.
Crianças que são adultizadas pelo uso de química, produtos tóxicos, em concursos de miss... isso pra mim é bem complicado!
A mulher deve ter o direito de ser o que quiser, onde quiser e como quiser sim. E a criança?
A criança também. O problema é a deturpação do que é o desejo da criança, naturalmente dela e o desejo embutido na criança, de acordo com o que ofereceram para ela viver.
Uma menina miss já está completamente condicionada a padrões de beleza e ela vai querer estar deslumbrante, talvez num salto, talvez com uma maquiagem super carregada que a faça parecer uma mini-adulta sim. Mas esse será que é o desejo natural dela? Uma criança adultizada deseja adultização. Uma criança adultizada é uma criança saudável? É uma criança vivendo todo o seu universo infantil?
Bom, precisei escrever sobre pra conseguir delimitar meu discurso rs
Então é isso.
Todo mundo deve ter o direito de ser e estar onde e como quiser. Todo mundo.
Mas devemos voltar nossos olhos para nossa essência e nos livrar de tudo que é imposto sobre nós para nos contectarmos de fato, com nossa identidade.
Não sexualize crianças. Não adultize crianças. Apesar de acreditar que toda pessoa deve, pode ir e vir, estar e ser, onde e como quiser, acredito que a sexualização ou adultização de uma criança é algo bem errado. E não devemos permitir que façam isso com nossas crianças. E isso nada tem a ver com arte nua ou nudez. A nudez não adultiza nem sexualiza - que fique claro.
segunda-feira, 11 de dezembro de 2017
Odara
Eu comecei aos poucos. Hoje, cerca de 70% dos produtos que uso para pele e cabelos são #crueltyfree, livre de transgênicos ou de ingredientes de origem animal.
Pensei a respeito e acho que o lance vegan sem comer carne é algo que eu não consigo e, tirando a parte da industrialização não é algo que me pese muito na consciência...
Agora, o lance de teste em animais, de judiar do bicho simplesmente para o nosso bel-prazer, nossa segurança - aí acho foda! Porque além da industrialização é o trato do bicho como descartável, faz sofrer e não liga com a vida ali, usada e desprezada, carregando todo sofrimento da intervenção humana. Ali, na indústria cosmética, farmacêutica e afins... é diferente da alimentação. Pelo menos na minha cabeça é.
Então estou apostando muito em óleos essenciais, vegetais, argilas, cremes, shampoos e sabonetes não testados em animais e por aí vai.
Pensei a respeito e acho que o lance vegan sem comer carne é algo que eu não consigo e, tirando a parte da industrialização não é algo que me pese muito na consciência...
Agora, o lance de teste em animais, de judiar do bicho simplesmente para o nosso bel-prazer, nossa segurança - aí acho foda! Porque além da industrialização é o trato do bicho como descartável, faz sofrer e não liga com a vida ali, usada e desprezada, carregando todo sofrimento da intervenção humana. Ali, na indústria cosmética, farmacêutica e afins... é diferente da alimentação. Pelo menos na minha cabeça é.
Então estou apostando muito em óleos essenciais, vegetais, argilas, cremes, shampoos e sabonetes não testados em animais e por aí vai.
quarta-feira, 6 de dezembro de 2017
Duo
Sobre o lance do Amor Platônico e do atrevimento...
É claro que ele continuou, simplesmente 'mantendo'.
Não exclui, não joga fora, não desfaz, não responde, não reclama, não chia, não apaga, não faz porcaria nenhuma!
Do Amor Real, andei decepcionadíssima esses dias e ainda estou digerindo uma fita brava aí.
Preocupada. Deu vontade de jogar tudo pro alto. Deu vontade de acabar de vez. Preocupada.
Mas também fez ver que eu realmente gosto e Amo e quero bem. E deu pra ver que é um lance de troca mesmo. De calma. De confiança. Cheguei a pensar em dar um tempo - acho que o guri precisa se encontrar. Ele não é meu capacho nem quero ele moldado a mim. Quero que sejamos livres e protagonistas cada um de sua vida e que a gente simplesmente se conecte. Se harmonize, se equilibre. Acho que não acredito mais nessa coisa que antes já acreditei de que um Amor completa o outro. De que um Amor muda e tal.. Acho que não.
Acho que não deve ser assim. Mas acho que muda sim. Sei lá. Já tô caetaneando por aqui.
Sobre a Fuvest - tô cansada de consultar todo dia pra ver se liberaram as notas de cortes - isso é crucial pra alimentar minha expectativa! rsrsrs
Ontem saímos e foi super. Ainda estou um pouco sem jeito para socializações mas uma hora eu chego lá! rsrsrsrs
Sobre minha vibe natural... cara, tô tentando achar algum curso sobre o que eu encontrei pra mim.
Essa semana fui na Ikesaki, comprei óleos e shampoos vegan e argilas... vou começar a brincar com isso. Faz tempo que eu não encontro uma brincadeira pra descontrair e estudar e aprofundar... Tô gostando disso.
Sinto um pouco de falta do grupo q eu fazia parte... Queria conversar sobre algumas coisas com as gurias, mas... sei lá. Ainda não é hora ou já passou da hora.
É cedo ou tarde demais...
É claro que ele continuou, simplesmente 'mantendo'.
Não exclui, não joga fora, não desfaz, não responde, não reclama, não chia, não apaga, não faz porcaria nenhuma!
Do Amor Real, andei decepcionadíssima esses dias e ainda estou digerindo uma fita brava aí.
Preocupada. Deu vontade de jogar tudo pro alto. Deu vontade de acabar de vez. Preocupada.
Mas também fez ver que eu realmente gosto e Amo e quero bem. E deu pra ver que é um lance de troca mesmo. De calma. De confiança. Cheguei a pensar em dar um tempo - acho que o guri precisa se encontrar. Ele não é meu capacho nem quero ele moldado a mim. Quero que sejamos livres e protagonistas cada um de sua vida e que a gente simplesmente se conecte. Se harmonize, se equilibre. Acho que não acredito mais nessa coisa que antes já acreditei de que um Amor completa o outro. De que um Amor muda e tal.. Acho que não.
Acho que não deve ser assim. Mas acho que muda sim. Sei lá. Já tô caetaneando por aqui.
Sobre a Fuvest - tô cansada de consultar todo dia pra ver se liberaram as notas de cortes - isso é crucial pra alimentar minha expectativa! rsrsrs
Ontem saímos e foi super. Ainda estou um pouco sem jeito para socializações mas uma hora eu chego lá! rsrsrsrs
Sobre minha vibe natural... cara, tô tentando achar algum curso sobre o que eu encontrei pra mim.
Essa semana fui na Ikesaki, comprei óleos e shampoos vegan e argilas... vou começar a brincar com isso. Faz tempo que eu não encontro uma brincadeira pra descontrair e estudar e aprofundar... Tô gostando disso.
Sinto um pouco de falta do grupo q eu fazia parte... Queria conversar sobre algumas coisas com as gurias, mas... sei lá. Ainda não é hora ou já passou da hora.
É cedo ou tarde demais...
quinta-feira, 30 de novembro de 2017
É natural que seja assim...
...Você aí e eu aqui, exatamente aqui
Voltando ao assunto do post anterior porque o post anterior voltou ao assunto do post anterior
É, ontem eu dei uma surtada rsrsrs
Se me arrependo? Não.
Se me arrependo? Talvez um pouco.
Se me arrependo? Acho que vou me arrepender mas ainda não.
Eu não sei vocês mas eu, depois daquele relacionamento abusivo, ando tendo uma bela dificuldade (ainda) de me relacionar com as outras pessoas. É um exercício diário isso de falar oi, bom dia, perguntar as coisas, responder... muitas vezes eu esqueço de responder ou fico sem jeito do que falar e acabo deixando a pessoa no limbo... é um saco isso. Eu não era assim.
Mas, voltando a parte Top Therm, ontem comentei no post do Amor Platônico que era um caso platônico.
A ideia era fazer isso pra ver qual seria a reação. Porque sinceramente, se alguém faz um negócio desses comigo porque eu sou legal com a pessoa e não tô dando mole, é o fim da picada e game over de qualquer tipo de relacionamento né? Exclusão mode on. Seja no post, seja na guria atirada.
Já, se o buraco é mais embaixo e existe um Zing, a pessoa não exclui.
Agora se o lance for da reciprocidade linda, vai haver aquela conversa fora da friendzone né?
Não, eu não acredito em friendzone. Apesar de colocar o guri na friendzone e saber que eu também tô nesse rolê de friendzone perdida lá na vida dele também.
E sobre o Amor Real - sabe, eu estou começando a entender (ou achar que entendo) esse lance de Eu, Tu, Eles. Amo mesmo o Amor Real. É a melhor coisa que eu tenho, que eu já tive. A melhor pessoa de compreensão, cumplicidade, diálogo, transa... rola tudo muito bem. A única coisa que as vezes me deixa frustradona é o lance da falta de objetividade na vida, falta de ação. Que por sinal, ultimamente tem me surpreendido bastante e deixado feliz. Depois de eu quase querer terminar tudo.
Tenho receio que este 'tudo melhorou, tudo vai bem' uma hora exploda e eu perceba que não tá tudo bem coisíssima nenhuma! Mas, enquanto aparentemente vai bem, não tenho do que duvidar, não tenho o que temer, certo? Certo.
E do Amor Platônico? Bom, eu fico feliz de estar na friendzone ainda. Fico feliz de não ter acontecido nenhuma reação - embora ainda seja cedo e eu também demoraria um cadim pra sumir com essa pessoa louca da minha vida - porque se o guri vira pra mim e fala: sabe gata, vamo deixar essa platonice de lado, vamu si amá, vamo abandoná essa friendoze do caceti! - o que eu vou dizer? NÃO! Não porque eu sou uma pessoa ética! Porque eu sou fiel ao guri que está comigo e o Amo sim. E não porque não tá na hora disso não! Quando chegar a hora vou ser dele, ele vai ser meu, se acontecer dessa hora chegar... Levo isso com muita tranquilidade porque sei que agora não é a hora e quem sabe faz a hora, okay??
Ai que atrevida!
Completando o pensamento do post anterior, só queria dizer:
Imaginemos que o aborto seja descriminalizado e a assistência seja dada através do SUS.
Me diga, qual tratamento, acompanhamento, exame, especialidade, emergência no SUS que não passa por triagem.
Então, imaginemos que, o aborto também passará por triagem. Lembra daquela sinalização de PS? Vermelho, Amarelo e Verde? Então. Em que lugar da fila do aborto legal você acha que estaria a moça? E, se o ideal é passar por atendimento especializado como psicológico, de assistência social, como é o que queremos, essa guria estaria pulando algumas etapas, certo?
A gente precisa legalizar isso logo. E tem que ser algo que atenda a toda demanda. Mas não é passar uma mulher na frente de outras por um desespero, um alarde que não dá embasamento legal/burocrático/justo (justo para com as outras mulheres) para isso.
Antes dela, é preciso olhar para a mulher realmente distante de informação e assistência. Realmente abaixo da linha da pobreza. Realmente abandonada, mãe solteira. Realmente sem condições ou acesso para usar métodos anticoncepcionais. Realmente sem estudo, sem formação, sem perspectiva de emprego.
Ao meu ver, o que ela estava implorando ali era um por uma oportunidade de emprego, de melhores condições para mulheres grávidas trabalharem. Se alguma feminista ryca desse emprego a ela, com um salário digno, duvido que ela iria pensar em aborto! - entende a necessidade de assistência psicológica e social?
Eu entendo a negativa da juíza. Eu entendo a necessidade da descriminalização. Eu entendo a necessidade de uma reforma no SUS. Eu não posso ignorar mazelas urgentes e trocar uma luta (mulheres, grávidas, mães e mercado de trabalho) por outra (descriminalização do aborto).
Bom, que saco! Era pra falar sobre outro rolê e acabei voltando no de trás.
Imaginemos que o aborto seja descriminalizado e a assistência seja dada através do SUS.
Me diga, qual tratamento, acompanhamento, exame, especialidade, emergência no SUS que não passa por triagem.
Então, imaginemos que, o aborto também passará por triagem. Lembra daquela sinalização de PS? Vermelho, Amarelo e Verde? Então. Em que lugar da fila do aborto legal você acha que estaria a moça? E, se o ideal é passar por atendimento especializado como psicológico, de assistência social, como é o que queremos, essa guria estaria pulando algumas etapas, certo?
A gente precisa legalizar isso logo. E tem que ser algo que atenda a toda demanda. Mas não é passar uma mulher na frente de outras por um desespero, um alarde que não dá embasamento legal/burocrático/justo (justo para com as outras mulheres) para isso.
Antes dela, é preciso olhar para a mulher realmente distante de informação e assistência. Realmente abaixo da linha da pobreza. Realmente abandonada, mãe solteira. Realmente sem condições ou acesso para usar métodos anticoncepcionais. Realmente sem estudo, sem formação, sem perspectiva de emprego.
Ao meu ver, o que ela estava implorando ali era um por uma oportunidade de emprego, de melhores condições para mulheres grávidas trabalharem. Se alguma feminista ryca desse emprego a ela, com um salário digno, duvido que ela iria pensar em aborto! - entende a necessidade de assistência psicológica e social?
Eu entendo a negativa da juíza. Eu entendo a necessidade da descriminalização. Eu entendo a necessidade de uma reforma no SUS. Eu não posso ignorar mazelas urgentes e trocar uma luta (mulheres, grávidas, mães e mercado de trabalho) por outra (descriminalização do aborto).
Bom, que saco! Era pra falar sobre outro rolê e acabei voltando no de trás.
quarta-feira, 29 de novembro de 2017
Pero...
Cara, eu fico muito puta, mas muito puta com essa política hipster cirandeira! Vontade de mandar pro gulag, sinceramente! rsrsrs
Enfim, vivemos tempos sombrios, blablabla, de perda de direitos, blablabla, avanços conservadores... daí que, ao meu ver, a pauta urgente é a PEC 181 que pode proibir o direito de aborto até mesmo para casos de estupro ou risco a vida da mulher.
O que queremos? Queremos a legalização, o direito de abortar legalmente e ter assistência digna, passível até de reversão dessa ideia, se pans - como acontece no Uruguai, por exemplo.
Daí que vejo que, de um lado a gente tem o sensacionalismo barato que alcança diversas camadas populares mostrando de um jeito bem torto no que incide a descriminalização: crime, pecado, assassinato, homicídio, liberar o aborto como método anticoncepcional, vagabundagem permitida, fim da família...
E do outro lado, gente que tenta tratar direitos na esfera de direitos mesmo, sem religiosidade, sem crime (já que a ciência mostra que não feto não é nem gente e que, dependendo do período de gravidez, nem feto é...), gente que tenta provar que ninguém passaria por uma intervenção cirúrgica como método anticoncepcional e que muitos e muitos casos não tem nem a ver com promiscuidade ou extinção da raça humana.
O sensacionalismo 'informa' e sensibiliza as pessoas. Penso que, usar o sensacionalismo para trocentos casos reais, passíveis de aborto como: mulheres que não tem acesso a anticoncepcionais facilmente, mulheres que não tem acesso fácil a informação, mulheres que não podem tomar pílula, mulheres sem renda e abandonadas pelo companheiro, homens que não aceitam usar camisinha, mulheres com risco de morte em gravidezes desejadas ou indesejadas, meninas grávidas - todas essas histórias poderiam sensibilizar e mover mais pessoas pela descriminalização do aborto.
Mas a política cirandeira faz o que? Joga o caso de uma guria, cursando superior, com 2 filhos, sem risco para saúde, com acesso a informação, com acesso a anticoncepcional, com emprego (mesmo q temporário é emprego e, cursando superior, já a coloca a frente de um monte de mulheres), uma mulher que o pai também concorda com a ideia do aborto - ou seja, o cara não tem nenhuma religiosidade que o impeça de usar camisinha, o cara não tem nenhum impedimento para uma vasectomia, o cara tem consciência sobre o aborto e está presente... pohan!
Sabe aquela coisa do Titanic? Mulheres e crianças, primeiro?
Que eu não saco o tamanho do problema da guria? Claro que saco sim! Que eu defenderia o direito dela abortar? Defenderia, claro! Mas pelo amor de Deus!
A gente tá numa fase de ódio, de informação acelerada, de conservadorismo, de perda de direitos, de botar um monte de mulher pra parir filho de estupro, de perder um monte de mulher em sala de parto porque o bebê tem direito a vida e ela não! A gente tem um monte de mulher em situação, condição muito mas muuuuuito mais grave que a desta moça, que poderiam sensibilizar, simbolizar essa luta com muito mais assertividade!
A gente tem que pensar na informação que a gente tá gerando - distorcida, acelerada, com teor de sensacionalismo que atinge todas as camadas sociais pró ou contra uma luta!
O que isso pode parecer pro pessoal que já tem o ódio no couro e o selo pró-vida na testa?
Uma vagabunda, que já pariu 2, ganha pensão do marido, trabalha, estuda, que podia ter fechado as pernas, que podia ter tomado pílula do dia seguinte, que mora em metrópole então tem acesso a camisinha, tem acesso a outros métodos anticoncepcionais, que foi só se preocupar agora com o que fez e não quer assumir sua responsabilidade! Uma mulher que quer usar o aborto como método anticoncepcional! - É isso que eu penso? Claro que não! Óbvio que não! Mas eu sei que é nisso que podem e vão e já transformaram!
Eu entendo a urgência dela, do que pode ser o tempo limite para um aborto com menor risco.
Mas eu entendo que a urgência dela agora é vista por outros como uma urgência de não assumir a responsabilidade do que fez lá atrás. Pra mim é punir uma mulher e uma criança com uma gravidez? É! Claro que é! Perde a criança, perde a mãe com isso.
Mas infelizmente a causa da descriminalização do aborto não poderia passar este caso na frente dos outros (gravíssimos e de mais fácil compreensão) por meio de um julgamento específico, entende?
A juíza teria que tomar muito cuidado porque, votando a favor, abrindo este precedente, ela chama a briga dos pró-vida diretamente pra si. Antes de ser juíza, ela é gente. E sendo gente, ao lidar com esse povo intolerante, a gente já sabe no que anda dando né? Mirian Leitão, Judith Butler, Dilma... hostilização é pouco! Mexer com esse povo louco conservador abrindo precedente pra caso que sequer chegou a ser visto com bons olhos por uma parte desse povo é puxar a briga e assumir o risco.
Colocar carreira, credibilidade e sua vida em troca de um precedente que nem é dos mais desesperadores (infelizmente a gente vive com muita desigualdade. Infelizmente a gente tem casos gravíssimos para além deste. E infelizmente acho que a gente tem que pensar nos casos gravíssimos que estamos prestes a perder o direito) - vc o faria??
E só deixando claro que não fico puta com a guria. Não recrimino a atitude dela. Acho que ela foi é muito forte por suportar tudo isso e infelizmente se colocar em evidência a ponto de correr muito mais o risco de ser presa por fazer um aborto clandestino do que outras gurias agora. Consigo me imaginar numa situação parecida e imaginar o quão desesperador pode ser isso.
Mas isso torna a luta pela legalização muito caricata pra esse pessoal que vive de ódio - e que está ganhando espaço. Se eles só vivessem de ódio, estava ok. O problema é que eles estão ganhando espaço e a luta só vai ter equilíbrio, quando a gente conseguir conscientizar uma galera. Essa galera movida pelo sensacionalismo e pela informação acelerada - a gente precisa aprender a tocar essa gente e não servir de esculacho pra colocar essa gente contra a luta. A ciranda alimenta o lado do ódio quando coloca casos assim em evidência. Casos que caem no esculacho mesmo.
Um dia eu espero que a gente consiga descriminalizar essa parada e dar oportunidades decentes pra todas as mulheres. Mas enquanto a desigualdade for monstra, a gente precisa colocar casos a frente de casos. A gente precisa ver a urgência de violências sexuais sobre decisões não tomadas em tempo.
Enfim, vivemos tempos sombrios, blablabla, de perda de direitos, blablabla, avanços conservadores... daí que, ao meu ver, a pauta urgente é a PEC 181 que pode proibir o direito de aborto até mesmo para casos de estupro ou risco a vida da mulher.
O que queremos? Queremos a legalização, o direito de abortar legalmente e ter assistência digna, passível até de reversão dessa ideia, se pans - como acontece no Uruguai, por exemplo.
Daí que vejo que, de um lado a gente tem o sensacionalismo barato que alcança diversas camadas populares mostrando de um jeito bem torto no que incide a descriminalização: crime, pecado, assassinato, homicídio, liberar o aborto como método anticoncepcional, vagabundagem permitida, fim da família...
E do outro lado, gente que tenta tratar direitos na esfera de direitos mesmo, sem religiosidade, sem crime (já que a ciência mostra que não feto não é nem gente e que, dependendo do período de gravidez, nem feto é...), gente que tenta provar que ninguém passaria por uma intervenção cirúrgica como método anticoncepcional e que muitos e muitos casos não tem nem a ver com promiscuidade ou extinção da raça humana.
O sensacionalismo 'informa' e sensibiliza as pessoas. Penso que, usar o sensacionalismo para trocentos casos reais, passíveis de aborto como: mulheres que não tem acesso a anticoncepcionais facilmente, mulheres que não tem acesso fácil a informação, mulheres que não podem tomar pílula, mulheres sem renda e abandonadas pelo companheiro, homens que não aceitam usar camisinha, mulheres com risco de morte em gravidezes desejadas ou indesejadas, meninas grávidas - todas essas histórias poderiam sensibilizar e mover mais pessoas pela descriminalização do aborto.
Mas a política cirandeira faz o que? Joga o caso de uma guria, cursando superior, com 2 filhos, sem risco para saúde, com acesso a informação, com acesso a anticoncepcional, com emprego (mesmo q temporário é emprego e, cursando superior, já a coloca a frente de um monte de mulheres), uma mulher que o pai também concorda com a ideia do aborto - ou seja, o cara não tem nenhuma religiosidade que o impeça de usar camisinha, o cara não tem nenhum impedimento para uma vasectomia, o cara tem consciência sobre o aborto e está presente... pohan!
Sabe aquela coisa do Titanic? Mulheres e crianças, primeiro?
Que eu não saco o tamanho do problema da guria? Claro que saco sim! Que eu defenderia o direito dela abortar? Defenderia, claro! Mas pelo amor de Deus!
A gente tá numa fase de ódio, de informação acelerada, de conservadorismo, de perda de direitos, de botar um monte de mulher pra parir filho de estupro, de perder um monte de mulher em sala de parto porque o bebê tem direito a vida e ela não! A gente tem um monte de mulher em situação, condição muito mas muuuuuito mais grave que a desta moça, que poderiam sensibilizar, simbolizar essa luta com muito mais assertividade!
A gente tem que pensar na informação que a gente tá gerando - distorcida, acelerada, com teor de sensacionalismo que atinge todas as camadas sociais pró ou contra uma luta!
O que isso pode parecer pro pessoal que já tem o ódio no couro e o selo pró-vida na testa?
Uma vagabunda, que já pariu 2, ganha pensão do marido, trabalha, estuda, que podia ter fechado as pernas, que podia ter tomado pílula do dia seguinte, que mora em metrópole então tem acesso a camisinha, tem acesso a outros métodos anticoncepcionais, que foi só se preocupar agora com o que fez e não quer assumir sua responsabilidade! Uma mulher que quer usar o aborto como método anticoncepcional! - É isso que eu penso? Claro que não! Óbvio que não! Mas eu sei que é nisso que podem e vão e já transformaram!
Eu entendo a urgência dela, do que pode ser o tempo limite para um aborto com menor risco.
Mas eu entendo que a urgência dela agora é vista por outros como uma urgência de não assumir a responsabilidade do que fez lá atrás. Pra mim é punir uma mulher e uma criança com uma gravidez? É! Claro que é! Perde a criança, perde a mãe com isso.
Mas infelizmente a causa da descriminalização do aborto não poderia passar este caso na frente dos outros (gravíssimos e de mais fácil compreensão) por meio de um julgamento específico, entende?
A juíza teria que tomar muito cuidado porque, votando a favor, abrindo este precedente, ela chama a briga dos pró-vida diretamente pra si. Antes de ser juíza, ela é gente. E sendo gente, ao lidar com esse povo intolerante, a gente já sabe no que anda dando né? Mirian Leitão, Judith Butler, Dilma... hostilização é pouco! Mexer com esse povo louco conservador abrindo precedente pra caso que sequer chegou a ser visto com bons olhos por uma parte desse povo é puxar a briga e assumir o risco.
Colocar carreira, credibilidade e sua vida em troca de um precedente que nem é dos mais desesperadores (infelizmente a gente vive com muita desigualdade. Infelizmente a gente tem casos gravíssimos para além deste. E infelizmente acho que a gente tem que pensar nos casos gravíssimos que estamos prestes a perder o direito) - vc o faria??
E só deixando claro que não fico puta com a guria. Não recrimino a atitude dela. Acho que ela foi é muito forte por suportar tudo isso e infelizmente se colocar em evidência a ponto de correr muito mais o risco de ser presa por fazer um aborto clandestino do que outras gurias agora. Consigo me imaginar numa situação parecida e imaginar o quão desesperador pode ser isso.
Mas isso torna a luta pela legalização muito caricata pra esse pessoal que vive de ódio - e que está ganhando espaço. Se eles só vivessem de ódio, estava ok. O problema é que eles estão ganhando espaço e a luta só vai ter equilíbrio, quando a gente conseguir conscientizar uma galera. Essa galera movida pelo sensacionalismo e pela informação acelerada - a gente precisa aprender a tocar essa gente e não servir de esculacho pra colocar essa gente contra a luta. A ciranda alimenta o lado do ódio quando coloca casos assim em evidência. Casos que caem no esculacho mesmo.
Um dia eu espero que a gente consiga descriminalizar essa parada e dar oportunidades decentes pra todas as mulheres. Mas enquanto a desigualdade for monstra, a gente precisa colocar casos a frente de casos. A gente precisa ver a urgência de violências sexuais sobre decisões não tomadas em tempo.
segunda-feira, 27 de novembro de 2017
Que nós até Caio escreveu...
"Congela o teu olhar no meu
Esconde que já percebeu
Que todo meu Amor é teu Amor..."
Deixe-me aproveitar este momento de êxtase! Depois de anos e anos e anos, volto a sentir cada detalhe descrito em um livro, volto a viajar para o universo lá descrito, vendo detalhes, sentido a temperatura, os cheiros... o mar, o sol, a água, o contato, o olhar, o desejo ainda imperceptível... ai que delícia!
Bom, voltando agora pra realidade... Esquece praia, esquece sol a pino, esquece mar da temperatura mais agradável... esquece essa sensação Confissões de Adolescente e volta pro teu escritório com teus números e folhas e cálculos e burocracias e registros intermináveis! rsrsrs
Ontem ou anteontem saí de um grupo que até tava gostando pra caramba de estar. Lá eu distribuía palavras de afeto, de empoderamento, de compreensão e apoio e também esclarecia algumas dúvidas, recebia conselhos, críticas... tava bem legal. Saí de lá. Motivo? Uma discussão qualquer... dessas que a pessoa chega cheia de propriedade, desmerecendo seu conhecimento e posando de gatona. Quando vc vai dando corda porque realmente pareeeece que ela acredita no que fala e que vai comprovar isso de alguma forma - quem me conhece sabe que eu não busco o confronto de direto. Eu busco motivos para que eu duvide! Sempre! Eu busco motivos para não me sentir estagnada num modo de pensar, alienada - eu busco estar errada para não me sentir cômoda em minhas certezas.
Daí que a guria estava muito, mas muito certa de tudo o que dizia e eu tava achando o raciocínio interessante, embora fosse bem diferente do que eu pensava como 'o certo'. Eis que chegou o momento em que eu pedi as tais das fontes. E isso foi uma afronta! Sabe, tá engraçado isso.
A pessoa se isenta se: for a opinião dela; no argumento estiver escrito 'comprovado cientificamente'; especialistas discordam; no que ela diz ela lança uns dados estatísticos...
Só que aí que tá - se esquecem que, pra formar a bendita da opinião, é razoável que se tenha alguma base. Um lugar seguro pra se ancorar. Pra não parecer um 'cuspir pro alto'.
Dizer que é cientificamente comprovado não tem crédito algum se você sequer consegue dizer quem é o cientista que comprova, a teoria que comprova, o estudo que comprova, qualquer dado que direcione a tal comprovação científica.
Dizer que especialistas discordam sem dizer necessariamente quais especialistas e especialistas em que também é querer manipular aquela pessoa que pode ser influenciada pelo poder dessa bendita combinação especialista+discordância que concorda com o teu modo de pensar.
E dados estatísticos lançados ao léu? Dados que ninguém encontra em pesquisa nenhuma!
Então, saí do grupo e melhorei em qualidade de vida. Apesar de dar conselhos e interagir e conhecer situações diferentes das minhas, vi que eu gastava muito tempo com isso.
Estou tentando ajeitar meu tempo das coisas...
Voltando a 'Mel e Girassóis'... este é um livro do Caio F. Abreu que, eu estava um tanto resistente a ler - Ler Caio F. - porque virou uma febre no Facebook numa época e eu ficava Caio Who?! - e aí meu ex falava mal e tal (apesar de que eu acho que ele nem conhecia Caio F. na real). Então, Mel e Girassóis é um livro do Caio Fernando que é citado numa música q eu adoro e devaneio quando escuto - Fica (AnaVitória) - e não entendia nada desta bendita parte:
"Congela o teu olhar no meuEsconde que já percebeuQue todo meu AmorÉ teu AmorEntão vem cáQue nós até Caio escreveuParece que nos conheceuEm Mel e Girassóis..."Então fui caçar o que era isso e achei o livro e baixei e li o capítulo Mel e Girassóis e me apaixonei 6x.
Ontem foi dia de Fuvest - foi horrível. Nunca na história desta pessoa, não foi possível aplicar regra de três até ontem! Existe uma remota possibilidade de passar pra segunda fase? Existe. Remota? Remotíssima! Vamos nos apegar a essa esperança? Melhor não. No expect! Sem expectativas!
Ontem também assisti As Vantagens de Ser Invisível e, apesar da parte tensa do filme, densa, dramática, me vi em minha vivacidade adolescente ali. Que gostoso foi.
Recomendo o filme. É muito bom. Muito bom mesmo.
Quantos amores platônicos vc tem?
sexta-feira, 24 de novembro de 2017
Ensaios e paradoxos sobre a criação
as pessoas deveriam se sentir responsáveis por aquilo que fazem das suas vivências. Pelos aprendizados que desenvolve e compartilha. Se frustrar menos pelos erros - levá-los como aprendizado. Se orgulhar menos das conquistas - tomar cuidado com o ego. Não depositar suas frustrações culpando suas relações, seus pais, as outras pessoas - não assumir e se ocupar de culpa.
Porém se responsabilizar por aquilo que fazem como indivíduo. Em seu canto só. A partir do momento que a responsabilidade pode ser divida, ex. relação de pais e filhos, de colegas de trabalho, de amigos, de marido e mulher, namorados, etc... aí a responsabilidade é de via dupla né?
A culpa e a responsabilidade tem que ter em si muita subjetividade.
Acho que toda família grande (quando sai do núcleo pai, mãe e filhos e entra na relação, avós, sobrinhos, tios, primos, etc...) tem sempre o seu 'casal propaganda de margarina'. Que no fundo, no fundo... também tem suas imperfeições. E eu acho realmente um saco a gente ter que fingir que são exemplão de vida, sendo que no fundo, no fundo, todo mundo é humano e ninguém é pago pra encher a bola de ninguém né??
A vida inteira, as mulheres da minha família tiveram uma trabalheira danada para não criar indisposições entre filhos e pais. Tivemos com os homens da família problemas com jogos, drogas, violência doméstica, alcoolismo, machismo, abuso, pedofilia, adultério... e tudo isso foi muito bem acobertado ou, sendo um pouco romântica, fantasiado 'a la A Vida É Bela' para não pegarmos ranço dos homens, não odiarmos nossos pais, não nos rebelarmos e até não haver uma desconstrução do mito da família tradicional. Elas tiveram êxito nisso. Nenhum de nós odiamos nossos pais não. Mas alguns de nós levamos adiante essa desestrutura velada para os nossos relacionamentos, agora adultos. Acho que é bem claro na minha família que essa falsa família tradicional causou distorções nos relacionamentos de quem cresceu no meio da fantasia, no meio do 'passar um pano' e negar a realidade... E pra alguns de nós é bem complicado saber lidar com um relacionamento saudável já que a gente não teve de fato nenhum exemplão assim de verdade.
Eu não sei bem o porquê mas a vida inteira ouvi que minha mãe era difícil e que meu pai teve muita paciência com o gênio forte dela. Não sei bem de onde veio o gênio forte da minha mãe - a família dela é grande e por isso fica complicado a gente tentar entender os entremeios do passado. Mas a gente sempre ouviu isso: que minha mãe era difícil, que minha mãe não tinha prática alguma pra ser esposa, dona de casa e que meu pai moveu montanhas pra agradá-la mas mesmo assim ela era difícil.
Minha mãe não nasceu pra ser dona de casa e hoje eu vejo isso claramente então hoje consigo entender isso dela não atender aos requisitos para ser uma boa dona de casa - ela não entende mas realmente, tá tudo bem em ser assim.
Minha mãe nunca foi movida a luxo e vaidades mas meu pai queria ser o marido da Stephanie de Monaco e isso rendeu pra ela várias críticas e um peso chatão das cunhadas e tal por ela não se moldar a isso, não gostar de frutos do mar, não gostar de salto alto e grifes e frescuras de salão de cabeleireiro e afins... - acho que isso pesou mais do que devia sobre ela e está tudo bem em não se moldar as vaidades do senso comum.
Por outro lado, também ouvi que meu pai era difícil. O difícil que diziam não era nem 1/3 do que de fato meu pai foi: um monstro. Ouvi que meu pai bebia e ficava agressivo mas nunca fez nenhuma maldade. Depois de um tempo ouvi que meu pai bebia e que as vezes botava a gente pra fora de casa mesmo na chuva, mesmo no frio, mesmo sendo crianças de colo, mesmo sem minha mãe ter dinheiro pra gente ir pra qualquer lugar que fosse, que fosse de madrugada... ele simplesmente bebia e colocava a gente pra fora. Ano passado eu soube que meu pai e minha mãe levantavam facas um contra o outro nessas brigas e minha mãe me mostrou uma cicatriz na coxa de uma facada que levou do meu pai.
Eu tenho vagas lembranças de drogas em casa: tubos de caneta bic sem o caninho da tinta, cheios de pó branco dentro. Cinzeiros de metal queimados embaixo. Acho que lembro de cachimbos improvisados com durepoxi. Lembro de meu pai com uns incensos que depois de experimentar maconha na vida, vc começa a entender porque que algumas pessoas 'gostam de fumar com um incenso aceso'... e é claro que lembro também daquelas reuniões depois da feira - meu pai era feirante - e juntava uma japaiada na mesa da cozinha com muita, muita, muuuuita grana rolando sempre. E ficava tudo ensacado, separado, em cima da geladeira - essa grana eu nunca soube direito do que se tratava. Criança inocente achava que era grana da feira. Hoje eu sei que essa 'grana da feira' fez parte do 'A vida é bela' que pintaram pra gente.
Além das lembranças de drogas em casa, eu tenho lembranças de meu pai completamente fora de si, agressivo, violento... - mas eu cresci sabendo que meu pai era autoritário e bravo. Então era difícil, quando criança, entender a diferença entre um comportamento bravo de um pai para um pai transtornado de droga. Hoje eu tenho clara essa separação nas situações que me lembro.
Enfim, na adolescência, meu pai virou uma espécie de herói. Aquele momento em que vc descobre o rock na vida e sua mãe ouve sertanejo mas com teu pai vc fala de Deep Purple e suas coleções de diversos mitos do rock! Meu pai era sensacional!
Mas meu pai era o cara controlador, manipulador, obsessivo, psicopata que ligava do Japão e ficava 3 horas no telefone, falando comigo, minha mãe e meus irmãos, fazendo todo mundo chorar num terror psicológico frequente.
Era difícil entender... minha mãe fazia 'o Benigni', falando que ele trabalhava demais, queria muito estar com os filhos e a família e por isso ele se frustrava, ficava bravo e tal. A gente, apesar de passar por tudo isso que meu pai causava sentia pena. E assumia isso de deixar o meu pai triste por ele não participar ativamente, como queria da nossa vida. A gente acreditava que ele queria isso.
Eu sempre escutei de todo mundo que meu pai era um ótimo pai. Que meu pai deu do bom e do melhor sempre pra gente. Quando estávamos juntos, ele sempre acompanhou em consultas médicas, sempre pagou muito bem para todo o acompanhamento das gravidezes, sempre comemos bem, nos vestimos bem... - eu sempre achei que isso tinha a ver com cuidado e afeto mesmo, dele por nós. Hoje já penso que talvez tenha a ver com bancar a aparência de família margarina que ele queria ter.
Sempre ouvi que tínhamos que valorizar meu pai. E era o que eu fazia. Mas ficava confusa com isso de valorizar alguém que deixava a gente a mercê por meses sabendo que dele vinha o sustento da casa - meu pai as vezes sumia no Japão. E ele não permitia minha mãe trabalhar para que ela cuidasse muito bem da gente.
Aí eu entendo a culpa exagerada que minha mãe sente por não sermos tão perfeitos como deveríamos ser, após ela se dedicar tanto assim a gente. O erro, na cabeça dela é dela e não nosso. Ela dedicou a vida pra gente ser tipo... isso que somos hoje e não somos nada bons em simplesmente ser bem sucedido na vida.
NEM LI E PUBLIQUEI, SEI QUE TÁ INCOMPLETO MAS TÔ CANSADA DE RASCUNHOS
Porém se responsabilizar por aquilo que fazem como indivíduo. Em seu canto só. A partir do momento que a responsabilidade pode ser divida, ex. relação de pais e filhos, de colegas de trabalho, de amigos, de marido e mulher, namorados, etc... aí a responsabilidade é de via dupla né?
A culpa e a responsabilidade tem que ter em si muita subjetividade.
Acho que toda família grande (quando sai do núcleo pai, mãe e filhos e entra na relação, avós, sobrinhos, tios, primos, etc...) tem sempre o seu 'casal propaganda de margarina'. Que no fundo, no fundo... também tem suas imperfeições. E eu acho realmente um saco a gente ter que fingir que são exemplão de vida, sendo que no fundo, no fundo, todo mundo é humano e ninguém é pago pra encher a bola de ninguém né??
A vida inteira, as mulheres da minha família tiveram uma trabalheira danada para não criar indisposições entre filhos e pais. Tivemos com os homens da família problemas com jogos, drogas, violência doméstica, alcoolismo, machismo, abuso, pedofilia, adultério... e tudo isso foi muito bem acobertado ou, sendo um pouco romântica, fantasiado 'a la A Vida É Bela' para não pegarmos ranço dos homens, não odiarmos nossos pais, não nos rebelarmos e até não haver uma desconstrução do mito da família tradicional. Elas tiveram êxito nisso. Nenhum de nós odiamos nossos pais não. Mas alguns de nós levamos adiante essa desestrutura velada para os nossos relacionamentos, agora adultos. Acho que é bem claro na minha família que essa falsa família tradicional causou distorções nos relacionamentos de quem cresceu no meio da fantasia, no meio do 'passar um pano' e negar a realidade... E pra alguns de nós é bem complicado saber lidar com um relacionamento saudável já que a gente não teve de fato nenhum exemplão assim de verdade.
Eu não sei bem o porquê mas a vida inteira ouvi que minha mãe era difícil e que meu pai teve muita paciência com o gênio forte dela. Não sei bem de onde veio o gênio forte da minha mãe - a família dela é grande e por isso fica complicado a gente tentar entender os entremeios do passado. Mas a gente sempre ouviu isso: que minha mãe era difícil, que minha mãe não tinha prática alguma pra ser esposa, dona de casa e que meu pai moveu montanhas pra agradá-la mas mesmo assim ela era difícil.
Minha mãe não nasceu pra ser dona de casa e hoje eu vejo isso claramente então hoje consigo entender isso dela não atender aos requisitos para ser uma boa dona de casa - ela não entende mas realmente, tá tudo bem em ser assim.
Minha mãe nunca foi movida a luxo e vaidades mas meu pai queria ser o marido da Stephanie de Monaco e isso rendeu pra ela várias críticas e um peso chatão das cunhadas e tal por ela não se moldar a isso, não gostar de frutos do mar, não gostar de salto alto e grifes e frescuras de salão de cabeleireiro e afins... - acho que isso pesou mais do que devia sobre ela e está tudo bem em não se moldar as vaidades do senso comum.
Por outro lado, também ouvi que meu pai era difícil. O difícil que diziam não era nem 1/3 do que de fato meu pai foi: um monstro. Ouvi que meu pai bebia e ficava agressivo mas nunca fez nenhuma maldade. Depois de um tempo ouvi que meu pai bebia e que as vezes botava a gente pra fora de casa mesmo na chuva, mesmo no frio, mesmo sendo crianças de colo, mesmo sem minha mãe ter dinheiro pra gente ir pra qualquer lugar que fosse, que fosse de madrugada... ele simplesmente bebia e colocava a gente pra fora. Ano passado eu soube que meu pai e minha mãe levantavam facas um contra o outro nessas brigas e minha mãe me mostrou uma cicatriz na coxa de uma facada que levou do meu pai.
Eu tenho vagas lembranças de drogas em casa: tubos de caneta bic sem o caninho da tinta, cheios de pó branco dentro. Cinzeiros de metal queimados embaixo. Acho que lembro de cachimbos improvisados com durepoxi. Lembro de meu pai com uns incensos que depois de experimentar maconha na vida, vc começa a entender porque que algumas pessoas 'gostam de fumar com um incenso aceso'... e é claro que lembro também daquelas reuniões depois da feira - meu pai era feirante - e juntava uma japaiada na mesa da cozinha com muita, muita, muuuuita grana rolando sempre. E ficava tudo ensacado, separado, em cima da geladeira - essa grana eu nunca soube direito do que se tratava. Criança inocente achava que era grana da feira. Hoje eu sei que essa 'grana da feira' fez parte do 'A vida é bela' que pintaram pra gente.
Além das lembranças de drogas em casa, eu tenho lembranças de meu pai completamente fora de si, agressivo, violento... - mas eu cresci sabendo que meu pai era autoritário e bravo. Então era difícil, quando criança, entender a diferença entre um comportamento bravo de um pai para um pai transtornado de droga. Hoje eu tenho clara essa separação nas situações que me lembro.
Enfim, na adolescência, meu pai virou uma espécie de herói. Aquele momento em que vc descobre o rock na vida e sua mãe ouve sertanejo mas com teu pai vc fala de Deep Purple e suas coleções de diversos mitos do rock! Meu pai era sensacional!
Mas meu pai era o cara controlador, manipulador, obsessivo, psicopata que ligava do Japão e ficava 3 horas no telefone, falando comigo, minha mãe e meus irmãos, fazendo todo mundo chorar num terror psicológico frequente.
Era difícil entender... minha mãe fazia 'o Benigni', falando que ele trabalhava demais, queria muito estar com os filhos e a família e por isso ele se frustrava, ficava bravo e tal. A gente, apesar de passar por tudo isso que meu pai causava sentia pena. E assumia isso de deixar o meu pai triste por ele não participar ativamente, como queria da nossa vida. A gente acreditava que ele queria isso.
Eu sempre escutei de todo mundo que meu pai era um ótimo pai. Que meu pai deu do bom e do melhor sempre pra gente. Quando estávamos juntos, ele sempre acompanhou em consultas médicas, sempre pagou muito bem para todo o acompanhamento das gravidezes, sempre comemos bem, nos vestimos bem... - eu sempre achei que isso tinha a ver com cuidado e afeto mesmo, dele por nós. Hoje já penso que talvez tenha a ver com bancar a aparência de família margarina que ele queria ter.
Sempre ouvi que tínhamos que valorizar meu pai. E era o que eu fazia. Mas ficava confusa com isso de valorizar alguém que deixava a gente a mercê por meses sabendo que dele vinha o sustento da casa - meu pai as vezes sumia no Japão. E ele não permitia minha mãe trabalhar para que ela cuidasse muito bem da gente.
Aí eu entendo a culpa exagerada que minha mãe sente por não sermos tão perfeitos como deveríamos ser, após ela se dedicar tanto assim a gente. O erro, na cabeça dela é dela e não nosso. Ela dedicou a vida pra gente ser tipo... isso que somos hoje e não somos nada bons em simplesmente ser bem sucedido na vida.
NEM LI E PUBLIQUEI, SEI QUE TÁ INCOMPLETO MAS TÔ CANSADA DE RASCUNHOS
quinta-feira, 19 de outubro de 2017
Caaaalma... tudo está em calma... =)
Voltei de uma temporada em minas. Foi bom viajar sem o boy. Foi bom viajar para o interior. Foi bom ficar mais tempo com mãe. Foi bom em diversos aspectos.
Me tomei por observações, claro! O tempo parado, o calor e a cultura agora tão diferentes... vejo traços de mim lá - coisas que deixei de ser e até então abominava - hoje simplesmente vejo as diferenças. Lamento a superficialidade, claro! Mas entendo a coexistência destes dois mundos. Queria que entendessem o meu mundo ou ao menos aceitassem da mesma forma mas... cestlavie! rs
Frutal ainda vive esses tempos de superficialidade das maquiagens, negando as aparências, disfarçando as evidências... rsrsrs
E aí me aprofundei nessa questão! Vejo tanta gente (principalmente na famiglia) dizendo que estão ótimas com seus corpos, bem resolvidas e pa... só que é aquele bem resolvido até o primeiro quilo acima do que se matou para conseguir né? É tudo lindo, maravilhoso até aquela roupa ficar mais justinha. Ou então, tudo vai realmente bem, prazeroso sem se importar, engordando e tal... até aquele evento suuuuper chegar e vc se olhar 'gorda', sem caber na roupa q desejava ou até cabendo mas não ficando absolutamente perfeito como queria. E por aí vai.
E pensei também sobre vícios e virtudes! Será que as pessoas não percebem que toda e qualquer compulsão é vício? Ir a igreja demais é vício! Deixar de fazer algo para se prender totalmente a uma doutrina também vejo como vício.
Enfim né... cometi o pecado que odeio: reparei a vida dos outros! rs
A imagem muitas vezes fala muito, grita! E eu já não me importo mais como me importava antes.
Lá em Frutal fiz questão de mostrar isso - que não me importava e fui tão feliz! rsrsrsrs
Minha mãe surtou, claro! Mas sabe, me vi tão minha, tão livre, leve e louca! *__*
Foi bom.
Nada de ficar brigando com todos ou arrependida por não ter feito a pose exata pra me fotografar...
Tudo é aceitável desde que não seja uma farsa... Que não seja um bem estar temporário pagando de emancipação! rs
E não é de hedonismo isso - de servir ao meu prazer e assim tornar lei. Não.
É só de me sentir realmente bem. Me sentir a vontade ao subir num salto e me maquiar. Me sentir a vontade de pé no chão. E não ter obrigação com imagem nenhuma disso.
Entende esse desprendimento? Não sei bem explicar.
Me sinto bem não tendo que me explicar, não forçando nenhuma imagem nem acho nada genial isso de expor
Me tomei por observações, claro! O tempo parado, o calor e a cultura agora tão diferentes... vejo traços de mim lá - coisas que deixei de ser e até então abominava - hoje simplesmente vejo as diferenças. Lamento a superficialidade, claro! Mas entendo a coexistência destes dois mundos. Queria que entendessem o meu mundo ou ao menos aceitassem da mesma forma mas... cestlavie! rs
Frutal ainda vive esses tempos de superficialidade das maquiagens, negando as aparências, disfarçando as evidências... rsrsrs
E aí me aprofundei nessa questão! Vejo tanta gente (principalmente na famiglia) dizendo que estão ótimas com seus corpos, bem resolvidas e pa... só que é aquele bem resolvido até o primeiro quilo acima do que se matou para conseguir né? É tudo lindo, maravilhoso até aquela roupa ficar mais justinha. Ou então, tudo vai realmente bem, prazeroso sem se importar, engordando e tal... até aquele evento suuuuper chegar e vc se olhar 'gorda', sem caber na roupa q desejava ou até cabendo mas não ficando absolutamente perfeito como queria. E por aí vai.
E pensei também sobre vícios e virtudes! Será que as pessoas não percebem que toda e qualquer compulsão é vício? Ir a igreja demais é vício! Deixar de fazer algo para se prender totalmente a uma doutrina também vejo como vício.
Enfim né... cometi o pecado que odeio: reparei a vida dos outros! rs
A imagem muitas vezes fala muito, grita! E eu já não me importo mais como me importava antes.
Lá em Frutal fiz questão de mostrar isso - que não me importava e fui tão feliz! rsrsrsrs
Minha mãe surtou, claro! Mas sabe, me vi tão minha, tão livre, leve e louca! *__*
Foi bom.
Nada de ficar brigando com todos ou arrependida por não ter feito a pose exata pra me fotografar...
Tudo é aceitável desde que não seja uma farsa... Que não seja um bem estar temporário pagando de emancipação! rs
E não é de hedonismo isso - de servir ao meu prazer e assim tornar lei. Não.
É só de me sentir realmente bem. Me sentir a vontade ao subir num salto e me maquiar. Me sentir a vontade de pé no chão. E não ter obrigação com imagem nenhuma disso.
Entende esse desprendimento? Não sei bem explicar.
Me sinto bem não tendo que me explicar, não forçando nenhuma imagem nem acho nada genial isso de expor
quinta-feira, 28 de setembro de 2017
E tá errado! E tá errado?
Olha, não para de chover denúncias de minas que sofrem assédio no transporte! É no trem, no bus, no metrô, no táxi, no uber, no cabify, no 99... Tá um puta saco isso!
E pior é que ainda existe diferenciação pra assédio. Tem aquele assédio 'aceitável' (como se a gente já tivesse a obrigação de conviver com isso porque é natural do homem se esfregar na gente, tocar, apalpar, falar coisas obscenas e tal) e aquele que não é aceitável porque aí já fere a dignidade alheia né? Tipo, ninguém gosta de ver mulher machucada, homem nenhum gosta de saber que sua mulher foi estuprada, é muito nojento ver uma mulher suja de gozo de um tarado - esses que são visivelmente desagradáveis acabam sendo combatíveis.
Fico horrorizada com isso. Os outros definem o que é aceitável pra você. E a gente se fode porque tem que aceitar que é só um assediozinho, vai! Se fosse um assediozão que causasse nojinho ou peninha nos transeuntes ao redor, aí vc tem o direito de reclamar e fazer um escândalo. Do contrário, fica calada e para de se achar porque toda mulher passa por isso e não sai fazendo barraco, atrasando, atrapalhando a vida do outro! - é bem isso! e feminismo pra que né? e não existe machismo não.
Isso eu já acho um porre.
Daí outra questão dentro dessa macro-esfera do assédio, indo pro outro lado, aquele que tem que ser gritado e os caras acham que castrar o cara é o melhor mesmo sem pensar que pra existir a penalidade de castração, o filho da puta precisou assediar 'gravemente' uma mulher. E assim, mesmo com castração química - digamos que foi aceito isso - ainda vai existir estupro e eu acredito que tem muito a ver com transtorno mental e que o cara vai estuprar com pau, com dedo, com o que tiver pra saciar seu desejo psicopata mesmo que lhe tenham tirado o pinto. Ou seja, é cada 'eficácia' que o povo arruma...
Dentro ainda desse lance mais grave do assédio que se torna estupro, atentado violento e tal, faço minhas observações distante, sem assumir lugar de fala e sem propriedade para discutir com as manas é a questão da denúncia.
As vezes parece que a questão da denúncia de violência contra a mulher, no processo formal, só cabe a parcela pobre e preta. Aquela que tem exame de corpo de delito, constrangimento, enfrentamento direto com policiais machistas, julgamentos, preconceitos, humilhação - só cabe a parte das mulheres que fica a margem. Que é encorajada a ir na delegacia por campanhas de globais, que é estimulada pela história contada na novela que é parecida com a sua no barraco, que vem de campanhas virais na internet...
A outra parcela da sociedade, elite, branca, empoderada, politizada pode se dar ao luxo de não passar por este processo, gritar nas redes sociais, virar mártir, criar hashtag, dar entrevista...
E aí o meu lado matemático (apesar de ser de humanas eu sou de gêmeos né? rsrs) que transforma tudo em estatística (porque meu entendimento matemático se resume a bhaskara e regra de 3) fica refletindo: se o que entra pras estatísticas são os casos registrados e se a partir dos casos registrados que temos então dados documentados passíveis de cobranças e ações (lembrando sempre que estou falando de como funciona burocraticamente e não falando como deveria funcionar com burocracias a parte e maior valor ao depoimento da vítima onde quer que fosse) porque raios a gente tem que defender que tá ok a pessoa não deununciar na delegacia e denunciar no Facebook?
<peguei este texto pra terminar depois e não li desde o começo pra puxar linha de raciocínio porque eu sei que já perdi grande parte do que queria dizer - sempre acontece quando não escrevo um texto de uma vez>
Então a mulher famosa berra no Facebook. E berra que não vai a delegacia porque o cara sabe onde ela mora e bla bla bla. Denuncia uma empresa mas não denuncia o abusador, não dá pistas de como o cara é, não vai a delegacia porque 'a dor é dela'... E aí eu acho meio nada a ver isso porque o meu feminismo grita que, somos nós por nós e se uma mulher precisa MUITO de leis que a protejam, essa
burlada nas estatísticas fode!
E aí vai pra novela berrar que a única forma da negra da favela vencer o macho abusivo é denunciando na delegacia e se sujeitando a toda humilhação.
Sei lá.
Acho que a gente tem que se entender como estatística. E tem que entender que não tem que burlar lei. Tem que fazer as coisas do jeito certo porque o que é certo pra uma é certo pra todas e não é porque o cara lá na delegacia vai ser filho da puta que a gente tem que evitar. A luta não é fácil. A luta não é bloguezinho, textão de Facebook, fotinha dramaqueen.
E aquela coisa que não entendo: vc n quer se submeter a humilhação na delegacia mas se submete a humilhação de virar viral e ter trocentos caras tipo o delegado te xingando. Vc perde o controle de quantos tipo delegados vc tai enfrentar, cara!
E denuncia sem dar nomes aos bois?? Enfim... acho errado. Posso mudar meu pensamento mais pra frente, se conseguir entender de outra forma. Mas a princípio acho erradão!
E pior é que ainda existe diferenciação pra assédio. Tem aquele assédio 'aceitável' (como se a gente já tivesse a obrigação de conviver com isso porque é natural do homem se esfregar na gente, tocar, apalpar, falar coisas obscenas e tal) e aquele que não é aceitável porque aí já fere a dignidade alheia né? Tipo, ninguém gosta de ver mulher machucada, homem nenhum gosta de saber que sua mulher foi estuprada, é muito nojento ver uma mulher suja de gozo de um tarado - esses que são visivelmente desagradáveis acabam sendo combatíveis.
Fico horrorizada com isso. Os outros definem o que é aceitável pra você. E a gente se fode porque tem que aceitar que é só um assediozinho, vai! Se fosse um assediozão que causasse nojinho ou peninha nos transeuntes ao redor, aí vc tem o direito de reclamar e fazer um escândalo. Do contrário, fica calada e para de se achar porque toda mulher passa por isso e não sai fazendo barraco, atrasando, atrapalhando a vida do outro! - é bem isso! e feminismo pra que né? e não existe machismo não.
Isso eu já acho um porre.
Daí outra questão dentro dessa macro-esfera do assédio, indo pro outro lado, aquele que tem que ser gritado e os caras acham que castrar o cara é o melhor mesmo sem pensar que pra existir a penalidade de castração, o filho da puta precisou assediar 'gravemente' uma mulher. E assim, mesmo com castração química - digamos que foi aceito isso - ainda vai existir estupro e eu acredito que tem muito a ver com transtorno mental e que o cara vai estuprar com pau, com dedo, com o que tiver pra saciar seu desejo psicopata mesmo que lhe tenham tirado o pinto. Ou seja, é cada 'eficácia' que o povo arruma...
Dentro ainda desse lance mais grave do assédio que se torna estupro, atentado violento e tal, faço minhas observações distante, sem assumir lugar de fala e sem propriedade para discutir com as manas é a questão da denúncia.
As vezes parece que a questão da denúncia de violência contra a mulher, no processo formal, só cabe a parcela pobre e preta. Aquela que tem exame de corpo de delito, constrangimento, enfrentamento direto com policiais machistas, julgamentos, preconceitos, humilhação - só cabe a parte das mulheres que fica a margem. Que é encorajada a ir na delegacia por campanhas de globais, que é estimulada pela história contada na novela que é parecida com a sua no barraco, que vem de campanhas virais na internet...
A outra parcela da sociedade, elite, branca, empoderada, politizada pode se dar ao luxo de não passar por este processo, gritar nas redes sociais, virar mártir, criar hashtag, dar entrevista...
E aí o meu lado matemático (apesar de ser de humanas eu sou de gêmeos né? rsrs) que transforma tudo em estatística (porque meu entendimento matemático se resume a bhaskara e regra de 3) fica refletindo: se o que entra pras estatísticas são os casos registrados e se a partir dos casos registrados que temos então dados documentados passíveis de cobranças e ações (lembrando sempre que estou falando de como funciona burocraticamente e não falando como deveria funcionar com burocracias a parte e maior valor ao depoimento da vítima onde quer que fosse) porque raios a gente tem que defender que tá ok a pessoa não deununciar na delegacia e denunciar no Facebook?
<peguei este texto pra terminar depois e não li desde o começo pra puxar linha de raciocínio porque eu sei que já perdi grande parte do que queria dizer - sempre acontece quando não escrevo um texto de uma vez>
Então a mulher famosa berra no Facebook. E berra que não vai a delegacia porque o cara sabe onde ela mora e bla bla bla. Denuncia uma empresa mas não denuncia o abusador, não dá pistas de como o cara é, não vai a delegacia porque 'a dor é dela'... E aí eu acho meio nada a ver isso porque o meu feminismo grita que, somos nós por nós e se uma mulher precisa MUITO de leis que a protejam, essa
burlada nas estatísticas fode!
E aí vai pra novela berrar que a única forma da negra da favela vencer o macho abusivo é denunciando na delegacia e se sujeitando a toda humilhação.
Sei lá.
Acho que a gente tem que se entender como estatística. E tem que entender que não tem que burlar lei. Tem que fazer as coisas do jeito certo porque o que é certo pra uma é certo pra todas e não é porque o cara lá na delegacia vai ser filho da puta que a gente tem que evitar. A luta não é fácil. A luta não é bloguezinho, textão de Facebook, fotinha dramaqueen.
E aquela coisa que não entendo: vc n quer se submeter a humilhação na delegacia mas se submete a humilhação de virar viral e ter trocentos caras tipo o delegado te xingando. Vc perde o controle de quantos tipo delegados vc tai enfrentar, cara!
E denuncia sem dar nomes aos bois?? Enfim... acho errado. Posso mudar meu pensamento mais pra frente, se conseguir entender de outra forma. Mas a princípio acho erradão!
quinta-feira, 14 de setembro de 2017
Child Free e as intolerâncias
Óia, mexeu com criança, mexeu comigo né? rsrs
Tô vendo essa onda de childfree crescer e isso não me soa legal...
Não sei ao certo o que fazer com as intolerâncias. Antes eu achava que ignorá-las, abafava e aí elas iam se recolher novamente ao território sombrio de onde vieram mas aí pensei: isso é uma atitude minha em meio a uma onda imediatista, midiática louca de gente que rebate e que se levanta e vai pro front e encara e de indignação compartilha... Fosse pra eu fazer um guia, para devolver pro inferno esse monte de intolerância e discurso de ódio e de fake news, de mentiras compartilhadas como se fossem verdade e essa confusão toda que elevou a opinião a um grau de ordem... seria bem simples:
1. Não responda.
2. Não curta, não reaja, não compartilhe.
3. Denuncie os extremos ao setor da rede que acolhe denúncias.
Por que eu adotaria essa postura e adotei por um tempo?
Porque eu vejo que esse pessoal se fortalece no escracho. Se você responde, os mecanismos das redes sociais colocam em evidência. Se vc reage ou curte, os mecanismos colocam em evidência. Se vc denuncia em seu perfil, compartilhando, os mecanismos vão entender que é algo que vc gosta porque vc compartilha e daí vc vai passar a receber bastante conteúdo disso. Fora que, vc indiretamente está promovendo essa ação, essa pessoa, esse grupo... o que quer que seja que tenha saído do inferno.
Então assim, eu escolhia o silêncio por achar mais produtivo para mim, mais saudável e por evitar a possibilidade de promover indiretamente - ou seja, ter o efeito contrário, ao invés de combater, colaborar para que se espalhe! :O
Só que eu sou uma gotinha no oceano! rsrsrs
E não estava assim muito eficaz.
Então estou estudando mudar a estratégia. Agora ando escrevendo bastante! Dando pitaco em tuuudo que é postagem que cabe um pitaco informativo, construtivo, educativo... vamo que vamo!
Sem cansar, sem temer, sem se deixar abater.
É cansativo mas digamos que tem rendido, pelo menos esperancinha em mim.
Tá que eu lembro que já tentei fazer isso doutra vez mas n rolou, algumas pessoas até pareciam estar dispostas a dialogar mas na verdade, o ego fala muito nas redes sociais.
Então acho que tô meio vacinada e não vou me frustrar com isso.
Fora que pensei:
Se eu simplesmente me calo, vai surgir alguém do meu lado da força que vai rebater agressivão e não vai ser eficaz.
Se eu jogo informação aberta a quem quiser ler, vai ter gente lendo. Vai ter alguém que use isso para mudar uma forma de pensar ou alguém que consiga ter argumentos pra rebater sem ser agressivão da próxima vez.
Ouceje, de todas as formas, jogar informação parece ser mais eficaz. E vou assim.
Tenho passado bastante tempo respondendo a posts ao invés de escrevendo no meu facebook. No meu facebook as pessoas que gostavam de me ler estariam me lendo mas o alcance seria só nesse 'público'.
Enfim, lá vai a veia jornalista ferver por compartilhar informação rsrs
Sobre o movimento childfree - acho coisa do ego sim. Acho coisa de gente muito aconstumada com conforto e carente de socialização. Normalmente vc vê generalizações nas defesas disso: ah porque as crianças derrubam tudo, porque as crianças fazem barulho, porque as crianças não tem educação, as crianças correm por todos os lados, porque eu não gosto de crianças... Percebo que não existe um olhar para o indivíduo. Não existe uma atenção individualizada. E lógico que essas pessoas não se atentam a riqueza que é o convívio com uma criança! Essa pessoa, infelizmente, passou longe do milagre que é a evolução do serzinho criança até o ser humano que deveria amadurecer. E esse processo é tão lindo, tão mágico, tão surpreendente!
Daí fica aquela coisa - não teve contato, não se inspirou, não tem beleza no olhar - isso é triste.
Tenho falado bastante disso: o que você não vê com beleza precisa levar a reflexão pois a beleza parte de dentro. O que vc diz sobre algo, diz mais sobre vc do que sobre o que vc esta rotulando. Na verdade, em terras de internet, em que ferve opinião, claro que o que fica mais evidente, quando as pessoas se expressam, a personalidade delas do que a daquilo que ela critica.
Acho que estou amadurecendo. Mais resistente as pancadas, as quedas... Fazendo leituras.
Medo de me perder no ego. Sempre vou ter esse medo!
Tô vendo essa onda de childfree crescer e isso não me soa legal...
Não sei ao certo o que fazer com as intolerâncias. Antes eu achava que ignorá-las, abafava e aí elas iam se recolher novamente ao território sombrio de onde vieram mas aí pensei: isso é uma atitude minha em meio a uma onda imediatista, midiática louca de gente que rebate e que se levanta e vai pro front e encara e de indignação compartilha... Fosse pra eu fazer um guia, para devolver pro inferno esse monte de intolerância e discurso de ódio e de fake news, de mentiras compartilhadas como se fossem verdade e essa confusão toda que elevou a opinião a um grau de ordem... seria bem simples:
1. Não responda.
2. Não curta, não reaja, não compartilhe.
3. Denuncie os extremos ao setor da rede que acolhe denúncias.
Por que eu adotaria essa postura e adotei por um tempo?
Porque eu vejo que esse pessoal se fortalece no escracho. Se você responde, os mecanismos das redes sociais colocam em evidência. Se vc reage ou curte, os mecanismos colocam em evidência. Se vc denuncia em seu perfil, compartilhando, os mecanismos vão entender que é algo que vc gosta porque vc compartilha e daí vc vai passar a receber bastante conteúdo disso. Fora que, vc indiretamente está promovendo essa ação, essa pessoa, esse grupo... o que quer que seja que tenha saído do inferno.
Então assim, eu escolhia o silêncio por achar mais produtivo para mim, mais saudável e por evitar a possibilidade de promover indiretamente - ou seja, ter o efeito contrário, ao invés de combater, colaborar para que se espalhe! :O
Só que eu sou uma gotinha no oceano! rsrsrs
E não estava assim muito eficaz.
Então estou estudando mudar a estratégia. Agora ando escrevendo bastante! Dando pitaco em tuuudo que é postagem que cabe um pitaco informativo, construtivo, educativo... vamo que vamo!
Sem cansar, sem temer, sem se deixar abater.
É cansativo mas digamos que tem rendido, pelo menos esperancinha em mim.
Tá que eu lembro que já tentei fazer isso doutra vez mas n rolou, algumas pessoas até pareciam estar dispostas a dialogar mas na verdade, o ego fala muito nas redes sociais.
Então acho que tô meio vacinada e não vou me frustrar com isso.
Fora que pensei:
Se eu simplesmente me calo, vai surgir alguém do meu lado da força que vai rebater agressivão e não vai ser eficaz.
Se eu jogo informação aberta a quem quiser ler, vai ter gente lendo. Vai ter alguém que use isso para mudar uma forma de pensar ou alguém que consiga ter argumentos pra rebater sem ser agressivão da próxima vez.
Ouceje, de todas as formas, jogar informação parece ser mais eficaz. E vou assim.
Tenho passado bastante tempo respondendo a posts ao invés de escrevendo no meu facebook. No meu facebook as pessoas que gostavam de me ler estariam me lendo mas o alcance seria só nesse 'público'.
Enfim, lá vai a veia jornalista ferver por compartilhar informação rsrs
Sobre o movimento childfree - acho coisa do ego sim. Acho coisa de gente muito aconstumada com conforto e carente de socialização. Normalmente vc vê generalizações nas defesas disso: ah porque as crianças derrubam tudo, porque as crianças fazem barulho, porque as crianças não tem educação, as crianças correm por todos os lados, porque eu não gosto de crianças... Percebo que não existe um olhar para o indivíduo. Não existe uma atenção individualizada. E lógico que essas pessoas não se atentam a riqueza que é o convívio com uma criança! Essa pessoa, infelizmente, passou longe do milagre que é a evolução do serzinho criança até o ser humano que deveria amadurecer. E esse processo é tão lindo, tão mágico, tão surpreendente!
Daí fica aquela coisa - não teve contato, não se inspirou, não tem beleza no olhar - isso é triste.
Tenho falado bastante disso: o que você não vê com beleza precisa levar a reflexão pois a beleza parte de dentro. O que vc diz sobre algo, diz mais sobre vc do que sobre o que vc esta rotulando. Na verdade, em terras de internet, em que ferve opinião, claro que o que fica mais evidente, quando as pessoas se expressam, a personalidade delas do que a daquilo que ela critica.
Acho que estou amadurecendo. Mais resistente as pancadas, as quedas... Fazendo leituras.
Medo de me perder no ego. Sempre vou ter esse medo!
terça-feira, 29 de agosto de 2017
Eu não sei se vou parar de comer carne
Cara, eu cresci numa zona mista: rural e urbana interagindo. Eu vi muita terra ser tomada pela soja, pela cana... Eu vi o boom da soja acontecer e eu não gosto de soja.
A minha relação com os animais é um tanto quanto selvagem, eu poderia dizer.
Eu era criança e acordava com barulho de abate de porco, ia lá e comia banha crua com limão e sal!
Eu escutava o barulho do porco e já sabia que ia ter banha com limão e sal! Eu entrava no galinheiro pra pegar galinha pra minha avó matar pro almoço e por aí vai... sempre foi muito natural essa relação de vida e morte de bicho perto de mim. E de um jeito, que eu também acho meio estranho, não vejo erro em dar nome, fazer carinho e depois matar pra comer - eu dava banho nos porcos. Eu não sofro por chineses comerem cachorros...
O meu problema com relação a carne animal está na indústria. Na produção industrial que não faz sentido quando a gente volta a lembrar que carne vem de seres vivos e não existe produção industrial de vidas...
Mas aí me vem a indústria da soja para produzir carne vegetal. Eu vi devastações de solo causadas pelo plantio exaustivo de soja. E a gente sabe que Mato Grosso e afins virou tudo soja. Então entre a indústria da carne animal e a indústria da carne vegetal... eu abomino as duas! rs
Aí vem aquele pessoal: ah mas se vc tivesse que matar o bicho, vc não comeria carne! Cara, sinceramente? Se eu tivesse que matar o bicho, eu comeria carne! Eu aprenderia a matar o bicho!
Só que, estes são referenciais pessoais meus, entende? Eu não vou impor isso a ninguém. É muito particular meu. E nem vou discutir pra pedir que entendam!
Assim como acho muito porre o pessoal vir cagar regra vegana pra cima de mim. Se os argumentos fossem legais, mas cara... contradiz muita coisa que eu sei, contradiz muitos valores que não foram imputados a mim então não vale pra mim.
E, além desse repertório total roots que eu tenho de criação, ainda vem aquele outro lado da verdade que aprendi com o tempo, com os estudos ambientais - lugar onde caí totalmente de para-quedas e vira e mexe me chama me chama me chama e eu recuso rsrsrs - cara, o lance não está totalmente em ser vegano ou vegetariano - PARA MIM! Leia sempre PARA MIM! Este espaço é meu, de pensamento, de profundezas, de intimidade ~ com eu sempre gosto de usar: MEU INFINITO PARTICULAR mora aqui ~ - eu não acredito que trocar a indústria da carne animal pela indústria da carne vegetal vá surtir algum efeito super topzera de equilíbrio ambiental e meu lance é muito mais de equilíbrio ambiental do que de sofrimento do bicho - vide o que escrevi aí pra cima tudo. Voltando a questão da INDÚSTRIA. Man, eu odeio a indústria rsrsrs
E trocar o pasto pela plantação devastadora, trocar o consumo de carne por transgênico... sei lá né?
Me parece meio incoerente vc cagar pra tua saúde, comer transgênico adoidado (soja, milho) porque tá com dó do bicho. Tipo, se mata mas não mata o bicho. E vem aquele pessoal, que fala: aaah mas vc mima um e mata o outro - filhão, como vc acha que a tua plantação de carne de soja se fez? Teve desmatamento não? Teve bicho morto pra dar lugar pra ela não? Eu mimo um, mimo o que vou comer e vejo o desmatamento de vegetação natural, lares de bichos, sendo destruídos por conta de pasto e por conta de soja e aí? É a era da incoerência, da hipocrisia, da cegueira seletiva, bebê!
Então, eu acho menos hipócrita a tal da agricultura, agropecuária familiar. Mais digno, mais puro, mais honesto e menos impactante. Seria meu sonho.
Nada de desperdício. Nada de devastação. Nada de exagero. Nada de agrotóxico. Nada de transgênico. Seria lindo!
A minha relação com os animais é um tanto quanto selvagem, eu poderia dizer.
Eu era criança e acordava com barulho de abate de porco, ia lá e comia banha crua com limão e sal!
Eu escutava o barulho do porco e já sabia que ia ter banha com limão e sal! Eu entrava no galinheiro pra pegar galinha pra minha avó matar pro almoço e por aí vai... sempre foi muito natural essa relação de vida e morte de bicho perto de mim. E de um jeito, que eu também acho meio estranho, não vejo erro em dar nome, fazer carinho e depois matar pra comer - eu dava banho nos porcos. Eu não sofro por chineses comerem cachorros...
O meu problema com relação a carne animal está na indústria. Na produção industrial que não faz sentido quando a gente volta a lembrar que carne vem de seres vivos e não existe produção industrial de vidas...
Mas aí me vem a indústria da soja para produzir carne vegetal. Eu vi devastações de solo causadas pelo plantio exaustivo de soja. E a gente sabe que Mato Grosso e afins virou tudo soja. Então entre a indústria da carne animal e a indústria da carne vegetal... eu abomino as duas! rs
Aí vem aquele pessoal: ah mas se vc tivesse que matar o bicho, vc não comeria carne! Cara, sinceramente? Se eu tivesse que matar o bicho, eu comeria carne! Eu aprenderia a matar o bicho!
Só que, estes são referenciais pessoais meus, entende? Eu não vou impor isso a ninguém. É muito particular meu. E nem vou discutir pra pedir que entendam!
Assim como acho muito porre o pessoal vir cagar regra vegana pra cima de mim. Se os argumentos fossem legais, mas cara... contradiz muita coisa que eu sei, contradiz muitos valores que não foram imputados a mim então não vale pra mim.
E, além desse repertório total roots que eu tenho de criação, ainda vem aquele outro lado da verdade que aprendi com o tempo, com os estudos ambientais - lugar onde caí totalmente de para-quedas e vira e mexe me chama me chama me chama e eu recuso rsrsrs - cara, o lance não está totalmente em ser vegano ou vegetariano - PARA MIM! Leia sempre PARA MIM! Este espaço é meu, de pensamento, de profundezas, de intimidade ~ com eu sempre gosto de usar: MEU INFINITO PARTICULAR mora aqui ~ - eu não acredito que trocar a indústria da carne animal pela indústria da carne vegetal vá surtir algum efeito super topzera de equilíbrio ambiental e meu lance é muito mais de equilíbrio ambiental do que de sofrimento do bicho - vide o que escrevi aí pra cima tudo. Voltando a questão da INDÚSTRIA. Man, eu odeio a indústria rsrsrs
E trocar o pasto pela plantação devastadora, trocar o consumo de carne por transgênico... sei lá né?
Me parece meio incoerente vc cagar pra tua saúde, comer transgênico adoidado (soja, milho) porque tá com dó do bicho. Tipo, se mata mas não mata o bicho. E vem aquele pessoal, que fala: aaah mas vc mima um e mata o outro - filhão, como vc acha que a tua plantação de carne de soja se fez? Teve desmatamento não? Teve bicho morto pra dar lugar pra ela não? Eu mimo um, mimo o que vou comer e vejo o desmatamento de vegetação natural, lares de bichos, sendo destruídos por conta de pasto e por conta de soja e aí? É a era da incoerência, da hipocrisia, da cegueira seletiva, bebê!
Então, eu acho menos hipócrita a tal da agricultura, agropecuária familiar. Mais digno, mais puro, mais honesto e menos impactante. Seria meu sonho.
Nada de desperdício. Nada de devastação. Nada de exagero. Nada de agrotóxico. Nada de transgênico. Seria lindo!
terça-feira, 22 de agosto de 2017
Um ensaio sobre vulgaridade e exposição
As vezes a cabeça feminista com um pezinho no machismo ainda buga...
E as vezes a militância também faz a gente pensar muito unilateralmente.
Aí quando surge, aparentemente, um conflito de ideias no campo machismo-feminismo-comportamental-opinativo rsrsrs eu bugo mais ainda e fico congelada nessa ideia tentando encontrar um meio termo, um viés harmônico, estabelecer um ok, nessa complexidade.
A tal da complexidade me faz muito bem sempre que tenho um conflito de ideias - ora de conformidade, ora de ampliação de tolerâncias... ela sempre me lembra que sim, podem existir outras visões e o antagonismo pode sim complementar.
Muita gente sabe que eu tenho um problema sério com pornografia. Acho ecah mesmo.
Li vários textos, tem um TEDx muito bom a este respeito e como pornografia = consumo... e como o consumismo é algo que eu abomino, então aí me aceitei. rs
Existe aquela coisa do feminismo, de não julgar a guria do filme pornô e realmente isso eu não faço e nem acho que cabe a mim. A guria está lá fazendo o que ela quer com o corpo dela, muitas vezes sendo submetida a humilhações e ritmo de máquina mas... é a forma dela ganhar grana pra VIVER ou até pra SOBREVIVER... eu não acho a pornografia necessária. Acho a pornografia prejudicial.
Acho a exposição do corpo, de maneira chula ou simplesmente pra causar impacto, chocar ou sexualizar o corpo gratuitamente uma forma de usar o corpo para consumo.
Não gosto da banalização do corpo, da nudez banalizada. Simplesmente não acho que exibir trocentos corpos vai naturalizar a visão de uma pessoa com o próprio corpo, saca?
A Anitta lançou um clipe - outro clipe em que a sensualização (para mim) vai para além do over.
Mano, no clipe anterior ela sensualizava com uma geladeira de supermercado! Tipo... se isso não é pra vender a porra do clipe dela e para fazer as pessoas consumirem isso, sinceramente, não sei pra que ela faz isso.
Agora ela tá de biquini de fita isolante. Nem vi ainda. Só vejo várias matérias falando sobre isso.
Gurias que dizem que isso é vulgar, automaticamente são julgadas: se fosse homem fazendo isso, vc n acharia vulgar. O corpo da mulher exposto é vulgar. Chamar isso de vulgar é diminuir a mulher...
Cara, que porre essas discussões em que todo mundo tem uma opinião formada sobre o tema e sobre a opinião formada sobre o tema! Que louco esse mundo, credo!
Definitivamente eu sou mais ligada ao Sagrado. A delícia da sensualidade e da sedução do corpo - escondido ou nu, bem fotografado, acho ok. Não gosto da EXPLORAÇÃO do corpo. E da exploração do corpo para vender, criar consumo. Isso não.
Então assim, eu acho vulgar tudo aquilo que se entrega a exploração. Caso daquela marca de coisas de aço lá: a modelo está fazendo o seu trabalho e não a julgo pois ela precisa trabalhar. Julgo a marca pela exploração que nada tem a ver com o produto vendido. E julgo a campanha como vulgar sim pois explora o corpo da modelo, entende? são coisas diferentes.
A Anitta foi vulgar? A modelo da marca lá foi vulgar? A Aline Riscado - Vem verão, vai verão é vulgar? Olha, ao meu ver, naquelas campanhas publicitárias (lembra que publicidade = venda = exploração) são vulgares. Do mesmo jeito que há demanda de consumo para este tipo de coisa, há oferta de corpos para este tipo de campanha.
Acontece que, uma modelo não tem assim tamanha autonomia para escolher que peças vai estrelar, certo? Ela meio que é 'empregada', 'prestadora de serviço', ela serve a uma indústria. E o corpo é o material de trabalho dela.
Agora, a Anitta??? Ela não é empregada nem prestadora de serviço e a indústria que ela serve é a fonográfica, né? Enfim... esse tipo de coisa buga minha cabeça!
Posso julgar outras mulheres? não.
Fossem caras vc teria a mesma opinião? sim.
Acho desnecessário. Nada empoderador não. Acho banalização. Escracho.
E as vezes a militância também faz a gente pensar muito unilateralmente.
Aí quando surge, aparentemente, um conflito de ideias no campo machismo-feminismo-comportamental-opinativo rsrsrs eu bugo mais ainda e fico congelada nessa ideia tentando encontrar um meio termo, um viés harmônico, estabelecer um ok, nessa complexidade.
A tal da complexidade me faz muito bem sempre que tenho um conflito de ideias - ora de conformidade, ora de ampliação de tolerâncias... ela sempre me lembra que sim, podem existir outras visões e o antagonismo pode sim complementar.
Muita gente sabe que eu tenho um problema sério com pornografia. Acho ecah mesmo.
Li vários textos, tem um TEDx muito bom a este respeito e como pornografia = consumo... e como o consumismo é algo que eu abomino, então aí me aceitei. rs
Existe aquela coisa do feminismo, de não julgar a guria do filme pornô e realmente isso eu não faço e nem acho que cabe a mim. A guria está lá fazendo o que ela quer com o corpo dela, muitas vezes sendo submetida a humilhações e ritmo de máquina mas... é a forma dela ganhar grana pra VIVER ou até pra SOBREVIVER... eu não acho a pornografia necessária. Acho a pornografia prejudicial.
Acho a exposição do corpo, de maneira chula ou simplesmente pra causar impacto, chocar ou sexualizar o corpo gratuitamente uma forma de usar o corpo para consumo.
Não gosto da banalização do corpo, da nudez banalizada. Simplesmente não acho que exibir trocentos corpos vai naturalizar a visão de uma pessoa com o próprio corpo, saca?
A Anitta lançou um clipe - outro clipe em que a sensualização (para mim) vai para além do over.
Mano, no clipe anterior ela sensualizava com uma geladeira de supermercado! Tipo... se isso não é pra vender a porra do clipe dela e para fazer as pessoas consumirem isso, sinceramente, não sei pra que ela faz isso.
Agora ela tá de biquini de fita isolante. Nem vi ainda. Só vejo várias matérias falando sobre isso.
Gurias que dizem que isso é vulgar, automaticamente são julgadas: se fosse homem fazendo isso, vc n acharia vulgar. O corpo da mulher exposto é vulgar. Chamar isso de vulgar é diminuir a mulher...
Cara, que porre essas discussões em que todo mundo tem uma opinião formada sobre o tema e sobre a opinião formada sobre o tema! Que louco esse mundo, credo!
Definitivamente eu sou mais ligada ao Sagrado. A delícia da sensualidade e da sedução do corpo - escondido ou nu, bem fotografado, acho ok. Não gosto da EXPLORAÇÃO do corpo. E da exploração do corpo para vender, criar consumo. Isso não.
Então assim, eu acho vulgar tudo aquilo que se entrega a exploração. Caso daquela marca de coisas de aço lá: a modelo está fazendo o seu trabalho e não a julgo pois ela precisa trabalhar. Julgo a marca pela exploração que nada tem a ver com o produto vendido. E julgo a campanha como vulgar sim pois explora o corpo da modelo, entende? são coisas diferentes.
A Anitta foi vulgar? A modelo da marca lá foi vulgar? A Aline Riscado - Vem verão, vai verão é vulgar? Olha, ao meu ver, naquelas campanhas publicitárias (lembra que publicidade = venda = exploração) são vulgares. Do mesmo jeito que há demanda de consumo para este tipo de coisa, há oferta de corpos para este tipo de campanha.
Acontece que, uma modelo não tem assim tamanha autonomia para escolher que peças vai estrelar, certo? Ela meio que é 'empregada', 'prestadora de serviço', ela serve a uma indústria. E o corpo é o material de trabalho dela.
Agora, a Anitta??? Ela não é empregada nem prestadora de serviço e a indústria que ela serve é a fonográfica, né? Enfim... esse tipo de coisa buga minha cabeça!
Posso julgar outras mulheres? não.
Fossem caras vc teria a mesma opinião? sim.
Acho desnecessário. Nada empoderador não. Acho banalização. Escracho.
segunda-feira, 21 de agosto de 2017
chato
Quando uma mulher resolve abrir a real sobre o relacionamento abusivo que viveu, jamais ela está querendo se passar por vítima! E isso nem faz muito sentido pois, que glamour a pessoa leva ao se expor e ser subjugada - porque é, porque vai ser - cutucar uma ferida assim...
A gente grita os abusos sofridos porque sabe o quão difícil é percebê-los numa relação e o quão sufocante a relação se torna. A gente grita porque a gente sabe o lugar da mulher nessa situação e porque a gente sabe que tem muita gente na mesma situação que a gente esteve e sente por obrigação dizer: tá tudo bem, tem alguém aqui com uma história parecida com a tua, de repente te ajuda a refletir, te ajuda a ver por outro ponto de vista, de repente te alerta pra que isso não aconteça com você.
Foda é ver alguém que você ama numa situação assim, de abuso, porém diferente da tua. Diferente do que estão falando por aí. Diferente do que passa na novela...
Relações abusivas podem acontecer em todo e qualquer tipo de relação: no trabalho, em casa, de pai pra filho, de marido e mulher, de líder para com servo... não necessariamente cumpre o papel clássico de domínio e dominador = homem sobre a mulher. As relações de poder, de hierarquia são perigosas pois, ultrapassando uma linha tênue a hierarquia se torna domínio.
E sinceramente, dói muito não saber o que fazer. Vejo minha irmã. A relação de abuso ali, não é necessariamente do meu cunhado sobre ela. Mas é uma relação de domínio - religioso, ao qual eles dois se prenderam e a vida vai passando, as obrigações e trocas com o mundo além da igreja ficam de lado
A gente grita os abusos sofridos porque sabe o quão difícil é percebê-los numa relação e o quão sufocante a relação se torna. A gente grita porque a gente sabe o lugar da mulher nessa situação e porque a gente sabe que tem muita gente na mesma situação que a gente esteve e sente por obrigação dizer: tá tudo bem, tem alguém aqui com uma história parecida com a tua, de repente te ajuda a refletir, te ajuda a ver por outro ponto de vista, de repente te alerta pra que isso não aconteça com você.
Foda é ver alguém que você ama numa situação assim, de abuso, porém diferente da tua. Diferente do que estão falando por aí. Diferente do que passa na novela...
Relações abusivas podem acontecer em todo e qualquer tipo de relação: no trabalho, em casa, de pai pra filho, de marido e mulher, de líder para com servo... não necessariamente cumpre o papel clássico de domínio e dominador = homem sobre a mulher. As relações de poder, de hierarquia são perigosas pois, ultrapassando uma linha tênue a hierarquia se torna domínio.
E sinceramente, dói muito não saber o que fazer. Vejo minha irmã. A relação de abuso ali, não é necessariamente do meu cunhado sobre ela. Mas é uma relação de domínio - religioso, ao qual eles dois se prenderam e a vida vai passando, as obrigações e trocas com o mundo além da igreja ficam de lado
quarta-feira, 26 de julho de 2017
Ói eu aqui traveiz!
Laiá, laiá, laiá...
Sabe, eu trafego por dois mundos bem distintos: a perifa e a classe mé(r)d(i)a. E é muito louco ver as diferenças...
Hoje Facebook me trouxe Milton Santos e eu preciso parar de olhar as diferenças... E sim o que nos aproxima... prometo que vou tentar. Prometo que vou tentar ser ponte! =)
Do lado perifa, fico bem feliz quando vejo iniciativas que visam integrar a sociedade. Isso é bem bacana. O que a perifa precisa, ao meu ver - e de simplismo puro porque quero ser sintética e não problematizar, entrando por vieses mais complexos - é de união e emancipação. E isso é difícil pra caraaaaleo! Como emancipar uma massa que nasce, cresce, vive e morre dependente de outra classe? Depende dessa outra classe para ter acesso a itens fundamentais a essa emancipação, como cultura, educação, saúde, saneamento, emprego, transporte, lazer, segurança... Tudo isso, ou parte da iniciativa privada ou das governanças ~ se atentem, por gentileza que o texto é corrido assim como as ideias e a construção pode perder a linha as vezes, afinal, é construção imediata de pensamento: pode conter situações que se contradizem ~ e daí entramos num paradoxo muito louco de criar emancipação/desvínculo/independência das classes altas a partir da entrega desses equipamentos pelas classes altas! rs
Mas isso se faz muito pela imitação também. Pela repetição de comportamentos aprendidos lá, em momentos que essas classes se aproximam: em espaços comuns de convivência. Empregos. Mercados, etc.
O problema é que, a imitação é tão prejudicial quanto a decoreba pois é rasa e mecânica. Logo, as imitações se tornam clichês como repetições de frases do tipo 'bandido bom é bandido morto', 'se estivesse trabalhando/estudando/em casa não teria acontecido', se repetem opiniões políticas rasas, se repetem gostos e modismos estimulados pelo consumismo como maneira de se impor como celulares de última geração, carros potentes, rebaixados, com som ultra-mega-potatos, Nikes, Apples e Samsungs, Starbucks, McDonald's, Playstations... e pouco se evolui dessa ação mecânica e superficial. Mantém-se a submissão e até a omissão. Em casos piores se transforma em negação. Daí a pessoa nega a periferia em que vive, se omite dos problemas, se omite dos problemas que ela mesma enfrenta por não se identificar mais com essa realidade. E também não consegue se manter no mundo artificial que ela cria... Louco né? Identidade é tudo!
Nem precisa dizer que grande parte dessa falta de recursos e desse consumismo estimulado são algumas das chaves para se criar e perpetuar a violência na perifa, né?
Depois eu volto com a parte da Classe Mé(r)d(i)a... Porque precisa organizar um cadim azideia né? rs
Sabe, eu trafego por dois mundos bem distintos: a perifa e a classe mé(r)d(i)a. E é muito louco ver as diferenças...
Hoje Facebook me trouxe Milton Santos e eu preciso parar de olhar as diferenças... E sim o que nos aproxima... prometo que vou tentar. Prometo que vou tentar ser ponte! =)
Do lado perifa, fico bem feliz quando vejo iniciativas que visam integrar a sociedade. Isso é bem bacana. O que a perifa precisa, ao meu ver - e de simplismo puro porque quero ser sintética e não problematizar, entrando por vieses mais complexos - é de união e emancipação. E isso é difícil pra caraaaaleo! Como emancipar uma massa que nasce, cresce, vive e morre dependente de outra classe? Depende dessa outra classe para ter acesso a itens fundamentais a essa emancipação, como cultura, educação, saúde, saneamento, emprego, transporte, lazer, segurança... Tudo isso, ou parte da iniciativa privada ou das governanças ~ se atentem, por gentileza que o texto é corrido assim como as ideias e a construção pode perder a linha as vezes, afinal, é construção imediata de pensamento: pode conter situações que se contradizem ~ e daí entramos num paradoxo muito louco de criar emancipação/desvínculo/independência das classes altas a partir da entrega desses equipamentos pelas classes altas! rs
Mas isso se faz muito pela imitação também. Pela repetição de comportamentos aprendidos lá, em momentos que essas classes se aproximam: em espaços comuns de convivência. Empregos. Mercados, etc.
O problema é que, a imitação é tão prejudicial quanto a decoreba pois é rasa e mecânica. Logo, as imitações se tornam clichês como repetições de frases do tipo 'bandido bom é bandido morto', 'se estivesse trabalhando/estudando/em casa não teria acontecido', se repetem opiniões políticas rasas, se repetem gostos e modismos estimulados pelo consumismo como maneira de se impor como celulares de última geração, carros potentes, rebaixados, com som ultra-mega-potatos, Nikes, Apples e Samsungs, Starbucks, McDonald's, Playstations... e pouco se evolui dessa ação mecânica e superficial. Mantém-se a submissão e até a omissão. Em casos piores se transforma em negação. Daí a pessoa nega a periferia em que vive, se omite dos problemas, se omite dos problemas que ela mesma enfrenta por não se identificar mais com essa realidade. E também não consegue se manter no mundo artificial que ela cria... Louco né? Identidade é tudo!
Nem precisa dizer que grande parte dessa falta de recursos e desse consumismo estimulado são algumas das chaves para se criar e perpetuar a violência na perifa, né?
Depois eu volto com a parte da Classe Mé(r)d(i)a... Porque precisa organizar um cadim azideia né? rs
Up and Down
Um dos maiores momentos da minha vida foi quando entrei na USP!
Serviu pra eu dar um tapa na cara da sociedade e na minha cara também. Mostrou que sim, eu ainda era capaz de algo! Sim, eu estava traçando o caminho das pedras que eu, muito depois, descobriria que era mesmo o que eu queria pra vida...
Foi o momento de dar aquela levantada na auto-estima e foi lindo... conheci pessoas lindas, sonhos lindos, "gente fina, elegante e sincera com habilidade pra dizer mais sim do que não", sonhadora e com bondade no coração! Tanta coisa inspirava... a faculdade fazia a gente sonhar alto, dava impulso e mostrava que muitas coisas seriam possíveis sim! Momento de acolhida ali!
Mas foi ali também que vivi alguns dos piores momentos na vida sim.
Acho e acredito que seja o equilíbrio da coisa - quanto mais alto o degrau, maior é a queda né?
Enfim... eu tava com tudo ali na mão: futuro, passado, presente se unindo pra ficar tudo lindo e grandioso!
Daí veio a queda. E foi foda. E doeu. Sabe aquela expressão: se cair, do chão não passa? Pois é. Meu chão se abriu e foi além...
E a partir daí muita coisa foi aprendizado... Acho que quero ser professora. E da USP uma coisa que eu pretendo levar pra sala de aula um dia é: vc n faz a menor ideia do que se passa na vida da outra pessoa e vc como professora não pode julgar, hostilizar ou maltratar algum aluno. Independente de idade, tamanho, experiência, o professor se sobrepõe aos alunos em sala de aula e, quando um professor, da tua autoridade, hostiliza um aluno... Olha, isso marca tá!
Fora da USP eu não sabia bem o que eu tinha mas sabia que não estava no meu 'estado normal'.
Eu sentia dores e sentia minhas articulações enrijecerem - era horrível e entrava em pânico com isso.
Como eu sempre, desde que me entendo por gente, tive dores horríveis nos joelhos, sem causa nenhuma aparente - os médicos diziam que era 'dor do crescimento' e isso deve ser verdade porque eu sou hoje uma girafa de um metro e cinquenta e seis centímetros de altura - sem nenhum tratamento, só o de choque mesmo porque até a adolescência, eu só corria, pulava, nadava, praticava esportes... enfim, desgastei o pouco de joelho que eu tinha/tenho/tive.
Como eu resumi esse texto num post de Facebook, nem vou terminar aqui, afinal, minha Penseira já tem essa memória depositada cá.
E a cabeça aliviou desse conflito. Segue o baile! =D
Serviu pra eu dar um tapa na cara da sociedade e na minha cara também. Mostrou que sim, eu ainda era capaz de algo! Sim, eu estava traçando o caminho das pedras que eu, muito depois, descobriria que era mesmo o que eu queria pra vida...
Foi o momento de dar aquela levantada na auto-estima e foi lindo... conheci pessoas lindas, sonhos lindos, "gente fina, elegante e sincera com habilidade pra dizer mais sim do que não", sonhadora e com bondade no coração! Tanta coisa inspirava... a faculdade fazia a gente sonhar alto, dava impulso e mostrava que muitas coisas seriam possíveis sim! Momento de acolhida ali!
Mas foi ali também que vivi alguns dos piores momentos na vida sim.
Acho e acredito que seja o equilíbrio da coisa - quanto mais alto o degrau, maior é a queda né?
Enfim... eu tava com tudo ali na mão: futuro, passado, presente se unindo pra ficar tudo lindo e grandioso!
Daí veio a queda. E foi foda. E doeu. Sabe aquela expressão: se cair, do chão não passa? Pois é. Meu chão se abriu e foi além...
E a partir daí muita coisa foi aprendizado... Acho que quero ser professora. E da USP uma coisa que eu pretendo levar pra sala de aula um dia é: vc n faz a menor ideia do que se passa na vida da outra pessoa e vc como professora não pode julgar, hostilizar ou maltratar algum aluno. Independente de idade, tamanho, experiência, o professor se sobrepõe aos alunos em sala de aula e, quando um professor, da tua autoridade, hostiliza um aluno... Olha, isso marca tá!
Fora da USP eu não sabia bem o que eu tinha mas sabia que não estava no meu 'estado normal'.
Eu sentia dores e sentia minhas articulações enrijecerem - era horrível e entrava em pânico com isso.
Como eu sempre, desde que me entendo por gente, tive dores horríveis nos joelhos, sem causa nenhuma aparente - os médicos diziam que era 'dor do crescimento' e isso deve ser verdade porque eu sou hoje uma girafa de um metro e cinquenta e seis centímetros de altura - sem nenhum tratamento, só o de choque mesmo porque até a adolescência, eu só corria, pulava, nadava, praticava esportes... enfim, desgastei o pouco de joelho que eu tinha/tenho/tive.
Como eu resumi esse texto num post de Facebook, nem vou terminar aqui, afinal, minha Penseira já tem essa memória depositada cá.
E a cabeça aliviou desse conflito. Segue o baile! =D
segunda-feira, 29 de maio de 2017
Que vc me adora! Que me acha fodaaa...
Hoje acordei só o pó! Destruída! Por eventos pessoais que ainda não consegui assimilar e por isso não vou esboçar por aqui...
Por outro lado, outras coisas dão razão a essa vida! Tipo, estou conversando com uma garota da cidade que eu morava. Já disse lá que as pessoas de lá são meio vazias. É um preconceito, hoje vejo. Porque tem gente boníssima lá sim. Tem gente que não é tão fútil e eu achava que era... Aquela coisa do desconhecido. Mas quando vc se permite, é uma delícia se maravilhar e se encher de esperança! Ainda há esperança!!!
Agora, me veio um pensamento sobre outra questão não resolvida da vida...
Sabe, eu sei que vc me odeia. E consigo enxergar claramente teus motivos...
Mas consigo antes disso enxergar os meus - do não te odiar te odiando também! rs
Não foi fácil lidar com essa situação... primeiro não parecia jamais ser possível ou real! E já disse aqui os motivos disso: distâncias sociais, quilométricas, cronológicas! Daí vc vem e me surpreende pra caramba! Me surpreendi até mesmo com o tanto que vc se mostrou surpreendido! Mas guri, pera! Vc sabe muito bem como eu sofri de amores passados... Eu sou uma idiota romântica! rs
E vc foi me falando dos teus planos e eu me perdendo de encanto... Cara, vc tinha planos de vir pra SP! Vc disse! Vc disse que podia fazer isso! Eu fiquei esperando isso acontecer mas vc é de aquário né? rsrsrs e sorte minha que isso deu uma segurada! Porque eu sabia que vc é volúvel - volúvel e não leviano, ok? - vc fala SP, França, Alemanha, Rio com a facilidade como eu digo Capão, Jd. Angela, Ibirapuera e Perdizes! rsrsrs eu não podia me deixar levar!
E até hoje penso... Será que esse lance de SP n rolou pq eu também não virei um 'motivo' pra ele virar? Eu me precipitei, eu sei. Fui leviana. Mas eu tinha que escolher e por aqui estava tudo bem. Estou bem. Estou ótima no quesito amores e paixões! Talvez até melhor do que se estivesse com vc.
Mas cara, essa tua frieza tá me matando! A gente se dava tão bem! E os orgasmos intelectuais! *-*
Só vc me fazia sentir assim! Só vc me iluminava assim! E agora vc tb tá chato, na boa!
Alguma soberba passou por aí e ficou... E aí eu penso: será que vc ficou amargo?
Mas seria muita ousadia e soberba e prepotência da minha parte me dar tamanha importância na tua vida né? Por mim, vc ficaria assim? Claro que não.
Mas vc simplesmente sumiu.
Vc pode estar chateado, revoltado, o que for... mas vc tá fazendo falta, caceti!
Entenda o meu lado! Eu sou carente! Eu sou de gêmeos! Eu amo todo mundo! E a vida me fez insegura de amores - pohan vc sabe disso pra caramba sobre mim!
Se não parecia sério, se estava longe, se não tinha planos sólidos pra cá... Como eu poderia me entregar de cabeça a isso? E vc ainda foi pra França depois! Como vc queria q eu ficasse aqui, com vc no Rio ou pior, vc na França?! Não seria bom pra gente. Não seria saudável. Seria tiro no pé. Eu me conheço. E eu estragaria isso.
Agora nossa relação tá meio Sibéria né?
E eu queria ser tua amiga ainda. E se um dia, acontecer de vingar... não vai ser agora mas se acontecer deu estar sozinha, vc estar sozinho e a gente pode juntar? rs - música brega do Peninha sim porque me identifico!
Bom, eu estou bem. Estou amando. Espero que vc esteja bem. Pro meu ego, faz bem isso de vc me ignorar e tal - parece que sou importante a ponto de vc querer evitar - mas ainda me mantém na sua rede social... Melhor pensar assim do que pensar que tipo, foda-se! Nem te leio, nem te gosto, nem me lembro q vc existe! Que vc lembra sim, que eu sei!
Se isso que estou vivendo não der certo e vc estiver por aí... acho que não vai fazer sentindo nenhum não ficarmos juntos. =)
Mas não me deixa insegura de novo! Que eu posso jogar tudo pro alto e não fazer acontecer pra gente. E a culpa vai sempre ser sua! =P
Por outro lado, outras coisas dão razão a essa vida! Tipo, estou conversando com uma garota da cidade que eu morava. Já disse lá que as pessoas de lá são meio vazias. É um preconceito, hoje vejo. Porque tem gente boníssima lá sim. Tem gente que não é tão fútil e eu achava que era... Aquela coisa do desconhecido. Mas quando vc se permite, é uma delícia se maravilhar e se encher de esperança! Ainda há esperança!!!
Agora, me veio um pensamento sobre outra questão não resolvida da vida...
Sabe, eu sei que vc me odeia. E consigo enxergar claramente teus motivos...
Mas consigo antes disso enxergar os meus - do não te odiar te odiando também! rs
Não foi fácil lidar com essa situação... primeiro não parecia jamais ser possível ou real! E já disse aqui os motivos disso: distâncias sociais, quilométricas, cronológicas! Daí vc vem e me surpreende pra caramba! Me surpreendi até mesmo com o tanto que vc se mostrou surpreendido! Mas guri, pera! Vc sabe muito bem como eu sofri de amores passados... Eu sou uma idiota romântica! rs
E vc foi me falando dos teus planos e eu me perdendo de encanto... Cara, vc tinha planos de vir pra SP! Vc disse! Vc disse que podia fazer isso! Eu fiquei esperando isso acontecer mas vc é de aquário né? rsrsrs e sorte minha que isso deu uma segurada! Porque eu sabia que vc é volúvel - volúvel e não leviano, ok? - vc fala SP, França, Alemanha, Rio com a facilidade como eu digo Capão, Jd. Angela, Ibirapuera e Perdizes! rsrsrs eu não podia me deixar levar!
E até hoje penso... Será que esse lance de SP n rolou pq eu também não virei um 'motivo' pra ele virar? Eu me precipitei, eu sei. Fui leviana. Mas eu tinha que escolher e por aqui estava tudo bem. Estou bem. Estou ótima no quesito amores e paixões! Talvez até melhor do que se estivesse com vc.
Mas cara, essa tua frieza tá me matando! A gente se dava tão bem! E os orgasmos intelectuais! *-*
Só vc me fazia sentir assim! Só vc me iluminava assim! E agora vc tb tá chato, na boa!
Alguma soberba passou por aí e ficou... E aí eu penso: será que vc ficou amargo?
Mas seria muita ousadia e soberba e prepotência da minha parte me dar tamanha importância na tua vida né? Por mim, vc ficaria assim? Claro que não.
Mas vc simplesmente sumiu.
Vc pode estar chateado, revoltado, o que for... mas vc tá fazendo falta, caceti!
Entenda o meu lado! Eu sou carente! Eu sou de gêmeos! Eu amo todo mundo! E a vida me fez insegura de amores - pohan vc sabe disso pra caramba sobre mim!
Se não parecia sério, se estava longe, se não tinha planos sólidos pra cá... Como eu poderia me entregar de cabeça a isso? E vc ainda foi pra França depois! Como vc queria q eu ficasse aqui, com vc no Rio ou pior, vc na França?! Não seria bom pra gente. Não seria saudável. Seria tiro no pé. Eu me conheço. E eu estragaria isso.
Agora nossa relação tá meio Sibéria né?
E eu queria ser tua amiga ainda. E se um dia, acontecer de vingar... não vai ser agora mas se acontecer deu estar sozinha, vc estar sozinho e a gente pode juntar? rs - música brega do Peninha sim porque me identifico!
Bom, eu estou bem. Estou amando. Espero que vc esteja bem. Pro meu ego, faz bem isso de vc me ignorar e tal - parece que sou importante a ponto de vc querer evitar - mas ainda me mantém na sua rede social... Melhor pensar assim do que pensar que tipo, foda-se! Nem te leio, nem te gosto, nem me lembro q vc existe! Que vc lembra sim, que eu sei!
Se isso que estou vivendo não der certo e vc estiver por aí... acho que não vai fazer sentindo nenhum não ficarmos juntos. =)
Mas não me deixa insegura de novo! Que eu posso jogar tudo pro alto e não fazer acontecer pra gente. E a culpa vai sempre ser sua! =P
terça-feira, 16 de maio de 2017
Incongruências
É tão engraçado quando vc encontra as faltas de nexo do povo cheio de razão né?
Tipo o caso recente do policial lá que em grupo do whats falava que mulher é co-autora em casos de estupro de seus filhos e tal.
Acho péssimo isso de colocar culpa na mulher e como sou das vias complexas considero que há casos e casos. A gente sabe que tem gente (homem ou mulher) que mal começa a se relacionar e não se preocupa mesmo com a relação c/ enteadx, né? - Isso é algo que as pessoas deveriam pensar pra caramba mas há casos que não pensam. Há casos que pensam sim. E mesmo nesses casos em que pensam, analisam tudo... pode acontecer do cara ser um estuprador sim, infelizmente.
Isso de não avaliar é horrível mas de jogar a culpa na mulher ainda é foda!
E é engraçado que esse mesmo povo que cobra tanta moral da mulher é o mesmo que acha a gente (feminista) sem moral e agressiva por dizer que todo macho é um potencial estuprador. Mas tá aí os argumentos né non????
Não! Por mais que a mulher deixe sua cria com um estranho não é natural e nem devemos naturalizar a ideia de que o estranho pode estuprar o serzinho ali. Antes do homem ser estuprador, ele deveria ser gente. Antes do homem ser estuprador, ele deveria, no mínimo, temer pela sua segurança e pelas penas que ele cumprirá caso queira se aventurar a cometer um crime - o homem ali é ciente de que isso é crime, tanto quanto a mulher que deixa ele entrar na casa dela.
Então não mesmo, a culpa não é da mulher se o macho não se mede e quer ser um criminoso. A mulher não quer ser criminosa. Não deve responder por crime. É insano isso! E me revolta!
Tipo os defensores do cara lá da hebraica rio. Agora que a Folha trouxe a tona a sujeira dos tempos de quartel - o cara quer lavar a honra dizendo que fez as merdas que fez por melhorias para a corporação, aumento de salário... mává! Fazer o Maluf, agora? Que rouba mas faz? Os fins não justificam os meios?
Tipo o caso recente do policial lá que em grupo do whats falava que mulher é co-autora em casos de estupro de seus filhos e tal.
Acho péssimo isso de colocar culpa na mulher e como sou das vias complexas considero que há casos e casos. A gente sabe que tem gente (homem ou mulher) que mal começa a se relacionar e não se preocupa mesmo com a relação c/ enteadx, né? - Isso é algo que as pessoas deveriam pensar pra caramba mas há casos que não pensam. Há casos que pensam sim. E mesmo nesses casos em que pensam, analisam tudo... pode acontecer do cara ser um estuprador sim, infelizmente.
Isso de não avaliar é horrível mas de jogar a culpa na mulher ainda é foda!
E é engraçado que esse mesmo povo que cobra tanta moral da mulher é o mesmo que acha a gente (feminista) sem moral e agressiva por dizer que todo macho é um potencial estuprador. Mas tá aí os argumentos né non????
Não! Por mais que a mulher deixe sua cria com um estranho não é natural e nem devemos naturalizar a ideia de que o estranho pode estuprar o serzinho ali. Antes do homem ser estuprador, ele deveria ser gente. Antes do homem ser estuprador, ele deveria, no mínimo, temer pela sua segurança e pelas penas que ele cumprirá caso queira se aventurar a cometer um crime - o homem ali é ciente de que isso é crime, tanto quanto a mulher que deixa ele entrar na casa dela.
Então não mesmo, a culpa não é da mulher se o macho não se mede e quer ser um criminoso. A mulher não quer ser criminosa. Não deve responder por crime. É insano isso! E me revolta!
Tipo os defensores do cara lá da hebraica rio. Agora que a Folha trouxe a tona a sujeira dos tempos de quartel - o cara quer lavar a honra dizendo que fez as merdas que fez por melhorias para a corporação, aumento de salário... mává! Fazer o Maluf, agora? Que rouba mas faz? Os fins não justificam os meios?
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