Porque Something

Something é uma das melhores dos Beatles. E é uma das melhores músicas do melhor dos Beatles, o George. E Something está presente num dos ...

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Identitelité, Orienté, Sexualité

Eu fico realmente pasma com o pânico que se criou acerca da sexualidade!
Pasma com a fragilidade da identidade sexual de algumas pessoas!

Acredito que toda essa 'pasmaceira' vem porque eu nunca tive que provar minha identidade, nunca me senti perturbada, errada, confusa quanto a isso. Ainda mais na infância!
Nunca isso foi problema.

Eu sempre fui menina. Menina que gostava mais de brincadeiras com bola e de correr do que menina que brinca de boneca e só. Sempre fui menina que compartilhei meus brinquedos de menina com meus primos e sempre brinquei com os brinquedos deles também.
Mas nunca, por brincar mais com meninos, me senti menino. Influenciada a ser menino. A sentir atração por meninas, como meninos sentem e por isso, pra mim, é muito tranquilo que isso passe numa boa.

Não entendo isso de:
1) querem transformar nossos filhos em gays
2) querem destruir a família
3) querem impor que não existe menino e menina
4) querem confundir nossas crianças

Eu não entendo, partindo da minha experiência - hoje adulta, lá pra trás, criança - porque eu acho que isso não é algo 'transformável'. Nem que minha mãe quisesse que eu fosse menino, eu seria menino.
Lembra da Bernardete - Chocolate com Pimenta? Ela é um exemplo clássico pra gente pensar.
Se você nasce menino mas tua mãe sempre te trata como menina e tudo que te apresentam é 'de menina' - por não ter conhecimento de ooooutro tipo de repertório, no caso masculino, você vai achar que você é menina mesmo sendo menino. Maaas, lá na frente, quando seus hormônios começarem a aflorar, quando aquele desejo, atração pela outra pessoa apontar você vai se encontrar.
Falei Bernardete mas pode ser Mogli, pode ser Tarzan... se na nossa essência somos diferentes daquilo que acreditamos ser uma vida inteira, vai chegar uma hora que a nossa essência vai nos confrontar.

E é bem aí que eu não entendo... como a sexualidade dessas pessoas é tão frágil? Depois de vividos, crescidos, realmente ao olhar pra trás eles conseguem se sentir 'ameaçados' pelo diferente? Pra mim é complicado entender. Complicado mesmo! Nunca me senti persuadida, ameaçada, estimulada a assumir/ter uma identidade da que tenho. E acho isso impossível de acontecer mesmo que forcem a barra... como vc se identifica é como vc vai naturalmente se identificar e não há quem mude isso. Isso já nasceu grudadinho em você.

Andei estudando. Lendo um pouco pra tentar entender o argumento de quem realmente haja que falar e aceitar a homossexualidade, a bissexualidade seja errado e não consegui. Chegou num momento em que as coisas ficaram muito equivocadas.

Uma prova de que não existe cura gay, de que não existe como mudar a conduta de alguém está nos primeiros estudos sobre identidade de gênero. Estudos que se provaram completamente errados! Procure saber sobre o caso do Dr. Money e do garoto David Reimer! Resumidamente, Money acreditava ser possível mudar a identidade sexual de alguém - como esses caras acham que é possível mudar a identidade sexual de uma criança ao falar sobre homo, bi, transexualidade.
O caso David Reimer ficou conhecido pois o garoto sofreu uma mutilação numa cirurgia mal feita de fimose e perdeu a genitália masculina. Para o Dr. Money, seria menos dolorido para ele e para a família que o garoto se tornasse garota e para ele isso era possível. Era só trocar as roupas dele de menino por roupas de menina, brinquedos de menina, coisas de menina, educá-lo como menina e nunca falar a respeito do seu passado de menino. O resultado? Reimer suicidou-se pois nunca aceitou a identidade feminina mesmo quando criança. Nunca aceitou ser estimulado como menina, educado como menina, vestido como menina, forçado a ser menina. É o que defendemos: não se cura o que não é doença, não se muda sexualidade de ninguém.

O que eu acho engraçado é que os caras que falam sobre ideologia de gênero, equivocadamente, para negar o diálogo sobre identidade de gênero, usam este caso para desacreditar os estudos de gênero - não sei se consigo entender - parece que, pelo estudo de gênero do Dr. Money ter dado muito ruim os caras acham que não se pode desenvolver nenhum tipo de estudo sobre gênero. Mas desenvolver cura gay e 'reversão' pode... sei lá né??? vai entender...

E é muito doido! Se eles conhecem o Caso Reimer eles sabem que não tem justificativa NENHUMA para se evitar falar sobre sexualidade que pode influenciar a criança... ¬¬" O Caso Reimer prova que não tem problema algum mas nesse caso, eles fingem que não vêem.
Mas na hora de condenar estudos de gênero, os caras usam o Caso Reimer como se identidade de gênero fosse muito errado. Não faz nenhum sentido.



sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Big Corn

Hoje ela está a milhão!
Fazendo mil coisas ao mesmo tempo, o cérebro parece que trabalha a todo vapor, as mãos no teclado quase não acompanham a velocidade das ideias. A mente expandiu de tal forma que ela quase perde o controle. Mais um pouco e ela vira uma X-Men ou vira luz rsrsrs

Se tem a ver com o resultado da fuvest q sai em 1 hora? Claro que não! Ela nem chegou perto de passar! Cê acha?
Mas a esperança é a última que morre então... sim, ela tem uma esperancinha de um milagre de acontescência e chegar no seu objetivo deste ano. Seria lindo! Só que a probabilidade não é nula porque o Wesley Safadão plantou aquele 1% na cabeça das pessoas né?

E ela acabou de descobrir que ctrl+ um número qualquer vai direto para outra aba aberta e isso é animal! Ela sempre quis descobrir um comando assim que facilitasse abrir as abas. Uau!

Daí que ela vê uma enquete de possibilidades de votos para deputado estadual. Entre eles está um vereador que tem trabalhado de um jeito bem bacana pra cidade que morou.
E pensa? mas gente, sério que esse povo acha que um vereador de uma cidadezinha vai conseguir se lançar dep. pelo Estado inteiro? Daí ela lembra que um deputado federal que saiu da cidadezinha lançou até o filho pra deputado estadual e começa a pensar sobre as alianças político-narcotraficantes da região e percebe que sim, existe um eixo ali que pode tornar um vereador de uma cidadezinha, um grande deputado estadual e até federal.

Enquanto isso ela pesquisa sobre óleo de abacate, faz lançamentos contábeis de uma empresa de automação industrial, olha o facebook, responde e-mails e não tira fuvest da cabeça.

Pode isso, Arnaldo?