Porque Something

Something é uma das melhores dos Beatles. E é uma das melhores músicas do melhor dos Beatles, o George. E Something está presente num dos ...

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Ideias de nomes

Eu sempre penso em listar estes nomes que eu gosto, pra quando, um dia, resolver ter um filho, já ter uma lista de nomes ótimos e sempre esqueço. Ou acho que esqueço porque talvez eu lembre mas se esqueci que lembrei e acabei fazendo uma lista já... continua essa bagunça!

Bento
Noah
Gabriel
Flora
Alice
Ananda

terça-feira, 29 de agosto de 2017

Eu não sei se vou parar de comer carne

Cara, eu cresci numa zona mista: rural e urbana interagindo. Eu vi muita terra ser tomada pela soja, pela cana... Eu vi o boom da soja acontecer e eu não gosto de soja.

A minha relação com os animais é um tanto quanto selvagem, eu poderia dizer.
Eu era criança e acordava com barulho de abate de porco, ia lá e comia banha crua com limão e sal!
Eu escutava o barulho do porco e já sabia que ia ter banha com limão e sal! Eu entrava no galinheiro pra pegar galinha pra minha avó matar pro almoço e por aí vai... sempre foi muito natural essa relação de vida e morte de bicho perto de mim. E de um jeito, que eu também acho meio estranho, não vejo erro em dar nome, fazer carinho e depois matar pra comer - eu dava banho nos porcos. Eu não sofro por chineses comerem cachorros...

O meu problema com relação a carne animal está na indústria. Na produção industrial que não faz sentido quando a gente volta a lembrar que carne vem de seres vivos e não existe produção industrial de vidas...

Mas aí me vem a indústria da soja para produzir carne vegetal. Eu vi devastações de solo causadas pelo plantio exaustivo de soja. E a gente sabe que Mato Grosso e afins virou tudo soja. Então entre a indústria da carne animal e a indústria da carne vegetal... eu abomino as duas! rs

Aí vem aquele pessoal: ah mas se vc tivesse que matar o bicho, vc não comeria carne! Cara, sinceramente? Se eu tivesse que matar o bicho, eu comeria carne! Eu aprenderia a matar o bicho!
Só que, estes são referenciais pessoais meus, entende? Eu não vou impor isso a ninguém. É muito particular meu. E nem vou discutir pra pedir que entendam!
Assim como acho muito porre o pessoal vir cagar regra vegana pra cima de mim. Se os argumentos fossem legais, mas cara... contradiz muita coisa que eu sei, contradiz muitos valores que não foram imputados a mim então não vale pra mim.

E, além desse repertório total roots que eu tenho de criação, ainda vem aquele outro lado da verdade que aprendi com o tempo, com os estudos ambientais - lugar onde caí totalmente de para-quedas e vira e mexe me chama me chama me chama e eu recuso rsrsrs - cara, o lance não está totalmente em ser vegano ou vegetariano - PARA MIM! Leia sempre PARA MIM! Este espaço é meu, de pensamento, de profundezas, de intimidade ~ com eu sempre gosto de usar: MEU INFINITO PARTICULAR mora aqui ~ - eu não acredito que trocar a indústria da carne animal pela indústria da carne vegetal vá surtir algum efeito super topzera de equilíbrio ambiental e meu lance é muito mais de equilíbrio ambiental do que de sofrimento do bicho - vide o que escrevi aí pra cima tudo. Voltando a questão da INDÚSTRIA. Man, eu odeio a indústria rsrsrs

E trocar o pasto pela plantação devastadora, trocar o consumo de carne por transgênico... sei lá né?
Me parece meio incoerente vc cagar pra tua saúde, comer transgênico adoidado (soja, milho) porque tá com dó do bicho. Tipo, se mata mas não mata o bicho. E vem aquele pessoal, que fala: aaah mas vc mima um e mata o outro - filhão, como vc acha que a tua plantação de carne de soja se fez? Teve desmatamento não? Teve bicho morto pra dar lugar pra ela não? Eu mimo um, mimo o que vou comer e vejo o desmatamento de vegetação natural, lares de bichos, sendo destruídos por conta de pasto e por conta de soja e aí? É a era da incoerência, da hipocrisia, da cegueira seletiva, bebê!

Então, eu acho menos hipócrita a tal da agricultura, agropecuária familiar. Mais digno, mais puro, mais honesto e menos impactante. Seria meu sonho.
Nada de desperdício. Nada de devastação. Nada de exagero. Nada de agrotóxico. Nada de transgênico. Seria lindo!


terça-feira, 22 de agosto de 2017

Um ensaio sobre vulgaridade e exposição

As vezes a cabeça feminista com um pezinho no machismo ainda buga...
E as vezes a militância também faz a gente pensar muito unilateralmente.

Aí quando surge, aparentemente, um conflito de ideias no campo machismo-feminismo-comportamental-opinativo rsrsrs eu bugo mais ainda e fico congelada nessa ideia tentando encontrar um meio termo, um viés harmônico, estabelecer um ok, nessa complexidade.

A tal da complexidade me faz muito bem sempre que tenho um conflito de ideias - ora de conformidade, ora de ampliação de tolerâncias... ela sempre me lembra que sim, podem existir outras visões e o antagonismo pode sim complementar.

Muita gente sabe que eu tenho um problema sério com pornografia. Acho ecah mesmo.
Li vários textos, tem um TEDx muito bom a este respeito e como pornografia = consumo... e como o consumismo é algo que eu abomino, então aí me aceitei. rs
Existe aquela coisa do feminismo, de não julgar a guria do filme pornô e realmente isso eu não faço e nem acho que cabe a mim. A guria está lá fazendo o que ela quer com o corpo dela, muitas vezes sendo submetida a humilhações e ritmo de máquina mas... é a forma dela ganhar grana pra VIVER ou até pra SOBREVIVER... eu não acho a pornografia necessária. Acho a pornografia prejudicial.

Acho a exposição do corpo, de maneira chula ou simplesmente pra causar impacto, chocar ou sexualizar o corpo gratuitamente uma forma de usar o corpo para consumo.
Não gosto da banalização do corpo, da nudez banalizada. Simplesmente não acho que exibir trocentos corpos vai naturalizar a visão de uma pessoa com o próprio corpo, saca?

A Anitta lançou um clipe - outro clipe em que a sensualização (para mim) vai para além do over.
Mano, no clipe anterior ela sensualizava com uma geladeira de supermercado! Tipo... se isso não é pra vender a porra do clipe dela e para fazer as pessoas consumirem isso, sinceramente, não sei pra que ela faz isso.
Agora ela tá de biquini de fita isolante. Nem vi ainda. Só vejo várias matérias falando sobre isso.
Gurias que dizem que isso é vulgar, automaticamente são julgadas: se fosse homem fazendo isso, vc n acharia vulgar. O corpo da mulher exposto é vulgar. Chamar isso de vulgar é diminuir a mulher...
Cara, que porre essas discussões em que todo mundo tem uma opinião formada sobre o tema e sobre a opinião formada sobre o tema! Que louco esse mundo, credo!

Definitivamente eu sou mais ligada ao Sagrado. A delícia da sensualidade e da sedução do corpo - escondido ou nu, bem fotografado, acho ok. Não gosto da EXPLORAÇÃO do corpo. E da exploração do corpo para vender, criar consumo. Isso não.

Então assim, eu acho vulgar tudo aquilo que se entrega a exploração. Caso daquela marca de coisas de aço lá: a modelo está fazendo o seu trabalho e não a julgo pois ela precisa trabalhar. Julgo a marca pela exploração que nada tem a ver com o produto vendido. E julgo a campanha como vulgar sim pois explora o corpo da modelo, entende? são coisas diferentes.

A Anitta foi vulgar? A modelo da marca lá foi vulgar? A Aline Riscado - Vem verão, vai verão é vulgar? Olha, ao meu ver, naquelas campanhas publicitárias (lembra que publicidade = venda = exploração) são vulgares. Do mesmo jeito que há demanda de consumo para este tipo de coisa, há oferta de corpos para este tipo de campanha.
Acontece que, uma modelo não tem assim tamanha autonomia para escolher que peças vai estrelar, certo? Ela meio que é 'empregada', 'prestadora de serviço', ela serve a uma indústria. E o corpo é o material de trabalho dela.
Agora, a Anitta??? Ela não é empregada nem prestadora de serviço e a indústria que ela serve é a fonográfica, né? Enfim... esse tipo de coisa buga minha cabeça!
Posso julgar outras mulheres? não.
Fossem caras vc teria a mesma opinião? sim.

Acho desnecessário. Nada empoderador não. Acho banalização. Escracho.

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

chato

Quando uma mulher resolve abrir a real sobre o relacionamento abusivo que viveu, jamais ela está querendo se passar por vítima! E isso nem faz muito sentido pois, que glamour a pessoa leva ao se expor e ser subjugada - porque é, porque vai ser - cutucar uma ferida assim...

A gente grita os abusos sofridos porque sabe o quão difícil é percebê-los numa relação e o quão sufocante a relação se torna. A gente grita porque a gente sabe o lugar da mulher nessa situação e porque a gente sabe que tem muita gente na mesma situação que a gente esteve e sente por obrigação dizer: tá tudo bem, tem alguém aqui com uma história parecida com a tua, de repente te ajuda a refletir, te ajuda a ver por outro ponto de vista, de repente te alerta pra que isso não aconteça com você.

Foda é ver alguém que você ama numa situação assim, de abuso, porém diferente da tua. Diferente do que estão falando por aí. Diferente do que passa na novela...

Relações abusivas podem acontecer em todo e qualquer tipo de relação: no trabalho, em casa, de pai pra filho, de marido e mulher, de líder para com servo... não necessariamente cumpre o papel clássico de domínio e dominador = homem sobre a mulher. As relações de poder, de hierarquia são perigosas pois, ultrapassando uma linha tênue a hierarquia se torna domínio.

E sinceramente, dói muito não saber o que fazer. Vejo minha irmã. A relação de abuso ali, não é necessariamente do meu cunhado sobre ela. Mas é uma relação de domínio - religioso, ao qual eles dois se prenderam e a vida vai passando, as obrigações e trocas com o mundo além da igreja ficam de lado