Porque Something

Something é uma das melhores dos Beatles. E é uma das melhores músicas do melhor dos Beatles, o George. E Something está presente num dos ...

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Fairy Tale is Over

Sam conheceu seu primeiro namorado numa festa. Numa festa completamente improvável.

Depois da decepção com o bv. Passar vários meses na fossa profunda, Sam foi vista numa festa na companhia de pessoas beeem diferentes do habitual.

Uma amiga da mãe de Sam resolveu ir para uma dessas festas tropicais que abrem o verão e que Sam sempre teve vontade de ir. Claro que ela preferia ir com as amigas hermanas da vida toda maaaaas como a coisa se ajeitou em cima da hora e pra mãe das amigas (C. e A. principalmente) deixarem as duas irem, tinha todo um processo, estratégias e tempo! Tempo foi o que faltou nesse momento então, Sam teve que se virar sozinha com isso.
Como era uma festa tradicional, muita gente que Sam conhecia sempre ia. Uma das amigas, a L. já tinha ido várias vezes e provavelmente iria de novo neste ano. Combinaram de se encontrar lá.

Como na cidade de Sam tudo cumpre protocolos e etiquetas - quem era da high society ia para o baile de carro. Quem era ralé ia para o baile de bus. De carro, as pessoas acampavam no lugar, alugavam chalés... de bus tinha hora pra chegar e hora pra ir embora.
Elas foram: Sam, a amiga da mãe e a sobrinha dela. Foram de ônibus.

Ao chegar no lugar do baile, claro que algumas amigas de Sam, sabendo que ela chegaria de bus, sequer fizeram questão de falar com ela, como se não a conhecessem.
Alguns garotos babacas também fizeram o mesmo.
E a amiga da mãe de Sam tinha uma certa 'fama' na cidade. Por trocar relacionamentos por $$, se é que me entendem...
Então a amiga da mãe se jogou numa turma lá - mais velha, mais louca, mais ligada na pagação para a banda que tocava enquanto Sam buscava socializar com quem ainda a conhecia.

Nessas ocasiões que não cumprem nenhuma agenda, Sam se enturmava mais com os garotos do que com as garotas - Sam sempre teve muitos amigos e as garotas vira e mexe se desentendiam.

Sam então ficou com alguns guris do clube e alguns guris da escola, do colegial. Foi findando o baile e ela não tinha onde dormir - ia dormir com uma amiga no carro de um amigo mas essa amiga (L.) simplesmente sumiu. E o bus foi embora. Então Sam teve que caçar um canto para dormir.

Caminhando pelo espaço do camping, alguém a chamou. Ela parou e olhou, reconheceu alguns guris ali - bêbados - que estudaram com ela. Conversou com eles, disse q estava sem lugar para ficar e claro que eles foram super gentis. Ela disse que tinha mais duas amigas e eles cederam espaços nas barracas, prontamente.

Um dos garotos começou a dar em cima de Sam e deitou no seu colo - estava se fazendo de bêbado. Sam era a bêbada e sabe bem quem finge e quem é.

Era como se Sam tivesse adentrado outro mundo: saindo com pessoas com quem nunca teve o costume, indo para uma balada que nunca tinha ido, de um jeito que nunca andou (bus), numa situação que nunca imaginara - ficar a mercê no rolê, conversando com pessoas com quem não falava sempre e estava se divertindo! Isso foi bem interessante.

Na hora de dormir, a amiga da mãe dela foi se divertir com os guris na outra barraca, fazendo a alegria dos garotos que estavam com lanternas de olho na microssaia dela.
Ela e a sobrinha da amiga deitaram na outra barraca com 2 amigos de Sam.
A menina estava morrendo de medo de ser agarrada por um dos garotos mas Sam sabia que se eles quisessem agarrar alguém eles iam querer agarrá-la e não a garota. E ela também sabia que as vezes - quando necessário - fazia a durona e os garotos não se achegariam.

Sam se sentiu atraída pelo guri que queria parecer bêbado e descolado. Ele se deitou ao seu lado.
Quando estavam quase dormindo, alguém jogou um sapo dentro da barraca. Começou a gritaria, a correria... Sam não estava acostumada com tanta infantilidade mais.

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Coisas

E o que separa os discursos:

"ela pode ser o que ela quiser e usar o que ela quiser"

"não sexualize as crianças"

"não a adultização das crianças"

Li o texto do Marcelo Rubens Paiva que fala sobre a bebê barrada no Sesc 24 de Maio por estar com traje impróprio - a bebê estava vestida de Ariel.
E no texto foi levantada a questão do feminismo existir para que aquela bebê-menina pudesse existir, ser o que ela quiser, ter o direito de usar o que ela quiser pois o problema não está na roupa, está na visão perturbada de quem sexualiza uma criança.

E me veio minha luta por essa ideia de não adultizar nossas crianças. Não sou a favor da divisão de coisas de menino e coisas de menina mas sou a favor sim do coisas de criança e coisas de adulto. São outros repertórios, outras percepções, outras alegorias que tornam bem distante o infantil do adulto. E para mim é necessário viver inteiramente cada período precioso da nossa vida.

Acho que foi completamente inapropriado podar a criança de sua liberdade por conta de um traje, da sexualização que um adulto fez sobre a roupa da criança.

Mas acho bem complicado lidar com estes três discursos aí. E na real, nem é essa situação que faz minha cabeça bugar. Sinceramente, o Sesc estava errado e ponto.
Agora, quanto a crianças que são altamente sexualizadas por maquiagens e roupas... aí que vem minha preocupação.
Crianças que são adultizadas pelo uso de química, produtos tóxicos, em concursos de miss... isso pra mim é bem complicado!

A mulher deve ter o direito de ser o que quiser, onde quiser e como quiser sim. E a criança?
A criança também. O problema é a deturpação do que é o desejo da criança, naturalmente dela e o desejo embutido na criança, de acordo com o que ofereceram para ela viver.

Uma menina miss já está completamente condicionada a padrões de beleza e ela vai querer estar deslumbrante, talvez num salto, talvez com uma maquiagem super carregada que a faça parecer uma mini-adulta sim. Mas esse será que é o desejo natural dela? Uma criança adultizada deseja adultização. Uma criança adultizada é uma criança saudável? É uma criança vivendo todo o seu universo infantil?

Bom, precisei escrever sobre pra conseguir delimitar meu discurso rs

Então é isso.
Todo mundo deve ter o direito de ser e estar onde e como quiser. Todo mundo.
Mas devemos voltar nossos olhos para nossa essência e nos livrar de tudo que é imposto sobre nós para nos contectarmos de fato, com nossa identidade.
Não sexualize crianças. Não adultize crianças. Apesar de acreditar que toda pessoa deve, pode ir e vir, estar e ser, onde e como quiser, acredito que a sexualização ou adultização de uma criança é algo bem errado. E não devemos permitir que façam isso com nossas crianças. E isso nada tem a ver com arte nua ou nudez. A nudez não adultiza nem sexualiza - que fique claro.

Olhando pra trás

Sobre o BV

O primeiro beijo de Sam foi horrível. Nossa heroína não fazia ideia do que era beijar, achou aquilo meio nojento de trocar saliva e digamos, preferiu trocar ar. Foi horrível, fiasco puro!
Agora pensando, é compreensível do cara não querer nada com ela depois disso. Até porque o cara não tava apaixonandinho por ela como ela estava por ele. E essa garota sofreu bicas pelo desprezo deste cara. Isso é embaraçoso mas é a real. Na época ela não entendeu. Hoje, mulher crescida, podemos ver que... tá, o cara estava certo. Ela demonizou o cara porque romantizou demais – malditas novelas das 6!

E este primeiro beijo veio num momento de decadência de Sam.
Entre apaixonites agudas, as vezes correspondidas, as vezes não mas nenhuma delas levada a potência do ‘tirar o bv’ – Sam perdeu o bv com um guri do colegial – ela estava na oitava série, muitas gurias já tinha perdido o bv. Na real, Sam e suas amigas eram praticamente as últimas a perder o bv. Nada magnífico.
Ela estava apaixonada pelas referências que um boy migo dava sobre um cara que era seu amigo e que ia chegar de sei lá onde. Na boca do migo, o cara era o máximo!
No carnaval o cara ia chegar. Quando ele chegou, a paixonite bateu forte em Sam. E ela caiu de amores por ele. Esqueceu todos os morzinhos da sua idade e projetou tudo sobre esse cara.

Bêbada como boa Sam é em qualquer evento festivo, ela avistou o boy deitado na calçada da praça – o carnaval rolava solto na praça e como sempre, mirou no cara e foi!
Conversaram sobre várias coisas. Desde vestibular a bandas de rock. E daí rolou... aquilo!
Não dá pra chamar aquilo de beijo. Rsrsrs
E ela nunca falou a respeito disso com nenhuma amiga.

No mesmo momento que ela teve coragem de perder o bv, A. foi conversar com ela e disse q tava a fim de outro guri da turma e que parece que tava rolando. Se Sam achava que rolava.
Sam sempre quis que rolasse algo legal com caras legais pras suas amigas então deu o maior apoio. E no mesmo dia que Sam perdeu o bv, A. também perdeu.


Acontece que não dá nem pra analisar o boy de Sam porque ela realmente estragou qualquer possibilidade de lance. Agora, o boy de A. foi um boy assim bem lixo, aparentemente.

Resumidamente, o boy da A. ficou com ela, falou que gostou e tudo e tal... E depois fez como se nem a conhecesse e depois ainda ficou com outra guria na cara dela e correu atrás dessa guria que nem mesmo existia! Foi uma afronta! A. existia e era lindona, interessante, tudo de bom. Surge uma outra guria qualquer e de repente vira o centro das atenções e ninguém nem sabe de onde veio?

Dois Mundos

Já começamos com algumas apresentações. Já conhecemos a segunda casa de Sam: o clube e agora vamos acompanhá-la num dia na escola.

Embora pareça que Sam é um poço de vaidade, na verdade ela é uma bela mistura do ser mais desleixado do mundo com o ser mais vaidoso da face da Terra.
Até a sexta série, todos estudam de tarde no colégio. A partir da sétima, os melhores alunos da sétima estudam de manhã: são só duas salas. E da oitava em diante, se estuda ou de manhã ou de noite.

Sam faz parte dessa nata inteligente que entrou na sétima série de manhã.
Ela morava muito perto da escola. Então, se levantava na hora que o sinal tocava sabendo da tolerância de 10min do portão aberto após o sinal.
Se levantava correndo, trocava de roupa, escovava os dentes – nunca penteava o cabelo – pegava o material e saía. As vezes coincidia de sair e encontrar com algum amigo indo de bike e pegava carona.

Na hora do recreio, ela e as amigas se sentavam perto da secretaria e conversavam basicamente sobre revistas TodaTeen, Capricho, Videoclipes, novelas, garotos, horóscopo, cantavam letras de músicas em inglês que alguém descolava.

Havia rumores de que uma das escolas particulares da cidade iria fechar. Um golpe que deram nos pais e as escolas públicas ou outras particulares teriam que se virar pra matricular fora do período habitual, centenas de alunos de diversas séries. Já era final de ano. Sam nem acreditava nessa possibilidade e nem estava muito entusiasmada pois seus amigos das escolas particulares, não estudavam nesta escola.

Na sétima série, a vida era assim. Na escola elas não eram tão importantes pois eram os bebês do horário da manhã. A partir da oitava as coisas mudariam pra melhor.


De vez em quando havia algo interessante como uma feira do verde, uma semana cultural. Sam sempre participava de alguma coisa nesses eventos mas não gostava de ser destaque. Gostava de ficar na parte de produção mesmo. A feira do verde era mais voltada para os alunos até a sétima/oitava série. A semana cultural era mais divertida mas as atividades eram voltadas, principalmente para a turma do colegial. Nessa época, o colegial era quem brilhava no período da manhã e as garotas sonhavam ser as novas estrelas do colégio.

BEM VINDO AO CLUBE

No domingo de manhã é hora de apagar todos os seus pecados na missa.
Sam e uma amiga sempre preferem a missa de manhã. É o horário que a missa está mais vazia, não tem desvios de olhares para paquerar garotos ou competir com outras garotas e ainda ficam bem na fita com as pessoas mais velhas que acham ‘muito bonitinho’ duas mocinhas se dedicarem a acordar cedo e ir para missa – diferente daquelas garotas que se empetecam toda para ir a missa de noite, horário que bomba de jovenzinhos e jovenzinhas que usam a missa para paquerar e como ponte para um passeio na praça depois da missa.
Sam e sua amiga até levam a sério essa coisa de missa. E é bom que depois da missa de manhã tem o dia todo para aproveitar. Voltam pra casa, almoçam com a família e como todo jovem bem colocado socialmente na cidade, passam o resto do dia no clube da cidade.

Em casa, Sam cumpre bem os contratos sociais – ajuda no almoço, arrumação da casa, come bem mas não é tão participativa das fofocas e comparações que são servidas à mesa. Na hora do almoço, Sam está focada mesmo em qual biquíni colocar, qual roupa usar, se vai de bike ou a pé para o clube.

Arruma suas coisas e vai. Ao chegar no clube se depara com gurias que são apaixonadas pelo seu melhor amigo – coitadinhas nunca desconfiarão que o cara é gay apesar de pegar geral – as gurias que são absurdamente implicantes e competitivas acham que o problema de não ficarem com o boy é Sam . Muita gente acha que, eles tem um lance escondido, eles tem um lance, ela escolha as minas que ele fica. Mas a real é que Sam não tem poder nenhum sobre isso e nunca teve nenhum lance com o boy – apesar de bancar um lance sempre que alguém duvida da sexualidade do garoto.

Chegaram cedo no clube. Se trocam e vão para a piscina. Algumas gurias gostam de exibir seus corpos, sensualizando, tomando sol. Sam é inquieta então mesmo que quisesse ficar ali, torrando no sol, não conseguiria então se jogam na piscina.
Sam tem que ficar esperta quando os guris não estão no clube e as gurias estão pois é um risco de morte! Ela já passou por tentativas de afogamento, humilhação, tombos, boladas, segredos expostos e até ameaças de surras – as garotas são pro crime e não tem nada a perder, definitivamente! Elas sabem que Sam está no topo da cadeia dominante então, elas sabem que do chão não passa e não tem nada a perder absolutamente!

O bom para Sam é que ela é bem quista no clube também. Ela conversa com os funcionários, as vezes ajuda com algumas tarefas e nisso ela também se sente segura quanto a uma surra das outras garotas.

Sam sempre olha para o portão de entrada do clube para ver se algum salvador chega. Alguns boys não gostam de entrar nas disputas das garotas e são a mesma coisa de nada para Sam. Outros gostam de ver o circo pegar fogo: meninas de biquíni brigando? Traga a pipoca!
Então Sam tenta manter distância das garotas e se coloca bem a vista de qualquer testemunha ocular de um crime – se as gurias estão na base da pirâmide social, ao tentar derrubar Sam puxando o tapete, deixando isso bem visível significa perder qualquer chance de subir algum degrau.

Ela avista um boy entrando no clube mas não consegue ver quem é. Ele faz o contorno e se aproxima da área da piscina. Ninguém muito significante pra vida dela. Na verdade, ela preferia que ele não existisse pois sempre que tem a chance, ele se declara um verdadeiro boy lixo porém apaixonado por ela. Um encosto. Esse é o P.

_ Oi Sam! Oi meninas!
_ Oi, P. – e dá um mergulho pra deixar as amigas conversando com P.
_ Já entro aí! – e vai para o vestiário se trocar.
Sam revira os olhos. Dia perfeito: as gurias prontas para atacá-la a qualquer momento e P. pronto pra agarrá-la forjando um esbarrão, um empurrão na fila do toboágua pra cair em cima dela e coisas do tipo. – Totalmente perdido esse dia se ninguém chegar.
As amigas de Sam adoram P. Não entendem porque Sam não gosta de P. Na verdade, nem Sam sabe ao certo porque não gosta de P. mas não gosta. E ele insiste!

P. é um garoto super sociável. Também faz parte da elite. Toca violão, canta, é super educado, bem quisto entre todas as garotas, os mais velhos, os guris. Bronzeado lindo, sorriso encantador, de covinhas nas duas bochechas. Um físico de dar inveja a outros guris... E cai de amores por Sam. Eles estudam em escolas diferentes: ela é da pública e ele da particular. É bom aluno, não bebe, super saudável e certinho – talvez seja por isso que Sam não goste dele. Sam está numa fase de descobertas, liberdade e amores pelos erradinhos mesmo.

Ele retorna, cumprimenta todas as gurias – as amigas de Sam e as inimigas de Sam.
De um jeito completamente absurdo, as gurias que odeiam Sam por conta de R. (amigo gay de Sam) se unem com as que odeiam Sam por conta de P. Ao invés de bolarem planos para deixar Sam com R. e deixar P. livre pra elas ou o contrário!

P: _ E aí, vcs já estão de férias?
A: _ Já sim. A gente sempre fecha no 3º semestre pra poder aproveitar o resto.
C: _ Mas é bom fechar o 4º com nota alta também.

A. e C. são irmãs gêmeas. São CDF’s. São lindas. Sam as tem como irmãs. Elas se adoram. Vivem juntas, pra baixo e pra cima. Sam não faz a linha CDF mas se dá bem nos estudos também. Nada como as C. e A. que sempre fecham no 3º semestre com nota máxima. Sam fecha no 3º semestre aos trancos e barrancos mesmo. A. e C. não são garotas que costumam passar cola. S. já foi ameaçada várias vezes por passar e pedir cola. Normalmente mais passa do que pede. C. e A. são filhas de um professor bem quisto na sociedade, então muitos professores puxam saco e protegem as garotas. Como S. é queridinha do pai das garotas e das garotas, ela também se garante com este pacote de bondades.
Sam adora divertir essas garotas e faz de tudo para que C. e A. fiquem com os guris que se apaixonam. As gurias se aproveitam dessa facilidade que Sam tem para socializar e acabam pegando beira nas amizades, desenvolvendo essas paqueras e assim tudo fica bem. Tudo começa com Sam mas as gurias desenvolvem bem o resto.

Depois de muitas investidas fracassadas de P., Sam avista R. chegando no clube para sua salvação! Avisa as gurias que vai sair da piscina para encontrá-lo e saber se os outros guris também estão chegando.

Sam:      _ Mas que droga, isso é hora de chegar? Eu to aturando o P. na piscina há séculos!
R.:          _ Almoço de família, vc sabe bem como é com o pessoal lá de casa. Fomos pra minha avó. Vc podia almoçar qualquer domingo desses lá na minha avó né? Ela ia gostar de te conhecer.
Sam:      _ Tá de brincadeira né? As piranhas ali da tua amiga quase me devoraram na piscina. Olha lá elas olhando pra gente! – e dá tchauzinho para as inimigas que fecham a cara e fingem que não olharam. Sim! Elas fecham a cara, dando na cara que olharam e fingem que não olharam para Sam não se sentir importante.
Ela e R. riem da atuação das garotas e vão tomar um refrigerante. E se sentam perto da piscina.
Sam:      _ Vc vai entrar na piscina?
R.:          _Não sei ainda. A água tá boa?
Sam:      _ Até tá. Fala se vc vai entrar que se não for, eu já vou trocar de roupa que não to a fim de ficar de biquíni não.
R.:          _ Vai lá se trocar então, se eu entrar é mais tarde. Quando os guris chegarem.
Sam:      _ Eles estão vindo?
R.:          _ Mais tarde.
Sam:      _ Ok. Vou na piscina avisar as gurias.

Sam deixa R. sentado e vai até a área da piscina, de nariz empinado – ela gosta de implicar as outras garotas pra mostrar a exclusividade que tem com R. – e chama as amigas:
Sam:      _ Gente, os guris vem mais tarde. Eu to descendo pra me trocar porque o R. não quer entrar na piscina e eu não quero mais nadar (olhando pro P. pra mostrar o motivo), depois, quando os guris chegarem, a gente entra de novo.
C. e A. saem da piscina também e Sam volta a se sentar ao lado de R.
Quando as garotas saem do vestiário vão todas para o gramado. Sam está indo em direção a lata de lixo para jogar sua latinha quando P., que está saindo da piscina a chama:

P.:          _ Sam!
Sam para, respira, joga a latinha no lixo e se volta com um sorrisinho para P.
P.:          _ Vc sempre fica ao redor do R. mas eu sei que vcs nunca ficaram. Vcs nunca vão ficar. Vc sabe o tipo de garota que ele gosta. N sei pq vc fica atrás dele e aceita isso tudo. Ele te usa. Vc podia olhar para os outros guris q realmente gostam de vc e querem ficar com vc. Ficar só ficar não. Namorariam c/ vc.
Sam:      _ P. valeu pela consideração, pelo conselho (rindo) mas eu e R. somos só amigos e eu não tenho a menor pretensão de ficar com ele. Ele só me faz companhia, me entende, a gente ri junto, troca segredos e só.
P.:          _ Não é só isso. Vc gosta dele. Mas ele só te pisa. E vc vive se rastejando atrás dele.
Daí que o garoto usou a palavra ‘rastejando’ e Sam não ouviu mais nada. Onde na história da humanidade Sam se rastejaria por alguém??? Ela sorri não fala mais nada e vai em direção as amigas.
Chegando lá as garotas com sorrisinhos e um HUUUUUUUMMMM – Sam não tem mais paciência para este dia. R. que sabe q a vida tá um saco pra ela ri da situação.
L. chega com a prima dela no clube. Por algum motivo insano os pais de L. preferem que ela vá ao clube com a prima do que com as amigas da idade dela. A prima é um pouco mais velha e usa L. para ir ao clube se fazendo de santa. Chega no clube, ela logo vai embora com algum guri de carro e L. fica com as amigas.
L. foi uma transformação em forma de gente! Antes de andar com Sam ela ia pra igreja, festas de família, escola e só. Com a amizade com Sam passou a frequentar o clube que a mãe pagava e ela nem ia, passou a visitar as amigas e sair a noite. Ela era bem quieta e começou a se soltar. Começou a beber. Era linda. Começou a se descobrir linda. Tinha vergonha de gostar das coisas como boybands, falar que fulano ou ciclano eram bonitos, de comentar sobre Malhação – tinha vergonha dessas futilidades de adolescentes – e ao andar com as garotas se soltou bastante desses pudores todos.
L.:           _Vocês não vão nadar? Tá tão quente!
C.:          _ A gente já nadou. A Sam quis sair porque o R. não queria entrar e a gente saiu também.
L.:           _ Sam, vc viu q o P. tá aí?
Sam:      _ Não só vi como tive que aturar sermão dele também. Acredita que ele veio me falar pra parar de querer qualquer coisa com o R.? Q o R. me usa e não vai ficar comigo nunca!
R. que está sentado na grama ao lado de Sam que se levantou para cumprimentar L. fala:
R.:          _ Mas vc é a mina q eu mais fico! Rsrsrsrs – agarra Sam que cai em seu colo morrendo de rir.
Nisso P. passa por eles e R. grita:
R.:          _ Ela que não quer ficar comigo, eu agarro ela a força mas ela ri da minha cara!
P. fica puto e sai de perto. Em seguida passam as inimigas de Sam e quase sobem pelas paredes ao se deparar com a cena: Sam no colo de R. e ele dizendo que quer ficar com ela mas ela não.
Sam ri mais ainda. As amigas morrem de rir também. L. fica preocupada com a segurança da amiga perante as inimigas.
As inimigas entram no ginásio e saem com uma bola de vôlei.

J¹ é uma das inimigas clássicas de Sam. Elas sempre estudaram juntas. Eram amigas. Assim que Sam chegou na cidade, andavam juntas: Sam, J. e J¹. Daí Sam conheceu C. e A. por intermédio de J. e passaram a andar juntas. J e J¹ brigaram e assim J pediu que as amigas escolhessem andar com ela ou J¹. J¹ foi expulsa da turma. Pouco tempo depois, os interesses de J pelos garotos parecem ter virado um vício e aí não tinham mais outro assunto e tudo ficou muito boring. Nisso, Sam apresentou J a sua prima, JR. e elas viraram BFF’s. Aí elas passaram a andar juntas e Sam ficou só com C. e A. até aparecer L. que integrou o quarteto fantástico.
Sam acha que, por terem escolhido J a ela, J¹ tenha ficado com raiva e depois ela ainda virou amiga de uma garota completamente obcecada pelo R. que chegou a fazer ameaças constantes a Sam.

Ao ver as garotas com a bola, Sam já imaginou que seria armação mas não fazia ideia do que as garotas fariam. Se levantou do colo de R. dizendo: Lá vem...
Não demorou muito, elas pediram licença para jogar bola onde o pessoal descansava por ser o único lugar com sombra.

Sam peitou as garotas:
Sam:      _ Meu, tem o ginásio, a quadra de vôlei, a de basquete, o campo de futebol, trocentos outros lugares pra vcs jogarem bola e vcs querem jogar justamente onde já tem gente? Vcs n tem vergonha?
Então R. viu que as garotas ficaram furiosas e se precipitou:
R.:          _ Deixa, deixa, deixa... Sam. Vamos sentar no banco ali do lado que também tem sombra. Deixa as meninas jogarem bola.
Se levantaram e foram para o banco quase ao lado de onde estavam. Não demorou muito e Sam leva uma bolada com força nas costas. As inimigas caem na gargalhada. As amigas de Sam riem e R. também ri. Sam está possessa!
J¹.:          (rindo)_ Ai, desculpa aí, Sam!
Sam.:    _ Isso é o que vcs conseguem fazer pra chamar atenção do R.? É sério q vcs acham q assim ele vai gostar de vcs? Melhorem! Vamos voltar pra piscina, meninas. Lá tá melhor frequentado do que aqui.
R. ainda rindo olha pras inimigas, balança a cabeça, abraça Sam e seguem pra piscina.
R.:          _ Doeu? Te machucou?
Uma das inimigas, a que está com a bola, dá um soco na bola e a joga longe, de raiva. Sam wins mais uma vez! Rsrsrs

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Protagonismos

A noite está deliciosamente quente! Tudo que ela quer é dançar, paquerar, tomar várias cervejas geladas, rir bastante e não se esquecer de nada de mais uma noite memorável!

As garotas estão na balada e Sam como um lince já conseguiu visualizar todos os boys interessantes do rolê.
A balada promete! Open bar de cerveja e a mãe de Sam jura que elas vão nessas festas 'open' só pra paquerar os guris que costumam colar em peso em festas open maaaas Sam já é pró na arte de levantamento de copo! - Ela bebe mais que as outras gurias mas não fica bodiada.

As gurias seguem pra pista e dançam, se acabam de dançar, na hora do descanso que é na real, a hora do bote, elas dão aquela passada no toilet pra se recompor, sentam numa mesa no segundo ambiente do rolê - aquele lance acústico-mpb e Sam ainda ligada. Quem a vê pode jurar que aquilo é bala! Mas não. Sam é louca, solta e articulada mesmo.

Enquanto as gurias ficam sentadas, comportadas como damas a la Jane Austen aguardando os cavalheiros a tirarem pra dançar ou conversar, Sam vai buscar outra cerveja no bar.
Chega junto do balcão - Pega mais uma pra mim, por favor? Gelada!
O guri do bar enfia o braço no tonel em que as latinhas estão mergulhadas e busca uma no fundo pra Sam. Seca a latinha, pega um guardanapo e entrega pra ela.
Ela não perde tempo com garotos no bar. Ao invés de se entregar para o olhar sexy que o guri lança pra ela e notar a gentileza que ele fez exclusivamente pra ela, Sam pega a latinha, ri, agradece e se vira. Dá de cara com um dos guris-alvo do rolê.
_ Hey!
_ Dona Samantha! Já começou? - apontando para a latinha na mão da garota.
_ Começou? Vc q chegou tarde hoje, já comecei faz tempo! As gurias estão ali, vamos pra lá.
_ Vou chamar os moleques e já colo lá.
_ Ok.
Nisso ela se vira para a mesa das garotas - nenhum cavalheiro teve a coragem de tirá-las dali - na verdade, já era quase um ritual: tudo começa com a Sam.
As garotas com olhos arregalados, sorriso no rosto comemoram o 'social' que Sam fez.
Ela vai até as garotas, senta com elas e só aí que sente o cansaço. As garotas bebem bem menos que ela.
Os garotos chegam, todos se cumprimentam, sentam - claro que cada uma das garotas tem seu pretendente e claro que cada um dos garotos também tem sua pretendente e claro que essa combinação não é tão perfeita como poderia ser assim rsrsrsrs

O cansaço está na cara de Sam e um dos garotos senta ao seu lado puxa conversa:
_ Cansada?
Ela só olha pra ele, quase se debruçando sobre a mesa, fechando os olhos, ri e diz que sim mas é só questão de se recompor. Que a festa está um pouco chata e não está tocando suas músicas.

Eis que o mocinho que toca mpb no violão a surpreende com uma das suas músicas favoritas - nessa hora praticamente a balada acaba porque tudo o que ela NÃO precisava era de um som calminho pra dar aquele sono bom depois de várias latas de cerveja na cabeça. O garoto tenta animá-la mas ela já está praticamente entregue. A música acaba, dá pra ouvir o som da pista de dança. Como se tivesse recarregado instantaneamente a bateria ela levanta: Minha música! Vamos! - Puxa uma das suas amigas da mesa e todos vão pra pista terminar de se acabar de dançar.

No meio da pista, um dos garotos mais velhos que Sam acha gato se aproxima pra conversar, ela troca uma ideia rápida e dá a hora da Cinderella voltar pra casa.

Chegando em casa, a mãe de Sam dorme e nem vê que a filha exala alcool dos poros.
Sam troca de roupa, se joga na cama e dorme pesado!

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Odara

Eu comecei aos poucos. Hoje, cerca de 70% dos produtos que uso para pele e cabelos são #crueltyfree, livre de transgênicos ou de ingredientes de origem animal.

Pensei a respeito e acho que o lance vegan sem comer carne é algo que eu não consigo e, tirando a parte da industrialização não é algo que me pese muito na consciência...
Agora, o lance de teste em animais, de judiar do bicho simplesmente para o nosso bel-prazer, nossa segurança - aí acho foda! Porque além da industrialização é o trato do bicho como descartável, faz sofrer e não liga com a vida ali, usada e desprezada, carregando todo sofrimento da intervenção humana. Ali, na indústria cosmética, farmacêutica e afins... é diferente da alimentação. Pelo menos na minha cabeça é.

Então estou apostando muito em óleos essenciais, vegetais, argilas, cremes, shampoos e sabonetes não testados em animais e por aí vai.

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Delírios

Primeiro dia depois que o namorado saiu de casa.
Despertador toca e ela vai trabalhar. Olha na cama e só está ela e os gatos.
Gostaria de dizer que não mas dormiu maravilhosamente bem tendo a cama só para ela e seus gatos.

Se arruma para trabalhar. Passa o dia todo pensando no que vai fazer das suas férias de final de ano - o namorado tirou um período longo de férias e foi para uma viagem longa. Se ela o acompanhasse ou fosse ao seu encontro em suas férias coletivas, seria o tempo de pegar o ônibus pra ir, dar um abraço nele e pegar o ônibus de volta para casa. Perderia Natal, Ano Novo e as férias coletivas na estrada. Inviável.

Mas ela queria sair. Ela não queria estar na cidade, sozinha, tomando um vinho e ouvindo uma playlist qualquer... Escutando a alegria e embriaguez dos outros, com fogos de artifício e coisa e tal...

Chegou cansada em casa. Falou com um amigo do Rio. Um amigo que acompanha suas histórias há tempos! E ele a convidou para passar o final de ano em sua casa.
Sua mãe pede para que ela vá para o interior passar Natal e Ano Novo por lá mas como ela não se dá muito bem com o irmão, não é a melhor opção para essa data pois ele estará lá.
Um amigo a convida para passar as festividades com sua família, como já aconteceu no passado...
Sua prima convida para a ceia na casa dela... Mas nada, nenhum dos convites a inspira.

Como o combinado com o namorado, eles se definem como 'solteiros' nas redes sociais. Ela pediu isso a ele, ele concordou. Mas ela já não sabe se isso é tão ok quanto ela esperava q fosse. De repente bateu aquela insegurança... Ela se odiou por um tempo, por ter proposto tal equívoco. Mas não queria bagunçar mais ainda a cabeça do guri, pedindo pra desfazer o que ela havia pedido pra ser feito.

Ele mandou mensagem, se tratam normalmente. Ela quer deixar ele seguro de que, apesar de estar solteira, apesar de ter pedido um tempo, não quer, necessariamente, tocar o puteiro ou se desfazer do namoro.Não é isso. É apenas um alinhamento da vida mesmo. Ela acha que ele não entende bem o que ela quer. E ela nem o culpa pois nem ela sabe bem o que quer.

Sonho De Uma Noite De Verão

Chega final do ano e ela sempre fica meio perdida...
Não gosta dessas confraternizações, dessas reuniões de família em que se mede, desde o tamanho do vestido aos fracassos e sucessos de cada um. Hora de botar o reparo em dia! Fazer o balanço para as fofocas futuras... não. Ela sempre foi avessa. E nunca gostou também de ter que abraçar um monte de gente e desejar alguma coisa da boca pra fora, simplesmente como 'recitar' a tabuada numa prova oral.

Ela nunca gostou da relação obrigaçãoxsatisfação. Ela gosta de fazer de vontade própria as coisas que dão prazer e satisfazem. Não por obrigação. Não gosta de ter a obrigação de cumprimentar a pessoa no seu aniversário ou natal ou ano novo ou páscoa ou o que quer que seja. Ela gosta de se sentir a vontade para ir dar um abraço pessoalmente, mostrar para aquela pessoa que ela é especial ou coisa assim. Desejar Feliz Ano Novo para quem só quis te fuder a vida toda parece meio nada a ver - só pra cumprir a obrigação ali da reunião familiar... Puta saco!
Cumprimentar alguém por uma data especial ou por um sucesso tem que ser por prazer e não por obrigação.
Iniciar a leitura de um livro, por mais interessante que ele seja, tem que ser por prazer!
Como é triste perder o prazer da coisa por conta de uma obrigação! - Este é o pensamento da nossa garota.

Ela então resolve pedir um tempo para o namorado. Pra colocar a cabeça no lugar, pra ele colocar a cabeça no lugar. Ela tem medo de cair naquela de Los Hermanos: "Se a gente já não sabe mais rir um do outro,meu bem... então o que resta é chorar"
Ela prefere apostar na continuidade: "e, talvez... se tem que durar vem renascido o Amor"

Foi difícil mas ela precisa mesmo colocar a cabeça no lugar, apostar suas últimas fichas e desistir de tentar, tentando uma última vez saber se o Universo quer A ou quer B.

Então ele resolve tirar férias e viajar, espairecer, esquecer, distanciar e ela como tem que trabalhar, aproveitou este momento para saber o que é verdade nessa vida.

E assim vai começar a a história de um verão qualquer.

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Maré

Ela imagina que os calores de menopausa devem ser mais ou menos como os seus amores!

Numa hora ela romantiza e sonha e viaja...
Numa hora ferve de paixão, não concentra em mais nada!
"É você, só você que ilumina o centro do espelho..."
E de repente, o furor todo passa... As coisas ficam calmas e até parece q ela nem gosta tanto assim.
E depois, as vezes até piora. As vezes ela nem quer ver, se emputece, vontade de jogar pela janela!


Bom, essa é nossa garota e essas são suas quatro estações diárias, semanais, quinzenais, mensais... rs
Mapeei a dedo tuas sardas
Contornei sem jeito tuas linhas
Que te entregam e desvendam o melhor em ti
Me perdi no céu das suas pintas
Me encontrei no céu da tua boca
Tu é labirinto, rua sem saída
Me rendi a tua alma nua, vem cá
Congela o teu olhar no meu
Esconde que já percebeu
Que todo meu amor é teu amor
Então vem cá
Que nós, até Caio escreveu
Parece que nos conheceu
Em Mel e Girassóis te peço, só te peço
Fica
Fica, me queira e queira ficar
Fica
Fica, me queira, queira
Mapeei a dedo tuas sardas
Viajei nas suas entrelinhas
Que te entregam e desvendam o melhor em ti
Me perdi no céu da sua boca
Me reencontrei nas suas curvas
Você é labirinto, rua sem saída
Me rendi a tua alma nua, vem cá
Congela o teu olhar no meu
Esconde que já percebeu
Que todo meu amor é teu amor
Então vem cá
Que nós, até Caio escreveu
Parece que nos conheceu
Em Mel e Girassóis te peço, só te peço
Fica
Fica, me queira e queira ficar
Fica
Faz o que quiser de mim
Contanto que não falte tempo pra me amar
Fica
Fica, me queira e queira ficar
Fica
Faz o que quiser de mim
Contanto que não falte tempo pra me amar

Ela está ultimamente perdida entre dois amorzinhos.
Como vcs puderam acompanhar a saga dos últimos posts, ela tinha um amor de vida inteira meio correspondido e por ser meio correspondido, ela jogou pro alto e foi viver outro amor mais acertadinho.
Tudo tava indo muito bem com esse amor acertadinho. Eles se entendiam em diversos setores - acho que já falamos sobre isso aqui. Ele é o tipo de cara que, se ela fosse uma pessoa má, ela se aproveitaria muito dele! Porque ele é devoto, saca?
Ele é de entrega, ele obedece, gosta, aceita das coisas a maneira dela. É impressionante! Qualquer mulher adoraria ter um cara assim. Ele sempre a exalta, respeita pra caramba, admira, faz de tudo pelo bem estar dela, para que ela não se canse, não sofra... cuida, mima, pageia, agrada, concorda...
Toda garota sonha um cara assim. E ela, que viveu tanto abuso na vida, nem lembrava mais como era ter uma relação saudável com alguém do bem.

Só que, com as descobertas recentes, esse 'do bem' ficou meio confuso... E como sempre ela fica indo-e-vindo nesse romance imaginário com o guri do Rio...
Sempre fica nessa coisa de: será que é o destino? será que existe mesmo isso de que se for pra ser meu, vai ser um dia? será que eu não estou perdendo tempo? será que eu estou ficando louca? será que ele realmente gosta de mim? será que se eu estivesse solteira seria diferente? seria esse um sinal??
Pois o relacionamento com o boy-tudo parece que deu uma estremecida.
Sinceramente, ela quer ficar com ele. Sinceramente, ela quer ter certeza sobre o outro também.
Mas e se ela quer ficar com ele e ele quer ficar com ela e se ela quer ficar com o outro e o outro quer ficar com ela também??? Tá que seria se achar demais mas... e se... né??? 
Pra solucionar esse teorema ela até pensou em poliamor. Mas aí, sinceramente? Se os boys arrumassem outras gurias - ela ía dar pití então o lance dela é mais de egoísmo que de poliamor né?
E ela não é hedonista a esse ponto.

*Depois retomamos, a tendinite atacou!

Duo

Sobre o lance do Amor Platônico e do atrevimento...
É claro que ele continuou, simplesmente 'mantendo'.
Não exclui, não joga fora, não desfaz, não responde, não reclama, não chia, não apaga, não faz porcaria nenhuma!

Do Amor Real, andei decepcionadíssima esses dias e ainda estou digerindo uma fita brava aí.
Preocupada. Deu vontade de jogar tudo pro alto. Deu vontade de acabar de vez. Preocupada.
Mas também fez ver que eu realmente gosto e Amo e quero bem. E deu pra ver que é um lance de troca mesmo. De calma. De confiança. Cheguei a pensar em dar um tempo - acho que o guri precisa se encontrar. Ele não é meu capacho nem quero ele moldado a mim. Quero que sejamos livres e protagonistas cada um de sua vida e que a gente simplesmente se conecte. Se harmonize, se equilibre. Acho que não acredito mais nessa coisa que antes já acreditei de que um Amor completa o outro. De que um Amor muda e tal.. Acho que não.
Acho que não deve ser assim. Mas acho que muda sim. Sei lá. Já tô caetaneando por aqui.

Sobre a Fuvest - tô cansada de consultar todo dia pra ver se liberaram as notas de cortes - isso é crucial pra alimentar minha expectativa! rsrsrs

Ontem saímos e foi super. Ainda estou um pouco sem jeito para socializações mas uma hora eu chego lá! rsrsrsrs

Sobre minha vibe natural... cara, tô tentando achar algum curso sobre o que eu encontrei pra mim.
Essa semana fui na Ikesaki, comprei óleos e shampoos vegan e argilas... vou começar a brincar com isso. Faz tempo que eu não encontro uma brincadeira pra descontrair e estudar e aprofundar... Tô gostando disso.

Sinto um pouco de falta do grupo q eu fazia parte... Queria conversar sobre algumas coisas com as gurias, mas... sei lá. Ainda não é hora ou já passou da hora.

É cedo ou tarde demais...

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

E o resto é mar...

"É tudo que eu não sei contar...
São coisas lindas que eu tenho pra te dar"

Sabe O Que Cairia Bem? _(ou)_ Das Idealizações De Um Amor Perfeito

Telepatia!
Seria maravilhoso se, por um acaso, eu pensasse em você, você pensasse em mim, eu lembrasse de uma música que me remeteria a você, vc pensasse numa música que te remeteria a mim. Eu postasse algo que você sacasse ser pra você, você assim da mesma forma... Sintonia pura! Seria lindo! Seria fácil de sacar! Seria gostoso!

Falar o sentimento!
Demonstrar e não ter medo da patada, da incompatibilidade...
Não deveria ser tão difícil assim e não deveria ser tão horrível assim lidar com incompatibilidades.
Poder falar o que sente, ser bem recebida ao falar do que sinto e ter o mesmo ou em maior teor de retorno. Ah como seria bom!

Da nossa heroína anterior e do seu quase-Amor não temos mais nada a dizer.
Ele foi para o Rio, voltou outra vez a SP, tentaram se encontrar, se ligaram - Aaah como ela gostava de ouvir a foz dele! - Chovia muito, era muito tarde e ele, de novo, do outro lado da cidade, num dia de semana. Tentaram, tentaram se encontrar, forçaram pra acontecer mas realmente ficou muito tarde. Ele ainda insistiu. Ele dormiria em SP. Falou para ela passar aquela noite com ele e seus amigos na casa de um conhecido. Ela recusou, não poderia ser tão insana a ponto de se deslocar para tão longe assim e ter que sair de madrugada para trabalhar no dia seguinte!

Ela não sabe bem o porquê mas com ele ela consegue ter limites. Consegue dizer sim e não. Consegue ser ela e quando percebe já fez! - E isso é uma das melhores coisas que ela pode ter a respeito deste micro-relacionamento.

Nos dias que se seguiram ela deu um ultimato para o garoto com quem estava saindo se acertar - a ex ou ela. Ele preferiu ela.

Ela se sentiu honrada - nunca na vida ela havia sido a preferência de alguém. E então se viu coberta de Amor - ainda confusa pois a história com o outro nunca terminou ou ousou acontecer - e resolveu viver este sentimento.

Noites escaldantes

Fevereiro/2016.
Como fez calor naquele ano!

E aquela história que baqueou ele e ela no mês anterior ficou no ar mas não por muito tempo.

Talvez aquele encontro tenha feito com que o guri percebesse que era seguro investir, era recíproco e forte o que existia ali.

Ela, já levava seu barquinho por outros mares - o relacionamento com o boy ia bem, mas ia bem sem muita demonstração nas redes sociais. E com o boy ainda sem querer assumir nada.

Ela não sabia bem o que havia acontecido naquele começo de noite de janeiro. Ele mudara o tratamento com ela: sempre a chamando de 'linda'. - era a pista para qualquer garota super decidida, bem resolvida e de auto estima ok sacar que 'estava acontecendo'. Mas não era o caso da nossa protagonista.
Ela não sacava o que estava acontecendo e vivia cheia de dúvidas. Ela até pensava que podia ser mas depois desapegava desse pensamento achando que tamanha sorte não seria pra ela.

Então ele comentou que estaria em SP novamente para gravar seu disco. Combinaram de se encontrar. Ela não sabia o que fazer a respeito. Estava 'tipo namorando' e estava com o possível amor da vida inteira chegando em SP nos próximos dias.
Não era namoro ainda. Mas eles estavam sempre juntos. Nada assumido ainda. Ele com trelelê com a ex ainda.

Ela não queria deixar essa chance passar e pediu trocentos conselhos pra saber se deixava passar e queria ouvir que era pra deixar passar mas por incrível que pareça, até das pessoas que ela tinha certeza que ouviria um: apaga esse fogo - ouviu um: você não tem nada sério ainda, precisa ver o que vai dar mesmo. Se eu fosse você eu ia, não tem nada de mais.

Então ela tomou coragem e confirmou que iria encontrá-lo.
Acontece que o moço é de aquário, carioca e músico! Ou seja, tranquilo, sossegado, distraído, estava a trabalho, sem preocupação com hora...

Daí que ele estava do outro lado da cidade. Ela saiu correndo depois do trabalho - era dia de semana. E foi para a casa da irmã se arrumar. Ele dizendo que as coisas estavam atrasando, que o trabalho ia demorar... E ela começou a achar que ele tinha voltado atrás nessa ideia e estava quase indo embora para a casa dela quando de repente o telefone toca.
Era ele. Pedindo desculpas pelo atraso e melhorando o convite - já era tarde, uma cerveja só não seria legal - vc gosta de comida japonesa? Vamos num restaurante?
Ela confirmou e se animou toda. Daí ele disse que iria o pessoal do estúdio também e ela já se imaginou no meio de uma galera que fala de música o tempo todo, um bando de tiozão que não quer envelhecer - aquilo de músicos que ela conhecia. Mas arriscou e foi.

Se atrasou. Mas até aí, ok. Ele também tinha se atrasado horrores né?
Chegou ao restaurante e já ouviu um - Ela chegou, é ela! - que a encantou e tranquilizou pois ela não tinha certeza ainda se era bem vinda ali. Não sabia se ele tinha enrolado tudo isso para que ela não fosse ao seu encontro mas do tanto que é sem noção e teimosa, acabou indo mesmo assim.

Aquele olhar de janeiro se repetiu e ela sentiu que 'seu orgulho dilatava-se ao calor amoroso(...), como um corpo ressequido que se estira num banho tépido, sentia um acréscimo de estima por si mesma e parecia-lhe que entrava enfim numa existência superiormente interessante, onde cara hora tinha seu intuito diferente, cada passo conduzia a um êxtase e a alma se cobria de um luxo radioso de sensações!' - não haveria outra maneira de descrever essas sensações.
Se sentiu segura, se sentiu tranquila, se sentiu a vontade, se sentiu desejada, se sentiu acolhida, se sentiu admirada, se sentiu querida, se sentiu interessante e bem vinda!

Dali eles já voltariam para o Rio. Foi um jantar super agradável com pessoas mais velhas, entendidas de música e ok com suas idades e experiências - ninguém querendo se impor ou mostrar que manja mais (como acontecia nas outras rodas de músicos que frequentara), nada junkie, nada performático, exagerado e ela se sentiu bem com aquilo. Parecia até que um ciclo realmente havia se fechado ali. Ela viu que não queria mais saber, que já tinha vivido e passado o tempo dessas loucuras.

Ela foi com eles até a rodoviária e da despedida foi a coisa mais incrível que poderia acontecer.

Ambos sabiam que tinham encontrado exatamente o que queriam encontrar ali, um no outro. Ambos viram que não havia nada de superficial e que eram aquilo que eram e que havia algo de mágico e super agradável, uma atmosfera que os deixava a vontade como se já se conhecessem de fato.
Ele lembrou que fazia anos que se conheciam sem se conhecer. E ela completou dizendo que foi ótimo e que queria muito conhecê-lo de verdade. Ele ria, contemplava, parecendo abismado, concordava e ainda disse que ela era como ele imaginava.
Ela já desistia de esperar que acontecesse mais alguma coisa ótima mas ele a segurou suavemente nos braços e ali, na rodoviária, se beijaram. E por aquele momento ela não estava mais ali. E o beijo deles combinou. E foi terno. Foi bom. Ela segurando ele pela nuca, acariciando os cabelos dele - que cabelos macios!

Nem acreditava que aquilo havia acontecido, que estava acontecendo!

E então ela voltou, tarde da noite, para sua realidade em sua casa.


Rio x São Paulo

Ela é muito ansiosa. As vezes mete os pés pelas mãos. Corre contra o tempo, faz mil coisas ao mesmo tempo e quer sempre encontrar Amor.
Tem pavor de viver sozinha!

Sofre de carência afetiva crônica!

E ele? Ele é de aquário! Volúvel, versátil, tranquilo, centrado...

As vezes ela se pergunta: quanto tempo será que ele espera para que um dia fiquem juntos?
Noutros momentos ela se toca: mas é claro que ele NUNCA pensa em vocês juntos!

E nessa de achar e desachar ela segue a vida com um sentimento lá e outro cá.

Novembro ela foi para o Rio e ele não deu a mínima.

Passou dezembro e ela já estava em outro lance em SP. A princípio, nada sério. Mas ela enlouqueceu.
Com feridas do relacionamento anterior e com o novo boy cismando em ressuscitar uma ex, ela teve inúmeras crises de insegurança e o boy não queria assumir nada sério ainda! Mas o boy é a pessoa mais compreensiva que ela conheceu na vida. Respeitoso, agradável, com pensamentos políticos bem iguais, gostos iguais e eles se entendem bem em transas e conversas, em gostos e convivência.

Estava tudo maravilhosamente bem com o novo boy.
Aí ele apareceu. Do nada apareceu. Já era final de janeiro e ele apareceu.
Num convite inusitado para uma nova apresentação dele em SP. Super cortês: ingressos grátis mas se acontecer algum imprevisto, me avise pois vc é minha convidada! E desta vez vamos nos falar depois do show.
Ela agradeceu e foi ao show sim. A primeira vez em que se veriam de verdade, cara-a-cara, se tocariam e toda aquela coisa que não se vive na rede social.
Claro que ela desacreditou que estivesse acontecendo e claro que, ao mesmo tempo em que desacreditava, já floreava todo esse encontro antes dele acontecer.
"Planejando pra fazer acontecer
Ou simplesmente
Refinando essa amizade..."
Para aquele mesmo dia, ela reservou umas 4 atividades diferentes, em lugares diferentes - ela tem o dom de se sabotar quando se trata dele, isso é fato.
E ela foi. Se arrumou e foi. Deslumbrante e linda, num final de tarde típico de verão. Num vestido tubinho branco, scarpin amarelo neon. Como sempre tímida, não ousou ficar perto do palco - na tentativa de auto-sabotagem ela ficou longe do alcance de visão dele - e até mesmo para apreciá-lo com a maior cara de pagação rs

Terminou o show e ela ficou na dúvida tremenda: ir ou não ir falar com ele? E se ela descesse para o andar do palco e despencasse com esse salto alto e vestido curto? E se ela descesse e ele não desse a mínima pra ela? E se ela descesse e ele demonstrasse na cara larga a decepção de conhecê-la? E se ela descesse e ele a convencesse de dar um rolê sendo que os outros compromissos também já tinham sido confirmados por ela? E se ela descesse e se entregasse perdidamente e traísse o boy? - algo que iria contra os conceitos dela, mesmo eles não assumindo nada sério. Mas se ela não fosse, ele ia achar que ela era uma jeca né?
Eram tantas dúvidas na cabeça dela que ela o viu indo para a cochia e jogou para o destino decidir:
_ Se ele voltar por qualquer motivo que seja, eu vou descer!

Dito e feito!
Como destino e apostas para ela são coisas sérias, ela desceu.
Ele estava com um amigo - ambos lindos - e ela chegou tímida, com sorrisão na cara que não conseguia esconder. O rosto queimava! Devia estar completamente vermelha. Em meio a tantas dúvidas sobre descer ou não descer ela sequer pensou no que diria pra ele!

O cumprimentou felizona e sem jeito. Ele também parece ter ficado abismado com a presença dela e o olhar dele pra ela... ela nunca viu ninguém na vida a olhar daquele jeito! Não eram olhos de desejo. Não eram olhos de tesão. Aquele olhar que até hoje não existem palavras para descrever!
Acho que o zing foi tão evidente ali que o amigo dele pediu para que fossem tomar uma cerveja mas ela negou. Eles insistiram e ela negou novamente alegando seus compromissos e ela já estava atrasada sim.
Deu mais um abraço nele, cumprimentou o amigo e subiu a escada.
Percebeu que os dois a olhavam até sumir. E falavam alguma coisa.
Sobre o que falavam? Dela, com certeza. O que falavam? Isso, acho que nunca vamos saber.

Da primeira vez era cidade...

É fascinante como as novas formas de se relacionar aceleraram e, antes, a novidade que era vista com preconceito, através desses tele-amizades, hoje se torna cada vez mais normal através de outras mídias.

Lembro que na adolescência, a Oi lançou uma promoção absurda de 31 Anos de ligações grátis de Oi para Oi. Eu e minhas amigas tínhamos celulares da Oi e como toda adolescente da cidade que tinha Oi, começamos a fazer e receber ligações de números aleatórios, fazer contatos, amizades... Foi uma experiência muito divertida. Mas vejo que existe uma certa resistência para que as coisas se firmem. Desde estes relacionamentos de tele-amizade, aos contatinhos vindos da Oi, os do Orkut, Facebook, Tinder, Happn.. eles vem e vão.

Mas há relacionamentos que ficam. E é de um desses que vamos falar aqui. =)

Tempos de eleições. Pessoas absurdamente raivosas nas redes sociais. O início da intolerância, da polarização, da falta de diálogo nas redes de 'relacionamento'.
Ela, uma garota ainda. Viva, bonita, apaixonada por maquiagens e cheia de selfies, caras e bocas que iam do divertida ao sexy. Romântica, ingênua, perdida, sedenta por cultura e informação! Interessada por política e um tanto quanto inexperiente nesse meio - tanto de política quanto de Facebook - se assusta com o que vê. Com a quantidade de raivas espalhadas e agressões gratuitas.
Ele, já experiente, lindo daquele jeito largado, sorriso encantador, músico, estudioso e curioso por questões sociais  - bom, dele não sabemos quando foi o início dos interesses políticos e nem como ele estava sobre as redes sociais mas é certo que o ódio que se espalhava também não era assim, algo comum a ele.
Ela em SP e ele no Rio.
Ela pobre, desempregada, sem grana pra pensar em conhecer o Rio um dia.
Ele, todo envolvido em estudos lá, trabalhando com música... também não estava assim disponível para SP.

E foi assim que se conheceram. Dessas coisas de redes sociais em que um aceitou a amizade do outro e já nem se sabe quem pediu amizade de quem! E começaram a interagir sobre politicas e músicas. Nossa! Quanta sintonia! Ela ficava deslumbrada!
Ela adorava falar com ele sobre essas coisas que ele sabia tanto e ela, quando encontra fontes de sabedoria,conhecimento, diálogos emancipadores... iluminação! - Ela se entrega perdidamente a isso.

E foi assim por muito tempo. Anos.
Ele de longe acompanhando suas vitórias e derrotas, dando apoio, levantando a auto-estima da garota.
Ela sempre de amorzinhos e chamegos pra ele. Muito gentil, muito interessada.

Havia claro interesse das duas partes, em se conhecer e até arriscar algo além. Mas isso ainda era oculto para ela. Apesar de latente. Não dá pra explicar. Só digo que foi um momento em que ela se perdeu completamente de si. Mas essa face oculta guardava sua essência e, certamente, em sua essência ela sabia que havia encontrado sua alma-gêmea.
"É força antiga do espírito
Virando convivência
De amizade apaixonada
Sonho, sexo, paixão
Vontades gêmeas de ficar
E não pensar em nada"
E havia um detalhe! Ela namorava! Ela namorava e declarava esse Amor todo em suas redes e não sobrava espaço para pensar em mais nada - ela não sacava que toda aquela admiração e sintonia faziam mais sentido do que tudo ali - e ele continuava na dele, sem nunca deixar escapar esse sentimento. Ou deixou e ela não viu? Bem, se ele deixou, ela realmente não viu.
E ela sofria miseravelmente neste relacionamento! Sofria, não via, quase morria e... em meio a músicas e política, ele meio que a socorria.

Esse sentimento oculto, certa vez ousou aparecer. Ela ainda não entendia o que era mas sim! A possibilidade dele estar na cidade para se apresentar num dos lugares que ela mais gostava de frequentar a tomou de tal forma que, da selvageria de Serena Van Der Woodsen ela se transformou em Elizabeth Bennet ao saber que Mr. Dary estaria na cidade. Não sabia explicar, só sentir. Era algo tão bom e como ela queria este show! Como ela queria estar lá!
Seu namorado gostava da música dele também. Quis ir ao show.
No dia, fez de absolutamente tudo para atrasar e não ir. Ela desesperada, não negava o desejo, quis por que quis e atrasadíssimos, na estação de trem que anunciava trens em velocidade reduzida, ela chorou.
Tola, desconhecendo o que sentia, achava que chorava por perder um show que queria muito ver! Mas até seu namorado já havia notado que não era apenas um show que ela queria muito ver! E por isso tanto fez atrasar.
Chegando no teatro, um atraso de quase meia-hora a fez correr e, ao entrar na sala, como de praxe neste lugar, os atrasados, para não prejudicarem o restante da plateia, deveriam se sentar onde houvessem lugares próximo dos corredores e, para sorte dela e azar do namorado, aconselharam descer por todo o corredor lateral e sentar na primeira fileira que era uma das poucas que estava vazia - eram lugares marcados.
Ela encantada não conseguia olhar para mais nada! Somente ele, ele e... tá! uma cantora que ela adora, adora, adora também!
O show acabou e, ela com raiva do namorado e tímida, não quis ir abraçar o 'amigo virtual'.

Em meio a essa bagunça toda na vida dela. Geminiana nata! Muitos amores e amores nenhuns. Curiosidade. Busca incessante por conhecimento. Paixão intelectual. Mundo das ideias. Tudo transbordando, em ebulição ao mesmo tempo. No olho do furacão!

Tempos depois, acabou esse relacionamento louco, destruída, arrasada e foi viver. Se aventurou com outros amores, outras drogas e outros caras nem tão de amores assim. Mas uma boa foda não precisa ser negada se não há nenhum impedimento, certo?

 Voltou a se conhecer. Recolher seus retalhos, reviver seus gostos, reencontrar seus desejos e, em meio a essa bagunça toda da vida, lá estava! O sentimento puro por ele. 
Quando todas as tormentas acalmaram, ela nem podia acreditar que aqueeeele sentimento de amizade querida que ela achava ser era na verdade outro.

Ficaram muito tempo sem se ver. Sem se falar. Mas ela sabia o que queria. E num impulso incontrolável ela foi ao Rio.
Estava decidida a sair do que ainda assombrava sua vida e pensar na vida. Foi um exílio. Propositalmente escolhido a dedo - Rio de Janeiro, bairro de Santa Teresa.
E se encontrasse com ele por acaso? Seria só o acaso mesmo, claro! rsrsrs
E aproveitou tudo que havia de bom no Rio. E se encantou com Santa Teresa. Mas não viu o rapaz por lá.
Apesar de postar claramente que estava no Rio. Ele não demonstrou nenhum interesse por isso. E será que viu? Isso ela não sabia dizer. Voltou a São Paulo tranquila no coração. E isso é algo extremamente raro! Essa garota estar tranquila no coração.

Sexo, Drogas e Recomeços

Eu não sei bem como as pessoas me vêem mas certamente elas não me enxergam da maneira como eu realmente sou.

Acho que por muitos lá em minas eu sou vadia. Muita gente conhece os caras que ficavam comigo e normalmente a gente ficava 'pra valer'!
Sei que a minha lista é extensa mas não há de ser tão grande quanto a que contam por lá. Mas nem ligo. Sinceramente, não ligo pra fama que carrego - ou não. Quando estou lá, estou tão focada na casa, em mim, na conexão com a natureza que é tão escassa aqui em SP. E aqui eu tenho, invento, encontro quantos amores e trepadas boas eu quiser - estou namorando agora então nem tô procurando mas eu sei que é só dobrar a esquina que se encontra sim. - o que eu quero dizer é que romance é o que eu não procuro em minas mais. Nem aceitação. Nem fama. Nem destaque em qualquer coisa não. Lá é meu descanso. Meu spa, meu mundinho particular de relaxamento.

Eu não sou uma mina que trai. Pelas péssimas experiências que tive, acho que jamais serei essa mina.

Hoje eu estou bem certa do que eu quero de romance, com quem eu quero estar. Não significa que eu seja a pessoa super bem resolvida e realizada nessa área da vida - em nenhuma área na verdade. Simplesmente quero dizer que eu estou bem como eu estou. Que não busco mais nada. Sei do toque que eu gosto, sei de como eu gosto de beijar, onde eu gosto de ir, que tipo de programação eu curto. Estou tranquila comigo, só isso. Só resolvi aceitar meus gostos e as coisas aqui dentro como 'ok'. Sem precisar da régua dos outros pra medir. Tá ok gostar de Ligetti e gostar de Pablo Vittar rsrs
Tá ok gostar de moda e não gostar também. Tá ok comer coisa chic e gostar e comer coisa pobre e gostar também.

Eu passei muito tempo achando que eu não tinha nada a oferecer. Perdida, tentando me preencher.
Me apeguei a pessoas erradas, falsas, ruins, superficiais, vazias. Me vi experimentando de tudo antes que o mundo acabe. Quase fiz sexo grupal. Misturei ervas e comprimidos e muito álcool na vida.
Me perdi numa aposta. Fui para apês em coberturas que não faço a menor ideia de quem era... Transei com caras que no meio da transa me vi sem saber o nome deles. Encontrava gente nova na balada e já virava miguxos, botecos e ruas... comidas sem procedência alguma...

A pior viagem de todas foi de ácido. Nunca mais tomo ácido na vida!

Mas também, nem tudo foi junk na vida. Também confiei em desconhecidos e descolei lugares firmeza, pessoas bacanas pra vida, me atrevi a a misturar o virtual e o real e conheci gente legal, lugares legais... Histórias... cada história!

Isso assim é a minha vida. Descobertas, loucuras, histórias de gente de todo tipo.
As vezes parece que eu preciso de um relacionamento sério pra não endoidar.
E as vezes fico pensando: quando é que vão perceber que eu sou louca? Família jamais desconfia de tantas sandices na minha vida. Na família e nos amigos próximos, raros os que sabem dessa vida junkie total!

As vezes me sinto a banda podre de Serena Van Der Woodsen rsrsrs - sempre precisando de um relacionamento sério para me salvar.



sábado, 2 de dezembro de 2017

Porque Something

Something é uma das melhores dos Beatles.
E é uma das melhores músicas do melhor dos Beatles, o George.
E Something está presente num dos melhores filmes da minha vida: As Melhores Coisas do Mundo.

Então, consegue entender a relação de Somenthing e o Melhor na minha vida?
Por isso Something. Porque aqui quero depositar algumas coisas que me deixam feliz. Algumas coisas que me fazem devanear. Alguns devaneios que me fazem feliz.

Aqui então é um cantinho de alguma coisa boa.
Aquele lugar secreto, de segredos, de desejos, de conforto.

De paz mundial, Amor Perfeito, historinhas e romances.

Por muito tempo fiquei com vontade de escrever estas minhas histórias mas por um tempo parecia errado. Parecia errado ser como eu sou, parecia errado querer algo enquanto já tenho outro algo tão bom. Parecia arriscado, caso alguém encontrasse isso por aí... Então lanço aqui, neste cantinho meu, esses pensamentos loucos que me fazem viajar. =)

Wave

Em meados de 2006-2007 que surgiu um tal de Facebook (na vida dela) e rumores de que o Orkut já eras. Ela acessa a nova rede e tenta se adaptar. Muita coisa em inglês, muita coisa confusa...

_Definitivamente isso não vai vingar! Não tem nada a ver com o Orkut!

- Sugestões de amizade:
_ Vou procurar gente famosa! Olha a Zélia Duncan, o Roberto de Carvalho...
E começa a adicionar um sem-fim de pessoas, famosas e não famosas... sugestões de amizade. Todas.

Época de eleição. Ela gosta de política. Começa a tentar interagir através deste tal de Facebook. O Orkut já não tinha tanta graça... Começa a jogar todos os joguinhos que aparecem... Aos poucos começa a se adaptar com essa nova ferramenta. Abandona o Orkut.

É um pouco embaraçoso mas é preciso dizer.
Nesta fase da vida, ela se encontra num momento político um tanto distante da esquerda. Cabecinha de vento, abandona a velha luta estudantil que chegou a viver na adolescência (Ah a adolescência! Esta a melhor fase da vida dela!) e se apega a ideais conservadores, absorvendo o pensamento do então namorado.
Muito crítica as políticas públicas adotadas pelo presidente, representação maior da esquerda brasileira - ela se acha politizada. Na verdade ela se desconhece bastante. E está num movimento que, lá na frente ela vai perceber, ser de total desprendimento com sua própria identidade.

Eis que o destino se encarrega de colocar suas ideias de encontro com as de um outro guri. A sintonia intelectual e o interesse parece uma faísca que só faz crescer.
Por outro lado, também surge um encantamento especial por outro guri.
De um lado ela tem o Iluminismo. Do outro a rebeldia Punk. E na real ela vive aprisionada a um relacionamento que ela insiste ter algo de bom, ela insiste em se impressionar com idealismos sobre o namorado. Ela tenta acreditar que ele é incrivelmente a mistura ponderada dessas duas personalidades. Ela consegue ver nele um ser político, de críticas coerentes, um ser musical de grande conhecimento, um ser cultural de diversos ares que ela ainda precisa conhecer.

Com o tempo, este romance a faz sofrer absurdamente e então, depois de muitas sessões de terapia, apoio de amigos e familiares, ela se fortalece e retoma o protagonismo de sua vida. É chegada a hora de navegar!
Ela ousou conhecer o garoto punk e percebeu também um certo vazio. Foram bons tempos de beijos, transas, cigarros, vinhos e cervejas, hotéis baratos... Um desejo gritante de não perder a juventude que, para ela não havia tanta urgência assim em vivê-la - ela nunca foi de ansiar mais idade ou menos idade... sempre foi de ir vivendo, vivendo, vivendo... Dos 18 aos 25 foram anos perdidos sim. Mas até os 17 e depois dos 25, retomou o equilíbrio da vida.

Ela é na verdade uma grande mistura de tendências, vontades, releituras, idealizações... é a menina do campo, a menina da metrópole, a apaixonada por folhetins, novelas de época, luta política e arte moderna. Sonha com um grande Amor e também é feminista, gosta de jogar bola na rua e não liga de comprar sapatos e roupas na sessão infantil. Ela sonha alto, tem esperanças. Quer mudar o mundo. Quer inspirar pessoas. Quer aprender e beber de todas as fontes. Desacredita o passado conservador abestado. Se orgulha do nada que é.

Num desses momentos de ódio, provocado pelo ex, do nada teve um afago do guri iluminista. Se assustou. Não esperava isso. E assim mantiveram contato.
Ela em SP, ele no Rio. Ela beirando os 30, ele beirando os 40. Ela perdendo a usp, ele ganhando o mundo. Mas pelo elo estabelecido no Facebook, mantinham uma comunicação saudável e gostosa.

Este é o início de uma das histórias.