Porque Something

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segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Fairy Tale is Over

Sam conheceu seu primeiro namorado numa festa. Numa festa completamente improvável.

Depois da decepção com o bv. Passar vários meses na fossa profunda, Sam foi vista numa festa na companhia de pessoas beeem diferentes do habitual.

Uma amiga da mãe de Sam resolveu ir para uma dessas festas tropicais que abrem o verão e que Sam sempre teve vontade de ir. Claro que ela preferia ir com as amigas hermanas da vida toda maaaaas como a coisa se ajeitou em cima da hora e pra mãe das amigas (C. e A. principalmente) deixarem as duas irem, tinha todo um processo, estratégias e tempo! Tempo foi o que faltou nesse momento então, Sam teve que se virar sozinha com isso.
Como era uma festa tradicional, muita gente que Sam conhecia sempre ia. Uma das amigas, a L. já tinha ido várias vezes e provavelmente iria de novo neste ano. Combinaram de se encontrar lá.

Como na cidade de Sam tudo cumpre protocolos e etiquetas - quem era da high society ia para o baile de carro. Quem era ralé ia para o baile de bus. De carro, as pessoas acampavam no lugar, alugavam chalés... de bus tinha hora pra chegar e hora pra ir embora.
Elas foram: Sam, a amiga da mãe e a sobrinha dela. Foram de ônibus.

Ao chegar no lugar do baile, claro que algumas amigas de Sam, sabendo que ela chegaria de bus, sequer fizeram questão de falar com ela, como se não a conhecessem.
Alguns garotos babacas também fizeram o mesmo.
E a amiga da mãe de Sam tinha uma certa 'fama' na cidade. Por trocar relacionamentos por $$, se é que me entendem...
Então a amiga da mãe se jogou numa turma lá - mais velha, mais louca, mais ligada na pagação para a banda que tocava enquanto Sam buscava socializar com quem ainda a conhecia.

Nessas ocasiões que não cumprem nenhuma agenda, Sam se enturmava mais com os garotos do que com as garotas - Sam sempre teve muitos amigos e as garotas vira e mexe se desentendiam.

Sam então ficou com alguns guris do clube e alguns guris da escola, do colegial. Foi findando o baile e ela não tinha onde dormir - ia dormir com uma amiga no carro de um amigo mas essa amiga (L.) simplesmente sumiu. E o bus foi embora. Então Sam teve que caçar um canto para dormir.

Caminhando pelo espaço do camping, alguém a chamou. Ela parou e olhou, reconheceu alguns guris ali - bêbados - que estudaram com ela. Conversou com eles, disse q estava sem lugar para ficar e claro que eles foram super gentis. Ela disse que tinha mais duas amigas e eles cederam espaços nas barracas, prontamente.

Um dos garotos começou a dar em cima de Sam e deitou no seu colo - estava se fazendo de bêbado. Sam era a bêbada e sabe bem quem finge e quem é.

Era como se Sam tivesse adentrado outro mundo: saindo com pessoas com quem nunca teve o costume, indo para uma balada que nunca tinha ido, de um jeito que nunca andou (bus), numa situação que nunca imaginara - ficar a mercê no rolê, conversando com pessoas com quem não falava sempre e estava se divertindo! Isso foi bem interessante.

Na hora de dormir, a amiga da mãe dela foi se divertir com os guris na outra barraca, fazendo a alegria dos garotos que estavam com lanternas de olho na microssaia dela.
Ela e a sobrinha da amiga deitaram na outra barraca com 2 amigos de Sam.
A menina estava morrendo de medo de ser agarrada por um dos garotos mas Sam sabia que se eles quisessem agarrar alguém eles iam querer agarrá-la e não a garota. E ela também sabia que as vezes - quando necessário - fazia a durona e os garotos não se achegariam.

Sam se sentiu atraída pelo guri que queria parecer bêbado e descolado. Ele se deitou ao seu lado.
Quando estavam quase dormindo, alguém jogou um sapo dentro da barraca. Começou a gritaria, a correria... Sam não estava acostumada com tanta infantilidade mais.

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