Antes que eu esqueça, vai…
A história que uns adoram que eu conte pois parece ultra-fantástica de acontecer na vida real e… pra variar… Aconteceu comigo! rsrsrs
Pois bem. Me mudei pra SP e raras as vezes que conseguia passar um feriado em Frutal. Comecei a trabalhar de domingo a domingo e, numa das primeiras viagens, vi que subiram algumas freiras.
Conforme o ônibus começou a andar, reparei também que tinha subido um mudinho, sentado numa poltrona mais pra frente - eu gosto de sentar no meio. Nem muito lá atrás e nem muito pra frente - pois, sabe essas pessoas que tem deficiência, dificuldade para falar mas falam muito, do jeito que podem? Meio fanho, falhado, enrolado… Mas não param de falar. E falam alto!
Tudo tranquilo na viagem… De repente me sai uma pessoa correndo de lá de trás e parecia estar chorando, pelo barulho. As luzes do ônibus estavam apagadas. O ônibus sai de noite, então, as pessoas dormem durante a viagem. Eu acho bárbaro porque gosto de ver o céu, enquanto estou na estrada. Com pouca luminosidade artificial, as estrelas e a lua ficam encantantes!
A pessoa bate desesperadamente na porta do motorista. Abriram a porta. Ela entrou. Passou um tempo, o motorista auxiliar (sempre vão dois motoristas) começa a andar pelo corredor, vai até o fundo e volta.
O ônibus pára no meio da estrada. Começa a andar de novo. Mas agora, vai mais devagar.
Chegam algumas viaturas da polícia rodoviária meio que escoltando o ônibus.
Paramos num destes postos da polícia rodoviária, no meio da rodovia.
Olho pela janela e vejo que a pessoa que se levantou e chorava era uma freira.
Passa um tempo e um policial entra no ônibus, retira um passageiro pelo braço e ninguém entende o que está acontecendo.
O mudinho se levanta e sai do ônibus. Outras freiras também saem.
Muuuuito tempo se passou até que o mudinho volta para o ônibus e começa a contar:
_Calma gente, está tudo resolvido. O rapaz estava sentado do lado da freira. Está bêbado. Começou a passar a mão nela e ela não sabia o que fazer, foi falar para o motorista. Agora que retiraram o rapaz do ônibus, acho que vai seguir normalmente. O rapaz foi detido, parece que vai ficar aí na polícia rodoviária mesmo. A viagem vai atrasar porque vai ter que fazer B.O.
Claaaaaro que tinha uma boa alma acompanhando o mudinho e traduzindo tudo pra que os demais passageiros entendessem o que estava acontecendo lá fora.
Quando o motorista entrou para enfim esclarecer as coisas, todos já sabiam o que tinha acontecido. Ele pediu desculpas pelo inconveniente, disse que o rapaz realmente ficaria lá na polícia rodoviária, estavam só esperando a freira terminar de relatar o acontecido para abrir o B.O. e o ônibus seguiria com a viagem. Que a freira estava muito abalada e não era para perturbá-la quando ela voltasse ao seu lugar.
A freira, toda envergonhada, pediu desculpas de cabeça baixa e entrou no ônibus.
Agora me diz, quais as chances de ter um bêbado na viagem? Deste bêbado resolver bulinar a freira?!?! De ter uma freira na viagem?!?! E do narrador de todo o acontecido, ser um mudinho que, também estava na viagem?!?! rsrsrs
Cheguei em Frutal super tarde por conta do acontecido. Mas nunca esqueci essa história!
Devaneios... Reflexões mais divertidas (ou não) sobre episódios de uma vida normal. Um pouco de verdade, um pouco de mentira, um misto de desejo e sonho. E problematizações! E crises existenciais! Enfim, pensamentos soltos, o lado Odara e o lado Malévola no mesmo lugar porque aqui não precisa explicação! E eu posso ser tudo! ☆Starring: Aline Neves Nakayama☆
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