Porque Something

Something é uma das melhores dos Beatles. E é uma das melhores músicas do melhor dos Beatles, o George. E Something está presente num dos ...

terça-feira, 12 de agosto de 2014

[Behind] Eu Na Contra-Mão

Eu ando muito no caminho contrário... Ontem, sobre a apresentação do curso de Educom vi que os convidados se apaixonaram pela complexidade da trans ou interdisciplinaridade mas grande parte da turma acha 'magia' o uso de práticas e tal... Achei até que o conceito de prática se sobrepõe à absorção das teorias que, para mim, por motivos pessoais, é maior fonte de inspiração. Preciso aprender a lidar com a prática.
*Entendi porque os anjos escolheram o SENAC! =D

Bom. Soube ontem do falecimento do Robin Williams. Vejo hj no Facebook inúmeras postagens lamentando a morte de Patch Addams entre outros. Não simpatizo com essa idéia. O cara p/ mim não é o personagem que ele faz. Meu castelo da Disney não desmoronou porque Robin Williams se matou.
Sinto na verdade um nó. Como pode o ser humano ser tão complexo?! A ponto de guardar profundamente sua dor e dar brilho nos olhos, vida a personagens que não expressam o que se sente!
Ah o peso da dor! É inimaginável! Somente quem já quis a morte um dia, abandonando a esperança é que sabe!
A coragem que se reúne para renunciar a tudo... Decretar seu fim, sua perda... Pois sim, quando pensei na morte, já vivia meu luto. Já tinha me perdido, me sentindo como algo que simplesmente respira. E dessa forma via minha total inutilidade. Se não é mais útil torna-se inútil. O que é inútil é descartado ou fica lá encostado. Atravancando o caminho e estorvando a vida de quem quer viver.

Ele levou consigo seus belíssimos personagens. Isso é triste sim. Mas para mim, é mais triste pensar no quanto essa 'alegria contagiante' deveria bagunçar a cabeça dele. Ele, que pelos seus papeis, deveria por obrigação ou decreto, ser o mais alegre de todos não soube lidar com o mundo real. Vejo muita gente indignada. Culpando-no. Falando de injustiças... Se fazendo 'a Maysa' (meu mundo caiu...) porque o cara que interpretava os personagens que eu gostava, que me inspiravam, se achou no direito de tirar a própria vida! Como somos mimados, não?
Dane-se o cara e a dor do cara, eu quero meus personagens de volta?!
Ele não tem o direito a uma vida por trás do personagem?! E mais ainda, uma vida comum, vulnerável a vícios e doenças?!
Já disse antes, o suicídio é coisa de quem realmente está com a cabeça doente e ninguém tem o direito de se desfazer, quando bem quer, do seu sopro de vida mas se assim escolhe fazer... Acho que o mais sensível é lamentar, enviar suas preces, aceitar e respeitar essa última escolha. Ele não era seus personagens. E talvez essa dualidade tenha complicado sua passagem por aqui. Eu acharia extremamente complicado!

E é tanta gente morrendo... E os jornais noticiando suicídio atras de suicídio... Não são ventos bons.

E Robin Williams interpretou Patch Addams! Que pode, ainda ser inspiração. Pois, Patch Addams existiu (existe?) e o que vale é a lição que o filme deixa... O ator não faz parte da história. Assim como tantos outros personagens que Robin interpretou. Mirem-se nos personagens. Nos filmes.
O ator tem direito de seguir a vida que quiser e até a que não quiser... A vida é dele.

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