Porque Something

Something é uma das melhores dos Beatles. E é uma das melhores músicas do melhor dos Beatles, o George. E Something está presente num dos ...

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Iniciando os trabalhos muito bem! =)

Dormi fora de casa hoje e corri pra casa pra me arrumar pra vir trabalhar. Tudo certo, positivo e operante!

Ontem fui na casa da minha 'tipo irmã' pra ver o filhinho dela que é autista e que eu Amo de paixão. Brincamos pra caramba e ela pediu que eu a ajudasse por um tempo com ele, depois que voltasse do trabalho nas próximas semanas e eu disse que sim.
Ela pediu que eu fosse hoje e eu disse que iria.
Daí que eu lembro que tb tinha marcado com o pretê de sair hoje! Pretê disse que viria me pegar no trabalho com vinho e tal... Fofo né? Tô gostando dessa parada desencanada de curtir o momento com alguém fofo, apenas! ^^
Mas e agora?! Eu quero sair com o pretê! Eu quero ver meu sobrinho e ajudar minha amiga! Oh céus, clones meus, pliiiis!

Daí que olhei no Facebook e me deparei com essas duas pérolas: a de cima, uma frase do Ravi falando que eu sou bonita, obrigada! rsrsrs
E a de baixo falando dos absurdos das feminices machistas de 50's e 60's!

Sabe, eu adoro o retrô, o vintage mas na boa... que bom que os conceitos mudaram!!!
Se liga:

Segundo as revistas (bizarras) da década de 50 e 60
"Não se deve irritar o homem com ciúmes e dúvidas".(Jornal das Moças, 1957).
"Se desconfiar da infidelidade do marido, a esposa deve redobrar seu carinho e provas de afeto, sem questioná-lo".(Revista Cláudia, 1962).
"A desordem em um banheiro desperta no marido a vontade de ir tomar banho fora de casa".(Jornal das Moças, 1965).
"Se o seu marido fuma, não arrume briga pelo simples fato de cair cinzas no tapete. Tenha cinzeiros espalhados por toda a casa".(Jornal Moças, 1957).
"A mulher deve estar ciente que dificilmente um homem pode perdoar uma mulher por não ter resistido às experiências pré-nupciais, mostrando que era perfeita e única, exatamente como ele a idealizara".(Revista Cláudia,1962).
"Mesmo que um homem consiga divertir-se com sua namorada ou noiva, na verdade ele não irá gostar de ver que ela cedeu".(Revista Querida, 1954).
"O noivado longo é um perigo, mas nunca sugira o matrimônio. Ele é quem decide - sempre".
(Revista Querida, 1953). "Sempre que o homem sair com os amigos e voltar tarde da noite, espere-o linda, cheirosa e dócil". (Jornal das Moças, 1958).
"É fundamental manter sempre a aparência impecável diante do marido".(Jornal das Moças, 1957).
"O lugar de mulher é no lar. O trabalho fora de casa a masculiniza".(Revista Querida, 1955).
"A mulher deve fazer o marido descansar nas horas vagas, servindo-lhe uma cerveja bem gelada. Nada de incomodá-lo com serviços ou notícias domésticas".(Jornal das Moças, 1959)

via Cabide Vintage, Facebook.

E agora pensando, pra ficar com meu sobrinho, vou ter que me abster de algumas coisinhas na pgmç do Sesc! =( Mas deboas quanto a isso. Vai rolar uns shows Top Top mas estes são de sáb e dom mesmo então... sem sofrimentos! rsrs

Sabe, como me satisfaz quando o meu sobrinho me permite interagir com ele. Ontem ele estava todo receptivo, um dengo só! Amo Amo Amo!!! S2
E assim, tendo mais contato com ele, tenho certeza que vai me agregar muito mais coisas que eu sondo, que eu 'curio'... Quem sabe algumas teses não são realmente comprovadas né? =D

Agora, voltando as feminices...
Ontem uma amiga me mandou no whats aquele lance do Machado de Assis de Mulheres e Maçãs.
Assim como me cansa essa de 'Procure um Amor que...', essa de ficar idealizando ou tentando encontrar lógica nos tratamentos que homens nos dão, nas solidões ou no fluxo... Na 'sorte' de umas gurias... E tentando encontrar algo que te conforme (conforte)... n é minha cara não. Já foi.
Já quis ser perfeitinha. Já quis ser santa. Já quis ser menina direita, menina certa. Já tive medo de ficar mal falada. Já andei na linha. Já fui exemplo. E o que me adiantou tudo isso?? Me anestesiou por tanto tempo sob os protocolos sociais de uma maneira que eu sequer me importava comigo. Minhas vontades! Meu jeito! Meu gosto! Minhas ideias, posições, imposições, escolhas... Perdi o brilho de Ousar!

Hoje eu vejo que me faz muito mais feliz não esperar o cara certo. Não estar com um cara achando que ele seja o cara certo. Não depender do que os caras querem na balada. De qual roupa vai chamar a atenção, menos make/mais make pra atrair olhares... Qual perfume eles vão gostar, se vai dar certo com A ou com B... Cara, eu passei uma vida toda idealizando! Querendo agradar. Querendo ser aceita. Mas como isso se nem eu mesma me aceitava? Se eu me comportava de acordo com o que o cara queria? Eu não seria nunca o que o cara queria! rs Eu sou o que eu sou e não devo ficar colocando máscaras para ser aceita. Nem devo me importar com aceitação dos outros. Não devo depender de nada disso!
Claro que se encontrar alguém que me faça feliz, vou querer fazê-lo feliz também. Mas aí entra aquele lance que disse n'algum post pra trás: é uma questão de troca!
Se vc é original, fica leve pra trocar e tolerante também pra receber algo do outro. E assim acho que fico tranquila e sigo a vida deboas.
E não é de ser hipócrita tb. Por exemplo hoje, me arrumei bonitinha pra agradar o pretê. Mas antes de qualquer coisa, me arrumei bonitinha com uma roupa que eu adoro! E recebi elogios no trabs já! ^^
Não estou deixando de ser do meu jeito... me perdendo pra ser de alguém.

Sabe, não estou dizendo que está errado vc se moldar ao jeito de alguém. Cara, por isso que acho que a gente precisa MUITO se conhecer e buscar cada vez mais por isso. Se isso te faz feliz com sinceridade, sem te anular, gatan... Vc está fazendo isso certo. Estou dizendo que pra mim isso não cola mais. E pra mim foi muuuuito difícil chegar até aqui, me desvencilhar desses moldes que eu realmente acreditava que me traziam felicidade. Porque eu já tinha me esquecido de como eu era feliz de solteira! De como me arrumava feliz pra festas, como ria e gargalhava! Como bebia desencanada e dançava! Como era mais próxima das minhas amigas. Eu mudei demais pra acompanhar meus namorados. E isso não foi exclusividade só de um ou outro mas isso foi reflexo da minha criação. Minha mãe era submissa, criou suas filhas submissas. A cidade era pequena e potencialmente machista. E assim fui fazendo minha vida até chegar a estas descobertas.

Então, Machado de Assis que me perdoe mas eu não sou como maçã. Eu não estou no chão nem no alto de uma árvore - me lembrou Princesa Fiona esperando o Príncipe do alto de uma torre... =/
Não sou difícil de colher e nem tô apodrecendo... Concordo com a parte de que precisa ter coragem pra seguir junto comigo. Agora, nessa fase nova, acho que eu sou um pouco mais teimosa dos meus ideais e tal... Não vou simplesmente me adaptar ao modo de vida de outrém. Eu tenho minha vida, meu modo de vida. Prefiro a temperança de Platão sempre!

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