Depois do meu último relacionamento sério e da tentativa com o pretê do mal a única coisa que eu quero é evitar as crises depressivas causadas por algum desgaste de relacionamento.
Já disse que depois que vim morar sozinha tenho medo das coragens que posso criar...
É difícil encontrar alguém que valha a pena. E alguém que me entenda. Eu tenho vontades, necessidades, intensidades, complexidades, traumas, medos, crises, esperanças, causas, estudos, livros, filmes, potes imaginários, músicas, bagunça, recolhimentos, raivas, indignação... e Amor. Não encontrei quem Ama como eu ou que consiga me Amar mediante aos meus defeitos.
Tem que ter muita paciência! Eu sei.
Com relação ao futuro, ando meio pessimista. N creio q vou encontrar alguém q aceite a bagagem toda. De uma forma louca eu sei que não terei filhos tb.
Então minha vida vai passando... como tantas vidas que, com o tempo e as convivências, vão deixando de brilhar, ficam escuras de tanto trocar as cores com auras de gente ruim. Afinal, a vida é dar e receber um tanto né?
Quantas alegrias eu desperdicei ao pensar que estava indo tudo bem. Ao pensar que o outro compadece da minha dor, busca entender, tem cautela para não fazer doer mais! Quantas vezes eu acreditei no peso que nunca carregou. Na atenção que nunca deu. No arrependimento que nunca sentiu.
E que boba! Depois de tantas traições, n seria óbvio q n cabia dor ou arrependimento? É que eu não acreditava também no tamanho da maldade!
Maldade que trai, mente, engana, forja, divide culpas, cria personagens, vive mentiras, não se importa com os sentimentos alheios, nos impactos que causa, com o sentido da Amizade.
Não é fácil ser meu amigo. É ter que lidar com alguém que leva muito a sério suas dores. E penso q as minhas tb serão sentidas. Dá ruim isso aí.
E como lidar com um relacionamento que vc tem sempre de vigiar porque o outro é tão descabeçado que não pensa nem por um segundo na tua vida e faz coisas que te deixam mal?
A questão não é de 'se eu não vigio, eu n sei e seguimos felizes'. É de ser absurdo! De ter q vigiar pra ter certeza d q n está simplesmente cumprindo seu papel de trouxa na história toda. E pior, sempre estou. E n saber mas a mierda estar ali é cretinice e mentira, no mínimo. Amizade q n se preza e q se baseia em mentiras eu dispenso.
Quem dera n precisar vigiar! Quem dera quebrar a cara! E quem dera se isso tudo fosse possível ainda tendo a amizade como se é amiga de tantas outras pessoas. Mas parece que, ou estou destinada a vigiar e encontrar mancadas, por vezes monstras ou deixar ir.
Deixei.
Parece-me muito clara a dessignificação, a desvalorização, a falta de comprometimento e até de sentido no que chamaria Amizade.
É um levar a vida de um jeito muito individualista. Não consigo ser assim e nem aceitar individualismo. Ainda mais esse individualismo que se exige e que me espanca a Alma. Não
Conforme o tempo vai passando, vejo que eu que dei valor demais. Não vale tanto! Não sabe lidar com pessoas. E parece que aquele que eu gostei um dia foi uma parte. O auge. Hoje, decadente. Hj sem energia, sem beleza, sem brilho, sem repertório, sem ser a mesma pessoa. Hj, vazio busca por alegrias efêmeras onde sempre criticou. Se lança a paraísos artificiais de pessoas plásticas, como antes pensava. Não se enquadra mais em quem foi e nem em quem interpreta ser. Não é ninguém que chame atenção mais. Não dela. Ela sente vergonha alheia de algumas atitudes tão pobres pra se incluir a todo custo. Sabe aquela criança chata q fica tentando mostrar seus brinquedos excêntricos pra ser aceito na turminha?
E sabe aquela turminha que tem o chato só porque por algum motivo convém porém se o chato deixar de existir, a falta mesmo na turminha, vai ser só da conveniência q ele trazia? Voltamos a infância!
A história pode ser só coisa da minha cabeça mas já existiram tantas historietas acerca das traições pra completar vazios... Será q n seria mais um vazio?
Hj me sinto Jennifer Lawrence no Lado Bom da Vida. Clementine e Joel do Brilho Eterno. Alguém me apagou. N sei explicar como isso fere. Fui apagada inúmeras vezes das traições. Sei q n pesa na cabeça e compreensão do outro essa coisa de me apagar de vez em quando. Mas hj sinto q fui apagada com tudo que havia de bom ou ruim. Da convivência... de tudo. Um passado que deixou de existir. Como se ele quisesse começar do zero e escolheu os teus. Eu n estou lá.
Não gosto de ver q o egoísmo venceu. Q n existe mais resquícios do cara q já foi O Cara pra mim. Q se transformou nisso e hj vive um mundo paralelo em q nele, eu n existo.
N é culpa minha. N é fruto de vigiar. Se n traísse, ao vigiar eu nada encontraria. Até pararia de vigiar. Como parei!
'Semana passada fui num show daí ela me add..'
Se estivesse vigiando, saberia do show. Saberia do add.
O 'não-vigiar' n desproblematiza o 'ignorei vc e oq vivemos p/ ter quem te fez mal como amiga'.
Cada vez mais certa de que um monstro habita isso aí.
Tenho medo de monstros.
Se for para não me fazer sofrer aceito a exclusão.
Fui embora. Larguei tudo que fomos...
Devaneios... Reflexões mais divertidas (ou não) sobre episódios de uma vida normal. Um pouco de verdade, um pouco de mentira, um misto de desejo e sonho. E problematizações! E crises existenciais! Enfim, pensamentos soltos, o lado Odara e o lado Malévola no mesmo lugar porque aqui não precisa explicação! E eu posso ser tudo! ☆Starring: Aline Neves Nakayama☆
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