Aqui havia Amor. Existiu consideração.
Aqui, apesar de haver uma força enooooorme que movia para baixo (a depressão) havia uma esperança sem igual de que daria certo. Havia vontade de dar certo. E, se parar pra pensar, das poucas vezes que eu emergia, lá do fundo das crises, era sempre pra fazer algo de bom pra ele, para os gatos, para a família dele.
Eram aniversários, natais, dias das mães... era strogonoff q a irmã dele gostava... era um show pra irmos de galera no sesc... sempre havia algo pensado no coletivo, principalmente. Nunca foi só. Já bastava a solidão da depressão. Quando o ânimo vinha, era pra se sentir e fazer parte. Achava que pertencia. Era legítimo. Forte. Sincero. Era de Amor.
Do lado de cá.
E agora, me parece tão injusto!
Quantas vezes eu falei que sentia que era pena, dó, assistência?
Quantas vezes negou?
E das cobranças últimas: me doía porque vc n me cumprimentava quando eu chegava do trabalho...
Pera!
Eu estava submergindo e vc queria atenção. Mas vc nunca gostou de verdade, n chegou nem mesmo a Amar como vc queria exigir tanto assim de mim???
Diante da tua falta de tempo, diante das tuas traições, da tua terceirização... e agora, eu - trouxa/otariana, descubro que nem mesmo existia Amor, qual o sentido de me deixar mal com cobranças daquilo que vc n pôde dar e daquilo q vc nem mesmo sentia?
Porque eu falhei em demonstrar mais afeto do que já existia em mim? Porque eu dei lado para a depressão na minha vida e me distanciei de quem nunca falava comigo? Por isso? Nunca estava lá!
Os e-mails, os berros, as cartas, os choros, os amigos... o que mais faltou eu tentar para fazer com que vc falasse comigo? Quantas vezes eu implorei pela tua sinceridade? E agora tudo, absolutamente tudo, virou 'coisa de covarde' q nunca amou e nem mesmo teve jeito para terminar e preferiu me tornar invisível e ligar o foda-se.
Entre o monstro e o covarde.
Fica a minha dor.
Tanto pelo monstro quanto pelo covarde.
Do monstro eu queria as respostas. As justificativas do por quê ser monstro. Deveria haver alguma justificativa que me tornasse minimamente monstra para receber tanta desvalorização assim.
Do covarde, já não cabem respostas. É completamente justificável que, se vc n gosta, vc n liga. Se vc tem indiferença, vc n vai se importar com o que causa.
Vc diz q foi uma sucessão de erros. Foi.
Eu amei errado. Vc errou em manter quem não amava.
E isso é horrível. Saber q eu errei pelo bem. E vc n gosta q fale em maldade.
Vc diz q fez tudo o que estava ao alcance, o que achava ser o melhor. Vc sabe q n fez. Eu sempre disse q precisava da tua PRESENÇA. Mas como dar presença se vc nem gosta da pessoa, não é mesmo? Agora eu entendo a ausência.
Já não consigo entender porque teimou em se fazer presente com ausências. Se n podia estar, deixasse.
Quantas vezes deixou? Mas buscou de volta. Isso tb é horrível.
N sei o quão monstro ou covarde.
Só sei que, se eu desumanizo você. A tua invisibilidade me desumanizou muito antes!
E se eu desumanizo vc é com base nas tuas atitudes comigo. Eu não quis ser invisível. Vc quis trair.
Aí que tá a diferença tb.
Devaneios... Reflexões mais divertidas (ou não) sobre episódios de uma vida normal. Um pouco de verdade, um pouco de mentira, um misto de desejo e sonho. E problematizações! E crises existenciais! Enfim, pensamentos soltos, o lado Odara e o lado Malévola no mesmo lugar porque aqui não precisa explicação! E eu posso ser tudo! ☆Starring: Aline Neves Nakayama☆
Porque Something
Something é uma das melhores dos Beatles. E é uma das melhores músicas do melhor dos Beatles, o George. E Something está presente num dos ...
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário