Porque Something

Something é uma das melhores dos Beatles. E é uma das melhores músicas do melhor dos Beatles, o George. E Something está presente num dos ...

sexta-feira, 18 de maio de 2018

Protestante

Um amigo indagou sobre minha 'preferência' em protestos.

Acho engraçado isso. A demagogia é tanta, a gourmetização é tanta que a gente já pode falar em 'preferências em protesto' tipo calda de morango no sundae! rs
Enfim, eu não tenho preferências em protestos e nem sou a favor de protesto x ou y.

O que eu entendo e sempre vou repetir é que, protesto é movido por muita paixão e fúria.
O que entendo é que quanto mais organismos maior a entropia.

Estamos falando de multidão, de calor, de explosão e pitadas (depois do Barroso vou usar bastante esse termo) de preconceito.

Então, juntando todas essas minhas informações, entendo que, numa explosão de gente, de sentimentos, de lutas, de indignações é lógico que é possível que haja confusão, violência, dor e sofrimento. É MUITA INFORMAÇÃO! É muita coisa junta sem estar organizada, é muita gente junta sem estar organizada. É o encontro de extremos, é o oprimido enfrentando o opressor. É o enfrentamento na sua mais significativa forma!

Se você entende que aquele parente, amigo, conhecido, colega de trabalho é barraqueiro, grosso, bruto, agressivo, esquentadinho, explosivo, de pavio curto, etc - vc sabe q ele não é o único no mundo e sabe que numa multidão, é bem provável que tenham outras pessoas como ele lá.

Enfim, vamos tentar ser menos né? Preferência em protesto é o cúmulo pra mim!
Falar que eu defendo protesto violento também é muita distorção do que eu digo!
Eu compreendo quando surge violência num protesto. Não vou dizer que acho ótimo - lógico que não! Mas não vou ser leite com pêra que vá dizer méodéos como isso é erradão!

pronto!

sábado, 7 de abril de 2018

Os asuntos proibidos e a alta cultura

lembro quando criança, minha família era dividida entre cultos e ignorantes - claro que de um jeito velado mas tinha a galera que assistia Faustão, F1, JN, Casseta e Planeta e lia Veja e estes sempre que sentavam a mesa se apropriavam das discussões políticas e do nível mais alto na hierarquia dos conteúdos. A outra parte, que assistia Silvio Santos, lia Notícias Populares, via Ratinho não tinha nem argumento pra tratar nestes campos de política e conhecimentos gerais. Fazia aquela linha do povão mesmo.

Na minha família eu fui uma das primeiras a adentrar a faculdade e hoje eu percebo que isso foi meio que uma quebra de paradigmas, uma afronta pois foi o momento em que o Notícias Populares pôde acessar o mundo do JN e botar o seu dedo nas conversas. Aí né, deu ruim!
Porque, os cultos estavam na real moldados a um tipo de conhecimento que se fazia de acordo com o que os jornais, a mídia tradicional informava e isso explica um pouco da perpetuação do PSDB em SP - agora vejo.

Quando a senzala começa a ir de encontro com a casa grande, as notícias começam a ter que se adaptar a outros pontos de vistas e começam a surgir questionamentos e negações. Ultraje! A senzala mal chega na roda das grandes conversas e já quer ter voz? E já quer falar que aquilo que a casa grande assiste, acessa, recebe não é o correto? Quer dizer que a senzala acha que a casa grande precisa se informar e ter pensamento crítico? A senzala chegou pra realmente tirar a mídia, a política e a elite da zona de conforto. Chegou pra apontar a câmera pro outro lado, outro ângulo que era invisível, silenciado pois mexeria com algumas almas mais sensíveis pertencentes a casa grande, aquelas almas inquietas que, após serem apresentadas ao problema, passam a pensar soluções e aceitar medidas que corrijam os erros sim.

Agora uma coisa particular da senzala, neste caso, são as paixões. A vida na senzala é de luta então é muito fácil inflamarmos de um jeito que a casa grande nunca se inflamou - lembra que a casa grande vivia na zona de conforto? Pois é. Enquanto a casa grande era de F1 e seus Rolex, a senzala era do futebol. Da organizada. Quando a senzala adentra os campos da 'alta cultura', claro que carrega consigo suas características e não é difícil transformar política em paixão. Daí que quando um governo da senzala sobe, aí começa a incomodar a galera que tava na zona de conforto e aí começa a ferver aquela indignação que a senzala já sentia quando existia a zona de conforto na casa grande...
Aí a casa grande vai descobrindo o que e se inflamar... e vai fermentando esse negócio... e é bile... e vai e vai... pronto! A casa grande 'desceu' ao nível da senzala e precisa lutar pelo seu direito a zona de conforto, claro! E assim surge o Fla-flu da politica. Depois eu continuo rsrsrs

quarta-feira, 4 de abril de 2018

The Other Face

Estava olhando o outro blog. Desde 11/2013 foram pouquíssimos os intervalos de meses que tive entre as postagens. Tinha mês que tinha mais posts, mês que tinha menos... mas desde 2013 foram poucos os meses que ficaram sem posts. Que coisa! Nem me achava tão regrada assim rsrsrs

Bom, faz um tempo que quero escrever sobre a Bahia mas é tanta coisa... e infelizmente não é assim algo tipo, guia turístico das melhores férias da minha vida.

Penso em como escrever. Pois são coisas completamente diferentes, parece que fiz duas viagens ao mesmo tempo! Quero escrever sobre pessoas. Quero escrever sobre lugares. Quero escrever minhas impressões e minha formação como ser humano depois destes ares...

terça-feira, 20 de março de 2018

Fakebook

hoje, por volta das 9h e pouco da manhã me cansei do facebook.
Vi ali um pântano, um lamaçal. De onde se tira lótus mas onde se suja e muito também! Onde tudo é sujo, mancha, talvez tenha cheiro ruim... quase um esgotão.

E me vi esgotada.

Ali já foi um bom lugar para se frequentar, encontrar quem pensa igual, refletir sobre o que pensam os diferentes, debater, rir, indignar, sofrer... muitas sensações, muito sentimentos, muitas informações ali. Mas ultimamente - e já tem uns meses apesar de hoje ser a gota d'água - tem ficado cada vez mais difícil encontrar informação. Sem ter que limpar de todo ódio, ressentimento vazio...
Ali não é mais espaço para compartilhar nada, absolutamente nada.
Ali virou um verdadeiro depósito de opiniões, uma exposição exacerbada do ego de cada um.
Ali as pessoas não querem se informar nem conversar, elas querem expor e expor e expor! E acima de tudo, ter razão!

Me vi acomodada a receber informação e de repente, me vi sem as informações que recebia - o espaço foi logo preenchido pelos partidarismos, militâncias, fake news... uma lástima!
Agora, acho que vou usar mais o google pra garimpar informação. Saudades do orkut!

Talvez os espaços devam ser respeitados... lugar de informação e lugar de afeto, separados.
Assim você não tem uma bagunça e nem tem que aturar correntes e santos e dizeres bíblicos e sofrimentos e indiretas e alegrias de amigos no mesmo lugar que você retira notícias de jornais, conhece o mundo, recebe entretenimento e curiosidades... Pessoas comuns são muito suscetíveis a fake news, então nas rodas de amigos, pode sempre rolar. Se vc cria uma teia de notícias particular, vc pode se ver livre desses fake news absurdos porém pode ser sim manipulado por correntes de pensamento único, sei lá... Mas não viraria uma bagunça. Vou tentar assim.
Vou tentar usar o google e o twitter para me informar. E vou tentar usar o whats e o insta para conversar com as pessoas. Vamos ver o que rola. Mas confesso que estou um pouco com medo de entrar no insta ou no twitter pois posso me deparar com a atmosfera suja do facebook também. Acho que as redes sociais não andaram conforme a sociedade andou. Ou talvez as redes sociais estejam se moldando a nojeira em que a sociedade tem se convertido.

Merlí e Malhação

Olha,

difícil encontrar críticas pra essa Malhação do Cao Hamburger, viu!
E eu sou saudosista né? Eu também acho que foram de grande valor as temporadas de Malhação da minha adolescência que trataram de Aids, Herpes, Gravidez na Adolescência, Alcool, conflitos de famílias e por aí vai.

Daí que hoje vi um post no Facebook falando que Merlí é uma série adolescente tipo Malhação só que com cérebro. 😠😠😠

Como eu o-dei-o essas comparações!
E sério, eu gosto de Merlí. E gosto de Malhação. Vejo Malhação mais próxima da realidade da juventude hoje, de cidade grande. Merlí me remete a adolescentes mais brandos, realidades mais controladas, um pouco da minha juventude que eu sei que é totalmente diferente do que vejo agora.

Não sou dessas que gosta de falar 'no meu tempo...' e nem que 'jovem é tudo igual' ou que 'todo mundo já foi adolescente um dia'. As experiências são diferentes, os amadurecimentos, tendências vão mudando e é natural.

Outra coisa que eu acho que a Netflix trabalha muito bem é o contrário do que o Moska diz, é um 'Escutar dentro com o ouvido de fora' - explico - lembra de 13 Razões? Uma série interessante que fala de suicídio mas para suicidas podem ser gatilhos muito fortes e não contribuem exatamente para a pessoa doente. Contribui, talvez, para que a pessoa de fora, entenda. É o perigo do lugar de fala...
A série assume o lugar de fala do suicida mas não fala com o suicida. Fala com quem está do lado de fora. Assim vejo Merlí. A série fala por jovens mas não comunica exatamente com jovens, penso.

quinta-feira, 1 de março de 2018

Semânticas, Ponderações e Gênero

"Quem estudou latim se lembra que a palavra "feliz" é felix, que significa também "fértil". Felicidade é sinônimo de fertilidade. Fertilidade não é apenas gerar outras pessoas. Fertilidade é impedir que a vida cesse na sua múltipla condição. Fertilidade é dificultar a desertificação dos nossos sonhos. Fertilidade é fazer com que não haja a esterilização do nosso futuro. Ser feliz é sentir-se fértil."
(Mario Sergio Cortella)

Ontem fiquei triste de ver que uma amiga 'demonstrou interesse' num evento no FB. Uma palestra sobre Ideologia de Gênero. Dentro de uma igreja.
Estou estudando a beça isso. Saí do campo da total negação (que se eu nego a existência da Ideologia de Gênero, nego também o diálogo para entender de onde vem o pensamento sobre esse combate ao que eu julgo inexistir, pois dialogar sobre o que não existe parece inútil) para a investigação.
Já que não se pode contra eles... investigue-os! Pois juntar-se a eles sem nenhum pensamento crítico ou esclarecimento não faria sentido também.

Então, seguindo pela minha cruzada, do pouco que encontrei sobre a origem do termo, a maioria remete a IV Conferência da ONU sobre mulheres, que ocorreu em 1995, em Beijing.
De um jeito muito simplista, abordam da seguinte forma: feministas radicais tomaram o debate sobre empoderamento feminino e botaram a questão do gênero no meio. Da diferenciação de tratamento de acordo com o gênero e não mais se tinha um dilema entre homem e mulher. Se tratava da definição de 'gênero'.
Algo errado em falar sobre gênero? Na nossa mente não. Mas na mente de outras pessoas, esta questão de gênero se trata de uma anulação de homem e mulher. Falar de respeito e gênero ao invés de respeito entre homem e mulher soa de um jeito ameaçador para algumas pessoas. Essa parte, o porquê disso, eu realmente ainda não entendi.
Mas tudo se dá a partir do argumento de uma jornalista que estava lá e que depois disso escreveu vários livros sobre a mudança no feminismo e sobre ideologia de gênero.

Mas uma coisa me chamou atenção e pode ser apenas um fato curioso mas achei relevante. Esta conferência de 1995 foi a primeira que Hillary Clinton participou e, antes da candidatura de Trump eu não me lembro de ouvir falar tanto em fake news, pós verdade e ideologia de gênero.
Atacar Hillary gerando escândalo em suas primeiras aparições, criar um monstro Hillary, sorrateiro que come pelas beiradas e que a gente nem viu mas que chegou chegando parece e é bem coisa do Trump. Não encontrei em vídeos, em discursos, em notícias absolutamente NADA que retratasse essa situação de golpe, domínio da mesa, tomada do discurso, invasão de feministas radicais, feminazis... nadinha!

Me parece que a relação gênero e ideologia de gênero nessa questão foi de uma puta má interpretação ou má conduta mesmo. 


terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Identitelité, Orienté, Sexualité

Eu fico realmente pasma com o pânico que se criou acerca da sexualidade!
Pasma com a fragilidade da identidade sexual de algumas pessoas!

Acredito que toda essa 'pasmaceira' vem porque eu nunca tive que provar minha identidade, nunca me senti perturbada, errada, confusa quanto a isso. Ainda mais na infância!
Nunca isso foi problema.

Eu sempre fui menina. Menina que gostava mais de brincadeiras com bola e de correr do que menina que brinca de boneca e só. Sempre fui menina que compartilhei meus brinquedos de menina com meus primos e sempre brinquei com os brinquedos deles também.
Mas nunca, por brincar mais com meninos, me senti menino. Influenciada a ser menino. A sentir atração por meninas, como meninos sentem e por isso, pra mim, é muito tranquilo que isso passe numa boa.

Não entendo isso de:
1) querem transformar nossos filhos em gays
2) querem destruir a família
3) querem impor que não existe menino e menina
4) querem confundir nossas crianças

Eu não entendo, partindo da minha experiência - hoje adulta, lá pra trás, criança - porque eu acho que isso não é algo 'transformável'. Nem que minha mãe quisesse que eu fosse menino, eu seria menino.
Lembra da Bernardete - Chocolate com Pimenta? Ela é um exemplo clássico pra gente pensar.
Se você nasce menino mas tua mãe sempre te trata como menina e tudo que te apresentam é 'de menina' - por não ter conhecimento de ooooutro tipo de repertório, no caso masculino, você vai achar que você é menina mesmo sendo menino. Maaas, lá na frente, quando seus hormônios começarem a aflorar, quando aquele desejo, atração pela outra pessoa apontar você vai se encontrar.
Falei Bernardete mas pode ser Mogli, pode ser Tarzan... se na nossa essência somos diferentes daquilo que acreditamos ser uma vida inteira, vai chegar uma hora que a nossa essência vai nos confrontar.

E é bem aí que eu não entendo... como a sexualidade dessas pessoas é tão frágil? Depois de vividos, crescidos, realmente ao olhar pra trás eles conseguem se sentir 'ameaçados' pelo diferente? Pra mim é complicado entender. Complicado mesmo! Nunca me senti persuadida, ameaçada, estimulada a assumir/ter uma identidade da que tenho. E acho isso impossível de acontecer mesmo que forcem a barra... como vc se identifica é como vc vai naturalmente se identificar e não há quem mude isso. Isso já nasceu grudadinho em você.

Andei estudando. Lendo um pouco pra tentar entender o argumento de quem realmente haja que falar e aceitar a homossexualidade, a bissexualidade seja errado e não consegui. Chegou num momento em que as coisas ficaram muito equivocadas.

Uma prova de que não existe cura gay, de que não existe como mudar a conduta de alguém está nos primeiros estudos sobre identidade de gênero. Estudos que se provaram completamente errados! Procure saber sobre o caso do Dr. Money e do garoto David Reimer! Resumidamente, Money acreditava ser possível mudar a identidade sexual de alguém - como esses caras acham que é possível mudar a identidade sexual de uma criança ao falar sobre homo, bi, transexualidade.
O caso David Reimer ficou conhecido pois o garoto sofreu uma mutilação numa cirurgia mal feita de fimose e perdeu a genitália masculina. Para o Dr. Money, seria menos dolorido para ele e para a família que o garoto se tornasse garota e para ele isso era possível. Era só trocar as roupas dele de menino por roupas de menina, brinquedos de menina, coisas de menina, educá-lo como menina e nunca falar a respeito do seu passado de menino. O resultado? Reimer suicidou-se pois nunca aceitou a identidade feminina mesmo quando criança. Nunca aceitou ser estimulado como menina, educado como menina, vestido como menina, forçado a ser menina. É o que defendemos: não se cura o que não é doença, não se muda sexualidade de ninguém.

O que eu acho engraçado é que os caras que falam sobre ideologia de gênero, equivocadamente, para negar o diálogo sobre identidade de gênero, usam este caso para desacreditar os estudos de gênero - não sei se consigo entender - parece que, pelo estudo de gênero do Dr. Money ter dado muito ruim os caras acham que não se pode desenvolver nenhum tipo de estudo sobre gênero. Mas desenvolver cura gay e 'reversão' pode... sei lá né??? vai entender...

E é muito doido! Se eles conhecem o Caso Reimer eles sabem que não tem justificativa NENHUMA para se evitar falar sobre sexualidade que pode influenciar a criança... ¬¬" O Caso Reimer prova que não tem problema algum mas nesse caso, eles fingem que não vêem.
Mas na hora de condenar estudos de gênero, os caras usam o Caso Reimer como se identidade de gênero fosse muito errado. Não faz nenhum sentido.



sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Big Corn

Hoje ela está a milhão!
Fazendo mil coisas ao mesmo tempo, o cérebro parece que trabalha a todo vapor, as mãos no teclado quase não acompanham a velocidade das ideias. A mente expandiu de tal forma que ela quase perde o controle. Mais um pouco e ela vira uma X-Men ou vira luz rsrsrs

Se tem a ver com o resultado da fuvest q sai em 1 hora? Claro que não! Ela nem chegou perto de passar! Cê acha?
Mas a esperança é a última que morre então... sim, ela tem uma esperancinha de um milagre de acontescência e chegar no seu objetivo deste ano. Seria lindo! Só que a probabilidade não é nula porque o Wesley Safadão plantou aquele 1% na cabeça das pessoas né?

E ela acabou de descobrir que ctrl+ um número qualquer vai direto para outra aba aberta e isso é animal! Ela sempre quis descobrir um comando assim que facilitasse abrir as abas. Uau!

Daí que ela vê uma enquete de possibilidades de votos para deputado estadual. Entre eles está um vereador que tem trabalhado de um jeito bem bacana pra cidade que morou.
E pensa? mas gente, sério que esse povo acha que um vereador de uma cidadezinha vai conseguir se lançar dep. pelo Estado inteiro? Daí ela lembra que um deputado federal que saiu da cidadezinha lançou até o filho pra deputado estadual e começa a pensar sobre as alianças político-narcotraficantes da região e percebe que sim, existe um eixo ali que pode tornar um vereador de uma cidadezinha, um grande deputado estadual e até federal.

Enquanto isso ela pesquisa sobre óleo de abacate, faz lançamentos contábeis de uma empresa de automação industrial, olha o facebook, responde e-mails e não tira fuvest da cabeça.

Pode isso, Arnaldo?


terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Vontadinha... #2

Ela ficou pensando a respeito do que o moço disse.
Era bem verdade que ela estava namorando e, se colocando no lugar dele, era bem fácil de se sentir inseguro, de não querer atrapalhar ou de se sentir carta fora do baralho, claro.

Se ela se sentiria assim? Bom, daí pra pior.
Mas ela não sabia o que dizer.
E ela também estava insegura, afinal o cara ainda assim não tinha deixado claro - como ela achou que tivesse deixado - que era dela, só dela e de mais ninguém e que queria ela, só ela e mais ninguém na vida!

Só que ela era geminiana né? Geminiana até em ascendência então por mais que ela quisesse castigar o guri com um sumiço,um vácuo, um monólogo dele com ele mesmo... Isso também a castigaria. Ela não consegue viver sem saber a resposta. Se tem algo pra descobrir, ela quer ela resposta. Então ela releu aqueles inbox trocados, sentiu um quê de inspiração e foi responder:

_ Você tem razão. Um pouco de razão. Se for analisar... eu já me declarei, já corri feito louca, atravessei a cidade, não medi distância nem hora pra te encontrar. E se você olhar pra nossa distância física, vai ver que seria muito difícil pra mim não te ter por perto. E foi você quem disse um dia: talvez eu me mude pra cá, talvez eu vá estudar na Alemanha! Eu sou insegura sim! Eu sou dependente de afeto, de atenção, de presença! Já sofri pra caralho com a falta disso e não queria sofrer de novo. Saca quando vc encontra alguém perfeito que, de um jeito muito louco, mas muito calmo faz valer aquelas frases clichês de filme: se for pra acontecer, vai acontecer!
Pois é assim que me sinto com relação a você. Tenho comigo uma certeza de que irá acontecer. Mas pra ser assim tão bom, tem que acontecer na medida, na hora certa, sem que eu estrague com minhas inseguranças ou que eu te faça sofrer te prendendo...
Tem uma frase que eu gosto muito numa música que é assim: "Viva todo o seu mundo, sinta toda a liberdade... E quando a hora chegar, volta! Que o nosso Amor está acima das coisas desse mundo!" é assim que me sinto sobre você. Não me preocupo, não morro de ciúmes, não sei como mas não me importo - de um jeito egoísta - de te ter longe de mim pois parece que quando acontecer de estarmos perto um do outro, vai ser perfeito! É só um exercício de paciência. =)
Não sabia se teria resposta. O que viria de resposta e quase morreu de ansiedade!


quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

Vontadinha...

E, um bom tempo depois dela excluir o garoto do Facebook - ela achou que estava idealizando demais, sonhando demais, querendo demais e a vibe não era bem essa pro lado do guri. Resolveu excluir para não mais ver, não mais querer, não mais sentir um quê de uma dúvida qualquer de um relacionamento que acontecia só na cabeça dela, só no platonismo que ela alimentava.

De repente chega uma mensagem inbox:
_ Oi, tá tudo bem? Eu não ia perguntar porque pensei que talvez você não quisesse falar comigo mais mas queria saber se aconteceu alguma coisa...

Ô.Ô Ela gelou e em seguida sentiu suas bochechas fervendo! Deve ter ficado vermelha. A vontade de rir de felicidade bateu e de gargalhar... não podia gargalhar, estava perto de outras pessoas.

_ Oi. Tudo bem sim e com você? Ah sei lá, não foi por mal mas a gente já quase não se falava... sempre eu falava alguma coisa e no mais você curtia... achei que aquele lance que a gente teve talvez tivesse estragado a amizade, sei lá...
_ Nossa! Fiquei preocupado de verdade. Não, eu só não ando tendo tempo de responder todo mundo e acabo perdendo tempo respondendo um pessoal que no final nem compensa. Gostava dos seus comentários, senti sua falta lá.
_ Bom, pelo menos a gente agora tá conversando né? rsrsrs Se eu tivesse ficado por lá, capaz de ser ignorada eternamente porque nunca daria tempo ou vc n teria saco de responder todo mundo e sempre me deixaria lá, 4ever alone!
_ ... É, eu tenho que assumir que poderia ser isso mesmo. Bom, mas tudo bem se eu te re-add?
_ Isso é você que tem que dizer, né bonito? A gente tá bem? A gente vai voltar a conversar numa boa, a gente tem algum lance?
_ Nossa, essa era a conversa q eu queria ter pessoalmente com você. Te fazer essas mesmas perguntas. Pensei, cheguei a ensaiar essa conversa da última vez que estive aí, sabia?
_ Mas afinal, você que é a incógnita! Eu já me declarei, assumi descaradamente que te venero! rs E até achei que foi por isso também que a gente esfriou... e por isso achei melhor me tocar e parar de ser inconveniente, insistente, iludida!
_ Eu não sei o que dizer pra você! É difícil pra mim. A gente tá longe um do outro e você tá namorando! Como você quer que eu assuma alguma coisa que eu não posso assumir?

=/


Another Version

Sabe, as vezes parece que eu substitui minha chatice com preconceito linguístico, para a chatice da mentira e desinformação.

Como tenho me irritado com isso. Não sei se é de analfabetismo funcional, de preguiça ou realmente de alienação, sei lá. Mas tá bem difícil lidar com pessoas que, ou não se aprofundam no que querem falar ou não compreendem ou preconceituam ou repetem uma interpretação errada.

Daí vem aquela coisinha na consciência: para uma dita criatura complexa, será que realmente vc pode considerar a interpretação do outro errada?? E quem é você na fila do pão para isso, garota??


segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Não confie!

Eu e meu pensamentos...

Cá com meus botões, vejo várias garotas 'super decididas, empoderadas, de bem com seus corpos, mostrando que a felicidade não está no que o espelho mostra e tal'... bacana. Acho isso muito legal mesmo quando a gente se ama, gosta do seu corpo e se aceita.

O problema é quando esse discurso da aceitação é da boca pra fora. É quando precisou de mil e quinhentas dietas, entradas e saídas da academia, muito choro e frustração pra conseguir por aquele momento daquela fotinha - o corpo perfeito que você quer exibir e que você se sente bem - sendo que na real, aquele corpo foi suado pra caramba pra você conseguir e que vc sabe que vai ser bem sofrido pra conseguir manter.

Então... que Amor próprio é esse e que aceitação é essa? E que felicidade é essa?

Pelo Amor de Deus, parem! rsrsrs
Ao postar fotinha de uma suposta aceitação de um suposto corpo natural feito de, supostamente, pura felicidade, pra mostrar q vc n tá nem aí pro padrãozinho e pros rótulos... já reparou o quanto vc está contribuindo pra manutenção desse tipo de ideia?

Cara, isso é muito ideia errada!
Não tem nada de fazer as pazes com o seu corpo se o seu corpo está completamente diferente do que era e se vc sofreu horrores pra fingir que tá fazendo as pazes - você tá é desfilando o modelo novo!
Não tem nada de ser feliz com seu próprio corpo se o seu próprio corpo que te deixa feliz, te deixa feliz só praquela fotinha e se você engorda um quilo a mais, não vai ser mais felicidade com o próprio corpo.

Vocês estão na real é reforçando pra vocês que existe um padrão e quanto mais perto do padrão vocês estão, mais 'de bem com seus corpos' vocês estão.

Enquanto ainda está insegura não convém usar falso discurso, só acho...

E não tô dizendo que as minas precisam gostar dos seus corpos a todo custo... não cara, não é isso.
Se obrigar a gostar de um corpo que nada tem a ver com o que vc realmente gosta deve ser triste pra caramba também. E nada que traz essa tristeza, insegurança e insatisfação consigo deve vigorar.
Se você vê felicidade num corpo padrãozinho - vai lá, firme e focada no teu objetivo de felicidade.
Se você vê felicidade no teu corpo magricelo ou gorducho - vai lá, firme e focada, no teu objetivo de felicidade.
Só tomem cuidado com as alegrias efêmeras e explosivas que depois podem gerar frustração.

Every mess you make, every bond you break

Pronto, agora é aqui o esquema!
tudo junto e misturado no meu lugar secretinho que ninguém bisbilhota! ;D

fiz um apanhado do que deu, do que não deu ficou pra trás. Dos rascunhos que tinha, publiquei todos!
E ficará assim... pensamento incompletos, incoerentes e sem sentido... mostrando fases de uma pessoa que passa por revoluções por minuto! rsrsrsrs

Tipo isso.

Aconchegante este lugar!

sábado, 13 de janeiro de 2018

Mim Acher!

Primeira postagem do ano neste bloggitos!

Decretei o fim do outro blog e agora vou me concentra nesse porque eu tô mais na vibe desse aqui.
Já são duas e pouco da manhã e eu ainda preciso limpar a caixa de areia dos gatos.

Estou muito entediada nesses dias que os guris não estão em casa. E tenho apostado bastante na Netflix. Vi Garotas Malvadas, Sintonia do Amor, A Serviço de Sara, uma temporada de uma série q foi cancelada, uma temporada inteira de uma série q parece q vai ter continuidade. Assisti ao primeiro episódio de Ricky and Morty e achei muito apelativo, não gostei.

Tentei ver episódios de PLL mas n tô mais nessa vibe. Terminei de novo Gossip Girl, tentei ver Harf of Dixie mas não baixa, n tem jeito. =(

Agora descobri um filme com o Paul Rudd e vou limpar a areia dos gatos e depois vejo se vejo o filme.

Não sei se comentei nesse ou no outro blog ou em nenhum mas as definições de Homão da Porra Com Quem Eu Me Casaria e Seria Feliz foram atualizadas. Peguei bode do Homem de Ferro. Agora eu tô mais pra Homem Formiga e Hulk. Quer dizer né, toda garota dos anos 90 é Homem Formiga! Desde que Josh Lucas entrou em nossas vidas em As Patricinhas de Beverly Hills! rsrs
E Mark Ruffalo... sinceramente não me recordo quando foi que desenvolvi essa paixonite. Acho que foi na época do fiasco politizado dele dando ares por aqui na nossa política e depois retirando o que dizia... fofo tentando acertar! rsrsrs
E naquele lance 'He is Paul Rudd' foi muito muito muito fofo!

Bom, preciso correr aqui. Na real só precisava registrar. Paul Rudd. Mark Ruffalo. Meus amorzim.

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Deu um nó

Cansei desse blog. Cansei do Facebook. Cansei.

Agora vou continuar a postar minhas doidices noutro blog. Que por sinal já o fiz. Adoro fazer blogs rsrsrsrs

Mas n vou tirar esse do ar. Pelo motivo de: não queria tirar do ar, só queria fechar o público mas o blogger não me permite fechar o público então não quero fechar e não sei tirar do modo público e aí vou só abandoná-lo junto a todo lixo eletrônico que temos na blogosfear'a.

Quando falo sobre lixo eletrônico me lembro do Jude Law em Inteligência Artficial.

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Janeiro

Há alguns dias estou fazendo voto de silêncio rsrs

No serviço, as colegas de trabalho estão de férias. Em casa, os guris estão de férias também.
Todo mundo viajando... No serviço não abro a boca, em casa falo com os gatos, as paredes, canto... Pra não ficar louca, sabe? Ou já ficando...

Mas esse mês começou legal. Fiquei feliz pelas viagens de todos. Fiquei feliz porque a família passou o Natal aqui comigo em casa. Fiquei feliz por ter reencontrado pessoas queridas.

Semana passada marcamos aquele encontro da galera da Unisa.
Cara, como eu mudei dos tempos de Unisa! E como eu saí otária da Unisa, nossa! Eu me odiaria, serio!
Eu era muito trouxinha na Unisa - entrei lá com os valores da mina de Frutal, aquela coisa meio Gossip Girl High School Musical bem adolescente de glórias e humilhações e modas e baphos e popularidade, curtição... queria ter sido melhor na Unisa. Se voltasse atrás teria sido melhor pessoa na unisa.
Quando saí da Unisa, saí pisando em todo mundo, me achando pelos perrengues que eu, unicamente, tinha enfrentado lá e por olhar ao redor com os olhos rancorosos do meu ex.

Fazendo análises disso tudo eu consigo entender essa parada da energia que vibra, energia que volta.
Eu achava que eu era baphônica, super querida pelos que eu queria bem, enturmada, popular e tal, realmente achava que eu tinha mais maturidade que muita gente da minha idade e que muita gente na unisa, mais velho do que eu. Eu vibrava isso. E atraí meu ex. Que eu achava que seria tipo prêmio do Universo por eu ser assim, ter alguém a altura.
A real é que na verdade ele era um tio perdido entre a galera que precisava encontrar um caminho pra se impor e uma guria que se submetesse. Ele não era o tipo de cara que eu achava que era e que eu merecia. Ele era justamente a minha vibração em retorno.

Graças ao advento da internet e graças a minha entrega e busca por entender as coisas loucas, depois deste relacionamento doido eu fui me reconstruindo. Eu estava arrasada, despida de tudo. Precisei reencontrar o que valesse a pena em mim e depositar coisas novas que valessem a pena mas q ainda não estavam por aqui. Me sinto numa versão melhorada. Menos encanada com o que eu quero parecer ser, menos encanada com o que vão pensar e mais aberta para as pessoas independente de validação de alguém.

Lembro que chegaram a fazer um encontro com a galera da unisa e na época meu ex falou que ia ser tipo uma contabilidade de fracassos para que quem se saiu melhor amaciasse seu ego. Eu validei esse argumento e não fomos. Embora umas amigas minhas tenham insistido para eu ir.
Teve gente lá com quem eu quebrei o pau e eu não queria ver e eu validei esse argumento dele. Me sinto tão fantoche sem personalidade!

Sei que meu irmão voltou da Europa, tinha que conhecer a namorada dele e tentamos marcar com as pessoas firmeza. Como calhou de eu ter que organizar o rolê acabou que eu chamei uma galera mais querida minha, claro!
Foi um encontrinho gostoso. Foi bom ter os guris aqui em casa. Foi bom saber que tá todo mundo bem sem contabilizar fracassos ou vitórias, coisa nenhuma.
A gente cresceu, sabe? A gente consegue ser mais que isso naturalmente, olha que sensacional? E talvez os guris até já tivessem essa transcendência que na época eu não tinha. Foi muito bom.
E vamos precisar marcar mais outro. Vai ser ótimo.

A Sombra

Viver dia após dia com medo da própria sombra...
Não significa que todos os dias ela nos atormenta, não.

Mas todos os dias importantes, a gente tem medo dessa nossa sombra tomar conta da gente.
Quem já teve pânico, depressão, ansiedade sabe bem do que estou falando.
Eu sempre falo: não a cura pra isso.
E de saber que não há cura, de reconhecer meus sentimentos, minhas confusões para lidar com tudo isso, eu sei bem que vai me assombrar até o fim da vida.
É como se você tivesse liberado plutônio na atmosfera - n sei se plutônio é radioativo e nem se ele se libera na atmosfera mas achei bonito falar assim - que depois de ter liberado, já eras... serão anos e anos contaminados, alguns em menor grau, outros devastadores! Welcome to my life!

E eu só sei é que não raro, em certos momentos de decisões importantes, necessários de mente focada e tal... eu simplesmente tenho tido prejuízos.
Não sei se descrevi aqui a noite em que tive um revival de pânico. Foi horrível. Estávamos num restaurante bacana japa, sendo super bem atendidos, o local não estava cheio, bem localizado, climatizado, sabe, tudo bacana e do nada veio aquela sensação de mal agouro, quase morte, fim do mundo. Gente, que coisa horrivel.

E sabe o que é pior? O pânico vem do nada em situações que não indicam que vai ter pânico. Tipo a carga de susto fica mil vezes maior né?
E a crise de ansiedade vem naquelas horas que você precisa ter foco e precisa do oposto da ansiedade.
E o medo maior é que, de uma crise de pânico eu fique ansiosa ou que de uma crise de ansiedade eu entre em pânico. Tem noção do tamanho dessa loucura?
E, se acontecer de me frustar o caminho mais previsível é a depressão. Acham pouco?

Como eu diferencio a crise de pânico da crise de ansiedade, além das condições que favorecem uma ou outra?
Bom, o pânico realmente vem do nada. Imagino que seja algo como aqueles calorões de menopausa, saca? E a sensação primeira é de medo, como se algo muito ruim estivesse pra acontecer e fosse impossível de driblar. Essa sensação de medo dá vontade de chorar, os olhos aregalam, a mão fica fria, você fica zonza, tudo parece tomar outra forma (normalmente fica maior, distorcido, distante, difícil) - você perde um pouco a noção de espaço, a cabeça esquenta porque parece que a irrigação sanguínea acelera, você se sente desprotegida. O estômago embrulha e vc n sabe se vc consegue ou quer comer mais.

A ansiedade é diferente, ela vai se anunciando porque aparece em situações muito específicas, na maioria das vezes. Aí vem a inquietação, vem a hiperventilação (no pânico também tem crise de hiperventilação), vem a tremedeira, a sensação de desmaio, a vontade de vomitar, você fica meio acelerada e acaba fazendo as coisas de um jeito meio atrapalhado, deixa as coisas caírem, tropeça, sente vergonha, parece q está sendo julgada, observada o tempo todo e se sente muito mal com isso, se sente vazia e as vezes parece ser fome isso. A tontura parece vir de uma fraqueza, diferente do ficar zonza quando a crise é de pânico.

Bom, estamos enfrentando a segunda fase da fuvest porque eu sou foda e sempre vou pelo menos para as segundas fases da fuvest ou da transferência da usp e aí fica complicado também saber lidar com o ir até a segunda fase... e daí? Daí nada. É a mesma coisa q nada ir até a segunda fase.
E eu não quero mais esse peso. Eu não tenho mais tempo pra perder tentando.

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Fairy Tale is Over

Sam conheceu seu primeiro namorado numa festa. Numa festa completamente improvável.

Depois da decepção com o bv. Passar vários meses na fossa profunda, Sam foi vista numa festa na companhia de pessoas beeem diferentes do habitual.

Uma amiga da mãe de Sam resolveu ir para uma dessas festas tropicais que abrem o verão e que Sam sempre teve vontade de ir. Claro que ela preferia ir com as amigas hermanas da vida toda maaaaas como a coisa se ajeitou em cima da hora e pra mãe das amigas (C. e A. principalmente) deixarem as duas irem, tinha todo um processo, estratégias e tempo! Tempo foi o que faltou nesse momento então, Sam teve que se virar sozinha com isso.
Como era uma festa tradicional, muita gente que Sam conhecia sempre ia. Uma das amigas, a L. já tinha ido várias vezes e provavelmente iria de novo neste ano. Combinaram de se encontrar lá.

Como na cidade de Sam tudo cumpre protocolos e etiquetas - quem era da high society ia para o baile de carro. Quem era ralé ia para o baile de bus. De carro, as pessoas acampavam no lugar, alugavam chalés... de bus tinha hora pra chegar e hora pra ir embora.
Elas foram: Sam, a amiga da mãe e a sobrinha dela. Foram de ônibus.

Ao chegar no lugar do baile, claro que algumas amigas de Sam, sabendo que ela chegaria de bus, sequer fizeram questão de falar com ela, como se não a conhecessem.
Alguns garotos babacas também fizeram o mesmo.
E a amiga da mãe de Sam tinha uma certa 'fama' na cidade. Por trocar relacionamentos por $$, se é que me entendem...
Então a amiga da mãe se jogou numa turma lá - mais velha, mais louca, mais ligada na pagação para a banda que tocava enquanto Sam buscava socializar com quem ainda a conhecia.

Nessas ocasiões que não cumprem nenhuma agenda, Sam se enturmava mais com os garotos do que com as garotas - Sam sempre teve muitos amigos e as garotas vira e mexe se desentendiam.

Sam então ficou com alguns guris do clube e alguns guris da escola, do colegial. Foi findando o baile e ela não tinha onde dormir - ia dormir com uma amiga no carro de um amigo mas essa amiga (L.) simplesmente sumiu. E o bus foi embora. Então Sam teve que caçar um canto para dormir.

Caminhando pelo espaço do camping, alguém a chamou. Ela parou e olhou, reconheceu alguns guris ali - bêbados - que estudaram com ela. Conversou com eles, disse q estava sem lugar para ficar e claro que eles foram super gentis. Ela disse que tinha mais duas amigas e eles cederam espaços nas barracas, prontamente.

Um dos garotos começou a dar em cima de Sam e deitou no seu colo - estava se fazendo de bêbado. Sam era a bêbada e sabe bem quem finge e quem é.

Era como se Sam tivesse adentrado outro mundo: saindo com pessoas com quem nunca teve o costume, indo para uma balada que nunca tinha ido, de um jeito que nunca andou (bus), numa situação que nunca imaginara - ficar a mercê no rolê, conversando com pessoas com quem não falava sempre e estava se divertindo! Isso foi bem interessante.

Na hora de dormir, a amiga da mãe dela foi se divertir com os guris na outra barraca, fazendo a alegria dos garotos que estavam com lanternas de olho na microssaia dela.
Ela e a sobrinha da amiga deitaram na outra barraca com 2 amigos de Sam.
A menina estava morrendo de medo de ser agarrada por um dos garotos mas Sam sabia que se eles quisessem agarrar alguém eles iam querer agarrá-la e não a garota. E ela também sabia que as vezes - quando necessário - fazia a durona e os garotos não se achegariam.

Sam se sentiu atraída pelo guri que queria parecer bêbado e descolado. Ele se deitou ao seu lado.
Quando estavam quase dormindo, alguém jogou um sapo dentro da barraca. Começou a gritaria, a correria... Sam não estava acostumada com tanta infantilidade mais.

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Coisas

E o que separa os discursos:

"ela pode ser o que ela quiser e usar o que ela quiser"

"não sexualize as crianças"

"não a adultização das crianças"

Li o texto do Marcelo Rubens Paiva que fala sobre a bebê barrada no Sesc 24 de Maio por estar com traje impróprio - a bebê estava vestida de Ariel.
E no texto foi levantada a questão do feminismo existir para que aquela bebê-menina pudesse existir, ser o que ela quiser, ter o direito de usar o que ela quiser pois o problema não está na roupa, está na visão perturbada de quem sexualiza uma criança.

E me veio minha luta por essa ideia de não adultizar nossas crianças. Não sou a favor da divisão de coisas de menino e coisas de menina mas sou a favor sim do coisas de criança e coisas de adulto. São outros repertórios, outras percepções, outras alegorias que tornam bem distante o infantil do adulto. E para mim é necessário viver inteiramente cada período precioso da nossa vida.

Acho que foi completamente inapropriado podar a criança de sua liberdade por conta de um traje, da sexualização que um adulto fez sobre a roupa da criança.

Mas acho bem complicado lidar com estes três discursos aí. E na real, nem é essa situação que faz minha cabeça bugar. Sinceramente, o Sesc estava errado e ponto.
Agora, quanto a crianças que são altamente sexualizadas por maquiagens e roupas... aí que vem minha preocupação.
Crianças que são adultizadas pelo uso de química, produtos tóxicos, em concursos de miss... isso pra mim é bem complicado!

A mulher deve ter o direito de ser o que quiser, onde quiser e como quiser sim. E a criança?
A criança também. O problema é a deturpação do que é o desejo da criança, naturalmente dela e o desejo embutido na criança, de acordo com o que ofereceram para ela viver.

Uma menina miss já está completamente condicionada a padrões de beleza e ela vai querer estar deslumbrante, talvez num salto, talvez com uma maquiagem super carregada que a faça parecer uma mini-adulta sim. Mas esse será que é o desejo natural dela? Uma criança adultizada deseja adultização. Uma criança adultizada é uma criança saudável? É uma criança vivendo todo o seu universo infantil?

Bom, precisei escrever sobre pra conseguir delimitar meu discurso rs

Então é isso.
Todo mundo deve ter o direito de ser e estar onde e como quiser. Todo mundo.
Mas devemos voltar nossos olhos para nossa essência e nos livrar de tudo que é imposto sobre nós para nos contectarmos de fato, com nossa identidade.
Não sexualize crianças. Não adultize crianças. Apesar de acreditar que toda pessoa deve, pode ir e vir, estar e ser, onde e como quiser, acredito que a sexualização ou adultização de uma criança é algo bem errado. E não devemos permitir que façam isso com nossas crianças. E isso nada tem a ver com arte nua ou nudez. A nudez não adultiza nem sexualiza - que fique claro.

Olhando pra trás

Sobre o BV

O primeiro beijo de Sam foi horrível. Nossa heroína não fazia ideia do que era beijar, achou aquilo meio nojento de trocar saliva e digamos, preferiu trocar ar. Foi horrível, fiasco puro!
Agora pensando, é compreensível do cara não querer nada com ela depois disso. Até porque o cara não tava apaixonandinho por ela como ela estava por ele. E essa garota sofreu bicas pelo desprezo deste cara. Isso é embaraçoso mas é a real. Na época ela não entendeu. Hoje, mulher crescida, podemos ver que... tá, o cara estava certo. Ela demonizou o cara porque romantizou demais – malditas novelas das 6!

E este primeiro beijo veio num momento de decadência de Sam.
Entre apaixonites agudas, as vezes correspondidas, as vezes não mas nenhuma delas levada a potência do ‘tirar o bv’ – Sam perdeu o bv com um guri do colegial – ela estava na oitava série, muitas gurias já tinha perdido o bv. Na real, Sam e suas amigas eram praticamente as últimas a perder o bv. Nada magnífico.
Ela estava apaixonada pelas referências que um boy migo dava sobre um cara que era seu amigo e que ia chegar de sei lá onde. Na boca do migo, o cara era o máximo!
No carnaval o cara ia chegar. Quando ele chegou, a paixonite bateu forte em Sam. E ela caiu de amores por ele. Esqueceu todos os morzinhos da sua idade e projetou tudo sobre esse cara.

Bêbada como boa Sam é em qualquer evento festivo, ela avistou o boy deitado na calçada da praça – o carnaval rolava solto na praça e como sempre, mirou no cara e foi!
Conversaram sobre várias coisas. Desde vestibular a bandas de rock. E daí rolou... aquilo!
Não dá pra chamar aquilo de beijo. Rsrsrs
E ela nunca falou a respeito disso com nenhuma amiga.

No mesmo momento que ela teve coragem de perder o bv, A. foi conversar com ela e disse q tava a fim de outro guri da turma e que parece que tava rolando. Se Sam achava que rolava.
Sam sempre quis que rolasse algo legal com caras legais pras suas amigas então deu o maior apoio. E no mesmo dia que Sam perdeu o bv, A. também perdeu.


Acontece que não dá nem pra analisar o boy de Sam porque ela realmente estragou qualquer possibilidade de lance. Agora, o boy de A. foi um boy assim bem lixo, aparentemente.

Resumidamente, o boy da A. ficou com ela, falou que gostou e tudo e tal... E depois fez como se nem a conhecesse e depois ainda ficou com outra guria na cara dela e correu atrás dessa guria que nem mesmo existia! Foi uma afronta! A. existia e era lindona, interessante, tudo de bom. Surge uma outra guria qualquer e de repente vira o centro das atenções e ninguém nem sabe de onde veio?