Há alguns dias estou fazendo voto de silêncio rsrs
No serviço, as colegas de trabalho estão de férias. Em casa, os guris estão de férias também.
Todo mundo viajando... No serviço não abro a boca, em casa falo com os gatos, as paredes, canto... Pra não ficar louca, sabe? Ou já ficando...
Mas esse mês começou legal. Fiquei feliz pelas viagens de todos. Fiquei feliz porque a família passou o Natal aqui comigo em casa. Fiquei feliz por ter reencontrado pessoas queridas.
Semana passada marcamos aquele encontro da galera da Unisa.
Cara, como eu mudei dos tempos de Unisa! E como eu saí otária da Unisa, nossa! Eu me odiaria, serio!
Eu era muito trouxinha na Unisa - entrei lá com os valores da mina de Frutal, aquela coisa meio Gossip Girl High School Musical bem adolescente de glórias e humilhações e modas e baphos e popularidade, curtição... queria ter sido melhor na Unisa. Se voltasse atrás teria sido melhor pessoa na unisa.
Quando saí da Unisa, saí pisando em todo mundo, me achando pelos perrengues que eu, unicamente, tinha enfrentado lá e por olhar ao redor com os olhos rancorosos do meu ex.
Fazendo análises disso tudo eu consigo entender essa parada da energia que vibra, energia que volta.
Eu achava que eu era baphônica, super querida pelos que eu queria bem, enturmada, popular e tal, realmente achava que eu tinha mais maturidade que muita gente da minha idade e que muita gente na unisa, mais velho do que eu. Eu vibrava isso. E atraí meu ex. Que eu achava que seria tipo prêmio do Universo por eu ser assim, ter alguém a altura.
A real é que na verdade ele era um tio perdido entre a galera que precisava encontrar um caminho pra se impor e uma guria que se submetesse. Ele não era o tipo de cara que eu achava que era e que eu merecia. Ele era justamente a minha vibração em retorno.
Graças ao advento da internet e graças a minha entrega e busca por entender as coisas loucas, depois deste relacionamento doido eu fui me reconstruindo. Eu estava arrasada, despida de tudo. Precisei reencontrar o que valesse a pena em mim e depositar coisas novas que valessem a pena mas q ainda não estavam por aqui. Me sinto numa versão melhorada. Menos encanada com o que eu quero parecer ser, menos encanada com o que vão pensar e mais aberta para as pessoas independente de validação de alguém.
Lembro que chegaram a fazer um encontro com a galera da unisa e na época meu ex falou que ia ser tipo uma contabilidade de fracassos para que quem se saiu melhor amaciasse seu ego. Eu validei esse argumento e não fomos. Embora umas amigas minhas tenham insistido para eu ir.
Teve gente lá com quem eu quebrei o pau e eu não queria ver e eu validei esse argumento dele. Me sinto tão fantoche sem personalidade!
Sei que meu irmão voltou da Europa, tinha que conhecer a namorada dele e tentamos marcar com as pessoas firmeza. Como calhou de eu ter que organizar o rolê acabou que eu chamei uma galera mais querida minha, claro!
Foi um encontrinho gostoso. Foi bom ter os guris aqui em casa. Foi bom saber que tá todo mundo bem sem contabilizar fracassos ou vitórias, coisa nenhuma.
A gente cresceu, sabe? A gente consegue ser mais que isso naturalmente, olha que sensacional? E talvez os guris até já tivessem essa transcendência que na época eu não tinha. Foi muito bom.
E vamos precisar marcar mais outro. Vai ser ótimo.
Devaneios... Reflexões mais divertidas (ou não) sobre episódios de uma vida normal. Um pouco de verdade, um pouco de mentira, um misto de desejo e sonho. E problematizações! E crises existenciais! Enfim, pensamentos soltos, o lado Odara e o lado Malévola no mesmo lugar porque aqui não precisa explicação! E eu posso ser tudo! ☆Starring: Aline Neves Nakayama☆
Porque Something
Something é uma das melhores dos Beatles. E é uma das melhores músicas do melhor dos Beatles, o George. E Something está presente num dos ...
segunda-feira, 8 de janeiro de 2018
A Sombra
Viver dia após dia com medo da própria sombra...
Não significa que todos os dias ela nos atormenta, não.
Mas todos os dias importantes, a gente tem medo dessa nossa sombra tomar conta da gente.
Quem já teve pânico, depressão, ansiedade sabe bem do que estou falando.
Eu sempre falo: não a cura pra isso.
E de saber que não há cura, de reconhecer meus sentimentos, minhas confusões para lidar com tudo isso, eu sei bem que vai me assombrar até o fim da vida.
É como se você tivesse liberado plutônio na atmosfera - n sei se plutônio é radioativo e nem se ele se libera na atmosfera mas achei bonito falar assim - que depois de ter liberado, já eras... serão anos e anos contaminados, alguns em menor grau, outros devastadores! Welcome to my life!
E eu só sei é que não raro, em certos momentos de decisões importantes, necessários de mente focada e tal... eu simplesmente tenho tido prejuízos.
Não sei se descrevi aqui a noite em que tive um revival de pânico. Foi horrível. Estávamos num restaurante bacana japa, sendo super bem atendidos, o local não estava cheio, bem localizado, climatizado, sabe, tudo bacana e do nada veio aquela sensação de mal agouro, quase morte, fim do mundo. Gente, que coisa horrivel.
E sabe o que é pior? O pânico vem do nada em situações que não indicam que vai ter pânico. Tipo a carga de susto fica mil vezes maior né?
E a crise de ansiedade vem naquelas horas que você precisa ter foco e precisa do oposto da ansiedade.
E o medo maior é que, de uma crise de pânico eu fique ansiosa ou que de uma crise de ansiedade eu entre em pânico. Tem noção do tamanho dessa loucura?
E, se acontecer de me frustar o caminho mais previsível é a depressão. Acham pouco?
Como eu diferencio a crise de pânico da crise de ansiedade, além das condições que favorecem uma ou outra?
Bom, o pânico realmente vem do nada. Imagino que seja algo como aqueles calorões de menopausa, saca? E a sensação primeira é de medo, como se algo muito ruim estivesse pra acontecer e fosse impossível de driblar. Essa sensação de medo dá vontade de chorar, os olhos aregalam, a mão fica fria, você fica zonza, tudo parece tomar outra forma (normalmente fica maior, distorcido, distante, difícil) - você perde um pouco a noção de espaço, a cabeça esquenta porque parece que a irrigação sanguínea acelera, você se sente desprotegida. O estômago embrulha e vc n sabe se vc consegue ou quer comer mais.
A ansiedade é diferente, ela vai se anunciando porque aparece em situações muito específicas, na maioria das vezes. Aí vem a inquietação, vem a hiperventilação (no pânico também tem crise de hiperventilação), vem a tremedeira, a sensação de desmaio, a vontade de vomitar, você fica meio acelerada e acaba fazendo as coisas de um jeito meio atrapalhado, deixa as coisas caírem, tropeça, sente vergonha, parece q está sendo julgada, observada o tempo todo e se sente muito mal com isso, se sente vazia e as vezes parece ser fome isso. A tontura parece vir de uma fraqueza, diferente do ficar zonza quando a crise é de pânico.
Bom, estamos enfrentando a segunda fase da fuvest porque eu sou foda e sempre vou pelo menos para as segundas fases da fuvest ou da transferência da usp e aí fica complicado também saber lidar com o ir até a segunda fase... e daí? Daí nada. É a mesma coisa q nada ir até a segunda fase.
E eu não quero mais esse peso. Eu não tenho mais tempo pra perder tentando.
Não significa que todos os dias ela nos atormenta, não.
Mas todos os dias importantes, a gente tem medo dessa nossa sombra tomar conta da gente.
Quem já teve pânico, depressão, ansiedade sabe bem do que estou falando.
Eu sempre falo: não a cura pra isso.
E de saber que não há cura, de reconhecer meus sentimentos, minhas confusões para lidar com tudo isso, eu sei bem que vai me assombrar até o fim da vida.
É como se você tivesse liberado plutônio na atmosfera - n sei se plutônio é radioativo e nem se ele se libera na atmosfera mas achei bonito falar assim - que depois de ter liberado, já eras... serão anos e anos contaminados, alguns em menor grau, outros devastadores! Welcome to my life!
E eu só sei é que não raro, em certos momentos de decisões importantes, necessários de mente focada e tal... eu simplesmente tenho tido prejuízos.
Não sei se descrevi aqui a noite em que tive um revival de pânico. Foi horrível. Estávamos num restaurante bacana japa, sendo super bem atendidos, o local não estava cheio, bem localizado, climatizado, sabe, tudo bacana e do nada veio aquela sensação de mal agouro, quase morte, fim do mundo. Gente, que coisa horrivel.
E sabe o que é pior? O pânico vem do nada em situações que não indicam que vai ter pânico. Tipo a carga de susto fica mil vezes maior né?
E a crise de ansiedade vem naquelas horas que você precisa ter foco e precisa do oposto da ansiedade.
E o medo maior é que, de uma crise de pânico eu fique ansiosa ou que de uma crise de ansiedade eu entre em pânico. Tem noção do tamanho dessa loucura?
E, se acontecer de me frustar o caminho mais previsível é a depressão. Acham pouco?
Como eu diferencio a crise de pânico da crise de ansiedade, além das condições que favorecem uma ou outra?
Bom, o pânico realmente vem do nada. Imagino que seja algo como aqueles calorões de menopausa, saca? E a sensação primeira é de medo, como se algo muito ruim estivesse pra acontecer e fosse impossível de driblar. Essa sensação de medo dá vontade de chorar, os olhos aregalam, a mão fica fria, você fica zonza, tudo parece tomar outra forma (normalmente fica maior, distorcido, distante, difícil) - você perde um pouco a noção de espaço, a cabeça esquenta porque parece que a irrigação sanguínea acelera, você se sente desprotegida. O estômago embrulha e vc n sabe se vc consegue ou quer comer mais.
A ansiedade é diferente, ela vai se anunciando porque aparece em situações muito específicas, na maioria das vezes. Aí vem a inquietação, vem a hiperventilação (no pânico também tem crise de hiperventilação), vem a tremedeira, a sensação de desmaio, a vontade de vomitar, você fica meio acelerada e acaba fazendo as coisas de um jeito meio atrapalhado, deixa as coisas caírem, tropeça, sente vergonha, parece q está sendo julgada, observada o tempo todo e se sente muito mal com isso, se sente vazia e as vezes parece ser fome isso. A tontura parece vir de uma fraqueza, diferente do ficar zonza quando a crise é de pânico.
Bom, estamos enfrentando a segunda fase da fuvest porque eu sou foda e sempre vou pelo menos para as segundas fases da fuvest ou da transferência da usp e aí fica complicado também saber lidar com o ir até a segunda fase... e daí? Daí nada. É a mesma coisa q nada ir até a segunda fase.
E eu não quero mais esse peso. Eu não tenho mais tempo pra perder tentando.
segunda-feira, 18 de dezembro de 2017
Fairy Tale is Over
Sam conheceu seu primeiro namorado numa festa. Numa festa completamente improvável.
Depois da decepção com o bv. Passar vários meses na fossa profunda, Sam foi vista numa festa na companhia de pessoas beeem diferentes do habitual.
Uma amiga da mãe de Sam resolveu ir para uma dessas festas tropicais que abrem o verão e que Sam sempre teve vontade de ir. Claro que ela preferia ir com as amigas hermanas da vida toda maaaaas como a coisa se ajeitou em cima da hora e pra mãe das amigas (C. e A. principalmente) deixarem as duas irem, tinha todo um processo, estratégias e tempo! Tempo foi o que faltou nesse momento então, Sam teve que se virar sozinha com isso.
Como era uma festa tradicional, muita gente que Sam conhecia sempre ia. Uma das amigas, a L. já tinha ido várias vezes e provavelmente iria de novo neste ano. Combinaram de se encontrar lá.
Como na cidade de Sam tudo cumpre protocolos e etiquetas - quem era da high society ia para o baile de carro. Quem era ralé ia para o baile de bus. De carro, as pessoas acampavam no lugar, alugavam chalés... de bus tinha hora pra chegar e hora pra ir embora.
Elas foram: Sam, a amiga da mãe e a sobrinha dela. Foram de ônibus.
Ao chegar no lugar do baile, claro que algumas amigas de Sam, sabendo que ela chegaria de bus, sequer fizeram questão de falar com ela, como se não a conhecessem.
Alguns garotos babacas também fizeram o mesmo.
E a amiga da mãe de Sam tinha uma certa 'fama' na cidade. Por trocar relacionamentos por $$, se é que me entendem...
Então a amiga da mãe se jogou numa turma lá - mais velha, mais louca, mais ligada na pagação para a banda que tocava enquanto Sam buscava socializar com quem ainda a conhecia.
Nessas ocasiões que não cumprem nenhuma agenda, Sam se enturmava mais com os garotos do que com as garotas - Sam sempre teve muitos amigos e as garotas vira e mexe se desentendiam.
Sam então ficou com alguns guris do clube e alguns guris da escola, do colegial. Foi findando o baile e ela não tinha onde dormir - ia dormir com uma amiga no carro de um amigo mas essa amiga (L.) simplesmente sumiu. E o bus foi embora. Então Sam teve que caçar um canto para dormir.
Caminhando pelo espaço do camping, alguém a chamou. Ela parou e olhou, reconheceu alguns guris ali - bêbados - que estudaram com ela. Conversou com eles, disse q estava sem lugar para ficar e claro que eles foram super gentis. Ela disse que tinha mais duas amigas e eles cederam espaços nas barracas, prontamente.
Um dos garotos começou a dar em cima de Sam e deitou no seu colo - estava se fazendo de bêbado. Sam era a bêbada e sabe bem quem finge e quem é.
Era como se Sam tivesse adentrado outro mundo: saindo com pessoas com quem nunca teve o costume, indo para uma balada que nunca tinha ido, de um jeito que nunca andou (bus), numa situação que nunca imaginara - ficar a mercê no rolê, conversando com pessoas com quem não falava sempre e estava se divertindo! Isso foi bem interessante.
Na hora de dormir, a amiga da mãe dela foi se divertir com os guris na outra barraca, fazendo a alegria dos garotos que estavam com lanternas de olho na microssaia dela.
Ela e a sobrinha da amiga deitaram na outra barraca com 2 amigos de Sam.
A menina estava morrendo de medo de ser agarrada por um dos garotos mas Sam sabia que se eles quisessem agarrar alguém eles iam querer agarrá-la e não a garota. E ela também sabia que as vezes - quando necessário - fazia a durona e os garotos não se achegariam.
Sam se sentiu atraída pelo guri que queria parecer bêbado e descolado. Ele se deitou ao seu lado.
Quando estavam quase dormindo, alguém jogou um sapo dentro da barraca. Começou a gritaria, a correria... Sam não estava acostumada com tanta infantilidade mais.
Depois da decepção com o bv. Passar vários meses na fossa profunda, Sam foi vista numa festa na companhia de pessoas beeem diferentes do habitual.
Uma amiga da mãe de Sam resolveu ir para uma dessas festas tropicais que abrem o verão e que Sam sempre teve vontade de ir. Claro que ela preferia ir com as amigas hermanas da vida toda maaaaas como a coisa se ajeitou em cima da hora e pra mãe das amigas (C. e A. principalmente) deixarem as duas irem, tinha todo um processo, estratégias e tempo! Tempo foi o que faltou nesse momento então, Sam teve que se virar sozinha com isso.
Como era uma festa tradicional, muita gente que Sam conhecia sempre ia. Uma das amigas, a L. já tinha ido várias vezes e provavelmente iria de novo neste ano. Combinaram de se encontrar lá.
Como na cidade de Sam tudo cumpre protocolos e etiquetas - quem era da high society ia para o baile de carro. Quem era ralé ia para o baile de bus. De carro, as pessoas acampavam no lugar, alugavam chalés... de bus tinha hora pra chegar e hora pra ir embora.
Elas foram: Sam, a amiga da mãe e a sobrinha dela. Foram de ônibus.
Ao chegar no lugar do baile, claro que algumas amigas de Sam, sabendo que ela chegaria de bus, sequer fizeram questão de falar com ela, como se não a conhecessem.
Alguns garotos babacas também fizeram o mesmo.
E a amiga da mãe de Sam tinha uma certa 'fama' na cidade. Por trocar relacionamentos por $$, se é que me entendem...
Então a amiga da mãe se jogou numa turma lá - mais velha, mais louca, mais ligada na pagação para a banda que tocava enquanto Sam buscava socializar com quem ainda a conhecia.
Nessas ocasiões que não cumprem nenhuma agenda, Sam se enturmava mais com os garotos do que com as garotas - Sam sempre teve muitos amigos e as garotas vira e mexe se desentendiam.
Sam então ficou com alguns guris do clube e alguns guris da escola, do colegial. Foi findando o baile e ela não tinha onde dormir - ia dormir com uma amiga no carro de um amigo mas essa amiga (L.) simplesmente sumiu. E o bus foi embora. Então Sam teve que caçar um canto para dormir.
Caminhando pelo espaço do camping, alguém a chamou. Ela parou e olhou, reconheceu alguns guris ali - bêbados - que estudaram com ela. Conversou com eles, disse q estava sem lugar para ficar e claro que eles foram super gentis. Ela disse que tinha mais duas amigas e eles cederam espaços nas barracas, prontamente.
Um dos garotos começou a dar em cima de Sam e deitou no seu colo - estava se fazendo de bêbado. Sam era a bêbada e sabe bem quem finge e quem é.
Era como se Sam tivesse adentrado outro mundo: saindo com pessoas com quem nunca teve o costume, indo para uma balada que nunca tinha ido, de um jeito que nunca andou (bus), numa situação que nunca imaginara - ficar a mercê no rolê, conversando com pessoas com quem não falava sempre e estava se divertindo! Isso foi bem interessante.
Na hora de dormir, a amiga da mãe dela foi se divertir com os guris na outra barraca, fazendo a alegria dos garotos que estavam com lanternas de olho na microssaia dela.
Ela e a sobrinha da amiga deitaram na outra barraca com 2 amigos de Sam.
A menina estava morrendo de medo de ser agarrada por um dos garotos mas Sam sabia que se eles quisessem agarrar alguém eles iam querer agarrá-la e não a garota. E ela também sabia que as vezes - quando necessário - fazia a durona e os garotos não se achegariam.
Sam se sentiu atraída pelo guri que queria parecer bêbado e descolado. Ele se deitou ao seu lado.
Quando estavam quase dormindo, alguém jogou um sapo dentro da barraca. Começou a gritaria, a correria... Sam não estava acostumada com tanta infantilidade mais.
sexta-feira, 15 de dezembro de 2017
Coisas
E o que separa os discursos:
"ela pode ser o que ela quiser e usar o que ela quiser"
"não sexualize as crianças"
"não a adultização das crianças"
Li o texto do Marcelo Rubens Paiva que fala sobre a bebê barrada no Sesc 24 de Maio por estar com traje impróprio - a bebê estava vestida de Ariel.
E no texto foi levantada a questão do feminismo existir para que aquela bebê-menina pudesse existir, ser o que ela quiser, ter o direito de usar o que ela quiser pois o problema não está na roupa, está na visão perturbada de quem sexualiza uma criança.
E me veio minha luta por essa ideia de não adultizar nossas crianças. Não sou a favor da divisão de coisas de menino e coisas de menina mas sou a favor sim do coisas de criança e coisas de adulto. São outros repertórios, outras percepções, outras alegorias que tornam bem distante o infantil do adulto. E para mim é necessário viver inteiramente cada período precioso da nossa vida.
Acho que foi completamente inapropriado podar a criança de sua liberdade por conta de um traje, da sexualização que um adulto fez sobre a roupa da criança.
Mas acho bem complicado lidar com estes três discursos aí. E na real, nem é essa situação que faz minha cabeça bugar. Sinceramente, o Sesc estava errado e ponto.
Agora, quanto a crianças que são altamente sexualizadas por maquiagens e roupas... aí que vem minha preocupação.
Crianças que são adultizadas pelo uso de química, produtos tóxicos, em concursos de miss... isso pra mim é bem complicado!
A mulher deve ter o direito de ser o que quiser, onde quiser e como quiser sim. E a criança?
A criança também. O problema é a deturpação do que é o desejo da criança, naturalmente dela e o desejo embutido na criança, de acordo com o que ofereceram para ela viver.
Uma menina miss já está completamente condicionada a padrões de beleza e ela vai querer estar deslumbrante, talvez num salto, talvez com uma maquiagem super carregada que a faça parecer uma mini-adulta sim. Mas esse será que é o desejo natural dela? Uma criança adultizada deseja adultização. Uma criança adultizada é uma criança saudável? É uma criança vivendo todo o seu universo infantil?
Bom, precisei escrever sobre pra conseguir delimitar meu discurso rs
Então é isso.
Todo mundo deve ter o direito de ser e estar onde e como quiser. Todo mundo.
Mas devemos voltar nossos olhos para nossa essência e nos livrar de tudo que é imposto sobre nós para nos contectarmos de fato, com nossa identidade.
Não sexualize crianças. Não adultize crianças. Apesar de acreditar que toda pessoa deve, pode ir e vir, estar e ser, onde e como quiser, acredito que a sexualização ou adultização de uma criança é algo bem errado. E não devemos permitir que façam isso com nossas crianças. E isso nada tem a ver com arte nua ou nudez. A nudez não adultiza nem sexualiza - que fique claro.
"ela pode ser o que ela quiser e usar o que ela quiser"
"não sexualize as crianças"
"não a adultização das crianças"
Li o texto do Marcelo Rubens Paiva que fala sobre a bebê barrada no Sesc 24 de Maio por estar com traje impróprio - a bebê estava vestida de Ariel.
E no texto foi levantada a questão do feminismo existir para que aquela bebê-menina pudesse existir, ser o que ela quiser, ter o direito de usar o que ela quiser pois o problema não está na roupa, está na visão perturbada de quem sexualiza uma criança.
E me veio minha luta por essa ideia de não adultizar nossas crianças. Não sou a favor da divisão de coisas de menino e coisas de menina mas sou a favor sim do coisas de criança e coisas de adulto. São outros repertórios, outras percepções, outras alegorias que tornam bem distante o infantil do adulto. E para mim é necessário viver inteiramente cada período precioso da nossa vida.
Acho que foi completamente inapropriado podar a criança de sua liberdade por conta de um traje, da sexualização que um adulto fez sobre a roupa da criança.
Mas acho bem complicado lidar com estes três discursos aí. E na real, nem é essa situação que faz minha cabeça bugar. Sinceramente, o Sesc estava errado e ponto.
Agora, quanto a crianças que são altamente sexualizadas por maquiagens e roupas... aí que vem minha preocupação.
Crianças que são adultizadas pelo uso de química, produtos tóxicos, em concursos de miss... isso pra mim é bem complicado!
A mulher deve ter o direito de ser o que quiser, onde quiser e como quiser sim. E a criança?
A criança também. O problema é a deturpação do que é o desejo da criança, naturalmente dela e o desejo embutido na criança, de acordo com o que ofereceram para ela viver.
Uma menina miss já está completamente condicionada a padrões de beleza e ela vai querer estar deslumbrante, talvez num salto, talvez com uma maquiagem super carregada que a faça parecer uma mini-adulta sim. Mas esse será que é o desejo natural dela? Uma criança adultizada deseja adultização. Uma criança adultizada é uma criança saudável? É uma criança vivendo todo o seu universo infantil?
Bom, precisei escrever sobre pra conseguir delimitar meu discurso rs
Então é isso.
Todo mundo deve ter o direito de ser e estar onde e como quiser. Todo mundo.
Mas devemos voltar nossos olhos para nossa essência e nos livrar de tudo que é imposto sobre nós para nos contectarmos de fato, com nossa identidade.
Não sexualize crianças. Não adultize crianças. Apesar de acreditar que toda pessoa deve, pode ir e vir, estar e ser, onde e como quiser, acredito que a sexualização ou adultização de uma criança é algo bem errado. E não devemos permitir que façam isso com nossas crianças. E isso nada tem a ver com arte nua ou nudez. A nudez não adultiza nem sexualiza - que fique claro.
Olhando pra trás
Sobre o BV
O primeiro beijo de Sam foi horrível. Nossa heroína não fazia
ideia do que era beijar, achou aquilo meio nojento de trocar saliva e digamos,
preferiu trocar ar. Foi horrível, fiasco puro!
Agora pensando, é compreensível do cara não querer nada com
ela depois disso. Até porque o cara não tava apaixonandinho por ela como ela
estava por ele. E essa garota sofreu bicas pelo desprezo deste cara. Isso é
embaraçoso mas é a real. Na época ela não entendeu. Hoje, mulher crescida,
podemos ver que... tá, o cara estava certo. Ela demonizou o cara porque
romantizou demais – malditas novelas das 6!
E este primeiro beijo veio num momento de decadência de Sam.
Entre apaixonites agudas, as vezes correspondidas, as vezes
não mas nenhuma delas levada a potência do ‘tirar o bv’ – Sam perdeu o bv com
um guri do colegial – ela estava na oitava série, muitas gurias já tinha
perdido o bv. Na real, Sam e suas amigas eram praticamente as últimas a perder
o bv. Nada magnífico.
Ela estava apaixonada pelas referências que um boy migo dava
sobre um cara que era seu amigo e que ia chegar de sei lá onde. Na boca do
migo, o cara era o máximo!
No carnaval o cara ia chegar. Quando ele chegou, a paixonite
bateu forte em Sam. E ela caiu de amores por ele. Esqueceu todos os morzinhos
da sua idade e projetou tudo sobre esse cara.
Bêbada como boa Sam é em qualquer evento festivo, ela
avistou o boy deitado na calçada da praça – o carnaval rolava solto na praça e
como sempre, mirou no cara e foi!
Conversaram sobre várias coisas. Desde vestibular a bandas
de rock. E daí rolou... aquilo!
Não dá pra chamar aquilo de beijo. Rsrsrs
E ela nunca falou a respeito disso com nenhuma amiga.
No mesmo momento que ela teve coragem de perder o bv, A. foi
conversar com ela e disse q tava a fim de outro guri da turma e que parece que
tava rolando. Se Sam achava que rolava.
Sam sempre quis que rolasse algo legal com caras legais pras
suas amigas então deu o maior apoio. E no mesmo dia que Sam perdeu o bv, A.
também perdeu.
Acontece que não dá nem pra analisar o boy de Sam porque ela
realmente estragou qualquer possibilidade de lance. Agora, o boy de A. foi um
boy assim bem lixo, aparentemente.
Resumidamente, o boy da A. ficou com ela, falou que gostou e tudo e tal... E depois fez como se nem a conhecesse e depois ainda ficou com outra guria na cara dela e correu atrás dessa guria que nem mesmo existia! Foi uma afronta! A. existia e era lindona, interessante, tudo de bom. Surge uma outra guria qualquer e de repente vira o centro das atenções e ninguém nem sabe de onde veio?
Dois Mundos
Já começamos com algumas apresentações. Já conhecemos a
segunda casa de Sam: o clube e agora vamos acompanhá-la num dia na escola.
Embora pareça que Sam é um poço de vaidade, na verdade ela é
uma bela mistura do ser mais desleixado do mundo com o ser mais vaidoso da face
da Terra.
Até a sexta série, todos estudam de tarde no colégio. A
partir da sétima, os melhores alunos da sétima estudam de manhã: são só duas
salas. E da oitava em diante, se estuda ou de manhã ou de noite.
Sam faz parte dessa nata inteligente que entrou na sétima
série de manhã.
Ela morava muito perto da escola. Então, se levantava na
hora que o sinal tocava sabendo da tolerância de 10min do portão aberto após o
sinal.
Se levantava correndo, trocava de roupa, escovava os dentes
– nunca penteava o cabelo – pegava o material e saía. As vezes coincidia de
sair e encontrar com algum amigo indo de bike e pegava carona.
Na hora do recreio, ela e as amigas se sentavam perto da
secretaria e conversavam basicamente sobre revistas TodaTeen, Capricho,
Videoclipes, novelas, garotos, horóscopo, cantavam letras de músicas em inglês
que alguém descolava.
Havia rumores de que uma das escolas particulares da cidade
iria fechar. Um golpe que deram nos pais e as escolas públicas ou outras
particulares teriam que se virar pra matricular fora do período habitual,
centenas de alunos de diversas séries. Já era final de ano. Sam nem acreditava
nessa possibilidade e nem estava muito entusiasmada pois seus amigos das
escolas particulares, não estudavam nesta escola.
Na sétima série, a vida era assim. Na escola elas não eram
tão importantes pois eram os bebês do horário da manhã. A partir da oitava as
coisas mudariam pra melhor.
De vez em quando havia algo interessante como uma feira do
verde, uma semana cultural. Sam sempre participava de alguma coisa nesses
eventos mas não gostava de ser destaque. Gostava de ficar na parte de produção
mesmo. A feira do verde era mais voltada para os alunos até a sétima/oitava
série. A semana cultural era mais divertida mas as atividades eram voltadas,
principalmente para a turma do colegial. Nessa época, o colegial era quem
brilhava no período da manhã e as garotas sonhavam ser as novas estrelas do
colégio.
BEM VINDO AO CLUBE
No domingo de manhã é hora de apagar todos os seus pecados
na missa.
Sam e uma amiga sempre preferem a missa de manhã. É o
horário que a missa está mais vazia, não tem desvios de olhares para paquerar
garotos ou competir com outras garotas e ainda ficam bem na fita com as pessoas
mais velhas que acham ‘muito bonitinho’ duas mocinhas se dedicarem a acordar
cedo e ir para missa – diferente daquelas garotas que se empetecam toda para ir
a missa de noite, horário que bomba de jovenzinhos e jovenzinhas que usam a
missa para paquerar e como ponte para um passeio na praça depois da missa.
Sam e sua amiga até levam a sério essa coisa de missa. E é
bom que depois da missa de manhã tem o dia todo para aproveitar. Voltam pra
casa, almoçam com a família e como todo jovem bem colocado socialmente na
cidade, passam o resto do dia no clube da cidade.
Em casa, Sam cumpre bem os contratos sociais – ajuda no
almoço, arrumação da casa, come bem mas não é tão participativa das fofocas e
comparações que são servidas à mesa. Na hora do almoço, Sam está focada mesmo
em qual biquíni colocar, qual roupa usar, se vai de bike ou a pé para o clube.
Arruma suas coisas e vai. Ao chegar no clube se depara com
gurias que são apaixonadas pelo seu melhor amigo – coitadinhas nunca
desconfiarão que o cara é gay apesar de pegar geral – as gurias que são
absurdamente implicantes e competitivas acham que o problema de não ficarem com
o boy é Sam . Muita gente acha que, eles tem um lance escondido, eles tem um lance,
ela escolha as minas que ele fica. Mas a real é que Sam não tem poder nenhum
sobre isso e nunca teve nenhum lance com o boy – apesar de bancar um lance
sempre que alguém duvida da sexualidade do garoto.
Chegaram cedo no clube. Se trocam e vão para a piscina.
Algumas gurias gostam de exibir seus corpos, sensualizando, tomando sol. Sam é
inquieta então mesmo que quisesse ficar ali, torrando no sol, não conseguiria
então se jogam na piscina.
Sam tem que ficar esperta quando os guris não estão no clube
e as gurias estão pois é um risco de morte! Ela já passou por tentativas de
afogamento, humilhação, tombos, boladas, segredos expostos e até ameaças de
surras – as garotas são pro crime e não tem nada a perder, definitivamente!
Elas sabem que Sam está no topo da cadeia dominante então, elas sabem que do
chão não passa e não tem nada a perder absolutamente!
O bom para Sam é que ela é bem quista no clube também. Ela
conversa com os funcionários, as vezes ajuda com algumas tarefas e nisso ela
também se sente segura quanto a uma surra das outras garotas.
Sam sempre olha para o portão de entrada do clube para ver
se algum salvador chega. Alguns boys não gostam de entrar nas disputas das
garotas e são a mesma coisa de nada para Sam. Outros gostam de ver o circo pegar
fogo: meninas de biquíni brigando? Traga a pipoca!
Então Sam tenta manter distância das garotas e se coloca bem
a vista de qualquer testemunha ocular de um crime – se as gurias estão na base
da pirâmide social, ao tentar derrubar Sam puxando o tapete, deixando isso bem
visível significa perder qualquer chance de subir algum degrau.
Ela avista um boy entrando no clube mas não consegue ver
quem é. Ele faz o contorno e se aproxima da área da piscina. Ninguém muito
significante pra vida dela. Na verdade, ela preferia que ele não existisse pois
sempre que tem a chance, ele se declara um verdadeiro boy lixo porém apaixonado
por ela. Um encosto. Esse é o P.
_ Oi Sam! Oi meninas!
_ Oi, P. – e dá um mergulho pra deixar as amigas conversando
com P.
_ Já entro aí! – e vai para o vestiário se trocar.
Sam revira os olhos. Dia perfeito: as gurias prontas para
atacá-la a qualquer momento e P. pronto pra agarrá-la forjando um esbarrão, um
empurrão na fila do toboágua pra cair em cima dela e coisas do tipo. –
Totalmente perdido esse dia se ninguém chegar.
As amigas de Sam adoram P. Não entendem porque Sam não gosta
de P. Na verdade, nem Sam sabe ao certo porque não gosta de P. mas não gosta. E
ele insiste!
P. é um garoto super sociável. Também faz parte da elite.
Toca violão, canta, é super educado, bem quisto entre todas as garotas, os mais
velhos, os guris. Bronzeado lindo, sorriso encantador, de covinhas nas duas
bochechas. Um físico de dar inveja a outros guris... E cai de amores por Sam.
Eles estudam em escolas diferentes: ela é da pública e ele da particular. É bom
aluno, não bebe, super saudável e certinho – talvez seja por isso que Sam não
goste dele. Sam está numa fase de descobertas, liberdade e amores pelos
erradinhos mesmo.
Ele retorna, cumprimenta todas as gurias – as amigas de Sam
e as inimigas de Sam.
De um jeito completamente absurdo, as gurias que odeiam Sam
por conta de R. (amigo gay de Sam) se unem com as que odeiam Sam por conta de
P. Ao invés de bolarem planos para deixar Sam com R. e deixar P. livre pra elas
ou o contrário!
P: _ E aí, vcs já estão de férias?
A: _ Já sim. A gente sempre fecha no 3º semestre pra poder
aproveitar o resto.
C: _ Mas é bom fechar o 4º com nota alta também.
A. e C. são irmãs gêmeas. São CDF’s. São lindas. Sam as tem
como irmãs. Elas se adoram. Vivem juntas, pra baixo e pra cima. Sam não faz a
linha CDF mas se dá bem nos estudos também. Nada como as C. e A. que sempre
fecham no 3º semestre com nota máxima. Sam fecha no 3º semestre aos trancos e
barrancos mesmo. A. e C. não são garotas que costumam passar cola. S. já foi
ameaçada várias vezes por passar e pedir cola. Normalmente mais passa do que
pede. C. e A. são filhas de um professor bem quisto na sociedade, então muitos
professores puxam saco e protegem as garotas. Como S. é queridinha do pai das
garotas e das garotas, ela também se garante com este pacote de bondades.
Sam adora divertir essas garotas e faz de tudo para que C. e
A. fiquem com os guris que se apaixonam. As gurias se aproveitam dessa
facilidade que Sam tem para socializar e acabam pegando beira nas amizades,
desenvolvendo essas paqueras e assim tudo fica bem. Tudo começa com Sam mas as
gurias desenvolvem bem o resto.
Depois de muitas investidas fracassadas de P., Sam avista R.
chegando no clube para sua salvação! Avisa as gurias que vai sair da piscina
para encontrá-lo e saber se os outros guris também estão chegando.
Sam: _ Mas que
droga, isso é hora de chegar? Eu to aturando o P. na piscina há séculos!
R.: _ Almoço
de família, vc sabe bem como é com o pessoal lá de casa. Fomos pra minha avó.
Vc podia almoçar qualquer domingo desses lá na minha avó né? Ela ia gostar de
te conhecer.
Sam: _ Tá de
brincadeira né? As piranhas ali da tua amiga quase me devoraram na piscina.
Olha lá elas olhando pra gente! – e dá tchauzinho para as inimigas que fecham a
cara e fingem que não olharam. Sim! Elas fecham a cara, dando na cara que
olharam e fingem que não olharam para Sam não se sentir importante.
Ela e R. riem da atuação das garotas e vão tomar um
refrigerante. E se sentam perto da piscina.
Sam: _ Vc vai
entrar na piscina?
R.: _Não sei
ainda. A água tá boa?
Sam: _ Até tá. Fala se vc vai entrar que se não for, eu já vou trocar de roupa que não to a fim de ficar de biquíni não.
Sam: _ Até tá. Fala se vc vai entrar que se não for, eu já vou trocar de roupa que não to a fim de ficar de biquíni não.
R.: _ Vai lá
se trocar então, se eu entrar é mais tarde. Quando os guris chegarem.
Sam: _ Eles estão
vindo?
R.: _ Mais
tarde.
Sam: _ Ok. Vou na
piscina avisar as gurias.
Sam deixa R. sentado e vai até a área da piscina, de nariz
empinado – ela gosta de implicar as outras garotas pra mostrar a exclusividade
que tem com R. – e chama as amigas:
Sam: _ Gente, os
guris vem mais tarde. Eu to descendo pra me trocar porque o R. não quer entrar
na piscina e eu não quero mais nadar (olhando pro P. pra mostrar o motivo),
depois, quando os guris chegarem, a gente entra de novo.
C. e A. saem da piscina também e Sam volta a se sentar ao
lado de R.
Quando as garotas saem do vestiário vão todas para o
gramado. Sam está indo em direção a lata de lixo para jogar sua latinha quando
P., que está saindo da piscina a chama:
P.: _ Sam!
Sam para, respira, joga a latinha no lixo e se volta com um
sorrisinho para P.
P.: _ Vc
sempre fica ao redor do R. mas eu sei que vcs nunca ficaram. Vcs nunca vão
ficar. Vc sabe o tipo de garota que ele gosta. N sei pq vc fica atrás dele e
aceita isso tudo. Ele te usa. Vc podia olhar para os outros guris q realmente
gostam de vc e querem ficar com vc. Ficar só ficar não. Namorariam c/ vc.
Sam: _ P. valeu
pela consideração, pelo conselho (rindo) mas eu e R. somos só amigos e eu não
tenho a menor pretensão de ficar com ele. Ele só me faz companhia, me entende,
a gente ri junto, troca segredos e só.
P.: _ Não é só
isso. Vc gosta dele. Mas ele só te pisa. E vc vive se rastejando atrás dele.
Daí que o garoto usou a palavra ‘rastejando’ e Sam não ouviu
mais nada. Onde na história da humanidade Sam se rastejaria por alguém??? Ela
sorri não fala mais nada e vai em direção as amigas.
Chegando lá as garotas com sorrisinhos e um HUUUUUUUMMMM –
Sam não tem mais paciência para este dia. R. que sabe q a vida tá um saco pra
ela ri da situação.
L. chega com a prima dela no clube. Por algum motivo insano
os pais de L. preferem que ela vá ao clube com a prima do que com as amigas da
idade dela. A prima é um pouco mais velha e usa L. para ir ao clube se fazendo
de santa. Chega no clube, ela logo vai embora com algum guri de carro e L. fica
com as amigas.
L. foi uma transformação em forma de gente! Antes de andar
com Sam ela ia pra igreja, festas de família, escola e só. Com a amizade com
Sam passou a frequentar o clube que a mãe pagava e ela nem ia, passou a visitar
as amigas e sair a noite. Ela era bem quieta e começou a se soltar. Começou a
beber. Era linda. Começou a se descobrir linda. Tinha vergonha de gostar das
coisas como boybands, falar que fulano ou ciclano eram bonitos, de comentar
sobre Malhação – tinha vergonha dessas futilidades de adolescentes – e ao andar
com as garotas se soltou bastante desses pudores todos.
L.: _Vocês
não vão nadar? Tá tão quente!
C.: _ A gente
já nadou. A Sam quis sair porque o R. não queria entrar e a gente saiu também.
L.: _ Sam, vc
viu q o P. tá aí?
Sam: _ Não só vi
como tive que aturar sermão dele também. Acredita que ele veio me falar pra
parar de querer qualquer coisa com o R.? Q o R. me usa e não vai ficar comigo
nunca!
R. que está sentado na grama ao lado de Sam que se levantou
para cumprimentar L. fala:
R.: _ Mas vc é
a mina q eu mais fico! Rsrsrsrs – agarra Sam que cai em seu colo morrendo de
rir.
Nisso P. passa por eles e R. grita:
R.: _ Ela que
não quer ficar comigo, eu agarro ela a força mas ela ri da minha cara!
P. fica puto e sai de perto. Em seguida passam as inimigas
de Sam e quase sobem pelas paredes ao se deparar com a cena: Sam no colo de R.
e ele dizendo que quer ficar com ela mas ela não.
Sam ri mais ainda. As amigas morrem de rir também. L. fica
preocupada com a segurança da amiga perante as inimigas.
As inimigas entram no ginásio e saem com uma bola de vôlei.
J¹ é uma das inimigas clássicas de Sam. Elas sempre
estudaram juntas. Eram amigas. Assim que Sam chegou na cidade, andavam juntas:
Sam, J. e J¹. Daí Sam conheceu C. e A. por intermédio de J. e passaram a andar
juntas. J e J¹ brigaram e assim J pediu que as amigas escolhessem andar com ela
ou J¹. J¹ foi expulsa da turma. Pouco tempo depois, os interesses de J pelos
garotos parecem ter virado um vício e aí não tinham mais outro assunto e tudo
ficou muito boring. Nisso, Sam apresentou J a sua prima, JR. e elas viraram
BFF’s. Aí elas passaram a andar juntas e Sam ficou só com C. e A. até aparecer
L. que integrou o quarteto fantástico.
Sam acha que, por terem escolhido J a ela, J¹ tenha ficado
com raiva e depois ela ainda virou amiga de uma garota completamente obcecada
pelo R. que chegou a fazer ameaças constantes a Sam.
Ao ver as garotas com a bola, Sam já imaginou que seria
armação mas não fazia ideia do que as garotas fariam. Se levantou do colo de R.
dizendo: Lá vem...
Não demorou muito, elas pediram licença para jogar bola onde
o pessoal descansava por ser o único lugar com sombra.
Sam peitou as garotas:
Sam: _ Meu, tem o
ginásio, a quadra de vôlei, a de basquete, o campo de futebol, trocentos outros
lugares pra vcs jogarem bola e vcs querem jogar justamente onde já tem gente?
Vcs n tem vergonha?
Então R. viu que as garotas ficaram furiosas e se precipitou:
R.: _ Deixa,
deixa, deixa... Sam. Vamos sentar no banco ali do lado que também tem sombra.
Deixa as meninas jogarem bola.
Se levantaram e foram para o banco quase ao lado de onde
estavam. Não demorou muito e Sam leva uma bolada com força nas costas. As
inimigas caem na gargalhada. As amigas de Sam riem e R. também ri. Sam está
possessa!
J¹.: (rindo)_
Ai, desculpa aí, Sam!
Sam.: _ Isso é o que
vcs conseguem fazer pra chamar atenção do R.? É sério q vcs acham q assim ele
vai gostar de vcs? Melhorem! Vamos voltar pra piscina, meninas. Lá tá melhor
frequentado do que aqui.
R. ainda rindo olha pras inimigas, balança a cabeça, abraça
Sam e seguem pra piscina.
R.: _ Doeu? Te
machucou?
Uma das inimigas, a que
está com a bola, dá um soco na bola e a joga longe, de raiva. Sam wins mais uma
vez! Rsrsrs
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