Porque Something

Something é uma das melhores dos Beatles. E é uma das melhores músicas do melhor dos Beatles, o George. E Something está presente num dos ...

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Every mess you make, every bond you break

Pronto, agora é aqui o esquema!
tudo junto e misturado no meu lugar secretinho que ninguém bisbilhota! ;D

fiz um apanhado do que deu, do que não deu ficou pra trás. Dos rascunhos que tinha, publiquei todos!
E ficará assim... pensamento incompletos, incoerentes e sem sentido... mostrando fases de uma pessoa que passa por revoluções por minuto! rsrsrsrs

Tipo isso.

Aconchegante este lugar!

sábado, 13 de janeiro de 2018

Mim Acher!

Primeira postagem do ano neste bloggitos!

Decretei o fim do outro blog e agora vou me concentra nesse porque eu tô mais na vibe desse aqui.
Já são duas e pouco da manhã e eu ainda preciso limpar a caixa de areia dos gatos.

Estou muito entediada nesses dias que os guris não estão em casa. E tenho apostado bastante na Netflix. Vi Garotas Malvadas, Sintonia do Amor, A Serviço de Sara, uma temporada de uma série q foi cancelada, uma temporada inteira de uma série q parece q vai ter continuidade. Assisti ao primeiro episódio de Ricky and Morty e achei muito apelativo, não gostei.

Tentei ver episódios de PLL mas n tô mais nessa vibe. Terminei de novo Gossip Girl, tentei ver Harf of Dixie mas não baixa, n tem jeito. =(

Agora descobri um filme com o Paul Rudd e vou limpar a areia dos gatos e depois vejo se vejo o filme.

Não sei se comentei nesse ou no outro blog ou em nenhum mas as definições de Homão da Porra Com Quem Eu Me Casaria e Seria Feliz foram atualizadas. Peguei bode do Homem de Ferro. Agora eu tô mais pra Homem Formiga e Hulk. Quer dizer né, toda garota dos anos 90 é Homem Formiga! Desde que Josh Lucas entrou em nossas vidas em As Patricinhas de Beverly Hills! rsrs
E Mark Ruffalo... sinceramente não me recordo quando foi que desenvolvi essa paixonite. Acho que foi na época do fiasco politizado dele dando ares por aqui na nossa política e depois retirando o que dizia... fofo tentando acertar! rsrsrs
E naquele lance 'He is Paul Rudd' foi muito muito muito fofo!

Bom, preciso correr aqui. Na real só precisava registrar. Paul Rudd. Mark Ruffalo. Meus amorzim.

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Deu um nó

Cansei desse blog. Cansei do Facebook. Cansei.

Agora vou continuar a postar minhas doidices noutro blog. Que por sinal já o fiz. Adoro fazer blogs rsrsrsrs

Mas n vou tirar esse do ar. Pelo motivo de: não queria tirar do ar, só queria fechar o público mas o blogger não me permite fechar o público então não quero fechar e não sei tirar do modo público e aí vou só abandoná-lo junto a todo lixo eletrônico que temos na blogosfear'a.

Quando falo sobre lixo eletrônico me lembro do Jude Law em Inteligência Artficial.

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Janeiro

Há alguns dias estou fazendo voto de silêncio rsrs

No serviço, as colegas de trabalho estão de férias. Em casa, os guris estão de férias também.
Todo mundo viajando... No serviço não abro a boca, em casa falo com os gatos, as paredes, canto... Pra não ficar louca, sabe? Ou já ficando...

Mas esse mês começou legal. Fiquei feliz pelas viagens de todos. Fiquei feliz porque a família passou o Natal aqui comigo em casa. Fiquei feliz por ter reencontrado pessoas queridas.

Semana passada marcamos aquele encontro da galera da Unisa.
Cara, como eu mudei dos tempos de Unisa! E como eu saí otária da Unisa, nossa! Eu me odiaria, serio!
Eu era muito trouxinha na Unisa - entrei lá com os valores da mina de Frutal, aquela coisa meio Gossip Girl High School Musical bem adolescente de glórias e humilhações e modas e baphos e popularidade, curtição... queria ter sido melhor na Unisa. Se voltasse atrás teria sido melhor pessoa na unisa.
Quando saí da Unisa, saí pisando em todo mundo, me achando pelos perrengues que eu, unicamente, tinha enfrentado lá e por olhar ao redor com os olhos rancorosos do meu ex.

Fazendo análises disso tudo eu consigo entender essa parada da energia que vibra, energia que volta.
Eu achava que eu era baphônica, super querida pelos que eu queria bem, enturmada, popular e tal, realmente achava que eu tinha mais maturidade que muita gente da minha idade e que muita gente na unisa, mais velho do que eu. Eu vibrava isso. E atraí meu ex. Que eu achava que seria tipo prêmio do Universo por eu ser assim, ter alguém a altura.
A real é que na verdade ele era um tio perdido entre a galera que precisava encontrar um caminho pra se impor e uma guria que se submetesse. Ele não era o tipo de cara que eu achava que era e que eu merecia. Ele era justamente a minha vibração em retorno.

Graças ao advento da internet e graças a minha entrega e busca por entender as coisas loucas, depois deste relacionamento doido eu fui me reconstruindo. Eu estava arrasada, despida de tudo. Precisei reencontrar o que valesse a pena em mim e depositar coisas novas que valessem a pena mas q ainda não estavam por aqui. Me sinto numa versão melhorada. Menos encanada com o que eu quero parecer ser, menos encanada com o que vão pensar e mais aberta para as pessoas independente de validação de alguém.

Lembro que chegaram a fazer um encontro com a galera da unisa e na época meu ex falou que ia ser tipo uma contabilidade de fracassos para que quem se saiu melhor amaciasse seu ego. Eu validei esse argumento e não fomos. Embora umas amigas minhas tenham insistido para eu ir.
Teve gente lá com quem eu quebrei o pau e eu não queria ver e eu validei esse argumento dele. Me sinto tão fantoche sem personalidade!

Sei que meu irmão voltou da Europa, tinha que conhecer a namorada dele e tentamos marcar com as pessoas firmeza. Como calhou de eu ter que organizar o rolê acabou que eu chamei uma galera mais querida minha, claro!
Foi um encontrinho gostoso. Foi bom ter os guris aqui em casa. Foi bom saber que tá todo mundo bem sem contabilizar fracassos ou vitórias, coisa nenhuma.
A gente cresceu, sabe? A gente consegue ser mais que isso naturalmente, olha que sensacional? E talvez os guris até já tivessem essa transcendência que na época eu não tinha. Foi muito bom.
E vamos precisar marcar mais outro. Vai ser ótimo.

A Sombra

Viver dia após dia com medo da própria sombra...
Não significa que todos os dias ela nos atormenta, não.

Mas todos os dias importantes, a gente tem medo dessa nossa sombra tomar conta da gente.
Quem já teve pânico, depressão, ansiedade sabe bem do que estou falando.
Eu sempre falo: não a cura pra isso.
E de saber que não há cura, de reconhecer meus sentimentos, minhas confusões para lidar com tudo isso, eu sei bem que vai me assombrar até o fim da vida.
É como se você tivesse liberado plutônio na atmosfera - n sei se plutônio é radioativo e nem se ele se libera na atmosfera mas achei bonito falar assim - que depois de ter liberado, já eras... serão anos e anos contaminados, alguns em menor grau, outros devastadores! Welcome to my life!

E eu só sei é que não raro, em certos momentos de decisões importantes, necessários de mente focada e tal... eu simplesmente tenho tido prejuízos.
Não sei se descrevi aqui a noite em que tive um revival de pânico. Foi horrível. Estávamos num restaurante bacana japa, sendo super bem atendidos, o local não estava cheio, bem localizado, climatizado, sabe, tudo bacana e do nada veio aquela sensação de mal agouro, quase morte, fim do mundo. Gente, que coisa horrivel.

E sabe o que é pior? O pânico vem do nada em situações que não indicam que vai ter pânico. Tipo a carga de susto fica mil vezes maior né?
E a crise de ansiedade vem naquelas horas que você precisa ter foco e precisa do oposto da ansiedade.
E o medo maior é que, de uma crise de pânico eu fique ansiosa ou que de uma crise de ansiedade eu entre em pânico. Tem noção do tamanho dessa loucura?
E, se acontecer de me frustar o caminho mais previsível é a depressão. Acham pouco?

Como eu diferencio a crise de pânico da crise de ansiedade, além das condições que favorecem uma ou outra?
Bom, o pânico realmente vem do nada. Imagino que seja algo como aqueles calorões de menopausa, saca? E a sensação primeira é de medo, como se algo muito ruim estivesse pra acontecer e fosse impossível de driblar. Essa sensação de medo dá vontade de chorar, os olhos aregalam, a mão fica fria, você fica zonza, tudo parece tomar outra forma (normalmente fica maior, distorcido, distante, difícil) - você perde um pouco a noção de espaço, a cabeça esquenta porque parece que a irrigação sanguínea acelera, você se sente desprotegida. O estômago embrulha e vc n sabe se vc consegue ou quer comer mais.

A ansiedade é diferente, ela vai se anunciando porque aparece em situações muito específicas, na maioria das vezes. Aí vem a inquietação, vem a hiperventilação (no pânico também tem crise de hiperventilação), vem a tremedeira, a sensação de desmaio, a vontade de vomitar, você fica meio acelerada e acaba fazendo as coisas de um jeito meio atrapalhado, deixa as coisas caírem, tropeça, sente vergonha, parece q está sendo julgada, observada o tempo todo e se sente muito mal com isso, se sente vazia e as vezes parece ser fome isso. A tontura parece vir de uma fraqueza, diferente do ficar zonza quando a crise é de pânico.

Bom, estamos enfrentando a segunda fase da fuvest porque eu sou foda e sempre vou pelo menos para as segundas fases da fuvest ou da transferência da usp e aí fica complicado também saber lidar com o ir até a segunda fase... e daí? Daí nada. É a mesma coisa q nada ir até a segunda fase.
E eu não quero mais esse peso. Eu não tenho mais tempo pra perder tentando.

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Fairy Tale is Over

Sam conheceu seu primeiro namorado numa festa. Numa festa completamente improvável.

Depois da decepção com o bv. Passar vários meses na fossa profunda, Sam foi vista numa festa na companhia de pessoas beeem diferentes do habitual.

Uma amiga da mãe de Sam resolveu ir para uma dessas festas tropicais que abrem o verão e que Sam sempre teve vontade de ir. Claro que ela preferia ir com as amigas hermanas da vida toda maaaaas como a coisa se ajeitou em cima da hora e pra mãe das amigas (C. e A. principalmente) deixarem as duas irem, tinha todo um processo, estratégias e tempo! Tempo foi o que faltou nesse momento então, Sam teve que se virar sozinha com isso.
Como era uma festa tradicional, muita gente que Sam conhecia sempre ia. Uma das amigas, a L. já tinha ido várias vezes e provavelmente iria de novo neste ano. Combinaram de se encontrar lá.

Como na cidade de Sam tudo cumpre protocolos e etiquetas - quem era da high society ia para o baile de carro. Quem era ralé ia para o baile de bus. De carro, as pessoas acampavam no lugar, alugavam chalés... de bus tinha hora pra chegar e hora pra ir embora.
Elas foram: Sam, a amiga da mãe e a sobrinha dela. Foram de ônibus.

Ao chegar no lugar do baile, claro que algumas amigas de Sam, sabendo que ela chegaria de bus, sequer fizeram questão de falar com ela, como se não a conhecessem.
Alguns garotos babacas também fizeram o mesmo.
E a amiga da mãe de Sam tinha uma certa 'fama' na cidade. Por trocar relacionamentos por $$, se é que me entendem...
Então a amiga da mãe se jogou numa turma lá - mais velha, mais louca, mais ligada na pagação para a banda que tocava enquanto Sam buscava socializar com quem ainda a conhecia.

Nessas ocasiões que não cumprem nenhuma agenda, Sam se enturmava mais com os garotos do que com as garotas - Sam sempre teve muitos amigos e as garotas vira e mexe se desentendiam.

Sam então ficou com alguns guris do clube e alguns guris da escola, do colegial. Foi findando o baile e ela não tinha onde dormir - ia dormir com uma amiga no carro de um amigo mas essa amiga (L.) simplesmente sumiu. E o bus foi embora. Então Sam teve que caçar um canto para dormir.

Caminhando pelo espaço do camping, alguém a chamou. Ela parou e olhou, reconheceu alguns guris ali - bêbados - que estudaram com ela. Conversou com eles, disse q estava sem lugar para ficar e claro que eles foram super gentis. Ela disse que tinha mais duas amigas e eles cederam espaços nas barracas, prontamente.

Um dos garotos começou a dar em cima de Sam e deitou no seu colo - estava se fazendo de bêbado. Sam era a bêbada e sabe bem quem finge e quem é.

Era como se Sam tivesse adentrado outro mundo: saindo com pessoas com quem nunca teve o costume, indo para uma balada que nunca tinha ido, de um jeito que nunca andou (bus), numa situação que nunca imaginara - ficar a mercê no rolê, conversando com pessoas com quem não falava sempre e estava se divertindo! Isso foi bem interessante.

Na hora de dormir, a amiga da mãe dela foi se divertir com os guris na outra barraca, fazendo a alegria dos garotos que estavam com lanternas de olho na microssaia dela.
Ela e a sobrinha da amiga deitaram na outra barraca com 2 amigos de Sam.
A menina estava morrendo de medo de ser agarrada por um dos garotos mas Sam sabia que se eles quisessem agarrar alguém eles iam querer agarrá-la e não a garota. E ela também sabia que as vezes - quando necessário - fazia a durona e os garotos não se achegariam.

Sam se sentiu atraída pelo guri que queria parecer bêbado e descolado. Ele se deitou ao seu lado.
Quando estavam quase dormindo, alguém jogou um sapo dentro da barraca. Começou a gritaria, a correria... Sam não estava acostumada com tanta infantilidade mais.

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Coisas

E o que separa os discursos:

"ela pode ser o que ela quiser e usar o que ela quiser"

"não sexualize as crianças"

"não a adultização das crianças"

Li o texto do Marcelo Rubens Paiva que fala sobre a bebê barrada no Sesc 24 de Maio por estar com traje impróprio - a bebê estava vestida de Ariel.
E no texto foi levantada a questão do feminismo existir para que aquela bebê-menina pudesse existir, ser o que ela quiser, ter o direito de usar o que ela quiser pois o problema não está na roupa, está na visão perturbada de quem sexualiza uma criança.

E me veio minha luta por essa ideia de não adultizar nossas crianças. Não sou a favor da divisão de coisas de menino e coisas de menina mas sou a favor sim do coisas de criança e coisas de adulto. São outros repertórios, outras percepções, outras alegorias que tornam bem distante o infantil do adulto. E para mim é necessário viver inteiramente cada período precioso da nossa vida.

Acho que foi completamente inapropriado podar a criança de sua liberdade por conta de um traje, da sexualização que um adulto fez sobre a roupa da criança.

Mas acho bem complicado lidar com estes três discursos aí. E na real, nem é essa situação que faz minha cabeça bugar. Sinceramente, o Sesc estava errado e ponto.
Agora, quanto a crianças que são altamente sexualizadas por maquiagens e roupas... aí que vem minha preocupação.
Crianças que são adultizadas pelo uso de química, produtos tóxicos, em concursos de miss... isso pra mim é bem complicado!

A mulher deve ter o direito de ser o que quiser, onde quiser e como quiser sim. E a criança?
A criança também. O problema é a deturpação do que é o desejo da criança, naturalmente dela e o desejo embutido na criança, de acordo com o que ofereceram para ela viver.

Uma menina miss já está completamente condicionada a padrões de beleza e ela vai querer estar deslumbrante, talvez num salto, talvez com uma maquiagem super carregada que a faça parecer uma mini-adulta sim. Mas esse será que é o desejo natural dela? Uma criança adultizada deseja adultização. Uma criança adultizada é uma criança saudável? É uma criança vivendo todo o seu universo infantil?

Bom, precisei escrever sobre pra conseguir delimitar meu discurso rs

Então é isso.
Todo mundo deve ter o direito de ser e estar onde e como quiser. Todo mundo.
Mas devemos voltar nossos olhos para nossa essência e nos livrar de tudo que é imposto sobre nós para nos contectarmos de fato, com nossa identidade.
Não sexualize crianças. Não adultize crianças. Apesar de acreditar que toda pessoa deve, pode ir e vir, estar e ser, onde e como quiser, acredito que a sexualização ou adultização de uma criança é algo bem errado. E não devemos permitir que façam isso com nossas crianças. E isso nada tem a ver com arte nua ou nudez. A nudez não adultiza nem sexualiza - que fique claro.