Eu não sei bem como as pessoas me vêem mas certamente elas não me enxergam da maneira como eu realmente sou.
Acho que por muitos lá em minas eu sou vadia. Muita gente conhece os caras que ficavam comigo e normalmente a gente ficava 'pra valer'!
Sei que a minha lista é extensa mas não há de ser tão grande quanto a que contam por lá. Mas nem ligo. Sinceramente, não ligo pra fama que carrego - ou não. Quando estou lá, estou tão focada na casa, em mim, na conexão com a natureza que é tão escassa aqui em SP. E aqui eu tenho, invento, encontro quantos amores e trepadas boas eu quiser - estou namorando agora então nem tô procurando mas eu sei que é só dobrar a esquina que se encontra sim. - o que eu quero dizer é que romance é o que eu não procuro em minas mais. Nem aceitação. Nem fama. Nem destaque em qualquer coisa não. Lá é meu descanso. Meu spa, meu mundinho particular de relaxamento.
Eu não sou uma mina que trai. Pelas péssimas experiências que tive, acho que jamais serei essa mina.
Hoje eu estou bem certa do que eu quero de romance, com quem eu quero estar. Não significa que eu seja a pessoa super bem resolvida e realizada nessa área da vida - em nenhuma área na verdade. Simplesmente quero dizer que eu estou bem como eu estou. Que não busco mais nada. Sei do toque que eu gosto, sei de como eu gosto de beijar, onde eu gosto de ir, que tipo de programação eu curto. Estou tranquila comigo, só isso. Só resolvi aceitar meus gostos e as coisas aqui dentro como 'ok'. Sem precisar da régua dos outros pra medir. Tá ok gostar de Ligetti e gostar de Pablo Vittar rsrs
Tá ok gostar de moda e não gostar também. Tá ok comer coisa chic e gostar e comer coisa pobre e gostar também.
Eu passei muito tempo achando que eu não tinha nada a oferecer. Perdida, tentando me preencher.
Me apeguei a pessoas erradas, falsas, ruins, superficiais, vazias. Me vi experimentando de tudo antes que o mundo acabe. Quase fiz sexo grupal. Misturei ervas e comprimidos e muito álcool na vida.
Me perdi numa aposta. Fui para apês em coberturas que não faço a menor ideia de quem era... Transei com caras que no meio da transa me vi sem saber o nome deles. Encontrava gente nova na balada e já virava miguxos, botecos e ruas... comidas sem procedência alguma...
A pior viagem de todas foi de ácido. Nunca mais tomo ácido na vida!
Mas também, nem tudo foi junk na vida. Também confiei em desconhecidos e descolei lugares firmeza, pessoas bacanas pra vida, me atrevi a a misturar o virtual e o real e conheci gente legal, lugares legais... Histórias... cada história!
Isso assim é a minha vida. Descobertas, loucuras, histórias de gente de todo tipo.
As vezes parece que eu preciso de um relacionamento sério pra não endoidar.
E as vezes fico pensando: quando é que vão perceber que eu sou louca? Família jamais desconfia de tantas sandices na minha vida. Na família e nos amigos próximos, raros os que sabem dessa vida junkie total!
As vezes me sinto a banda podre de Serena Van Der Woodsen rsrsrs - sempre precisando de um relacionamento sério para me salvar.
Devaneios... Reflexões mais divertidas (ou não) sobre episódios de uma vida normal. Um pouco de verdade, um pouco de mentira, um misto de desejo e sonho. E problematizações! E crises existenciais! Enfim, pensamentos soltos, o lado Odara e o lado Malévola no mesmo lugar porque aqui não precisa explicação! E eu posso ser tudo! ☆Starring: Aline Neves Nakayama☆
Porque Something
Something é uma das melhores dos Beatles. E é uma das melhores músicas do melhor dos Beatles, o George. E Something está presente num dos ...
segunda-feira, 4 de dezembro de 2017
sábado, 2 de dezembro de 2017
Porque Something
Something é uma das melhores dos Beatles.
E é uma das melhores músicas do melhor dos Beatles, o George.
E Something está presente num dos melhores filmes da minha vida: As Melhores Coisas do Mundo.
Então, consegue entender a relação de Somenthing e o Melhor na minha vida?
Por isso Something. Porque aqui quero depositar algumas coisas que me deixam feliz. Algumas coisas que me fazem devanear. Alguns devaneios que me fazem feliz.
Aqui então é um cantinho de alguma coisa boa.
Aquele lugar secreto, de segredos, de desejos, de conforto.
De paz mundial, Amor Perfeito, historinhas e romances.
Por muito tempo fiquei com vontade de escrever estas minhas histórias mas por um tempo parecia errado. Parecia errado ser como eu sou, parecia errado querer algo enquanto já tenho outro algo tão bom. Parecia arriscado, caso alguém encontrasse isso por aí... Então lanço aqui, neste cantinho meu, esses pensamentos loucos que me fazem viajar. =)
E é uma das melhores músicas do melhor dos Beatles, o George.
E Something está presente num dos melhores filmes da minha vida: As Melhores Coisas do Mundo.
Então, consegue entender a relação de Somenthing e o Melhor na minha vida?
Por isso Something. Porque aqui quero depositar algumas coisas que me deixam feliz. Algumas coisas que me fazem devanear. Alguns devaneios que me fazem feliz.
Aqui então é um cantinho de alguma coisa boa.
Aquele lugar secreto, de segredos, de desejos, de conforto.
De paz mundial, Amor Perfeito, historinhas e romances.
Por muito tempo fiquei com vontade de escrever estas minhas histórias mas por um tempo parecia errado. Parecia errado ser como eu sou, parecia errado querer algo enquanto já tenho outro algo tão bom. Parecia arriscado, caso alguém encontrasse isso por aí... Então lanço aqui, neste cantinho meu, esses pensamentos loucos que me fazem viajar. =)
Wave
Em meados de 2006-2007 que surgiu um tal de Facebook (na vida dela) e rumores de que o Orkut já eras. Ela acessa a nova rede e tenta se adaptar. Muita coisa em inglês, muita coisa confusa...
_Definitivamente isso não vai vingar! Não tem nada a ver com o Orkut!
- Sugestões de amizade:
_ Vou procurar gente famosa! Olha a Zélia Duncan, o Roberto de Carvalho...
E começa a adicionar um sem-fim de pessoas, famosas e não famosas... sugestões de amizade. Todas.
Época de eleição. Ela gosta de política. Começa a tentar interagir através deste tal de Facebook. O Orkut já não tinha tanta graça... Começa a jogar todos os joguinhos que aparecem... Aos poucos começa a se adaptar com essa nova ferramenta. Abandona o Orkut.
É um pouco embaraçoso mas é preciso dizer.
Nesta fase da vida, ela se encontra num momento político um tanto distante da esquerda. Cabecinha de vento, abandona a velha luta estudantil que chegou a viver na adolescência (Ah a adolescência! Esta a melhor fase da vida dela!) e se apega a ideais conservadores, absorvendo o pensamento do então namorado.
Muito crítica as políticas públicas adotadas pelo presidente, representação maior da esquerda brasileira - ela se acha politizada. Na verdade ela se desconhece bastante. E está num movimento que, lá na frente ela vai perceber, ser de total desprendimento com sua própria identidade.
Eis que o destino se encarrega de colocar suas ideias de encontro com as de um outro guri. A sintonia intelectual e o interesse parece uma faísca que só faz crescer.
Por outro lado, também surge um encantamento especial por outro guri.
De um lado ela tem o Iluminismo. Do outro a rebeldia Punk. E na real ela vive aprisionada a um relacionamento que ela insiste ter algo de bom, ela insiste em se impressionar com idealismos sobre o namorado. Ela tenta acreditar que ele é incrivelmente a mistura ponderada dessas duas personalidades. Ela consegue ver nele um ser político, de críticas coerentes, um ser musical de grande conhecimento, um ser cultural de diversos ares que ela ainda precisa conhecer.
Com o tempo, este romance a faz sofrer absurdamente e então, depois de muitas sessões de terapia, apoio de amigos e familiares, ela se fortalece e retoma o protagonismo de sua vida. É chegada a hora de navegar!
Ela ousou conhecer o garoto punk e percebeu também um certo vazio. Foram bons tempos de beijos, transas, cigarros, vinhos e cervejas, hotéis baratos... Um desejo gritante de não perder a juventude que, para ela não havia tanta urgência assim em vivê-la - ela nunca foi de ansiar mais idade ou menos idade... sempre foi de ir vivendo, vivendo, vivendo... Dos 18 aos 25 foram anos perdidos sim. Mas até os 17 e depois dos 25, retomou o equilíbrio da vida.
Ela é na verdade uma grande mistura de tendências, vontades, releituras, idealizações... é a menina do campo, a menina da metrópole, a apaixonada por folhetins, novelas de época, luta política e arte moderna. Sonha com um grande Amor e também é feminista, gosta de jogar bola na rua e não liga de comprar sapatos e roupas na sessão infantil. Ela sonha alto, tem esperanças. Quer mudar o mundo. Quer inspirar pessoas. Quer aprender e beber de todas as fontes. Desacredita o passado conservador abestado. Se orgulha do nada que é.
Num desses momentos de ódio, provocado pelo ex, do nada teve um afago do guri iluminista. Se assustou. Não esperava isso. E assim mantiveram contato.
Ela em SP, ele no Rio. Ela beirando os 30, ele beirando os 40. Ela perdendo a usp, ele ganhando o mundo. Mas pelo elo estabelecido no Facebook, mantinham uma comunicação saudável e gostosa.
Este é o início de uma das histórias.
Num desses momentos de ódio, provocado pelo ex, do nada teve um afago do guri iluminista. Se assustou. Não esperava isso. E assim mantiveram contato.
Ela em SP, ele no Rio. Ela beirando os 30, ele beirando os 40. Ela perdendo a usp, ele ganhando o mundo. Mas pelo elo estabelecido no Facebook, mantinham uma comunicação saudável e gostosa.
Este é o início de uma das histórias.
quinta-feira, 30 de novembro de 2017
É natural que seja assim...
...Você aí e eu aqui, exatamente aqui
Voltando ao assunto do post anterior porque o post anterior voltou ao assunto do post anterior
É, ontem eu dei uma surtada rsrsrs
Se me arrependo? Não.
Se me arrependo? Talvez um pouco.
Se me arrependo? Acho que vou me arrepender mas ainda não.
Eu não sei vocês mas eu, depois daquele relacionamento abusivo, ando tendo uma bela dificuldade (ainda) de me relacionar com as outras pessoas. É um exercício diário isso de falar oi, bom dia, perguntar as coisas, responder... muitas vezes eu esqueço de responder ou fico sem jeito do que falar e acabo deixando a pessoa no limbo... é um saco isso. Eu não era assim.
Mas, voltando a parte Top Therm, ontem comentei no post do Amor Platônico que era um caso platônico.
A ideia era fazer isso pra ver qual seria a reação. Porque sinceramente, se alguém faz um negócio desses comigo porque eu sou legal com a pessoa e não tô dando mole, é o fim da picada e game over de qualquer tipo de relacionamento né? Exclusão mode on. Seja no post, seja na guria atirada.
Já, se o buraco é mais embaixo e existe um Zing, a pessoa não exclui.
Agora se o lance for da reciprocidade linda, vai haver aquela conversa fora da friendzone né?
Não, eu não acredito em friendzone. Apesar de colocar o guri na friendzone e saber que eu também tô nesse rolê de friendzone perdida lá na vida dele também.
E sobre o Amor Real - sabe, eu estou começando a entender (ou achar que entendo) esse lance de Eu, Tu, Eles. Amo mesmo o Amor Real. É a melhor coisa que eu tenho, que eu já tive. A melhor pessoa de compreensão, cumplicidade, diálogo, transa... rola tudo muito bem. A única coisa que as vezes me deixa frustradona é o lance da falta de objetividade na vida, falta de ação. Que por sinal, ultimamente tem me surpreendido bastante e deixado feliz. Depois de eu quase querer terminar tudo.
Tenho receio que este 'tudo melhorou, tudo vai bem' uma hora exploda e eu perceba que não tá tudo bem coisíssima nenhuma! Mas, enquanto aparentemente vai bem, não tenho do que duvidar, não tenho o que temer, certo? Certo.
E do Amor Platônico? Bom, eu fico feliz de estar na friendzone ainda. Fico feliz de não ter acontecido nenhuma reação - embora ainda seja cedo e eu também demoraria um cadim pra sumir com essa pessoa louca da minha vida - porque se o guri vira pra mim e fala: sabe gata, vamo deixar essa platonice de lado, vamu si amá, vamo abandoná essa friendoze do caceti! - o que eu vou dizer? NÃO! Não porque eu sou uma pessoa ética! Porque eu sou fiel ao guri que está comigo e o Amo sim. E não porque não tá na hora disso não! Quando chegar a hora vou ser dele, ele vai ser meu, se acontecer dessa hora chegar... Levo isso com muita tranquilidade porque sei que agora não é a hora e quem sabe faz a hora, okay??
Ai que atrevida!
Completando o pensamento do post anterior, só queria dizer:
Imaginemos que o aborto seja descriminalizado e a assistência seja dada através do SUS.
Me diga, qual tratamento, acompanhamento, exame, especialidade, emergência no SUS que não passa por triagem.
Então, imaginemos que, o aborto também passará por triagem. Lembra daquela sinalização de PS? Vermelho, Amarelo e Verde? Então. Em que lugar da fila do aborto legal você acha que estaria a moça? E, se o ideal é passar por atendimento especializado como psicológico, de assistência social, como é o que queremos, essa guria estaria pulando algumas etapas, certo?
A gente precisa legalizar isso logo. E tem que ser algo que atenda a toda demanda. Mas não é passar uma mulher na frente de outras por um desespero, um alarde que não dá embasamento legal/burocrático/justo (justo para com as outras mulheres) para isso.
Antes dela, é preciso olhar para a mulher realmente distante de informação e assistência. Realmente abaixo da linha da pobreza. Realmente abandonada, mãe solteira. Realmente sem condições ou acesso para usar métodos anticoncepcionais. Realmente sem estudo, sem formação, sem perspectiva de emprego.
Ao meu ver, o que ela estava implorando ali era um por uma oportunidade de emprego, de melhores condições para mulheres grávidas trabalharem. Se alguma feminista ryca desse emprego a ela, com um salário digno, duvido que ela iria pensar em aborto! - entende a necessidade de assistência psicológica e social?
Eu entendo a negativa da juíza. Eu entendo a necessidade da descriminalização. Eu entendo a necessidade de uma reforma no SUS. Eu não posso ignorar mazelas urgentes e trocar uma luta (mulheres, grávidas, mães e mercado de trabalho) por outra (descriminalização do aborto).
Bom, que saco! Era pra falar sobre outro rolê e acabei voltando no de trás.
Imaginemos que o aborto seja descriminalizado e a assistência seja dada através do SUS.
Me diga, qual tratamento, acompanhamento, exame, especialidade, emergência no SUS que não passa por triagem.
Então, imaginemos que, o aborto também passará por triagem. Lembra daquela sinalização de PS? Vermelho, Amarelo e Verde? Então. Em que lugar da fila do aborto legal você acha que estaria a moça? E, se o ideal é passar por atendimento especializado como psicológico, de assistência social, como é o que queremos, essa guria estaria pulando algumas etapas, certo?
A gente precisa legalizar isso logo. E tem que ser algo que atenda a toda demanda. Mas não é passar uma mulher na frente de outras por um desespero, um alarde que não dá embasamento legal/burocrático/justo (justo para com as outras mulheres) para isso.
Antes dela, é preciso olhar para a mulher realmente distante de informação e assistência. Realmente abaixo da linha da pobreza. Realmente abandonada, mãe solteira. Realmente sem condições ou acesso para usar métodos anticoncepcionais. Realmente sem estudo, sem formação, sem perspectiva de emprego.
Ao meu ver, o que ela estava implorando ali era um por uma oportunidade de emprego, de melhores condições para mulheres grávidas trabalharem. Se alguma feminista ryca desse emprego a ela, com um salário digno, duvido que ela iria pensar em aborto! - entende a necessidade de assistência psicológica e social?
Eu entendo a negativa da juíza. Eu entendo a necessidade da descriminalização. Eu entendo a necessidade de uma reforma no SUS. Eu não posso ignorar mazelas urgentes e trocar uma luta (mulheres, grávidas, mães e mercado de trabalho) por outra (descriminalização do aborto).
Bom, que saco! Era pra falar sobre outro rolê e acabei voltando no de trás.
quarta-feira, 29 de novembro de 2017
Pero...
Cara, eu fico muito puta, mas muito puta com essa política hipster cirandeira! Vontade de mandar pro gulag, sinceramente! rsrsrs
Enfim, vivemos tempos sombrios, blablabla, de perda de direitos, blablabla, avanços conservadores... daí que, ao meu ver, a pauta urgente é a PEC 181 que pode proibir o direito de aborto até mesmo para casos de estupro ou risco a vida da mulher.
O que queremos? Queremos a legalização, o direito de abortar legalmente e ter assistência digna, passível até de reversão dessa ideia, se pans - como acontece no Uruguai, por exemplo.
Daí que vejo que, de um lado a gente tem o sensacionalismo barato que alcança diversas camadas populares mostrando de um jeito bem torto no que incide a descriminalização: crime, pecado, assassinato, homicídio, liberar o aborto como método anticoncepcional, vagabundagem permitida, fim da família...
E do outro lado, gente que tenta tratar direitos na esfera de direitos mesmo, sem religiosidade, sem crime (já que a ciência mostra que não feto não é nem gente e que, dependendo do período de gravidez, nem feto é...), gente que tenta provar que ninguém passaria por uma intervenção cirúrgica como método anticoncepcional e que muitos e muitos casos não tem nem a ver com promiscuidade ou extinção da raça humana.
O sensacionalismo 'informa' e sensibiliza as pessoas. Penso que, usar o sensacionalismo para trocentos casos reais, passíveis de aborto como: mulheres que não tem acesso a anticoncepcionais facilmente, mulheres que não tem acesso fácil a informação, mulheres que não podem tomar pílula, mulheres sem renda e abandonadas pelo companheiro, homens que não aceitam usar camisinha, mulheres com risco de morte em gravidezes desejadas ou indesejadas, meninas grávidas - todas essas histórias poderiam sensibilizar e mover mais pessoas pela descriminalização do aborto.
Mas a política cirandeira faz o que? Joga o caso de uma guria, cursando superior, com 2 filhos, sem risco para saúde, com acesso a informação, com acesso a anticoncepcional, com emprego (mesmo q temporário é emprego e, cursando superior, já a coloca a frente de um monte de mulheres), uma mulher que o pai também concorda com a ideia do aborto - ou seja, o cara não tem nenhuma religiosidade que o impeça de usar camisinha, o cara não tem nenhum impedimento para uma vasectomia, o cara tem consciência sobre o aborto e está presente... pohan!
Sabe aquela coisa do Titanic? Mulheres e crianças, primeiro?
Que eu não saco o tamanho do problema da guria? Claro que saco sim! Que eu defenderia o direito dela abortar? Defenderia, claro! Mas pelo amor de Deus!
A gente tá numa fase de ódio, de informação acelerada, de conservadorismo, de perda de direitos, de botar um monte de mulher pra parir filho de estupro, de perder um monte de mulher em sala de parto porque o bebê tem direito a vida e ela não! A gente tem um monte de mulher em situação, condição muito mas muuuuuito mais grave que a desta moça, que poderiam sensibilizar, simbolizar essa luta com muito mais assertividade!
A gente tem que pensar na informação que a gente tá gerando - distorcida, acelerada, com teor de sensacionalismo que atinge todas as camadas sociais pró ou contra uma luta!
O que isso pode parecer pro pessoal que já tem o ódio no couro e o selo pró-vida na testa?
Uma vagabunda, que já pariu 2, ganha pensão do marido, trabalha, estuda, que podia ter fechado as pernas, que podia ter tomado pílula do dia seguinte, que mora em metrópole então tem acesso a camisinha, tem acesso a outros métodos anticoncepcionais, que foi só se preocupar agora com o que fez e não quer assumir sua responsabilidade! Uma mulher que quer usar o aborto como método anticoncepcional! - É isso que eu penso? Claro que não! Óbvio que não! Mas eu sei que é nisso que podem e vão e já transformaram!
Eu entendo a urgência dela, do que pode ser o tempo limite para um aborto com menor risco.
Mas eu entendo que a urgência dela agora é vista por outros como uma urgência de não assumir a responsabilidade do que fez lá atrás. Pra mim é punir uma mulher e uma criança com uma gravidez? É! Claro que é! Perde a criança, perde a mãe com isso.
Mas infelizmente a causa da descriminalização do aborto não poderia passar este caso na frente dos outros (gravíssimos e de mais fácil compreensão) por meio de um julgamento específico, entende?
A juíza teria que tomar muito cuidado porque, votando a favor, abrindo este precedente, ela chama a briga dos pró-vida diretamente pra si. Antes de ser juíza, ela é gente. E sendo gente, ao lidar com esse povo intolerante, a gente já sabe no que anda dando né? Mirian Leitão, Judith Butler, Dilma... hostilização é pouco! Mexer com esse povo louco conservador abrindo precedente pra caso que sequer chegou a ser visto com bons olhos por uma parte desse povo é puxar a briga e assumir o risco.
Colocar carreira, credibilidade e sua vida em troca de um precedente que nem é dos mais desesperadores (infelizmente a gente vive com muita desigualdade. Infelizmente a gente tem casos gravíssimos para além deste. E infelizmente acho que a gente tem que pensar nos casos gravíssimos que estamos prestes a perder o direito) - vc o faria??
E só deixando claro que não fico puta com a guria. Não recrimino a atitude dela. Acho que ela foi é muito forte por suportar tudo isso e infelizmente se colocar em evidência a ponto de correr muito mais o risco de ser presa por fazer um aborto clandestino do que outras gurias agora. Consigo me imaginar numa situação parecida e imaginar o quão desesperador pode ser isso.
Mas isso torna a luta pela legalização muito caricata pra esse pessoal que vive de ódio - e que está ganhando espaço. Se eles só vivessem de ódio, estava ok. O problema é que eles estão ganhando espaço e a luta só vai ter equilíbrio, quando a gente conseguir conscientizar uma galera. Essa galera movida pelo sensacionalismo e pela informação acelerada - a gente precisa aprender a tocar essa gente e não servir de esculacho pra colocar essa gente contra a luta. A ciranda alimenta o lado do ódio quando coloca casos assim em evidência. Casos que caem no esculacho mesmo.
Um dia eu espero que a gente consiga descriminalizar essa parada e dar oportunidades decentes pra todas as mulheres. Mas enquanto a desigualdade for monstra, a gente precisa colocar casos a frente de casos. A gente precisa ver a urgência de violências sexuais sobre decisões não tomadas em tempo.
Enfim, vivemos tempos sombrios, blablabla, de perda de direitos, blablabla, avanços conservadores... daí que, ao meu ver, a pauta urgente é a PEC 181 que pode proibir o direito de aborto até mesmo para casos de estupro ou risco a vida da mulher.
O que queremos? Queremos a legalização, o direito de abortar legalmente e ter assistência digna, passível até de reversão dessa ideia, se pans - como acontece no Uruguai, por exemplo.
Daí que vejo que, de um lado a gente tem o sensacionalismo barato que alcança diversas camadas populares mostrando de um jeito bem torto no que incide a descriminalização: crime, pecado, assassinato, homicídio, liberar o aborto como método anticoncepcional, vagabundagem permitida, fim da família...
E do outro lado, gente que tenta tratar direitos na esfera de direitos mesmo, sem religiosidade, sem crime (já que a ciência mostra que não feto não é nem gente e que, dependendo do período de gravidez, nem feto é...), gente que tenta provar que ninguém passaria por uma intervenção cirúrgica como método anticoncepcional e que muitos e muitos casos não tem nem a ver com promiscuidade ou extinção da raça humana.
O sensacionalismo 'informa' e sensibiliza as pessoas. Penso que, usar o sensacionalismo para trocentos casos reais, passíveis de aborto como: mulheres que não tem acesso a anticoncepcionais facilmente, mulheres que não tem acesso fácil a informação, mulheres que não podem tomar pílula, mulheres sem renda e abandonadas pelo companheiro, homens que não aceitam usar camisinha, mulheres com risco de morte em gravidezes desejadas ou indesejadas, meninas grávidas - todas essas histórias poderiam sensibilizar e mover mais pessoas pela descriminalização do aborto.
Mas a política cirandeira faz o que? Joga o caso de uma guria, cursando superior, com 2 filhos, sem risco para saúde, com acesso a informação, com acesso a anticoncepcional, com emprego (mesmo q temporário é emprego e, cursando superior, já a coloca a frente de um monte de mulheres), uma mulher que o pai também concorda com a ideia do aborto - ou seja, o cara não tem nenhuma religiosidade que o impeça de usar camisinha, o cara não tem nenhum impedimento para uma vasectomia, o cara tem consciência sobre o aborto e está presente... pohan!
Sabe aquela coisa do Titanic? Mulheres e crianças, primeiro?
Que eu não saco o tamanho do problema da guria? Claro que saco sim! Que eu defenderia o direito dela abortar? Defenderia, claro! Mas pelo amor de Deus!
A gente tá numa fase de ódio, de informação acelerada, de conservadorismo, de perda de direitos, de botar um monte de mulher pra parir filho de estupro, de perder um monte de mulher em sala de parto porque o bebê tem direito a vida e ela não! A gente tem um monte de mulher em situação, condição muito mas muuuuuito mais grave que a desta moça, que poderiam sensibilizar, simbolizar essa luta com muito mais assertividade!
A gente tem que pensar na informação que a gente tá gerando - distorcida, acelerada, com teor de sensacionalismo que atinge todas as camadas sociais pró ou contra uma luta!
O que isso pode parecer pro pessoal que já tem o ódio no couro e o selo pró-vida na testa?
Uma vagabunda, que já pariu 2, ganha pensão do marido, trabalha, estuda, que podia ter fechado as pernas, que podia ter tomado pílula do dia seguinte, que mora em metrópole então tem acesso a camisinha, tem acesso a outros métodos anticoncepcionais, que foi só se preocupar agora com o que fez e não quer assumir sua responsabilidade! Uma mulher que quer usar o aborto como método anticoncepcional! - É isso que eu penso? Claro que não! Óbvio que não! Mas eu sei que é nisso que podem e vão e já transformaram!
Eu entendo a urgência dela, do que pode ser o tempo limite para um aborto com menor risco.
Mas eu entendo que a urgência dela agora é vista por outros como uma urgência de não assumir a responsabilidade do que fez lá atrás. Pra mim é punir uma mulher e uma criança com uma gravidez? É! Claro que é! Perde a criança, perde a mãe com isso.
Mas infelizmente a causa da descriminalização do aborto não poderia passar este caso na frente dos outros (gravíssimos e de mais fácil compreensão) por meio de um julgamento específico, entende?
A juíza teria que tomar muito cuidado porque, votando a favor, abrindo este precedente, ela chama a briga dos pró-vida diretamente pra si. Antes de ser juíza, ela é gente. E sendo gente, ao lidar com esse povo intolerante, a gente já sabe no que anda dando né? Mirian Leitão, Judith Butler, Dilma... hostilização é pouco! Mexer com esse povo louco conservador abrindo precedente pra caso que sequer chegou a ser visto com bons olhos por uma parte desse povo é puxar a briga e assumir o risco.
Colocar carreira, credibilidade e sua vida em troca de um precedente que nem é dos mais desesperadores (infelizmente a gente vive com muita desigualdade. Infelizmente a gente tem casos gravíssimos para além deste. E infelizmente acho que a gente tem que pensar nos casos gravíssimos que estamos prestes a perder o direito) - vc o faria??
E só deixando claro que não fico puta com a guria. Não recrimino a atitude dela. Acho que ela foi é muito forte por suportar tudo isso e infelizmente se colocar em evidência a ponto de correr muito mais o risco de ser presa por fazer um aborto clandestino do que outras gurias agora. Consigo me imaginar numa situação parecida e imaginar o quão desesperador pode ser isso.
Mas isso torna a luta pela legalização muito caricata pra esse pessoal que vive de ódio - e que está ganhando espaço. Se eles só vivessem de ódio, estava ok. O problema é que eles estão ganhando espaço e a luta só vai ter equilíbrio, quando a gente conseguir conscientizar uma galera. Essa galera movida pelo sensacionalismo e pela informação acelerada - a gente precisa aprender a tocar essa gente e não servir de esculacho pra colocar essa gente contra a luta. A ciranda alimenta o lado do ódio quando coloca casos assim em evidência. Casos que caem no esculacho mesmo.
Um dia eu espero que a gente consiga descriminalizar essa parada e dar oportunidades decentes pra todas as mulheres. Mas enquanto a desigualdade for monstra, a gente precisa colocar casos a frente de casos. A gente precisa ver a urgência de violências sexuais sobre decisões não tomadas em tempo.
segunda-feira, 27 de novembro de 2017
Que nós até Caio escreveu...
"Congela o teu olhar no meu
Esconde que já percebeu
Que todo meu Amor é teu Amor..."
Deixe-me aproveitar este momento de êxtase! Depois de anos e anos e anos, volto a sentir cada detalhe descrito em um livro, volto a viajar para o universo lá descrito, vendo detalhes, sentido a temperatura, os cheiros... o mar, o sol, a água, o contato, o olhar, o desejo ainda imperceptível... ai que delícia!
Bom, voltando agora pra realidade... Esquece praia, esquece sol a pino, esquece mar da temperatura mais agradável... esquece essa sensação Confissões de Adolescente e volta pro teu escritório com teus números e folhas e cálculos e burocracias e registros intermináveis! rsrsrs
Ontem ou anteontem saí de um grupo que até tava gostando pra caramba de estar. Lá eu distribuía palavras de afeto, de empoderamento, de compreensão e apoio e também esclarecia algumas dúvidas, recebia conselhos, críticas... tava bem legal. Saí de lá. Motivo? Uma discussão qualquer... dessas que a pessoa chega cheia de propriedade, desmerecendo seu conhecimento e posando de gatona. Quando vc vai dando corda porque realmente pareeeece que ela acredita no que fala e que vai comprovar isso de alguma forma - quem me conhece sabe que eu não busco o confronto de direto. Eu busco motivos para que eu duvide! Sempre! Eu busco motivos para não me sentir estagnada num modo de pensar, alienada - eu busco estar errada para não me sentir cômoda em minhas certezas.
Daí que a guria estava muito, mas muito certa de tudo o que dizia e eu tava achando o raciocínio interessante, embora fosse bem diferente do que eu pensava como 'o certo'. Eis que chegou o momento em que eu pedi as tais das fontes. E isso foi uma afronta! Sabe, tá engraçado isso.
A pessoa se isenta se: for a opinião dela; no argumento estiver escrito 'comprovado cientificamente'; especialistas discordam; no que ela diz ela lança uns dados estatísticos...
Só que aí que tá - se esquecem que, pra formar a bendita da opinião, é razoável que se tenha alguma base. Um lugar seguro pra se ancorar. Pra não parecer um 'cuspir pro alto'.
Dizer que é cientificamente comprovado não tem crédito algum se você sequer consegue dizer quem é o cientista que comprova, a teoria que comprova, o estudo que comprova, qualquer dado que direcione a tal comprovação científica.
Dizer que especialistas discordam sem dizer necessariamente quais especialistas e especialistas em que também é querer manipular aquela pessoa que pode ser influenciada pelo poder dessa bendita combinação especialista+discordância que concorda com o teu modo de pensar.
E dados estatísticos lançados ao léu? Dados que ninguém encontra em pesquisa nenhuma!
Então, saí do grupo e melhorei em qualidade de vida. Apesar de dar conselhos e interagir e conhecer situações diferentes das minhas, vi que eu gastava muito tempo com isso.
Estou tentando ajeitar meu tempo das coisas...
Voltando a 'Mel e Girassóis'... este é um livro do Caio F. Abreu que, eu estava um tanto resistente a ler - Ler Caio F. - porque virou uma febre no Facebook numa época e eu ficava Caio Who?! - e aí meu ex falava mal e tal (apesar de que eu acho que ele nem conhecia Caio F. na real). Então, Mel e Girassóis é um livro do Caio Fernando que é citado numa música q eu adoro e devaneio quando escuto - Fica (AnaVitória) - e não entendia nada desta bendita parte:
"Congela o teu olhar no meuEsconde que já percebeuQue todo meu AmorÉ teu AmorEntão vem cáQue nós até Caio escreveuParece que nos conheceuEm Mel e Girassóis..."Então fui caçar o que era isso e achei o livro e baixei e li o capítulo Mel e Girassóis e me apaixonei 6x.
Ontem foi dia de Fuvest - foi horrível. Nunca na história desta pessoa, não foi possível aplicar regra de três até ontem! Existe uma remota possibilidade de passar pra segunda fase? Existe. Remota? Remotíssima! Vamos nos apegar a essa esperança? Melhor não. No expect! Sem expectativas!
Ontem também assisti As Vantagens de Ser Invisível e, apesar da parte tensa do filme, densa, dramática, me vi em minha vivacidade adolescente ali. Que gostoso foi.
Recomendo o filme. É muito bom. Muito bom mesmo.
Quantos amores platônicos vc tem?
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