Porque Something

Something é uma das melhores dos Beatles. E é uma das melhores músicas do melhor dos Beatles, o George. E Something está presente num dos ...

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

E tá errado! E tá errado?

Olha, não para de chover denúncias de minas que sofrem assédio no transporte! É no trem, no bus, no metrô, no táxi, no uber, no cabify, no 99... Tá um puta saco isso!

E pior é que ainda existe diferenciação pra assédio. Tem aquele assédio 'aceitável' (como se a gente já tivesse a obrigação de conviver com isso porque é natural do homem se esfregar na gente, tocar, apalpar, falar coisas obscenas e tal) e aquele que não é aceitável porque aí já fere a dignidade alheia né? Tipo, ninguém gosta de ver mulher machucada, homem nenhum gosta de saber que sua mulher foi estuprada, é muito nojento ver uma mulher suja de gozo de um tarado - esses que são visivelmente desagradáveis acabam sendo combatíveis.

Fico horrorizada com isso. Os outros definem o que é aceitável pra você. E a gente se fode porque tem que aceitar que é só um assediozinho, vai! Se fosse um assediozão que causasse nojinho ou peninha nos transeuntes ao redor, aí vc tem o direito de reclamar e fazer um escândalo. Do contrário, fica calada e para de se achar porque toda mulher passa por isso e não sai fazendo barraco, atrasando, atrapalhando a vida do outro! - é bem isso! e feminismo pra que né? e não existe machismo não.

Isso eu já acho um porre.

Daí outra questão dentro dessa macro-esfera do assédio, indo pro outro lado, aquele que tem que ser gritado e os caras acham que castrar o cara é o melhor mesmo sem pensar que pra existir a penalidade de castração, o filho da puta precisou assediar 'gravemente' uma mulher. E assim, mesmo com castração química - digamos que foi aceito isso - ainda vai existir estupro e eu acredito que tem muito a ver com transtorno mental e que o cara vai estuprar com pau, com dedo, com o que tiver pra saciar seu desejo psicopata mesmo que lhe tenham tirado o pinto. Ou seja, é cada 'eficácia' que o povo arruma...

Dentro ainda desse lance mais grave do assédio que se torna estupro, atentado violento e tal, faço minhas observações distante, sem assumir lugar de fala e sem propriedade para discutir com as manas é a questão da denúncia.
As vezes parece que a questão da denúncia de violência contra a mulher, no processo formal, só cabe a parcela pobre e preta. Aquela que tem exame de corpo de delito, constrangimento, enfrentamento direto com policiais machistas, julgamentos, preconceitos, humilhação - só cabe a parte das mulheres que fica a margem. Que é encorajada a ir na delegacia por campanhas de globais, que é estimulada pela história contada na novela que é parecida com a sua no barraco, que vem de campanhas virais na internet...
A outra parcela da sociedade, elite, branca, empoderada, politizada pode se dar ao luxo de não passar por este processo, gritar nas redes sociais, virar mártir, criar hashtag, dar entrevista...

E aí o meu lado matemático (apesar de ser de humanas eu sou de gêmeos né? rsrs) que transforma tudo em estatística (porque meu entendimento matemático se resume a bhaskara e regra de 3) fica refletindo: se o que entra pras estatísticas são os casos registrados e se a partir dos casos registrados que temos então dados documentados passíveis de cobranças e ações (lembrando sempre que estou falando de como funciona burocraticamente e não falando como deveria funcionar com burocracias a parte e maior valor ao depoimento da vítima onde quer que fosse) porque raios a gente tem que defender que tá ok a pessoa não deununciar na delegacia e denunciar no Facebook?

<peguei este texto pra terminar depois e não li desde o começo pra puxar linha de raciocínio porque eu sei que já perdi grande parte do que queria dizer - sempre acontece quando não escrevo um texto de uma vez>

Então a mulher famosa berra no Facebook. E berra que não vai a delegacia porque o cara sabe onde ela mora e bla bla bla. Denuncia uma empresa mas não denuncia o abusador, não dá pistas de como o cara é, não vai a delegacia porque 'a dor é dela'... E aí eu acho meio nada a ver isso porque o meu feminismo grita que, somos nós por nós e se uma mulher precisa MUITO de leis que a protejam, essa
burlada nas estatísticas fode!

E aí vai pra novela berrar que a única forma da negra da favela vencer o macho abusivo é denunciando na delegacia e se sujeitando a toda humilhação.

Sei lá.
Acho que a gente tem que se entender como estatística. E tem que entender que não tem que burlar lei. Tem que fazer as coisas do jeito certo porque o que é certo pra uma é certo pra todas e não é porque o cara lá na delegacia vai ser filho da puta que a gente tem que evitar. A luta não é fácil. A luta não é bloguezinho, textão de Facebook, fotinha dramaqueen.

E aquela coisa que não entendo: vc n quer se submeter a humilhação na delegacia mas se submete a humilhação de virar viral e ter trocentos caras tipo o delegado te xingando. Vc perde o controle de quantos tipo delegados vc tai enfrentar, cara!
E denuncia sem dar nomes aos bois?? Enfim... acho errado. Posso mudar meu pensamento mais pra frente, se conseguir entender de outra forma. Mas a princípio acho erradão!

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Child Free e as intolerâncias

Óia, mexeu com criança, mexeu comigo né? rsrs

Tô vendo essa onda de childfree crescer e isso não me soa legal...

Não sei ao certo o que fazer com as intolerâncias. Antes eu achava que ignorá-las, abafava e aí elas iam se recolher novamente ao território sombrio de onde vieram mas aí pensei: isso é uma atitude minha em meio a uma onda imediatista, midiática louca de gente que rebate e que se levanta e vai pro front e encara e de indignação compartilha... Fosse pra eu fazer um guia, para devolver pro inferno esse monte de intolerância e discurso de ódio e de fake news, de mentiras compartilhadas como se fossem verdade e essa confusão toda que elevou a opinião a um grau de ordem... seria bem simples:

1. Não responda.
2. Não curta, não reaja, não compartilhe.
3. Denuncie os extremos ao setor da rede que acolhe denúncias.

Por que eu adotaria essa postura e adotei por um tempo?
Porque eu vejo que esse pessoal se fortalece no escracho. Se você responde, os mecanismos das redes sociais colocam em evidência. Se vc reage ou curte, os mecanismos colocam em evidência. Se vc denuncia em seu perfil, compartilhando, os mecanismos vão entender que é algo que vc gosta porque vc compartilha e daí vc vai passar a receber bastante conteúdo disso. Fora que, vc indiretamente está promovendo essa ação, essa pessoa, esse grupo... o que quer que seja que tenha saído do inferno.

Então assim, eu escolhia o silêncio por achar mais produtivo para mim, mais saudável e por evitar a possibilidade de promover indiretamente - ou seja, ter o efeito contrário, ao invés de combater, colaborar para que se espalhe! :O

Só que eu sou uma gotinha no oceano! rsrsrs
E não estava assim muito eficaz.
Então estou estudando mudar a estratégia. Agora ando escrevendo bastante! Dando pitaco em tuuudo que é postagem que cabe um pitaco informativo, construtivo, educativo... vamo que vamo!
Sem cansar, sem temer, sem se deixar abater.
É cansativo mas digamos que tem rendido, pelo menos esperancinha em mim.
Tá que eu lembro que já tentei fazer isso doutra vez mas n rolou, algumas pessoas até pareciam estar dispostas a dialogar mas na verdade, o ego fala muito nas redes sociais.
Então acho que tô meio vacinada e não vou me frustrar com isso.

Fora que pensei:
Se eu simplesmente me calo, vai surgir alguém do meu lado da força que vai rebater agressivão e não vai ser eficaz.
Se eu jogo informação aberta a quem quiser ler, vai ter gente lendo. Vai ter alguém que use isso para mudar uma forma de pensar ou alguém que consiga ter argumentos pra rebater sem ser agressivão da próxima vez.
Ouceje, de todas as formas, jogar informação parece ser mais eficaz. E vou assim.
Tenho passado bastante tempo respondendo a posts ao invés de escrevendo no meu facebook. No meu facebook as pessoas que gostavam de me ler estariam me lendo mas o alcance seria só nesse 'público'.
Enfim, lá vai a veia jornalista ferver por compartilhar informação rsrs

Sobre o movimento childfree - acho coisa do ego sim. Acho coisa de gente muito aconstumada com conforto e carente de socialização. Normalmente vc vê generalizações nas defesas disso: ah porque as crianças derrubam tudo, porque as crianças fazem barulho, porque as crianças não tem educação, as crianças correm por todos os lados, porque eu não gosto de crianças... Percebo que não existe um olhar para o indivíduo. Não existe uma atenção individualizada. E lógico que essas pessoas não se atentam a riqueza que é o convívio com uma criança! Essa pessoa, infelizmente, passou longe do milagre que é a evolução do serzinho criança até o ser humano que deveria amadurecer. E esse processo é tão lindo, tão mágico, tão surpreendente!
Daí fica aquela coisa - não teve contato, não se inspirou, não tem beleza no olhar - isso é triste.
Tenho falado bastante disso: o que você não vê com beleza precisa levar a reflexão pois a beleza parte de dentro. O que vc diz sobre algo, diz mais sobre vc do que sobre o que vc esta rotulando. Na verdade, em terras de internet, em que ferve opinião, claro que o que fica mais evidente, quando as pessoas se expressam, a personalidade delas do que a daquilo que ela critica.

Acho que estou amadurecendo. Mais resistente as pancadas, as quedas... Fazendo leituras.
Medo de me perder no ego. Sempre vou ter esse medo!


quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Ideias de nomes

Eu sempre penso em listar estes nomes que eu gosto, pra quando, um dia, resolver ter um filho, já ter uma lista de nomes ótimos e sempre esqueço. Ou acho que esqueço porque talvez eu lembre mas se esqueci que lembrei e acabei fazendo uma lista já... continua essa bagunça!

Bento
Noah
Gabriel
Flora
Alice
Ananda

terça-feira, 29 de agosto de 2017

Eu não sei se vou parar de comer carne

Cara, eu cresci numa zona mista: rural e urbana interagindo. Eu vi muita terra ser tomada pela soja, pela cana... Eu vi o boom da soja acontecer e eu não gosto de soja.

A minha relação com os animais é um tanto quanto selvagem, eu poderia dizer.
Eu era criança e acordava com barulho de abate de porco, ia lá e comia banha crua com limão e sal!
Eu escutava o barulho do porco e já sabia que ia ter banha com limão e sal! Eu entrava no galinheiro pra pegar galinha pra minha avó matar pro almoço e por aí vai... sempre foi muito natural essa relação de vida e morte de bicho perto de mim. E de um jeito, que eu também acho meio estranho, não vejo erro em dar nome, fazer carinho e depois matar pra comer - eu dava banho nos porcos. Eu não sofro por chineses comerem cachorros...

O meu problema com relação a carne animal está na indústria. Na produção industrial que não faz sentido quando a gente volta a lembrar que carne vem de seres vivos e não existe produção industrial de vidas...

Mas aí me vem a indústria da soja para produzir carne vegetal. Eu vi devastações de solo causadas pelo plantio exaustivo de soja. E a gente sabe que Mato Grosso e afins virou tudo soja. Então entre a indústria da carne animal e a indústria da carne vegetal... eu abomino as duas! rs

Aí vem aquele pessoal: ah mas se vc tivesse que matar o bicho, vc não comeria carne! Cara, sinceramente? Se eu tivesse que matar o bicho, eu comeria carne! Eu aprenderia a matar o bicho!
Só que, estes são referenciais pessoais meus, entende? Eu não vou impor isso a ninguém. É muito particular meu. E nem vou discutir pra pedir que entendam!
Assim como acho muito porre o pessoal vir cagar regra vegana pra cima de mim. Se os argumentos fossem legais, mas cara... contradiz muita coisa que eu sei, contradiz muitos valores que não foram imputados a mim então não vale pra mim.

E, além desse repertório total roots que eu tenho de criação, ainda vem aquele outro lado da verdade que aprendi com o tempo, com os estudos ambientais - lugar onde caí totalmente de para-quedas e vira e mexe me chama me chama me chama e eu recuso rsrsrs - cara, o lance não está totalmente em ser vegano ou vegetariano - PARA MIM! Leia sempre PARA MIM! Este espaço é meu, de pensamento, de profundezas, de intimidade ~ com eu sempre gosto de usar: MEU INFINITO PARTICULAR mora aqui ~ - eu não acredito que trocar a indústria da carne animal pela indústria da carne vegetal vá surtir algum efeito super topzera de equilíbrio ambiental e meu lance é muito mais de equilíbrio ambiental do que de sofrimento do bicho - vide o que escrevi aí pra cima tudo. Voltando a questão da INDÚSTRIA. Man, eu odeio a indústria rsrsrs

E trocar o pasto pela plantação devastadora, trocar o consumo de carne por transgênico... sei lá né?
Me parece meio incoerente vc cagar pra tua saúde, comer transgênico adoidado (soja, milho) porque tá com dó do bicho. Tipo, se mata mas não mata o bicho. E vem aquele pessoal, que fala: aaah mas vc mima um e mata o outro - filhão, como vc acha que a tua plantação de carne de soja se fez? Teve desmatamento não? Teve bicho morto pra dar lugar pra ela não? Eu mimo um, mimo o que vou comer e vejo o desmatamento de vegetação natural, lares de bichos, sendo destruídos por conta de pasto e por conta de soja e aí? É a era da incoerência, da hipocrisia, da cegueira seletiva, bebê!

Então, eu acho menos hipócrita a tal da agricultura, agropecuária familiar. Mais digno, mais puro, mais honesto e menos impactante. Seria meu sonho.
Nada de desperdício. Nada de devastação. Nada de exagero. Nada de agrotóxico. Nada de transgênico. Seria lindo!


terça-feira, 22 de agosto de 2017

Um ensaio sobre vulgaridade e exposição

As vezes a cabeça feminista com um pezinho no machismo ainda buga...
E as vezes a militância também faz a gente pensar muito unilateralmente.

Aí quando surge, aparentemente, um conflito de ideias no campo machismo-feminismo-comportamental-opinativo rsrsrs eu bugo mais ainda e fico congelada nessa ideia tentando encontrar um meio termo, um viés harmônico, estabelecer um ok, nessa complexidade.

A tal da complexidade me faz muito bem sempre que tenho um conflito de ideias - ora de conformidade, ora de ampliação de tolerâncias... ela sempre me lembra que sim, podem existir outras visões e o antagonismo pode sim complementar.

Muita gente sabe que eu tenho um problema sério com pornografia. Acho ecah mesmo.
Li vários textos, tem um TEDx muito bom a este respeito e como pornografia = consumo... e como o consumismo é algo que eu abomino, então aí me aceitei. rs
Existe aquela coisa do feminismo, de não julgar a guria do filme pornô e realmente isso eu não faço e nem acho que cabe a mim. A guria está lá fazendo o que ela quer com o corpo dela, muitas vezes sendo submetida a humilhações e ritmo de máquina mas... é a forma dela ganhar grana pra VIVER ou até pra SOBREVIVER... eu não acho a pornografia necessária. Acho a pornografia prejudicial.

Acho a exposição do corpo, de maneira chula ou simplesmente pra causar impacto, chocar ou sexualizar o corpo gratuitamente uma forma de usar o corpo para consumo.
Não gosto da banalização do corpo, da nudez banalizada. Simplesmente não acho que exibir trocentos corpos vai naturalizar a visão de uma pessoa com o próprio corpo, saca?

A Anitta lançou um clipe - outro clipe em que a sensualização (para mim) vai para além do over.
Mano, no clipe anterior ela sensualizava com uma geladeira de supermercado! Tipo... se isso não é pra vender a porra do clipe dela e para fazer as pessoas consumirem isso, sinceramente, não sei pra que ela faz isso.
Agora ela tá de biquini de fita isolante. Nem vi ainda. Só vejo várias matérias falando sobre isso.
Gurias que dizem que isso é vulgar, automaticamente são julgadas: se fosse homem fazendo isso, vc n acharia vulgar. O corpo da mulher exposto é vulgar. Chamar isso de vulgar é diminuir a mulher...
Cara, que porre essas discussões em que todo mundo tem uma opinião formada sobre o tema e sobre a opinião formada sobre o tema! Que louco esse mundo, credo!

Definitivamente eu sou mais ligada ao Sagrado. A delícia da sensualidade e da sedução do corpo - escondido ou nu, bem fotografado, acho ok. Não gosto da EXPLORAÇÃO do corpo. E da exploração do corpo para vender, criar consumo. Isso não.

Então assim, eu acho vulgar tudo aquilo que se entrega a exploração. Caso daquela marca de coisas de aço lá: a modelo está fazendo o seu trabalho e não a julgo pois ela precisa trabalhar. Julgo a marca pela exploração que nada tem a ver com o produto vendido. E julgo a campanha como vulgar sim pois explora o corpo da modelo, entende? são coisas diferentes.

A Anitta foi vulgar? A modelo da marca lá foi vulgar? A Aline Riscado - Vem verão, vai verão é vulgar? Olha, ao meu ver, naquelas campanhas publicitárias (lembra que publicidade = venda = exploração) são vulgares. Do mesmo jeito que há demanda de consumo para este tipo de coisa, há oferta de corpos para este tipo de campanha.
Acontece que, uma modelo não tem assim tamanha autonomia para escolher que peças vai estrelar, certo? Ela meio que é 'empregada', 'prestadora de serviço', ela serve a uma indústria. E o corpo é o material de trabalho dela.
Agora, a Anitta??? Ela não é empregada nem prestadora de serviço e a indústria que ela serve é a fonográfica, né? Enfim... esse tipo de coisa buga minha cabeça!
Posso julgar outras mulheres? não.
Fossem caras vc teria a mesma opinião? sim.

Acho desnecessário. Nada empoderador não. Acho banalização. Escracho.

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

chato

Quando uma mulher resolve abrir a real sobre o relacionamento abusivo que viveu, jamais ela está querendo se passar por vítima! E isso nem faz muito sentido pois, que glamour a pessoa leva ao se expor e ser subjugada - porque é, porque vai ser - cutucar uma ferida assim...

A gente grita os abusos sofridos porque sabe o quão difícil é percebê-los numa relação e o quão sufocante a relação se torna. A gente grita porque a gente sabe o lugar da mulher nessa situação e porque a gente sabe que tem muita gente na mesma situação que a gente esteve e sente por obrigação dizer: tá tudo bem, tem alguém aqui com uma história parecida com a tua, de repente te ajuda a refletir, te ajuda a ver por outro ponto de vista, de repente te alerta pra que isso não aconteça com você.

Foda é ver alguém que você ama numa situação assim, de abuso, porém diferente da tua. Diferente do que estão falando por aí. Diferente do que passa na novela...

Relações abusivas podem acontecer em todo e qualquer tipo de relação: no trabalho, em casa, de pai pra filho, de marido e mulher, de líder para com servo... não necessariamente cumpre o papel clássico de domínio e dominador = homem sobre a mulher. As relações de poder, de hierarquia são perigosas pois, ultrapassando uma linha tênue a hierarquia se torna domínio.

E sinceramente, dói muito não saber o que fazer. Vejo minha irmã. A relação de abuso ali, não é necessariamente do meu cunhado sobre ela. Mas é uma relação de domínio - religioso, ao qual eles dois se prenderam e a vida vai passando, as obrigações e trocas com o mundo além da igreja ficam de lado

quarta-feira, 26 de julho de 2017

Ói eu aqui traveiz!

Laiá, laiá, laiá...

Sabe, eu trafego por dois mundos bem distintos: a perifa e a classe mé(r)d(i)a. E é muito louco ver as diferenças...
Hoje Facebook me trouxe Milton Santos e eu preciso parar de olhar as diferenças... E sim o que nos aproxima... prometo que vou tentar. Prometo que vou tentar ser ponte! =)

Do lado perifa, fico bem feliz quando vejo iniciativas que visam integrar a sociedade. Isso é bem bacana. O que a perifa precisa, ao meu ver - e de simplismo puro porque quero ser sintética e não problematizar, entrando por vieses mais complexos - é de união e emancipação. E isso é difícil pra caraaaaleo! Como emancipar uma massa que nasce, cresce, vive e morre dependente de outra classe? Depende dessa outra classe para ter acesso a itens fundamentais a essa emancipação, como cultura, educação, saúde, saneamento, emprego, transporte, lazer, segurança... Tudo isso, ou parte da iniciativa privada ou das governanças ~ se atentem, por gentileza que o texto é corrido assim como as ideias e a construção pode perder a linha as vezes, afinal, é construção imediata de pensamento: pode conter situações que se contradizem ~ e daí entramos num paradoxo muito louco de criar emancipação/desvínculo/independência das classes altas a partir da entrega desses equipamentos pelas classes altas! rs
Mas isso se faz muito pela imitação também. Pela repetição de comportamentos aprendidos lá, em momentos que essas classes se aproximam: em espaços comuns de convivência. Empregos. Mercados, etc.
O problema é que, a imitação é tão prejudicial quanto a decoreba pois é rasa e mecânica. Logo, as imitações se tornam clichês como repetições de frases do tipo 'bandido bom é bandido morto', 'se estivesse trabalhando/estudando/em casa não teria acontecido', se repetem opiniões políticas rasas, se repetem gostos e modismos estimulados pelo consumismo como maneira de se impor como celulares de última geração, carros potentes, rebaixados, com som ultra-mega-potatos, Nikes, Apples e Samsungs, Starbucks, McDonald's, Playstations... e pouco se evolui dessa ação mecânica e superficial. Mantém-se a submissão e até a omissão. Em casos piores se transforma em negação. Daí a pessoa nega a periferia em que vive, se omite dos problemas, se omite dos problemas que ela mesma enfrenta por não se identificar mais com essa realidade. E também não consegue se manter no mundo artificial que ela cria... Louco né? Identidade é tudo!

Nem precisa dizer que grande parte dessa falta de recursos e desse consumismo estimulado são algumas das chaves para se criar e perpetuar a violência na perifa, né?

Depois eu volto com a parte da Classe Mé(r)d(i)a... Porque precisa organizar um cadim azideia né? rs